Vestido
4 IV - Presente
Notas iniciais
IV — Presente
Ela podia sentir o calor forte e a pele suada contra a sua. Os braços dele a rodeavam pela cintura, fazendo com que ela sentisse sua respiração batendo no pescoço. Suspirou, arrepiada e desejosa, quando sentiu a boca dele encostar na pele das suas costas, para logo depois soltar o primeiro botão do vestido. O segundo, o terceiro… Cada botão era um beijo em sua coluna. Até que o vestido caiu, deixando-a completamente nua. Virou para trás, não aguentando mais a vontade de beijá-lo.
— Natsu… — Sussurrou, olhando em seus olhos e vendo como ele a desejava.
— Eu quero você, Lucy. — Disse, colando a testa na sua.
— Na… tsu… — Mal conseguia falar, de tão entregue que estava naquele momento.
Então ele acabou com a distância que os separava e a beijou apaixonadamente. Ela sentia seus seios esmagados contra o peito dele, enquanto ele a beijava e apertava. Não aguentava mais aquela vontade que sentia crescendo dentro de si, até que....
Abriu os olhos, assustada. Seu coração batia acelerado, sua respiração estava falha e suas pernas pareciam gelatina. Aquele sonho estava claro e vívido em sua mente. Estava suada e constatou, com tanta vergonha que mal podia acreditar, que sua calcinha estava molhada. Ela acabara de ter um sonho erótico com Natsu.
Era o fim do mundo.
— Estou ficando doida! — Exclamou para si mesma, levantando da cama apressadamente. Começou a andar pelo quarto de um lado para o outro, aflita. — Só pode ser! Estou louca!
Foi para o banheiro e despiu-se, colocou a banheira para encher e ficou encarando sua imagem no espelho.
— Eu tive um sonho com o Natsu. — Suspirou e fechou os olhos, lembrando-se do sonho e de como o toque dele era quente. — Você tem que parar com isso, mulher! — Exclamou para si.
Entrou na banheira, revoltada consigo mesma por ter pensamentos tão inapropriados. “Qual vai ser o próximo passo? Vou começar fazer suéteres bordados com Natsu Love?” Pensou. Não era possível que algo do tipo estivesse acontecendo. Por que diabos ele se tornou tão atrativo de repente? Até um tempo atrás, ter sua companhia já era o suficiente, mas agora… Só conseguia pensar em coisas que, definitivamente, uma amiga não deveria pensar do amigo.
“Por que eu tenho que sentir essas coisas estranhas?” Afundou a cabeça na água, sentindo seus músculos relaxarem. “Somos melhores amigos, isso não deveria estar acontecendo…” Ficou refletindo por algum tempo e acabou se permitindo pensar com calma sobre o sonho. Talvez estivesse secretamente desejando por algo como aquilo, desejando ter aquele tipo de intimidade com o Dragon Slayer. Corou. “Isso não é possível, quer dizer… Não é como se eu já não tivesse pensado coisas assim, mas… É como se agora eu quisesse isso mais do que antes…” Suspirou, inquieta pelo rumo que seus pensamentos tomavam e com medo das coisas que seu coração ansiava em admitir.
— Eu não o desejo assim… — Sussurrou não muito convicta para si mesma, enquanto relaxava na banheira.
— Não deseja o que, Lushy?
A maga arregalou os olhos, sobressaltada.
— AHH! — Gritou, assustada.
Happy acabara de abrir a porta do banheiro e a olhava com uma expressão confusa.
— Não entre assim sem bater, gato maldito! — Pegou a saboneteira e jogou nele, que saiu correndo.
— Natsu! A Lucy enlouqueceu!
“Não! Ele não pode estar aqui agora!” Concluiu, apreensiva de dar de cara com o causador de tantos suspiros, inquietações e calcinhas molhadas (as suas, é claro). Levantou rapidamente e saiu correndo para trancar a porta o mais rápido que podia, mas acabou escorregando e caindo de cara no chão. E então aconteceu.
— Você está bem, Lucy? — Natsu apareceu na porta, após ouvir o barulho.
Aquele era o pior cenário possível, pois ela estava nua e jogada no chão, provavelmente em uma posição vergonhosa (com se já não fosse vergonhoso o suficiente estar nua), e na frente do homem que estrelava seu sonho erótico há pouco tempo atrás.
— SAI DAQUI! — Gritou com toda força que podia.
Natsu se assustou e saiu, envergonhado por ter visto a garota nua (mais uma vez). No momento em que ouviu o barulho, por mais que soubesse que vinha do banheiro, não imaginou que ela pudesse estar daquele jeito. Quer dizer, não era algo que realmente tinha passado por sua cabeça. Ele era muito distraído e não pensou naquela possibilidade, só queria ajudar com o que quer que tivesse acontecido.
Lucy se sentia humilhada e derrotada. Trancou a porta do banheiro, com os olhos cheios de lágrimas e viu no espelho que havia um pequeno corte em sua testa. Limpou as gotinhas de sangue que apareceram, enquanto chorava de nervosismo e se culpava mentalmente por ter esquecido a porta destrancada.
Tinha acordado muito agitada e sequer pensou na possibilidade de eles aparecerem em seu apartamento logo cedo. Estava tão distraída com o sonho que tivera com Natsu, tentando entender o que se passava em seu coração, que se esqueceu do quanto ele e Happy eram enxeridos e que entravam sem bater nos lugares.
— Sua grande idiota… Não tem como isso ficar pior. — Reclamava consigo mesma.
Respirou fundo algumas vezes, tentando se acalmar. Olhou ao redor e percebeu que não lembrou nem mesmo de trazer uma toalha. Chegou perto da porta trancada e decidiu que não tinha outra saída que não fosse pedir ajuda.
— Natsu? — Chamou pelo amigo.
— Sim, Lucy? — Surpreendeu-se por ouvir a voz dele tão perto.
Ele estava sentado com as costas apoiada na porta do banheiro, esperando a garota sair. Tinha ouvido a garota chorar e ficou confuso. Não gostava quando Lucy estava triste. Isso fazia uma sensação esquisita se apoderar de si, fazia ele se sentir triste também. Mas acima de tudo, a única coisa na qual conseguia pensar era em como fazê-la sorrir de novo. E para piorar sua situação, ele não tinha conseguido ganhar o dinheiro do aluguel para dar de presente. Ele tinha certeza de que aquilo faria a garota pular de felicidade, mas infelizmente ele não conseguira e isso o deixava frustrado.
— Você pode pegar a toalha pra mim? — Pediu.
— Claro. — Levantou e pegou. — Aqui está.
— Tape os olhos! — Exigiu a garota.
— Pronto. — Tapou os olhos com uma mão e estendeu a toalha com a outra. Sentiu os dedos finos encostarem no seus quando ela puxou o tecido e logo depois ouviu o som da porta se fechando. Abriu os olhos e alguns segundos depois a porta abriu novamente. A maga estelar estava enrolada na toalha, com as bochechas vermelhas e um corte na testa.
— Obrigada. — Disse timidamente.
— Você se machucou. — Olhou para ela preocupado. Quando ia estender a mão para tocar a testa da garota, um vulto azul passou voando do seu lado.
— Lushy! Me desculpa! — Happy pulou no colo da garota, em prantos. — Você se machucou por minha causa!
Ela abraçou o pequeno amigo e fez carinho na cabeça dele, sorrindo.
— Está tudo bem, Happy. Mas não entre mais assim sem bater, por favor!
— Aye. — Enxugou as lágrimas. — Eu te chamei algumas vezes, mas você não respondeu. Então ouvi uma voz no banheiro e fui ver o que era.
— E-eu estava distraída.
— Desculpa, Lushy. Vou trazer um peixe pra te animar.
— Eu estou bem, Happy. Não precisa se preocupar comigo.
Continuou acariciando o pêlo do gatinho. O exceed era um pouco difícil de lidar às vezes, mas sempre haviam esses momentos de fofura extrema quando ele queria. Ainda com Happy no colo, olhou para o amigo de cabelo cor-de-rosa que, estranhamente, estava quieto desde que ela tinha saído do banheiro. A expressão dele era desanimada e preocupada ao mesmo tempo.
— O que foi, Natsu?
Ele suspirou, antes de responder.
— Desculpa, Lucy. Nós saímos nessa missão para conseguir o dinheiro do aluguel e te dar de presente de Natal! — Explicou. — Mas não deu certo e agora você está machucada.
A maga estelar sorriu. Mirajane estava certa, então. Ele queria ajudá-la com o aluguel, por isso não tinha dito nada. Sentiu seu coração se aquecer.
— Está tudo bem, Natsu. Obrigada por tentar me ajudar. — Colocou o gatinho no chão. — Obrigada vocês dois. Mas não precisam sair sem mim… Eu me sinto abandonada quando me deixam para trás. Nós somos um time, certo?
— Aye!
— Mas você tinha ficado muito brava naquela missão que deu errado. — Disse o Dragon Slayer, fazendo bico.
— Nah, eu fiquei nervosa porque precisava do dinheiro, mas já passou. Não estou brava com vocês! — Fez um gesto com as mãos. — Assim que o quadro de avisos receber novas missões, vamos escolher uma que dê uma boa recompensa!
— Aye sir!
— Agora, deixem eu trocar de roupa em paz. Vão para sala me esperar, xô! — E enxotou os dois de seu quarto.
Fechou a porta e sorriu. As preocupações do dia anterior desapareceram. Natsu não deixaria ela sozinha outra vez, estava tudo bem. Abriu o guarda-roupas e foi escolher algo para vestir. Colocou uma camiseta e shorts confortáveis e penteou o cabelo. O corte inchou um pouquinho dos lados, mas não estava tão ruim quanto poderia estar. Respirou fundo e terminou de se arrumar.
Quando saiu do quarto, viu que os dois estavam jogados no sofá, esperando.
— Eu deixei comida pra vocês na geladeira. — Comentou, chamando a atenção deles.
— Aye. Nós viemos de madrugada, assim que chegamos e comemos. O peixe estava delicioso, Lushy!
— É mesmo? Que estranho… — Cruzou os braços e se encostou no batente da porta. — Vocês estão sempre enfurnados aqui, é muito raro terem vindo e não terem ficado para dormir.
A reação dos dois foi esquisita. Natsu corou e Happy colocou uma patinha na frente da boca, segurando o riso. A loira arqueou uma sobrancelha, intrigada diante da cena.
— Que caras são essas? — Questionou.
— Ne, Lushy. Você estava tendo sonhos pervertidos com o Natsu, por isso ele quis ir embora! — Disse debochado. — Você gossssssssssssssta dele!
— Não enrole a língua desse jeito! — Esbravejou a garota. — Além disso, que tipo de conversa é essa? — Começou a ficar ansiosa. “Não tem como eles saberem!” Pensou. — Pare de falar besteiras!
— Aye! Aye!
Passou a mão no cabelo, agitada, e tentou não ficar nervosa com aquilo. Até onde sabia, nenhum dos dois era capaz de ler mentes ou algo assim. “Pare de agir estranho! Isso é coisa da sua cabeça, não tem como eles saberem o que você estava sonhando…” Ignorou a vergonha pelo que Happy dissera e resolveu sentar perto deles.
— Então, o que houve na missão? — Acomodou-se entre os dois e puxou assunto.
— Acabou não dando certo porque o Happy não olhou o anúncio direito, e quando terminamos descobrimos que o pagamento não era em jewels!
— Mas eu ganhei um presente para dar para a Charle! — Respondeu o exceed, como se aquilo fosse o suficiente.
— E o dinheiro do aluguel foi pelo ralo! — Retrucou o Dragon Slayer.
— Está tudo bem. — A loira sorriu para os dois. — Fico feliz de terem tentado me ajudar, mesmo que não tenha dado certo.
Nesse momento, Happy levantou do sofá em um pulo.
— Mas eu tenho um presente de Natal pra você, Lushy. — Ele se aproximou e tirou um pacote mediano da bolsa, deixando a maga estelar surpresa.
— Um presente! — Ficou animada.
— Han? Você não me falou nada disso. — Desconfiou Natsu.
— É uma coisa que ela vai gostar muito. — Disse, olhando debochadamente para o amigo de cabelos cor-de-rosa.
Lucy ficou com receio, mas resolveu pegar o pacote. Desamarrou o pequeno laço e abriu o presente, ficando muito surpresa ao ver o que tinha dentro.
— Happy, isso é… — Ficou sem palavras.
Olhou maravilhada do exceed para o pacote.
— Deixa eu ver! — O mago de fogo tentou se aproximar e olhar, ficando muito curioso com a situação.
— Isso é… — Ela não conseguia nem dizer. Na verdade, não tinha certeza se era o que estava pensando.
— É o seu aluguel, Lucy! — Exclamou Happy, animado.
Ela espalhou o dinheiro no sofá e contou: 90.00 jewels certinho, o valor exato de que precisava. Natsu olhava chocado para o pacote.
— Eu venho juntando há um tempo, afinal de contas, peixes não são muito caros e você sempre deixa algum para mim quando estamos em casa mesmo. — Explicou.
— Happy! — Lucy olhava para o gatinho emocionada. — Por que você…?
— Você é minha amiga, Lucy, e sempre cuida de mim. Eu achei que pagar um mês de aluguel seria o melhor presente de todos. — Disse convencido.
Natsu estava de queixo caído. Mal podia acreditar no que seus olhos viam.
— Happy! Eu te adoro! — Lucy agarrou o exceed e o abraçou, emocionada.
— Socorro! A Lucy ficou doida! — Disse tentando se soltar.
— Você é o melhor gato do mundo inteiro! Vou preparar muitos peixes gostosos pra você! — Soltou o amigo e sorriu.
— Aye! — Concordou animado. — Vou até a guilda entregar o presente da Charle… — Levantou voo.— Agora que já dei o melhor presente do mundo pra Lushy! — Riu da cara do amigo.
— Oe, seu falso de uma figa! — Gritou Natsu, finalmente conseguindo ter alguma reação diante de tudo. — Seu fingido! — Tentou agarrar o exceed pelo rabo, mas ele foi mais rápido e voou para longe. — Maldito! Você me enganou!
— Você que quis ir atrás de um presente de namorado para a Lushy, então eu não podia impedir, já que você gossssssssssssta dela! — Disse, com uma patinha na frente da boca, fazendo com que Lucy corasse e o Dragon Slayer ficasse ainda mais bravo.
— Não enrole a língua desse jeito! — Esbravejou.
— Vou procurar a Charle! — E saiu voando em direção à janela do quarto da loira, sendo seguido por um Natsu muito bravo.
— Volte aqui, seu gato fingido! — Gritou.
— Calma Natsu! — Lucy segurou no braço do amigo, que estava furioso e a ponto de soltar um rugido do dragão no meio de seu quarto.
Ele se acalmou um pouco, apenas porque a maga estelar o segurava para que não pulasse janela afora e fosse tostar o pelo azul do exceed traidor. Bufou e sentou no chão com as pernas cruzadas, inconformado.
— Não fica chateado.
— Aquele falso! Ele já tinha o dinheiro do seu aluguel e mesmo assim me fez ir em uma missão no meio desse monte de neve atoa! — Murmurou, fazendo bico.
— Pelo menos agora eu não vou ser despejada em pleno Natal! — Falou, animada.
O Dragon Slayer suspirou.
— Eu ia te dar o dinheiro de aluguel de presente, mas tudo deu errado! — Comentou, depressivo.
— Não fica assim, Natsu! — Sentou ao lado do amigo. — Você não tem que me dar nenhum presente. — Disse sorrindo.
Ele ainda estava chateado. Ela não conseguia ver ele assim, desanimado, não fazia o tipo dele.
— Te-ter você e o Happy comigo, já é um presente. — Suas bochechas esquentaram ao dizer.
Ele sorriu, mas continuou em silêncio por alguns segundos, apreciando as palavras da garota. Ainda não conseguia acreditar que tudo que fizera fora em vão. E para piorar, sequer conseguira um presente para Lucy. Estava chateado, mas então se lembrou do que havia ganho do velho senhor. Colocou a mão no bolso da bermuda, confirmando que estava lá.
— Espera, eu tenho um presente pra você! — Se animou de repente.
— Tem? — Perguntou, achando graça da mudança de humor repentina do garoto.
— Sim! Foi a recompensa que eu escolhi na missão. — Tirou do bolso o cachecol cor-de-rosa. — O contratante é um senhor que fabrica presentes e decorações de Natal mágicos.
— Um cachecol… — Sorriu para ele.
Natsu pegou o tecido e enrolou no pescoço de Lucy, que corou com o gesto.
— Agora você também tem um, Luce. — Sorriu para ela, colocando as mãos em suas bochechas.
O coração da garota começou a bater descontroladamente. Lá estava, aquele turbilhão de emoções que sentia pelo Dragon Slayer.
— Vo-você disse que ele é mágico? — Tentou ignorar aqueles sentimentos e mudar o foco dos seus pensamentos.
— Sim… — Ele coçou a cabeça, ficando tímido. — Ele vai aquecer mais quando eu estiver longe e sentir saudades de você, não sei bem como funciona… — Corou. — O jii-chan disse que eu deveria dar para alguém especial.
A maga estelar sentiu o rosto esquentar e as mãos tremerem. “Ele não tem muita noção das coisas que diz.” Concluiu em pensamento. Ela tentava não pensar coisas estranhas, tentava ignorar o nervosismo que sentia perto dele. Mas quando ele dizia coisas assim, quando era amável daquele jeito… Lucy sentia que não podia resistir.
— Achei que você ia gostar. — Ele a olhava, pensando em como ela era bonita quando ficava envergonhada. — Então eu trouxe… — Se aproximou mais, inconscientemente.
— E-eu adorei. — Respondeu.
Eles estavam tão perto, que ela sentia a respiração dele batendo em seu rosto. Estava com vergonha, mas de alguma forma, a vontade de ficar ainda mais próxima era muito grande. Seu estômago dava voltas e seu coração batia desenfreado. Olhou para os lábios dele e só um pensamento inundou sua mente “quero beijar ele”.
— Que bom que gostou, Luce.
“Então é isso. Eu quero mesmo beijar ele…” Pensou, enquanto olhava para ele completamente atraída. Naquele momento, compreendeu um pouco do que estava sentindo. Sorriu e colocou uma mão na bochecha dele, que corou com o gesto. Ela não conseguia evitar, queria tocá-lo nem que fosse apenas um pouco. Se aproximou e deu um beijo em seu rosto, bem mais demorado do que pretendia.
Então juntou forças e se afastou.
— Obrigada, Natsu. Estou muito feliz com o presente. — Disse, ajeitando o cachecol no pescoço para disfarçar o nervosismo.
O lugar onde ela beijou formigava. Natsu sentiu uma felicidade muito grande tomar conta de si, então não pensou muito e fez o que teve vontade. Segurou a garota pelos ombros e a beijou na bochecha, assim como ela fizera com ele.
— Na-natsu?
— Também estou te agradecendo, Lucy.
— Pelo que? — Perguntou, extremamente envergonhada.
— Não sei. — Ele colocou uma mão no queixo. — Estou te agradecendo por me beijar! — Respondeu com simplicidade.
— Id-idiota! Não se agradece esse tipo de coisa! — Gaguejou.
— Não?
— Cl-claro que não!
— Então se você me beijar eu não posso te beijar de volta?
“Como ele pode falar essas coisas assim?” Pensou. Mas não conseguiu evitar achá-lo extremamente fofo naquele momento.
— Tu-tudo bem, vo-você pode. — Respondeu envergonhada.
— Que bom, Luce! — E a puxou para um abraço apertado.
A maga estelar ia protestar, mas não conseguia resistir ao carinho dele. Então apenas fechou os olhos e aproveitou o abraço quente e aconchegante do Dragon Slayer. Seu coração batia muito rápido e suas mãos tremiam, enquanto que todo o amor e carinho que sentia por ele não deixava que ela pensasse em mais nada além da felicidade daquele momento.
Quando se afastaram, Natsu segurou o queixo de Lucy, analisando seu rosto.
— O que foi? — Perguntou, completamente perdida no olhar dele.
— Devia tomar mais cuidado, Luce. — Disse, passando o polegar levemente em sua testa.
— Eu vou ficar bem. — Respondeu sorrindo. — Não precisa se preocupar, foi só um corte pequeno.
— Certo. — Disse, segurando a garota e levantando com ela no colo. — Vou te levar até a guilda para Wendy dar um jeito nisso!
— Na-natsu! — Se agarrou nele, instintivamente. — Me solta! Eu posso ir andando!
— Mas você está machucada, Lucy. — Respondeu enquanto ia em direção à janela.
— Não vai pular a janela! — Exclamou. — Não pule a janela comigo, Natsu! — Mas de nada adiantou, pois ele já estava com um pé em cima do parapeito e o corpo inclinado para fora.
Ela fechou os olhos, rezando para que ninguém estivesse assistindo àquela cena, mas não sentiu medo, pois confiava em Natsu mais do que em qualquer outra pessoa no mundo inteiro.
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