Vices
6 Segredos
Notas iniciais
Espero não ter matado taanto vocês de curiosidade, hehe nn' O Cap ficou meio xoxin mas o proximo eu compenso! *-*
Queria agradecer a todos e ao novos leitores de Vices!
Boa Leitura!
“Droga!”
Iria matar aquele que disse alguma coisa para o Uchiha! Iria mesmo! E perguntava-se quem teria feito isso: Ino, Gaara ou Tsunade? Já que apenas eles sabiam que iria atrás de Michael. Fitou a moto mover-se graciosamente, já em pouquíssima velocidade, parando no estacionamento da oficina, ao lado da mesma.
Ainda não se conformava da traição, e tentava de todas as formas achar o porquê de terem falado seu plano a ele. Justo a ele. Bufou alto.
Não havia mesmo a razão para falarem. Poderia ter sido Ino, já que a mesma estaria preocupada. Mas depois da conversa que tiveram, a loira não seria capaz de fazer isso consigo. Gaara não se metia na vida dos outros, respeitava a decisão de cada um e o mesmo ainda sabia que a rosada tinha capacidade de ir ali sozinha. E muito menos Tsunade falaria alguma coisa para ele.
Então o que ele estava fazendo ali?
Apertou os lábios e também a maçaneta que segurava com a mão esquerda, enquanto fitava o piloto da moto puxando “o pezinho” da mesma, e se preparando para sair.
Bufou novamente e sentiu raiva quando percebeu que sua respiração estava descompassada, assim como seu coração. E no seu estômago uma onda fria o envolvia, sentido uma ansiedade imensa junto do nervosismo.
“Merda”.
Não iria fraquejar por apenas sentir e ver a presença no homem que tanto amou, e que mesmo não admitindo, ainda amava. Foi até ali para fazer um trabalho. – se equipava com uma arma pequena – O seu trabalho, que poderia manter sua vida e de seu filho segura.
E Uchiha nenhum iria impedi-la.
Fechou o pente da arma e a escondeu bem no cós da calça.
Não a nova Haruno Sakura.
Puxou a maçaneta do carro com vontade. Tinha o peito estufado e a face rija e firme. Ma por dentro, seu estomago parecia ter borboletas. Fechou a porta apertando o alarme e dando passos largos e também firmes.
Atravessou a rua não ligando para um suposto Uchiha que a fitaria de longe a qualquer momento, mas na verdade estava em uma luta pessoal para não olhar para a direção dele nem que fosse rapidamente.
Suas botas negras davam um baque surdo no asfalto, e no conjunto de seus cabelos róseos ondulados soltos, a calça jeans azul desbotada, que definia as pernas torneadas, a regata negra que realçavam seus seios e a jaqueta de couro também negra, dando-lhe um ar mais sexy, chamava a atenção de todos os homens que passavam. E até notava olhares sobre seu bumbum que rebolava seguindo suas as pernas.
“Idiotas.”
Pensou fazendo um bico e logo após suspirando.
“Queria que outro estivesse olhan-“
Repreendeu sua mente assim que percebeu que rumo daria. Não queria admitir, nem para si mesma que estava loucamente desejando fitar o homem sexy de macacão para apenas ver se o mesmo lhe olhava.
E seus instintos falaram mais alto.
Olhou para o lugar onde o suposto moreno deixou a moto, um pouco longe a sua frente, e viu o mesmo já sem capacete indo em direção à oficina, logo após a adentrando.
“Ele nem te viu, bobalhona.” Bufou.
Resmungou se sentindo uma adolescente idiota e logo prestou atenção ao que ocorrera a sua frente. Após a entrada do Uchiha e o mesmo cumprimentar o dono da oficina, Michael baixou o grande portão de ferro, fechando a oficina e impedindo de ver qualquer movimento dentro da mesma.
“Mas o que?”
As sobrancelhas rosa pesaram sobre os olhos esmeraldas. “O Uchiha esta tramando alguma!”. Apertou o passo ao se confirmar disso. Ele poderia até mesmo estragar seus planos. E não iria permitir.
Chegou à área da oficina em poucos minutos e já se encaminhava para a porta dos fundos, que sabia que havia e que não estaria trancada. Quando chegou a frente da mesma se preparou para bater, mas a conversa lá dentro a impediu.
- Sabe que não posso Uchiha. – riu em escárnio.
- Pode sim. – sua voz era fria. – Eles não vão saber.
- Dizer é fácil. – debochou. – Os caras são mais espertos do que você imagina e-
Percebeu que Michael se calou subitamente. Suspirou.
“Maldito Uchiha. Seus instintos ainda estão aguçados.”.
Tinha que admitir, ele era realmente bom. Deu um mínimo sorriso, colocando uma cara sínica e falsamente simpática e logo tratando de bater rapidamente na porta de aço.
Ouviu passos cautelosos se aproximando da porta a sua frente. Achou engraçado o pensamento de quando ele abrisse dizer um alto BU e provavelmente levar um tiro no meio da testa. Não pelo Uchiha e sim por Michael. Sua fama era de medroso e impulsivo, e não era apenas fama. Como o diria a rosada, ele era um homem que fazia e acontecia, mas na hora do vamos ver ele caia fora.
O conheceu um ano depois que veio para Manhattan, já que o mesmo ia as vezes à oficina de Gaara quando ela estava lá. E ele era gamado na rosada.
- Princesa! – abriu um sorriso fitando as belas esmeraldas a sua frente.
- Oi Michael. – deu um sorrisinho sínico e forçado. Ela não o suportava.
Olhou rapidamente sobre o ombro do homem a sua frente que tinha a típica cara de traficante mexicano, e viu um moreno lhe fitando seriamente, rijo e travou a mandíbula ao certificar-se de que era a rosada.
- Que surpresa gata. – flertou sorrindo malicioso. – O que lhe trouxe a me visitar?
Ela o fitou com os olhos cerrados tendo dificuldade de manter o sorrisinho sínico, segurando-se para não afundar aquele nariz de tucano ate o outro lado do crânio.
- Posso entrar? – fingiu uma voz provocante, arqueando sensualmente a sobrancelha.
- Claro! – ele sorriu abertamente. Ela concluiu que ele deveria estar achando que ela finalmente o daria uma chance.
Deu alguns passos apenas para se manter dentro da oficina, não queria ficar perto dele.
- Está ocupado. – disse olhando para o Uchiha ainda caminhando. Ele tinha a mandíbula travada e parecia estar irritado por ela estar ali. – Não quero atrapalhar. – disse parando e fitando o homem não tão alto que parou em seu lado.
Estava ate se divertindo com a situação.
- Atrapalhar? – riu. – Você nunca atrapalha meu anjo. – disse novamente malicioso.
Ela mordeu o lábio inferior e olhou para baixo, tentando conter a raiva, e deu um sorrisinho forçado para disfarçar.
- Hun. – forçou mantendo o sorrisinho.
- Não é Uchiha. – sorriu fitando o mesmo, que tinha uma carranca nada agradável.
Ela levantou o olhar para o Uchiha que bufou disfarçadamente e viu que ele olhava para o chão, com os punhos cerrados. Estava impaciente.
- Vem cá – fitou os olhos do homem e ele cruzou os braços. – Soube que você sofreu um acidente. – seus olhos estavam curiosos.
- Soube? – perguntou sínica caminhando ate uma mesa cheia de peças bem próxima de si e de Michael. Fingiu que as observava enquanto as tocava.
- Sim. – coçou o queixo. – Todo mundo está comentando. Você realmente é ótima no volante. – maliciou como se dissesse “Queria ver se é na cama também.”
A rosada apertou os lábios e deu um sorrisinho irritado. Queria muito quebrar a cara feia de traficante mexicano dele. Ele estava sendo mais sínico do que ela.
- Pois é. – disse num suspiro fitando um pé de cabra. Lembrou-se da loira e sorriu.
O moreno que fitava a cena já estava impaciente. Mas tambem estava curioso para saber o desfecho, pois sabia muito bem o que a rosada estava fazendo ali e o que seria capaz para conseguir o que queria.
- E você sabe que me seguiam, não é? – tocou no pé de cabra.
- Fiquei sabendo. – parou de coçar o queixo e cruzou o braço novamente. – E se quiser eu arrumo seu carro de graça gatinha. – sorriu malicioso.
Ela curvou os lábios fingindo surpresa. Virou-se para ele e se aproximou de braços cruzados.
- E tambem deve saber que eram mustangues iguaizinhos ao que acabou de sair daqui não é? – seu sorrisinho sínico virou de satisfação ao ver o rosto ele mudar para um pouco de espanto. – E o mais importante.. – parou a sua frente. – Usavam Nitrometano. – sorriu.
Viu ele engolir seco.
- G-gata você deve estar desconfiado d-de mim, mas eu n-não sabia e-eu juro! – espalmou as mãos à frente do corpo em defesa, dando alguns passos para trás.
- Ah, não? – fingiu pena enquanto se aproximava do homem que tentava ficar longe. – Então vamos fazer da forma mais simples. Você me fala sobre eles.. – sorriu. – e eu não te mato.
- G-gata é complicado. – ele parou. Sentia a intenção de matar vinda da mulher de cabelos róseos. – E-eu não posso falar. – sorriu amarelo torcendo para que ela fosse compreensível.
Ela riu em escárnio e mordeu o lábio inferior.
E um soco veio mais rápido do que o raciocínio do homem, que se encontrava agora no chão segurando o nariz que sangrava. Estava quebrado. E só então percebeu que fora da rosada, que ainda mantinha o punho cerrado.
- O que foi? – perguntou sínica. – Minha mão é pesada? – Se aproximou dele dando passos longos.
Pegou-o pelo colarinho e deu outro soco seguido de um chute que o atirou para longe.
O Uchiha apenas fechou os olhos e suspirou cansado. Caminhou calmamente, ouvido novos grunhidos de Michael, até a janela da oficina onde fechou a cortina da mesma. Não seria legal as pessoas da rua verem a carnificina. Virou-se e viu a rosada acertando o homem dos cabelos castanhos numa sequencia de chutes e socos que o mesmo não conseguia se esquivar nem defender.
Cruzou os braços e escorou-se na parede atrás de si para observar.
“Ela melhorou.”
Concluiu dando um discreto sorriso de canto. Tsunade havia a treinado bem. Viu que sua antiga rosada doce e um pouco tímida, agora havia se tornado uma mulher forte, decidida e linda..
- Arghh!
- O que? – perguntou sínica. – Quer dizer algo? – puxou ainda mais os braços dele enquanto o mantinha imóvel abaixo de si.
- Q-quero! – gritou desesperado.
- Estou ouvindo. – disse entre dentes.
- M-me solte a-antes, arhh! – suplicou.
Ela bufou e saiu de cima dele. Sua respiração estava descompassada e fitava o corpo no chão se retorcendo de dor, tentando se levantar.
- Fala! – esbravejou.
Viu-o tentar controlar a respiração e esperar a dor passar um pouco. Relevou alguns minutos para ele colocando as mãos na cintura.
- Minha paciência ‘tá acabando. – trincou os dentes.
O homem tomou fôlego e levantou-se rapidamente pondo-se a correr, rumo a porta por onde a rosada entrara.
- ‘Tá brincando comigo. – disse indignada.
Correu ate as ferramentas que antes observava e pegou o pé cabra o jogando com toda na força na direção do homem que quase chegava à porta, até que a ferramenta bateu com tudo nos joelhos dele, fazendo-o cair no chão.
- Ótimo. – disse ela entre dentes retirando a jaqueta e a largando encima das ferramentas. – Você quer brincar não, é? – Se aproximava do homem ao chão.
O Uchiha nem percebera o mínimo sorriso que se formou em seus lábios.
A rosada pegou o colarinho do homem ao chão e o arrastou ate uma pequena mesa, onde encima dessa havia um motor pendurado a uma corrente, em uma espécie de pendulo: A corrente presa ao motor passava em um arco grosso de ferro grudado ao teto, e depois o restante dela era presa com tubos grossos de ferros grudados ao pilar ao lado da mesinha. Era um simples e caseiro mecanismo para trabalhar com motores, e a forma de pendulo ajudava, em termos de física, a levar os motores com mais facilidade.
Ela colocou o torso dele para cima sobre a mesinha, segurando-o pelo pescoço. E rapidamente soltou a corrente, e quando o motor estava perto de esmagá-lo e segurou a corrente.
- AHH!! VOCÉ LOUCA??!! – tentou se soltar da rosada e como reposta ela apenas apertou ainda mais seu pescoço. – I-ISSO T-TEM MAIS DE 200 K-KILOS!! – disse com dificuldade.
O moreno arqueou a sobrancelha levemente, se divertindo.
- Jura? – ironizou com o olhar fulminante para ele. – Então espero que seja rápido, já que meu braço não vai segurar por muito tempo! – esbravejou.
Ele estava apavorado.
- C-calma! – arranhou a garganta. – E-eles vieram aqui f-faz três semanas. modifiquei em m-média uns sete carros. – ela afrouxou a mão sobre seu pescoço.
- Quem são?! – esbravejou obvia. Seu braço tinha os músculos do braço definidos e tremia devido à força que fazia segurando a corrente, para que o motor não o esmagasse.
- E-eu juro q-que n-não sei! – gritou. – S-só vem dois caras a-aqui m-mandando ordens do c-chefe ou seu lá o que! – segurava a mão da rosada que quase o enforcava. – P-por favor, ‘to falando a v-verdade!
- De mais detalhes. – rosnou entre dentes.
- V-vêm todos os s-sábados. E-eles estão sempre f-falando meio j-japones e sobre u-um tal de racha q-que vai aconter em M-miami! – respira com dificuldade. – É s-só isso! E-eu juro!
- Quando? – referiu-se ao racha.
- U-uma semana.
A rosada ficou o fitando com raiva enquanto apertava os lábios. O que diabos era esse racha? E por que diabos eles falavam em japonês? E principalmente, o que diabos queriam com a morte dela?
Era obvio que ele sabia de mais coisas. Só que se ele falasse, provavelmente iram matá-lo.
Bufou.
Estava farta de estar no meio do fogo cruzado, de tantas perguntas e não ter as respostas. Tinha de acha-las logo antes que seu filho pudesse se machucar.
Sentiu uma mão quente segurar a corrente junto da sua. E ali uma corrente elétrica se formou percorrendo por todo seu corpo, formigando e dando reviravoltas em seu estômago. Principalmente quando sentiu um calor emanando atrás de si. Era o corpo dele.
Engoliu seco e tentou voltar a sua consciência. Ele estava perto, perto demais. Podia até sentir o leve arfar quente de sua respiração lhe tocando o ombro. Arrepiou-se por inteira.
Pelo bem de sua sanidade, e antes de começar a demonstrar que apenas a aproximação dele lhe fazia um efeito catástrofe em seu corpo, largou a corrente e se afastou. Mordia a lábio inferior.
- O-obrigada Uchiha. – disse passando a mão no pescoço onde a rosada há segundos soltou, suspirando aliviado.
Ela estava mais atras dele, e o viu puxar a corrente, levantando o motor. Os músculos do seu braço agora se definiram. Assim como alguns se suas largas costas. Eram grossos e rijos. Queria toca-los.. Deus, queria muito..
Abaixou os olhos depressa, se praguejando mentalmente por sua mente já pensar coisas insanas com o Uchiha em quatro paredes. Sentiu as bochechas esquentarem levemente. Bufou discretamente enquanto cruzava os braços. Ate sua mente lhe traia. Ótimo.
Ele encaixou as grossas argolas da corrente nos grossos ferros grudados ao pilar ao seu lado, prendendo a corrente.
O moreno olhou com indiferença para o homem todo ensanguentado e quebrado a sua frente. Suspirou.
- O que esta fazendo aqui? – ouviu a voz feminina firme atras de si.
Olhou sobre seu ombro e percebeu que a mesma estava de braços cruzados, lhe fitando. Poderia até chutar que ela estava tremendo um pouco.
Ela travou a mandíbula pela falta de resposta e bufou.
- Michael. – olhou para o homem sentado ao chão e ele tremeu. – O que ele estava fazendo aqui? – intimidou.
Ele engoliu seco, e seu olhar foi do moreno para Sakura e da Sakura para o moreno.
Sasuke suspirou.
- Vim pedir um favor. – a voz grossa dele ecoou. Ainda estava de costas.
- Que favor? – manteve a voz firme.
Ele se virou lentamente ate fitar as duas íris esmeraldinas. Não sabia por que, mas se mantinha satisfeito, em paz, em apenas encara-las.
- Não é do seu interesse. – disse indiferente.
Viu-a apertar ainda mais as mandíbulas e fechar os olhos. Contando ate dez, provavelmente.
- Claro que é. – mantinha os olhos fechados, e tentava controlar a voz. – Envolve esses caras, então envolve a mim – abriu os olhos. – e ao meu filho. – disse firme olhando no fundo do mar negro a sua frente.
Teve de tomar muita coragem ao pronunciar seu filho a frente dele. Tanto que resultou estar tremendo um pouco mais e sentir a respiração ficar dificultosa. Queria chorar.
Viu que os ônix ainda se mantinham indiferentes, mas notou que os músculos do pescoço do Uchiha se contraíram. De alguma forma o afetou, mas como sempre ele não demonstraria.
Ele travou a mandíbula e virou-se lentamente para o homem que ouvia atentamente a conversa.
- Faça o que eu lhe pedi. – rosnou. – Se não quiser que ela volte aqui. – referiu-se a rosada.
Ele por sua vez lhe olhou apavorado e meneou que sim com a cabeça rapidamente e com dificuldade.
O moreno lhe fitou por alguns segundos com um olhar mortal, para ele saber bem o que vai andar a fazer e contar. Era um aviso. Depois começou a caminhar rijo em direção a porta onde a rosada havia entrado.
- Escuta Michael. – ele voltou a atenção a rosada a sua frente agora. – Eu e meu filho quase fomos mortos. – pôs todo o ódio e a angustia em seus olhos. – Espero que saiba o peso disso. E que se você estiver escondendo algo, ou mentiu algo.. – abaixou-se um pouco para fitar-lhe nos olhos mais de perto. – Eu vou voltar. E vou até o inferno caçar cada um que esta ameaçando a vida do meu filho. – cerrou os olhos. – Entendeu?
Levantou-se e seguiu os passos do Uchiha, pegando sua jaqueta no meio do caminho e a colocando. Sentiu o ar da rua e apressou o passo. Ainda tinha perguntas ao senhor perfeição.
Viu que ele já chegara onde deixou a moto. Apressou ainda mais e o viu ajeitando o capacete.
- Uchiha. – o chamou.
Ele parou o fazia e ela percebeu ele dar um suspiro. Lentamente ele virou o rosto e a olhou sobre o ombro, sinal para que continuasse.
- Como sabia do Michael? – sua face era firme e cruzou os braços. Por mais que se odiaria estar ali perguntando coisas para ele, falando com ele, tinha que fazer. Estava farta de mistérios em sua volta e estar de mãos atadas.
- Da mesma forma que você. – rebateu rapidamente e voltou-se ao capacete.
- Mentira. – concluiu fazendo-o parar novamente.
Viu-o apertar as narinas impaciente e bufar baixo.
- Acredite no que quiser. – ele fitava o chão.
A rosada riu em escárnio.
- Olha só.. – sorriu irritada. – Ao invés de vocês ficarem fazendo joguinhos, por que não falam logo de uma vez?! – esbravejou. – A minha vida e a do meu filho estão em jogo, se não perceberam!
Sentia o sangue circular mais rápido em suas veias, e a respiração começar a descompassar.
Viu ele se virar lentamente e olhar para as esmeraldas com os ônix meio cerrados. Aquele olhar era intenso. Tão intenso que a fez esquecer-se de respirar e lembrar-se que ele a olhava assim quando dizia que iria protegê-la.. Que a amava.
Desviou rapidamente. Não queria que lembranças invadissem sua mente como na noite passada. Não iria suportar novamente. Concentrou-se em acalmar seu coração e sua respiração.
- Ele.. não é apenas seu, Sakura. – a voz saiu rouca e num fio. – Certo?
Ela travou e sentiu seu estômago ser aberto com uma faca. Seus dedos começaram a tremer e estava insegura em dizer a verdade ali e agora. Então era por isso que o Uchiha estava estranho. Queria saber a verdade de uma vez. Mordeu o lábio inferior e virou o rosto, fitando um ponto qualquer. O que faria?
Ela riu em escárnio mais uma vez balançando a cabeça levemente. Estava segurando um suposto choro.
- Até mais, Sasuke. – disse sem lhe fitar. Imitou o que ele fizera na noite passada e virou-se para sair logo dali.
Enquanto caminhava sentia as grossas e quentes lagrimas delineando seu rosto. Assim como tambem sentia o olhar dele ainda sobre si. Talvez tivesse feito o errado, de não lhe contar a verdade, mas ignoraria os bons modos agora.
Assim como ele, ela não iria abrir o jogo tão facilmente.
Notas finais
Beijocas da Miss Scriptor.
Obrigada e até o próximo!
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