Versprechen
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Notas iniciais
Eren
Quando as aulas finalmente acabaram eu tive que ir direto para uma sala empoeirada que ficava debaixo de uma das escadarias no fim do corredor, abandonada.
Bati na porta, meio relutante. Jean me acompanhava, mas nada disse.
O professor não demorou a abrir a porta, usava um lenço na cabeça e no rosto, o que era um tanto estranho, mas fui inteligente o suficiente para não comentar nada, por mais que estivesse tentado.
Entrei na sala com uma cara um pouco desgostosa, o lugar estava empoeirado e repleto de caixas de papelão cheias até a boca de tranqueiras como jornais velhos e livros com as capas até apagadas, de tanto tempo que estavam ali.
_Então_ Iniciei, mesmo que não estivesse lá muito animado e que simplesmente me revoltasse a ideia de que teria que pegar meses a fio de detenção, já que na minha opinião, a culpa disso não era somente minha, mas de certos professores também_ Por onde começamos?
_Primeiro coloquem esses lenços na cara de vocês_ respondeu ele, tacando os pedaços de tecido para nós_ ai teremos de esvaziar as caixas, ver o que é útil e o que não é, tirar tudo da sala e limpar tudo, depois colocar tudo de volta.
Eu já me sentia cansado só de imaginar, mas não adiantava adiar o inevitavel, apenas coloquei o lenço no rosto e comecei a abrir as caixas.
A hora passou-se silenciosamente, ninguém dizia nada e apenas o barulho de caixas sendo arrastadas e abertas era ouvido.
Admito que haviam coisas interessantes ali, livros antigos, jornais da época em que a escola ainda tinha um jornal e troféus de campeonatos dos quais o colégio participou. Anuários de turmas antigas e revistas dos anos 80. No final do horário de detenção não havíamos feito nenhum terço do necessário, por isso acreditava que iriamos passar a semana inteira cuidando daquela sala.
Não me despedi do professor, porém fiz um aceno para Jean.
Hoje eu não teria que trabalhar, então simplesmente comecei a andar no caminho pra casa, pensei em ir de metro, por causa do frio, mas considerei um dinheiro gasto atoa.
Quando cheguei em casa era possível ouvir risadas altas ainda do outro lado da rua. Sorri, minha mãe já devia ter chegado do trabalho.
_Vocês conseguem ser mais escandalosos que eu, sabiam?_ Comentei entrando em casa e encontrando-os envolta da pequena mesa.
_Eren, bom dia!_ Começou minha mãe, meio rindo, meio tentando ficar séria_ eu vou ignorar o fato de que sua cara está detonada e vou lhe encher de beijos, porque mesmo que eu não concorde, sei o motivo pra isso_ Falou ela, se aproximando e praticamente me esmagando num abraço de urso, em quanto começava a me encher de beijos babados.
Armin e Mikasa riam em quanto eu brandia apenas uma coisa: “Mãe, você baba!” .
Ela me soltou sorrindo e foi para perto do Sr. Arlert.
_Mas não pense que está perdoado, você sabe que eu não gosto que você brigue só para nos ajudar. Eu trabalho também Eren_ O seu tom de voz não era mais divertido, mas sim sério.
_Eu sei mãe, mas os remédios do Sr. Arlert aumentaram de preço de novo_ Falei e ela fez uma careta em quanto ia para o fogão, terminar de fazer o que eu acreditava ser café.
_Mas de novo? Argh, mas eles são muito folgados, ficam subindo o preço desse jeito...Desse jeito a gente tem de escolher entre pagar o aluguel e comprar os remédios_ Murmurava ela, descontente.
_É por esse motivo que eu tive que lutar ontem, mãe_ Insisti eu.
_Mas e o emprego que você havia conseguido com Shadis? Ele não pagava bem?
_Ele pegou uma detenção na hora do trabalho_ Respondeu Mikasa.
Lhe lancei um olhar feio, minha mãe com toda certeza não precisava dessa informação.
_Eren..._ Começou mamãe, com aquele tom de sermão.
Apenas rolei os olhos e deixei que me desse o sermão de sempre, mesmo que eu não estivesse prestando muita atenção.
Quando ela percebeu isso apenas desistiu e soltou um longo suspiro.
_Vá se deitar Eren, sei que você nem ao menos dormiu noite passada. Te acordo quando a janta estiver pronta.
_Ok_ falei, me levantando da cadeira em que eu havia sentado, ao lado de Armin_ Ah! E falando em janta, aqui tem um pouco de dinheiro para as compras.
Entreguei o pequeno bolo de dinheiro para Mikasa e o resto do dinheiro entreguei para que Armin pudesse comprar os remédios do avô.
_Vou ver se consigo fazer um vale com o Mitabi pra inteirar o dinheiro dos remédios, Armin.
Ele apenas assentiu, mas não disse nada.
Por fim fui para meu quarto e me joguei na minha cama sem ao menos tirar os sapatos e não tive dificuldades em dormir por causa da noite insone, porém isso não evitou os pesadelos costumeiros.
Não foi com grande surpresa que eu acordei chorando e gritando, sentindo-me extremamente perturbado com os pesadelos dos quais eu não me recordava, mas no fim de tudo estava tão acostumado com aquela situação que nem pensar nisso eu pensava mais, apenas acalmei minha respiração e fingi que nada aconteceu, era mais simples.
Limpando as lágrimas eu apenas me levantei ao perceber que já eram tarde e sai do quarto para poder jantar.E depois voltei a dormir, claro que dessa vez eu pelo menos chutei os sapatos para um canto e desabotoei meus jeans.
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_Eu juro...que se tiver que... limpar... mais uma sala... eu morro... de exaustão_ Disse eu, arfando, em quanto me jogava no chão da sala de aula. Todos os meus amigos estavam sentados no chão, aproveitando a aula vaga.
_Eu não acredito que perdi uma aula vaga para ficar limpando um monte de coisa empoeirada_ Disse Jean, entrando na sala e se sentando no chão também, com cara de poucos amigos.
_Ainda bem que tiveram duas aulas vagas, assim podem descansar em pelo menos uma delas_ Murmurou Armin tentando nos reconfortar, mas eu não dei muita atenção.
_Não fica reclamando tanto...cara-de-cavalo_ Resmunguei eu, ainda tentando controlar minha respiração_ hoje é sua última detenção, eu tenho mais 5 meses pela frente.
_Não tenho culpa se você é um bagunceiro do caralho.
Fiz uma careta e aproveitei que ele estava sentado na minha frente para dar um chute de leve em suas pernas cruzadas. Ele me olhou feio e eu pude escutar Armin suspirando pesadamente.
_Mas quem diria em Eren_ Disse Ymir, interrompendo o que provavelmente teria se tornado uma discussão_ o sargento realmente conseguiu te amansar.
_Ele não me amansou_ Resmunguei eu, mas minha voz saiu mais defensiva do que eu pretendia _ eu só não quero ter dor nas costas pelo do resto do ano, já tentou esfregar o chão com aquele louco do lado? Ele faz você esfregar o mesmo lugar umas dez vezes e fica implicando que ainda não está limpo o suficiente! Não quero ter que aumentar minhas detenções! De quatro meses elas já passaram pra seis!
_Ta, isso eu até entendo, mas e o lance do “sim, senhor!”?_ Comentou Annie.
Minhas bochechas se avermelharam.
_Ok, esse eu não consigo explicar, é automático... Apesar de que, se eu não me engano, todos vocês o chamaram assim no mínimo umas 10 vezes_ Rebati.
_Pode ser, mas não tanto quanto você_ Insistiu ela_ o que é ainda mais estranho, considerando o fato de que você é o mais rebelde.
Eu nada respondi, só fiquei pensando em suas palavras.
Será que eu havia sido amansado? Não! Isso era impossível, só a palavra e causava arrepios. Não gostava da ideia de que alguém mandasse em mim, era revoltante...
Mas eu não podia negar que eu estava sim mais obediente, por vários motivos, os principais eram que Levi era assustador, a imagem de sua bota na minha cara nunca me saiu da cabeça, mesmo que até hoje eu nunca o tivesse realmente visto de botas, acreditava que seus tênis _muito estilosos para um professor de Física, por sinal_ fossem tão doloridos quanto. E segundo porque suas detenções eram horríveis, minhas costas ardiam só de me lembrar dos 30 minutos que eu passei esfregando uma mancha no chão.
Pelo menos, era o que eu dizia para eu mesmo, que ele era assustador e por isso eu o obedecia, mas as vezes eu tinha a impressão de que não era esse o motivo.
Ele era assustador? Com certeza! Seus castigos eram horríveis? Dãã!
Então porque uma pequena parte da minha cabeça, sempre que eu pretendia aprontar alguma, insistia em me mostrar seus olhos azuis irritados e com algum sentimento que eu reconhecia como desapontamento?
O mais estranho disso tudo era perceber que o professor, no começo muito odiado por muitos, realmente se desapontava quando ficava sabendo que algum de seus alunos se metera em encrenca, seu olhar irritado escondia a decepção por trás e as vezes parecia que eu era o único a perceber isso.
Quando vi por onde meus pensamentos começavam a caminhar, tratei de tentar chapinha-los para outra direção: A culpa era pelo fato dele ser assustador e por causa de suas detenções e ponto final. Simples!
E por tê-lo respondido algumas vezes, minha detenção já havia passado de 4 para 6 meses, eu não queria nem imaginar o que seria da minha pessoa se aumentassem mais. Apesar de que o mesmo já estava procurando por novos métodos de castigo que, para minha sorte, não envolvessem limpar ou bater, por mais que Levi quisesse; Erwin não parecia concordar com a ideia de castigos que envolvessem me deixar de olho roxo, e eu agradecia por isso.
É claro que eu não havia virado santo da noite para o dia, mas agora pensava duas vezes antes de fazer alguma coisa errada. Esse pensamento me fez lembrar da falta de educação das pessoas, que nem ao menos tentavam ser discretas ao me encarar e se perguntar, em voz alta e clara, o que havia acontecido comigo... As vezes tinha vontade de partir a cara deles no meio, era tentador, admito, mas um calafrio me subia a espinha ao lembrar-me de certa pessoa.
Senti algo cutucar meu ombro e olhei para Armin, que me encarava com um ar interrogativo.
_Devaneei de mais?_ Questionei, mesmo que já soubesse da resposta.
_Nós estamos te gritando faz uns 10 minutos.
Eu nada respondi, só voltei meu olhar para o teto, aonde o ventilado rodava de uma maneira estranha, e eu podia imagina-lo caindo do teto.
_Então_ Começou Armin, me fazendo olha-lo_ Conseguiu arranjar um novo emprego?
_Sabe aquela farmácia perto da saída do distrito de Trost?
_Aquela com aquele velho estranho? _ Questionou ele, arqueando as sobrancelhas.
Eu ri.
_Essa mesmo, vou começar semana que vem, logo depois da escola.
_Mas você não tem que, sei lá, ser farmacêutico pra isso?_ Interveio Sasha, que comia bolachas.
_Não, porque não vou realmente cuidar dos remédios e essas coisas, vou ficar encarregado de organizar as prateleiras e vender shampoos_ Expliquei, não da maneira que o velho havia me dito, mas era o suficiente para que entendessem.
_E o salário, é bom?_ Questionou Connie, sem muito interesse. Nós estávamos claramente tendo aquela conversa por falta de assunto.
_Bá_ Resmunguei eu_ Dá pro gasto, não é tanto quanto o Shadis pretendia pagar, mas dá pra passar o mês que vem um pouco menos apertado, minha mãe também conseguiu um trabalho fixo como cozinheira na casa de um empresário em Sina e o cara pretende fazer com que ela trabalhe de carteira assinada e tudo mais, além de pagar bem também. Vai dá pra gente sair do vermelho em pouco tempo.
_Ainda bem_ Comentou ele, parecendo realmente feliz_ Tava cansado de ver você quase desmaiando na sala de aula, ou porque ficou trabalhando até tarde, ou porque lutou, ou os dois, sério, dava até dó.
Rolei os olhos e fiquei em silencio até Jean achar um assunto, que claro, por ser ele, envolvia pornografa e fazia com que déssemos risadas escandalosas, no final do período minha barriga já doía de tanto rir.
_Pelo amor de Deus Jean_ Pausa pra mais uma longa gargalhada_ Aonde você fica sabendo dessas coisas?
_É Jean_ ria-se Annie_, também quero saber.
_É segredo_ Disse ele, piscando pra Annie que continuava a rir, Armin fez uma careta pra ele.
Encarei o loiro com ar interrogativo, suas bochechas avermelharam-se e ele desviou o olhar.
E depois de mais alguns minutos de conversa o sinal bateu e eu me preparei para ir embora, porém uma coisa passou pela minha cabeça. Bati minha mão na testa e me xinguei mentalmente milhares de vezes.
_O que foi?_ Mikasa questionou.
_Eu tenho que avisar ao professor Levi sobre o horário do meu trabalho! Droga_ Resmunguei, saindo correndo da sala e torcendo pro professor ainda estar na sala dos professores, sabia o quanto aquele homem era organizado e que conseguia ser bem rápido também.
Percebi que meus amigos corriam atrás de mim, me acompanhando já que de qualquer maneira, iriamos pra casa juntos hoje.
Encontrei o professor já saindo da sala e agradeci mentalmente a Hanji por ela estar claramente o atrasando com suas conversas estranhas. Os olhos cinza logo focaram-se em mim em quanto eu normalizava minha respiração, nesse último mês eu não havia feito meus exercícios por causa das detenções, que ainda que fossem cansativas, não eram exercícios de verdade, por isso estava ficando fora de forma.
_Olá Eren, querido!_ Começou Hanji, feliz, me dando um abraço de urso. Por cima de seu ombro percebi que os outros professores que estavam na sala, arrumando suas coisas, observavam a cena curiosos.
_Arght! Hanji. Você. Ta. Me. Esmagando_ Soltei eu, quase sem conseguir respirar.
_Ah, desculpa Eren, mas eu não resisto_ Disse ela, me soltando e focando-se então em minhas bochechas. Com o canto dos olhos percebi que Levi se preparava para se afastar.
_Senhor, quer dizer, professor_ Chamei, em quanto tentava a todo custo tirar as mão de Hanji da minha cara.
_Hanji, tira as patas do menino_ Brandiu ele estapeando a nuca da professora que logo me soltou e eu não tive dificuldades em me imaginar em seu lugar_ O que foi pirralho?_ Questionou ele e foi fácil perceber que ele não parecia muito feliz.
Estremeci da cabeça aos pés, aquela estranha sensação de que eu devia teme-lo e respeita-lo invadiu meu peito. Lembrei-me de sua bota na minha cara.
_É..._ Comecei, sem jeito, uma parte do meu peito ainda não acreditava que ele fosse mudar o horário das detenções, mas decidi afastar esses pensamentos_ Vou começar em um trabalho na semana que vem, é... Logo depois da escola e as detenções...
Quase não consegui acreditar que não havia gaguejado, merecia um parabéns só por isso.
_Ah sim, o horário das detenções_ murmurou ele_ Acho que por causa daquelas aulas para recuperar matéria já te tirei de muitas aulas... Humm.
_Acredite senhor, eles não se importam se eu apareço ou não na aula deles_ Comentei quase que inconscientemente, ele podia me tirar de quantas aulas quisesse, os professores agradeceriam, na verdade.
_Isso eu já percebi, pirralho_ Murmurou ele, me surpreendi com sua sinceridade e quase ri quando ele deu um tapa na mão de Hanji, que insistia em voltar para o meu rosto_ Você tem aulas de música aqui também não?_ Ele não esperou que eu respondesse_ Vou ter que pedir para sua professora te liberar de algumas aulas, e ainda tem que cuidar da pichação na quadra de vôlei... Até que horas vai trabalhar?
_Na farmácia? Até as seis, mas as oito eu tenho que ir trabalhar em um restaurante_ murmurei eu.
_Você tem dois empregos?_ Questionou ele, mas novamente, não deixou que eu respondesse_ Bom, quanto tempo demora pra chegar aqui na escola da farmácia e da escola para o restaurante?
_De ônibus?!_Questionei, vendo aonde a conversa estava chegando_ Mai de uma hora da farmácia até aqui e 40 minutos daqui até o restaurante.
Ele piscou e me olhou confuso.
_E como pretende chegar no seu trabalho no horário?
_Eu tenho carona_ Respondi eu_ Mas eles não podem ficar me carregando pra todos os cantos senhor, quer dizer, professor.
Ele passou a mão livre de seus materiais no cabelo, em quanto soltava um suspiro longo e sofrido, fazendo questão de que eu ouvisse.
_Jaeger, como você se atreve a se meter em todas essas confusões pra depois não conseguir ao menos comparecer nos castigos? _ Ele me olhou_ Não responda! É uma pergunta retórica.
_Desculpe, senhor_ De repente meus pés se tornaram muito interessantes. Não conseguia encara-lo nos olhos. Meu peito doía com aquela sensação estranha que eu tinha sempre que ele me dava broncas, como se eu me sentisse mal por isso. Não mal por receber as broncas em si, mas...Por ele estar bravo comigo. Isso me incomodava.
Escutei mais um suspiro por parte dele.
_Vamos fazer assim, você me passa o endereço dessa tal farmácia e eu vou te buscar para que cumpra seu castigo, estou tão preso nessa história de detenção quanto você.
_Mas professor..._ Comecei eu, encarando seu rosto impassível_ Não tem necessidade, além do mais, o senhor vai estar gastando gasolina à toa_ Eu não sabia o porquê me importava com isso, mas me importava.
_Não vai ser a toa porque, como eu disse, estou tão preso nessa situação quanto você, agora me passa o endereço_ Aquilo era uma ordem.
Suspirando eu comecei a fuçar na minha mochila, rasguei um pedaço de papel do caderno já quase sem folhas e peguei minha caneta com a tampa mordida, escrevi o endereço e entreguei para o professor.
Ele pegou o papel e arqueou as sobrancelhas.
_Trost? Tudo bem, mas vou com toda certeza pedir um aumento de salário a Erwin_ Ele levantou os olhos na minha direção_ A partir de segunda eu vou te buscar e você vai pegar detenção aqui das seis e vinte as sete e vinte, eu te busco da farmácia e você vai de ônibus ao restaurante.
Ele disse isso e simplesmente saiu andando, olhei de relance para meus amigos, que observavam a cena curiosos.
Suspirei e olhei pra Hanji, que ainda observava o professor se afastar.
_Professora Hanji?_ Ele me olhou, curiosa_ Por que o professor estava estressado?
_Estressado?_ Questionou Jean, interrompendo uma possível resposta de Hanji_ Pra mim ele parecia igual ao de sempre.
_Não_ falou Hanji_ ele estava mesmo estressado, parece que sua prima Isabel se meteu em problemas na escola e bem, agora ele está indo pra delegacia pra tirar ela de lá... Mas Eren, me surpreende que você consiga compreender as expressões de Levi, eu ainda tenho dificuldades_ comentou.
Me surpreendi com sua resposta, ignorando a ultima parte, claro. Não imaginava Levi se preocupando com alguém, muito menos com uma prima problemática.
Hanji pareceu descobrir o que eu estava pensando só me olhar.
_Levi não é a pessoa mais carinhosa do mundo_ Isso não era uma novidade_ Não gosta de demonstrações de afeto e tem estranhas manias de limpeza_ Concordei internamente_ porém, quando gosta de alguém, ele é uma das pessoas mais leais que alguém é capaz de querer por perto. Farlan e Isabel são muito sortudos por terem a oportunidade de ver esse lado do Levi.
_Você também é? Quero dizer, tem essa sorte? _ Questionei eu, estranhamente curioso.
_Pode se dizer que sim_ Disse ela, um sorriso diferente surgiu em seu rosto, não era espalhafatoso ou malicioso, havia alguma ternura ali_ Apesar dele não gostar de admitir, ele se importa comigo da mesma forma como eu me importo com ele.
Após isso eu não comentei nada, apenas me despedi de Hanji com um aceno e parti pra fora da escola com meus amigos, que logo esqueceram toda a história com relação ao professor Levi e trataram de começar uma conversa animada aonde o foco principal era ofender Jean.
_Argh! Por que eu sou amigo de vocês mesmo?_ Gritava ele, fugindo dos petelecos de Ymir.
_Porque você ama a gente_ Murmurei eu, bagunçando seu cabelo em quanto ele tentava fugir_ Fique quieto cara-de-cavalo! Estou dando um jeito no seu cabelo.
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