Versprechen
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O sol vagarosamente aparecia por trás das montanhas ao longe, iluminando aos poucos o céu da grande metrópole. O frio inesperado para essa época do ano atrasava jovens e adultos, que não tinham muita vontade de sair de suas camas quentes.
Em uma pequena casa, numa parte um pouco perigosa da cidade um garoto de olhos verdes e exóticos remexia-se na cama, atormentado por pesadelos violentos e sangrentos. Não demorou para que o mesmo acordasse com um grito de rasgar a garganta.
Sentindo o peito subir e descer e o coração descompassado, Eren sentou-se em sua cama e apoiou a cabeça no braço e os mesmos apoiaram-se no joelho. Vagarosamente ele tentava normalizar sua respiração, obtendo resultado aos poucos.
E não demorou muito e começou a ouvir os passos pela casa, sinal de que pessoas acordaram com seu grito, mas estavam tão habituadas com a situação que não vinham mais lhe socorrer e perguntar o que havia ocorrido, sabiam que não iam arrancar nada do moreno que se recusava a falar do assunto. Seu grito era praticamente um tipo de relógio, todos os dias, no mesmo horário... Os mesmos pesadelos.
Por breves momentos a imagem de um símbolo lhe veio a mente, um par de asas sobrepostas que sabia nunca ter visto em vida, mas acostumara-se com o passar dos anos ao ver em seus sonhos. Habituara-se ao símbolo, porém não era apenas por isso que ele lhe era estranhamente familiar. Seu corpo era preenchido por uma estranha sensação nostálgica ao lembra-se dele.
Ignorando os pensamentos estranhos que começavam a lhe aflorar a mente, Eren levantou-se e sentiu o corpo protestar de cansaço, praticamente implorando que voltasse a dormir e não acordasse nunca mais. Os olhos mal se aguentavam abertos e ele logo concluiu que teria que dar um jeito nisso, era o inicio do ano letivo e o trabalho já estava a cansa-lo desse jeito? Tudo bem que não era o trabalho, e sim os trabalhos E os horários, mas isso não importava. Era o primeiro dia de aula _ tecnicamente, se não contasse as aulas de Educação Física que não matara_ e por mais que não fosse lá de prestar atenção e sim de responder aos professores e dormir em sala, não queria preocupar a irmã e o amigo.
Vagarosamente o rapaz de estranhos olhos verdes saiu para o corredor frio e sentiu-se arrepiar com o ar gelado, mesmo que fosse muito calorento e surpreendesse aos amigos com as temperaturas que seu corpo podia chegar _ os amigos já lhe insistiram que procurasse um médico, mas não gostava dos mesmos e recusava-se a ir ao hospital_, mas nem mesmo Eren conseguia manter-se confortável naquela manhã estranhamente fria. A tempos que o tempo não funcionava como deveria e as estações embaralhavam-se, preocupando o menino de olhos verdes que não sabia de onde tiraria dinheiro para comprar roupas quentes para Armin e Mikasa ao mesmo tempo em que jogava pragas contra o aquecimento global .
Suspirando ao perceber que teria que arranjar mais bicos o garoto se dirigiu ao banheiro que por sorte estava desocupado e tomou um banho rápido, mas sem muita vontade. Faziam-se 3 semanas que as aulas já haviam iniciado e Eren estava a frequentar somente a educação física até o momento, mas sua irmã estava começando a perder a paciência com a situação. Eren achou melhor não arriscar.
Dirigiu-se ao quarto mais rápido do que achou ser possível e deu créditos ao frio que sentia, agasalhou-se da melhor forma que pode e tacou a mochila sobre as costas, não se demorando a ir para a cozinha.
Com um bom dia e um acenar de cabeça para aqueles que chamava de família, dirigiu-se a escola, optando por, apesar do frio, não pegar o metro já que já estavam atrasados e o mesmo iria demorar para chegar. Armin reclamava em quanto corriam pela calçada molhada em busca de chegar a tempo na escola.
_Pare de reclamar Armin, eu lhe avisei que precisava de um pouco de exercício_ Respondeu Eren achando graça da situação.
_Só estou a correr também porque é aula do professor Levi_ Reclamou arfando em quanto tentava acompanhar as passadas rápidas de Armin e Mikasa, que na sua opinião, pareciam monstros.
Eren recordou de ter ouvido frequentemente o nome do professor desde que o ano começara, aparentemente o professor era assustador e chamado por muitos de sargento das trevas, porém era muito inteligente, o que deixava Armin admirado. Era o próprio Armin que pediste, na noite anterior, que não desrespeitasse em especial a esse professor.
Eren admitia que riu do amigo, afinal, não gostava de obedecer, mas poderia até tentar pelo amigo.
E acredite ou não, chegamos 15 minutos adiantados a escola. Armin apoiando-se do joelho, arfava e tentava fazer os pulmões trabalharem da maneira correta.
_Te disse que estava fora de forma_ Murmurou Eren enquanto passava as mãos pelas costas de Armin com batidinhas leves de reconforto.
De repente, em quanto o loiro recuperava o folego, sentiu uma sensação estranha no peito, um calor incomodo e uma dor que fizeram colocar a mão no coração e cambalear um pouco, preocupando os amigos que apressaram em lhe socorrer. Mas ele não preocupava-se consigo, mas sim com o que acontecia a sua volta, precisava encontrar algo com urgência e meio desnorteado soltou-se dos amigos.
_Preciso encontrar..._ Murmurou olhando em volta, sem saber o que, exatamente, procurava.
E foi então que encontrou um par de olhos cinzentos a observa-lo. Eren estremeceu quando os olhos se cruzaram e não soube por quanto tempo ficaram se encarando, mas pareceram-lhe séculos. As pernas bambearam e ele não conseguia respirar, e por algum motivos lágrimas escorriam sem parar de seus olhos e uma voz distante ecoou em sua cabeça, alguém, chamando por seu nome, clamando para que não partisse. Seu peito doeu.
Não que não estivesse acostumado a sentir dores, aprendeu desde cedo que a vida pra quem é pobre pode ser bem dura, mas aquele tipo de sensação era diferente, era algo fora do possível de se descrever.
_Eren_ Chamava Mikasa começando a se desesperar, ao mesmo tempo em que a situação chamava atenção dos que passavam.
Nesse exato momento Eren despertou de seu transe e por alguns segundos sentiu-se levado para outro mundo, numa outra época... No lugar de seus sonhos, aonde muralhas envolviam-no.
Foi desperto tão rapidamente quanto entrou naquele, do que chamaria aquilo, algum lapso de imaginação? Não demorou a focalizar o olhar preocupado de seu amigo e da irmã, e por mais que forçasse a memória, não lembrava do que tinha o feito ficar tão desorientado.
Olhou em volta novamente, procurando o que quer que fosso e não encontrou nada além de pessoas andando de um lado para o outro. Reparou até mesmo em Hanji a conversar com um homem baixinho, que por desconhecer e estar a conversar com Hanji, deveria ser o tal do professor Levi.
Depois de secar as lágrimas, sentindo-se corar por ter chorado no pátio da escola, tirou da cabeça dos amigos a ideia de ir a enfermaria, não gostava de médicos e eles mais do que ninguém sabiam disso.
Foi para a sala de aula sobre o olhar preocupado dos dois, que começavam a lhe dar no nervo. Afinal, estava bem novamente, se sentia cansado por causa do trabalho e da noite mal dormida, mas fora a isso parecia estar no seu normal novamente.
Ao chegar na sala sentaram-se e cumprimentaram aos colegas que logo empoleiraram-se na sua carteira, a procura de contar alguma coisa sobre o novo professor, Eren ficou curioso, afinal, desconhecia o fato de que professores poderiam ser interessantes_ com exceção a Hanji; ela sendo professora ou não, possuía uma personalidade única .
_Eren, prepara-se pois vai aprender a por o rabo entre as pernas_ Disse Connie com um ar meio divertido, meio apavorado.
Arquou as sobrancelhas.
_Prepara-te Erenzinho_ Ria-se Ymir_ pois cá chegou alguém que vai te por no seu lugar.
_Do que diabos estão falando?_ Questionou Eren, repleto de curiosidade e ao mesmo tempo tentando evitar o olhar preocupado de certas pessoas.
_Se lembra do professor Levi, do qual falei?_ Questionou Armin, mesmo que ainda estivesse preocupado com o amigo.
Eren assentiu e Armin prosseguiu.
_Lembra do apelido dele?_ Aguardou que Eren assentisse_ Acredite, não é por qualquer coisa que falam isso, ele é realmente assustador_ Comentou o loiro.
Eren arqueou as sobrancelhas, lembrando-se do baixinho que tinha visto falar com Hanji e duvidou dos amigos.
_’tá falando daquele bai..._ Antes que terminasse a frase teve a boca tapada pelo amigo e gritos desesperados de “cala a boca” e “shhhh’s” foram ouvidos, chamando a atenção do resto da sala.
_Se temes por tua vida Jaeger, espero que nunca repitas esse termo perto dele_ Disse Ymir, sentindo-se na verdade tentada a ver o que aconteceria se o mesmo tentasse.
Tirou a mão do Armin de sua boca a força e os olhou confuso, ou todos estinham enlouquecido ou fumado alguma coisa, pois estavam muito estranhos e duvidava que um único professor conseguisse causar qualquer reação em, especificamente, certas pessoas de seu grupo de amigos, tudo bem de Christa, ou Sasha e até mesmo Connie, mas Ymir? Impossível, negava-se a acreditar em um absurdo desses.
Vendo a cara pouco crível do rapaz, todos concordaram que o mesmo não demoraria para arranjar problemas.
_Eren, por favor, eu te peço_ Começava Armin, praticamente implorando, da mesma forma que tinha feito na noite anterior e usando a sua vantagem a carinha de cachorro que caiu da mudança_ Não procures encrenca com o professore Levi porque vais ser castigado e diferente dos outros casos em que enfiam-te numa detenção com Hanji, o que pra você não é lá um castigo, ele vai te castigar de verdade, o que vai fazer com que você o responda e vai acabar por ganhar mais castigos.
Eren o olhou com pouco crível ainda.
_Eren..._ Começou Armin novamente, mas nesse mesmo instante o sinal bateu e o professor entrou na sala, obrigando os alunos a correrem para seus lugares.
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