Notas iniciais
Hey! Se um deus dos milagres existe, ele bateu à minha porta essa noite! E Apolo parece estar bem alegre, também! Depois de meses de bloqueio, ontem eu consegui escrever uma frase, passei a noite entrando e saindo do wordpad (resolvi não dormir hoje, então tive bastante tempo), até que, de repente, eu sento nessa cadeira e começo a escrever! Como escrevi há poucas horas, ainda não sei julgar precisamente o cap, mas já li algumas vezes e acho que o principal já foi corrigido. Não podemos ter esperança demais, pois os próximos vão demorar muito mais tempo que isso, mas... bem, vamos aproveitar enquanto podemos ^^' Um capítulo mais próxima do meu objetivo! o/

O cabelo de Dean queimava sobre a nuca como a fivela do cinto de um carro ao sol, em contraste com o gelado intenso da garrafa de água mineral que segurava para Simon.

A despeito disso, porém, o dia estava bastante agradável.

O parque ficava exatamente no lado oposto do Lago em relação à sorveteria. Dean e Ty acabaram tendo que correr — correr muito— mas conseguiram chegar em tempo. Bom, não exatamente; os moços já começavam a desmontar as barracas quando eles chegaram. Mas como pastéis de queijo eram alguns dos mais pedidos, sempre havia em abundância no estoque, e eles conseguiram três — um para Dean, dois para Simon. Os de chocolate raramente duravam tanto, mas havia um último remanescente, que Dean também deixou para Simon, e pediu um Romeu e Julieta para si, junto com duas águas. A primeira acabara nos pastéis salgados, e a que segurava agora era a sobrevivente. Não por muito tempo, porém, porque já estava na metade.

O ar estava um pouco abafado. O sol mal passara de seu ápice, e o céu estava quase despido de nuvens. A brisa fresca que roçava a pele do garoto não chegava nem perto da ventania necessária para atenuar a situação.

Porém, não era nada tão extremo que ele não pudesse relevar. Além disso, os mesmos raios de sol que esquentavam sua pele brilhavam no cabelo e pele de Simon e refletiam nas folhas verdes do extenso gramado e das copas das árvores dispersas, dando à cena toda uma aparência alegre, de forma que ele conseguia ignorar as baforadas de ar quente com um pouco de esforço.

Simon corria às gargalhadas ao tentar afastar seu último pedaço de pastel de chocolate do golden retriever que brincava ao seu redor, enquanto Dean observava a alguns metros de distância. O dono do cachorro, um senhor de cabelos pálidos, estava sentado próximo aos dois, ao pé de uma das árvores espalhadas pelo parque, divertindo-se com a cena.

Era verdade que estavam num momento perigoso do dia, e, na pressa, nenhum dos dois tinha passado protetor solar. Porém, embora o sol fosse um elemento frequente por ali, era raro um dia limpo como aquele, sem ameaça de chuva, ou ver tantas pessoas reunidas ao ar livre, então Dean imaginava que não havia problema extrapolar um pouco. Além disso, Simon sempre quisera ter um animal de estimação. Seus pais não deixavam — dava muito trabalho, custava dinheiro, requeria dedicação -, então Dean gostava de deixá-lo aproveitar quando encontravam algum por aí. Brincar um pouco, correr um pouco, matar a vontade.

Para alguém acostumado com o ruído constante das ruas, como quase todos eram atualmente, o ambiente do parque parecia estranhamente calmo, e, a despeito dos risos de crianças e das brincadeiras de animais, agradavelmente silencioso.

Dean alongou as costas, respirando fundo; aquele era um ótimo lugar para espairecer.

— Com licença?

— Hm?

Dean virou para a origem da voz.

A garota de pé ao seu lado era uma cabeça mais baixa, e Dean teve que baixar o rosto para olhá-la, mas ela quase não erguia a cabeça para olhá-lo nos olhos.

Seus olhos...

— Ahn... poderia me dizer onde fica a loja de conveniência mais próxima? — perguntou ela, ajeitando uma mecha de cabelo dourado atrás da orelha. Ela usava um rabo de cavalo, mas aquela madeixa devia ter se soltado em algum momento. — Eu já vim aqui algumas vezes, mas já faz vários anos... não me lembro muito bem.

— Ah — Dean olhou em volta. Não estava acostumado a dar informações, mas conhecia aquelas partes tão bem quanto seu pequeno jardim. Tentou refazer alguns trajetos mentalmente, e terminou apontando uma direção algum lugar atrás de si, à esquerda da garota. — Eu não tenho certeza, mas se você for por ali, o fim do parque deve dar para uma rua, e atravessando essa rua você vai ver uma travessa com uma placa com nome de flor. Seguindo por ela, a loja deve estar na segunda esquerda. É bem perto e é bem frequentado, então é bastante seguro.

— Oh — fez a garota, mostrando compreensão. — Acho que entendi! Obrigada — agradeceu, baixando levemente a cabeça em um gesto que lembrava uma espécie de cumprimento.

— De nada — respondeu Dean, instintivamente imitando o gesto.

Assim, a garota seguiu para a direção apontada por Dean. Enquanto ela se afastava, ele percebeu, curioso, que seus braços estavam envoltos dos pulsos até quase os ombros por faixas de tecido branco que pareciam fazer as vezes de ataduras. Estranhamente, ela não parecia estar sentindo dor; se não tivesse visto-a de longe, talvez ele nunca tivesse reparado.

Sentindo o cansaço começar a incomodar-lhe as pernas, o garoto virou-se novamente para o irmão e sentou-se no gramado. Ao sentir uma brisa um pouco mais forte roçar-lhe a face, Dean fechou os olhos e desfrutou do calor ao mesmo tempo perigoso e aconchegante do sol, enquanto sentia o tempo passar.

.

Simon correu à frente quase todo o caminho de volta. Ele parecia ter uma reserva inesgotável de energia. Certamente comia o suficiente para isso. Enquanto isso, Dean ponderava de Dan daria ou não uma bronca neles quando chegassem. Sim, haviam passado muito tempo no parque. Sim, eles sabiam que era um horário perigoso. Mas, bem... eles tinham se divertido. Certo? Além do mais, não era como se fizessem aquilo três vezes por semana.

Bom, Dan estava bastante alegre quando saíram. Dean imaginava que não haveria problema — o primogênito sabia que Dean não era do tipo que fazia as coisas de maneira descuidada — mas decidiu que não valia a pena se preocupar por antecipação.

Finalmente, Simon abriu a porta de casa com a delicadeza de uma bomba instável de adrenalina — felizmente tomando o mínimo de cuidado para não batê-la contra a parede — e pôs-se a chamar o nome de Dan, gritando "Chegamos!"

Dean, alguns passos atrás, já tinha a mão na maçaneta quando viu de relance um vislumbre alaranjado perto do pneu do carro.

Ele deu um passo para trás para ver melhor, mas já sabia o que procurava.

E lá estava ele. Esfregando-se na borracha, meio preguiçoso, manhoso como sempre.

O gato rajado de cor alaranjada vivia nos arredores da casa desde que Dean se entendia por gente. Gostava de ficar perto dos carros e da garagem, mas às vezes se aventurava pelas ruas próximas da cidade. Às vezes Dean topava com ele nas esquinas no caminho para casa.

— E aí, Tangerina — cumprimentou Dean.

Como fazia com quase qualquer barulho estranho, os olhos do gato imediatamente se fixaram no dono da voz e seu corpo ficou perfeitamente imóvel por alguns instantes. Então, percebendo que nada havia de surpreendente, ele voltou aos importantes afazeres, como esfregar-se e coçar o queixo com as patas traseiras. O gato não respondeu ao cumprimento.

Dean ficou olhando-o por mais alguns segundos antes de finalmente entrar em casa e fechar a porta às suas costas.

.

Dean e Simon não levaram bronca de Dan.

O bolo estava pronto, mas ainda estava um pouquinho quente e a cobertura ainda não estava terminada. Por isso, Dean resolveu deixar Simon ajudando Dan com os toques finais e subiu para guardar a mochila que tinha deixado largada bem na entrada quando chegara da escola.

Seu quarto era o último do corredor do andar de cima. Seu interior tinha poucas coisas que valiam a pena destacar: uma cama de solteiro não muito bem arrumada — ele tentara, mas os lençóis azuis-escuros tinham sérios problemas quanto a ficar retos em cima do colchão -; uma escrivaninha cheia de papéis espalhados, bem embaixo da janela que ficava na parede oposta à da porta; uma cômoda com a superfície carregada de pequenos objetos, como um cubo mágico e uma miniatura de golfinho que ganhara quando foram ao aquário; uma estante de livros simples e magra com volumes arrumados em uma falta de ordem que faria qualquer pessoa com TOC ter um ataque cardíaco; as roupas usadas mais ou menos dobradas ao pé da cama e algumas outras coisas mais.

Na verdade, a única coisa em todo o quarto que realmente chamava a atenção era provavelmente o Mural.

O "Mural" era um quadro de avisos razoavelmente grande que Dean pendurara na parede à esquerda da porta, centralizado. Porém, ao invés de avisos, eram desenhos que as tachinhas prendiam por toda a superfície de cortiça.

Desde que os sonhos começaram, mais ou menos um ano atrás, Dean percebia certos padrões, algumas coisas que se repetiam. Algumas pessoas, alguns cenários, algumas situações. Muitas vezes Dean acabava esquecendo dos sonhos não muito depois de acordar, mas talvez por causa dessa repetição algumas dessas imagens acabavam ficando presas em sua mente de vez em quando.

Dean nunca havia tido nenhum interesse em desenho, e tampouco tentava desenhar, mas naqueles dias ele se sentia diferente. Meio estranho, quase inspirado. Então, resolveu tentar a sorte com seus primeiros rabiscos.

Felizmente, Dan estava lá logo nos primeiros dias. Como um ex-estudante de arquitetura, Dan tinha bastante habilidade com desenhos, principalmente com técnicas. Graças às suas dicas, a habilidade de Dean evoluiu rapidamente, e ele percebeu que talvez desenhar realmente pudesse ser divertido. Tudo é mais divertido quando você é capaz de fazer direito.

Claro, não foi nada instantâneo. Porém, um ano havia se passado desde então, e um ano era muito tempo. Ainda mais quando ele sempre tinha as imagens bem claras na mente — um dos maiores problemas para alguém que estava começando era muitas vezes inventar uma imagem do zero.

Agora, seus desenhos recobriam quase toda a superfície da cortiça, e algumas pontas até ficavam para fora. Desenhos de plantas, florestas, casebres, casarões, pessoas, rostos, animais. Desenhos em folha sulfite, de seda, cartolina, cartão, crepom. Em grafite, esferográfica, lápis de cor, giz de cera. Desenhos de todos os tipos e formas.

Seu singelo recanto.

Ao olhar o Mural e ver tantos rostos olhando de volta, Dean lembrou-se do desenho que fizera mais cedo. Fora interrompido naquela hora, mas ele estava praticamente pronto.

Dean abriu a mochila perto do pé da cama e procurou o caderno lá dentro por alguns momentos, remexendo os inúmeros cadernos e livros escolares. Quando encontrou, tomou o cuidado para não amassar as pontas ao puxá-lo para fora.

Seus cadernos eram provavelmente as únicas coisas com que era bem organizado, e o desenho estava exatamente na nona página, a última usada. Com cuidado, ele destacou a folha das outras e andou até o Mural para pendurá-la.

Como era uma das pessoas com quem mais sonhava, Dean encontrou um espaço perto do centro para ela.

Enquanto prendia as tachinhas nos quatro cantos da folha, Dean examinou sua obra com calma.

Era o desenho de uma menina, do busto para cima. Não estava nem de frente nem de lado, mas em algum lugar entre os dois, o ângulo destacando a beleza da solitária mecha solta de sua franja que pendia bem à frente do olho direito. O resto dos cabelos apenas levemente ondulados descia em direção às costas, ajeitado atrás das duas orelhas, algumas madeixas ameaçando precipitar-se para frente, em direção ao seu peito. O sorriso era suave, mas alegre. Sutil, mas puro. Dean ainda tinha dificuldade em desenhar lábios, mas não achava que fazia muita falta no desenho, então apenas insinuava sua presença. O nariz era um pouco descascado, e tons suaves de cinza também retratavam as maçãs do rosto coradas, simpáticas, das quais se lembrava vividamente.

Nesse momento, os olhos de Dean se dirigiram à parte que mais esperava ver em detalhes. A mais difícil de todas.

Porém, ao olhar para aqueles olhos, Dean percebeu que não os havia terminado.

Não era como se ele tivesse deixado linhas incompletas ou espaços vazios. Os traços estavam todos ali, esboçados, com um contorno suave que mal destacava-se do fundo.

Porém, alguma coisa estava faltando.

Os olhos são as janelas da alma. Na maioria das vezes, Dean não tinha problema em desenhar olhos, mesmo que não ficassem impecáveis. Talvez dar personalidades a eles fosse difícil, mas o mesmo não valia para dar-lhes vida. Um pouco de brilho, um reflexo, uma sombra. Porém, era como se uma espécie de névoa pairasse eternamente em frente àqueles dois olhos, desviando seu brilho para outra direção.

Nesse momento, Dean já se preparava para pegar seu estojo e retocar o desenho ali mesmo. Porém, quando tentou visualizar os olhos da garota de seus sonhos, percebeu que não conseguia se lembrar.

Conformado, Dean sentou-se ao pé de sua cama para observar o conjunto completo do Mural. Mesmo dentre todos aqueles corpos e faces, o da garota de sobrepunha. Talvez fossem os detalhes. Ou o cabelo. Quem sabe ele não estava aprimorando sua técnica? Dan ficaria orgulhoso.

Mas não era só isso. Curioso, Dean se deu conta de que a imagem desenhada parecia-lhe estranhamente familiar. E não era de seus sonhos.

Nesse momento, um som na janela chamou-lhe a atenção.

Recentemente, Tangerina havia descoberto o telhado, e volta e meia ele aparecia na janela do quarto de Dean, caminhando por ali como quem não quer nada. Dean não sabia como ele podia ter tanto equilíbrio, pois por ali não havia nada além do fim do telhado e de alguns ornamentos na parede, como o roda-meio branco que circundava a casa bem na linha em que o primeiro andar se tornava segundo, além de uma minúscula sacada logo abaixo de sua janela. Dean não sabia nem mesmo como diabos ele conseguia chegar ao telhado — até onde sabia, não havia nenhuma passagem para lá. Não naquele terreno. Mas, sendo um gato, ele imaginava que o animal tinha alguns privilégios.

Além disso, às vezes o animal simplesmente parava em frente aos finos pinázios e ficava lá, sentado, olhando para o lado de dentro, como se pedisse para entrar. Dean tinha um pouco de pena, mas o gato estava sempre bem-alimentado, e naquela época do ano não fazia frio à noite. E quando o inverno chegasse, ele sempre podia entrar na casa vizinha. Dean já conhecia muito bem a moradora, e sabia que ela tinha um fraco especial por felinos. Gatos, de maneira geral, mas ela poderia muito bem aceitar um tigre em casa se aparecesse um. Ela era apaixonada por eles, embora ela mesma não tivesse nenhum. Como tinha alergia a vários tipos de pelos, a sobrinha não deixava que adotasse qualquer animal de estimação. Mas não era uma alergia grave, e Dean sabia que ela ficaria bem por uma noite de inverno ou duas. Talvez espirrasse um pouco mais do que de costume, mas nada mais sério.

Naquele momento, o gato encarava Dean através da janela.

Dean encarou-o de volta. Os olhos do animal eram brilhantes, de um verde agradável. O gato miou, pedindo para entrar.

Depois de ponderar um pouco, Dean decidiu que um pouco de carinho não faria mal a ninguém. Andou até a janela e calmamente destrancou-a, abrindo-a um pouco. Então, tentou segurar o animal como vira a senhora da casa ao lado fazer algumas vezes: ergueu-o pela barriga, mas depois usou os dois braços para aninhá-lo de uma maneira mais confortável, com as patas meio livres, uma das dianteiras e uma das traseiras penduradas despreocupadamente.

Assim, com o felino aninhado, Dean andou um pouco pelo quarto, balançando um pouco a cada passo, como se faria com um bebê, mas com mais suavidade.

Apesar de viver na rua, o gato não era tão sujo quanto seria de se esperar. Na verdade, era até bastante asseado.

Dean ia aproximando o animal de seu rosto, para ver se o animal cheirava bem como aparentava, quando um rápido vislumbre de seu último desenho fez aflorar de súbito uma memória bem recente.

Acabado o momento de carinho, Dean cuidadosamente retornou o gato ao lado de fora e tornou a fechar a janela. O felino aproveitou a deixa e saltou para algum lugar que não era a sacada de Dean, sumindo atrás das paredes de concreto.

Enquanto isso, Dean tentava lembrar detalhes da garota que encontrara mais cedo. Pela aparência, ela devia ter doze ou treze anos, não muito mais. Talvez catorze. O cabelo estava preso em um rabo de cavalo dourado bastante firme, mas não sufocante, e antes de ela ajeitá-la uma das mechas pendia-lhe sobre o olho de maneira casual. Suas maçãs do rosto eram naturalmente coradas e o nariz era levemente descascado, como os de alguém que passa muito tempo ao sol. As roupas simples condiziam bem com o calor: regata e legging de algodão simples. Curiosamente, Dean se lembrou que ela estava descalça.

E os olhos.

Dean ainda se lembrava claramente dos olhos dela. Tinha sido a primeira coisa que vira ao olhá-la: as duas enormes esferas negras, do negro mais puro de todos. Enquanto seus cabelos e sua pele claros, de nuances voltadas para tons calorosos e veranis, pareciam complementar-se como partes de uma mesma coisa, em uma bela mas simples harmonia de cores análogas, os olhos eram como dois buracos negros, destacando-se contra o fundo suave. Dois poderosos ímãs que atraíam todos os olhares para si.

Dean não se lembrava de vê-la usando faixas nos braços em seus sonhos — pelo menos, não com uma frequência memorável -, e nem sabia por que sonharia com uma garota que ainda nem tinha conhecido, mas mesmo assim as semelhanças eram incontáveis. A garota dissera que não ia lá havia muitos anos, o que queria dizer que ela já estivera lá em algum momento; talvez ele a tivesse visto de passagem em sua última visita? Júlia sempre dizia que muitas das pessoas "estranhas" com quem sonhavam eram na verdade rostos na multidão, vistos de relance em algum momento de sua vida.

Sem pensar muito a respeito e ainda com a imagem fresca em sua mente, Dean foi até a escrivaninha e pegou o lápis mais apontado que encontrou. Ele não sabia por que andava sonhando com uma garota recém-chegada na cidade, mas naquele momento ele ainda sabia como eram os olhos dela. E ali, naquele instante, Dean consertou os últimos traços de seu desenho.

Terminado o retoque, ele deu dois passos para trás.

Perfeito.

Naquele momento, como se o pensamento estivesse apenas esperando o momento oportuno para aparecer, Dean lembrou-se do bolo.

Colocando novamente o lápis 2b no porta-lápis da escrivaninha, Dean se dirigiu à cozinha no andar de baixo, fechando a porta do quarto no caminho.

Notas finais
Eee aqui estou eu de novo! Eu percebi que não coloquei muitos diálogos e a narração ficou distante, mas vou tentar consertar isso nos próximos. Por agora, vou assumir que esse é o contrapeso do começo do capítulo um, que ficou bastante espontâneo e com um diálogo relativamente descontraído. Enfim, espero que estejam gostado. Por favor, comentem, só para eu saber que vocês leram! O Nyah! ainda não tem um sistema de acompanhamento de leitores... ^^' Enfim, cya! o/