Notas iniciais
Iae pessoas como estão? Amanhã eu posto a sinopse da proxima fic, agora to meio apressada.

Sougo assistiu um pouco de TV sozinho, antes de Kagura voltar para sala. Ela estava com os cabelos soltos e usando uma blusa comprida, que adaptado ao seu corpo parecia mais um vestido. Em uma mão trazia um futon cuidadosamente dobrado, e na outra, um prato com alguns biscoitos.

“Nossa china girl, ainda vai comer mais? Desse jeito eu vou realmente pensar que tem um buraco negro na sua barriga.”

“IDIOTA! Isso que eu ganho por tentar ser legal.” A garota fez uma cara feia e estendeu o futon no chão.

“O que quis dizer?”

“B-Bem...” Por algum motivo ela falava com pausas e parecia envergonhada, tentando esconder o rosto. “V-Você não comeu nada no jantar e nem quando chegou e...”

“Então trouxe isso pra mim china girl?” Sougo falou com um sorriso irônico. “Isso é muito meigo sabia?”

“Pare de me zoar maldito! Eu vou dormir logo para acabar com esse dia estúpido.”

“Tenha uma péssima noite.”

“Igualmente” A ruiva estirou a língua e se cobriu.

O rapaz sádico conseguiu dormir depois de um tempo, e acabou tendo um sonho estranho. Sua irmã estava na sua frente, mas cada vez que ele tentava se aproximar ela ficava mais longe. E não adiantava gritar ou chamá-la, parecia que a mulher estava em um universo paralelo. Esse pesadelo durou um tempo exageradamente grande, até que Sougo finalmente acordou, sua respiração ofegante e suando frio, só para perceber um par de olhos azuis preocupados lhe observando com cautela.

“Você está bem?” Kagura perguntou com receio.

“Sim... Só um pesadelo. Vá dormir.”

“Escuta... Não que eu me importe nem nada, mas quem é Mitsuba?”

“O que?” O coração do rapaz quase parou naquele momento. Como ela sabia sobre sua irmã?

“Você estava falando esse nome durante o pesadelo.” Aquilo era estranho, ele nunca chamava sua irmã pelo nome, será que seu subconsciente queria forçá-lo a contar aquilo pra Kagura? “Ela deve ser muito importante para você.”

“Com certeza.” Ele respondeu com sua voz totalmente diferente do tom entediado e sádico de sempre.

“Você ama... Essa garota?” Discretamente, algumas lágrimas involuntárias se formavam nos grandes olhos azuis. Ela estava mesmo se sentindo ameaçada por alguém que nem mesmo estava ali? Mesmo que aquilo fosse burrice, já que no futuro os dois estavam casados, esse troço chamado amor faz umas palhaçadas com nossa lógica.

“Claro que amo.” Sougo falou e esperou um pouco para ver a reação de Kagura, que controlou um suspiro triste. “Como eu não amaria minha própria irmã?” A garota levantou um pouco a cabeça, claramente surpresa com o que tinha ouvido.

“I-Irmã?” A voz dela engasgou no final.

“Fico surpreso que Danna não tenha comentado com vocês, ele estava lá quando ela... Enfim, você sabe.” Havia uma dor tão grande na voz do rapaz que fazia a ruiva querer abraçá-lo e nunca mais soltar, mas ela se limitou a tocar docemente sua mão. Ele estremeceu com o toque, mas não o rejeitou, ao contrario, segurou forte a pequena e pálida mão.

“Eu sinto muito. Você preferiria se fosse ela a te consolar por um sonho ruim, não é mesmo? Desculpe por ser somente eu.” A menina parecia totalmente triste, talvez porque falar de irmãos a fazia lembrar-se de Kamui, que provavelmente estava por ai derramando o sangue de mais pessoas. Será que ele pensava ao menos por um segundo em como sua irmã estava? Provavelmente não era a resposta mais adequada.

“Não fale desse jeito. Tudo bem que eu adoraria que minha Aneue estivesse viva, mas também aprecio bastante você fazer isso por mim. China, eu...”

“Acho melhor voltarmos a dormir.” Essa não é à hora certa para o que eu quero falar, estamos muito influenciáveis por causa das lembranças. Era o que Kagura queria dizer.

“Tudo bem. Se contar para alguém que isso aconteceu, eu vou negar e dizer que são só suas fantasias com esse pobre policial.”

“Como se alguém fosse acreditar nisso idiota.”

“Morra pirralha.”

“Morra um bilhão de vezes e reviva só para eu te matar de novo.”

“Só nos seus sonhos.”

“Como se eu gastasse meu sono sonhando com você.” E com isso, os dois se calaram e tentaram dormir, mas se mantendo de mãos dadas para afastar os pesadelos.

“Eu me pergunto o que aconteceria se minha irmã conhecesse essa pirralha estúpida. Provavelmente ficaria feliz por eu encontrar alguém tão idiota quanto eu.”

“Boa noite... Sougo.”

“Boa noite... Okita Kagura.” Os dois pensaram ao mesmo tempo antes de caírem em um sono tranquilo.

No outro dia, Kagura-san e seu marido acordaram cedo, e logo que foram chamar suas versões mais novas para tomar café, se depararam com uma cena curiosa: Sougo dormia sem sua mascara de dormir que era uma marca registrada no sofá. Kagura estava o mais perto possível do móvel, mais alguns centímetros e ela começaria a escalá-lo. E os dois estavam de mãos dadas, com tranqüilos sorrisos no rosto.

Notas finais
Não esqueçam os reviews, ja ne!