Notas iniciais
Cap não betado (como sempre), me avisem de qualquer erro de ortografia ou parte confusa.

Levi~

Soltei um suspiro pesado ao olhar o relógio mais uma vez, já eram quase duas da manhã e eu ainda não havia ido dormir, tudo por causa de um sentimento de culpa que preenchia completamente o meu peito. Não, completamente não, ainda havia um espaço ali que estava indignado com um possível professor insensível e sem coração, afinal, quem conscientemente, faria um adolescente perder o emprego?

Tentei afastar esses pensamentos da minha cabeça o máximo possível e depois de um certo tempo, finalmente consegui dormir. Acordei seis horas em ponto e logo me pus a me arrumar, preparei um café rápido e em seguida logo limpei a cozinha e o resto da casa, uma limpeza por cima por causa da falta de tempo, mas deixaria para limpar melhor no final de semana.

Não me demorei para sair de casa e logo cheguei ao colégio, onde estacionei na primeira vaga que eu vi, mesmo vendo a louca da Hanji gritando no meio do estacionamento. Não cometeria o mesmo erro do dia anterior.

Desci do carro rapidamente, tentando permanecer exposto ao vento frio o mínimo de tempo possível, mesmo que o tempo estivesse mais ameno hoje.

_Ei Levi_ Cantarolava Hanji, agarrada ao meu braço.

_Tira a pata Hanji_ Brandi, olhando para sua mão em meu braço livre, já que no outro eu apoiava meus materiais.

_Fiquei sabendo, que apesar de tudo, não foi tão malvado com o Eren_ Tagarelava ela, feliz, inconsciente de que o garoto era o motivo para o sentimento de culpa instalado em meu peito. O que era meio estranho, eu não era a pessoa mais sensível do mundo e não costumava ligar para os problemas alheios.

_Apenas o castiguei de acordo com o que fez, me faltou com respeito, pegou uma detenção_ Resmunguei eu, batendo a minha mão na sua, tentando faze-la me largar.

Ela me lançou um olhar divertido e me largou, porém continuou com seu discurso exagerado, falando alto e mexendo exageradamente os braços. Confesso que não prestava muita atenção no que ela dizia, parei de prestar logo no início quando percebi que era mais uma conversa estranha sobre seus fetiches sexuais.

Quando cheguei a sala dos professores me surpreendi por encontrar um pequeno tumulto, o diretor Erwin, um loiro manipulador, estava conversando com vários professores que formavam um círculo no meio da sala.

_Você tem que tomar alguma atitude em relação a isso Erwin! Ele colou minha bunda na minha cadeira! _ Brandiu o professor que eu reconheci ser de história e eu já imaginava quem era o objeto da discussão.

_E ele ainda não foi punido definitivamente pelo que me fez! _ Resmungou Petra.

_E a pichação na quadra de vôlei? Uma detenção com a Hanji não é o suficiente para algo como isso_ Brandiu Mike.

As vozes começaram a se fazer ouvir mais alto:

_Ele tacou pó de giz na minha roupa!

_E eu sentei em amoeba, amoeba Erwin! Sabe o quão difícil tirar aquilo da minha saia?!

_Ele me chamou de burra e gorda!

_Ele me mostrou o dedo do meio no meio de uma aula!

Me perguntei como aquele garoto de olhos verdes conseguia aprontar tanto e deixar tanta gente brava sem ao menos frequentar as aulas direito, apesar de que pelo que percebi, as brincadeiras aconteceram a algum tempo, porém não tiveram a punição correta.

_Não se exaltem_ Resmungou Erwin, impassível_ Já falei que pretendo lidar com o garoto.

_Você sempre diz isso, mas nunca faz nada! _ Brandiu um professor que eu desconhecia.

Em quanto eles discutiam eu ia arrumando minhas coisas e Hanji não se demorou a ir defender o rapaz. Eu apenas peguei uma xicara de café, um livro e me sentei, esperando dar a hora de ir para a sala, porém meus ouvidos não estavam alheios a conversa.

_Já tentamos todos os métodos de castigo Erwin, já passou da hora de expulsar o garoto! _ Uma voz masculina se fez ouvir.

Vários “É!” e “É isso mesmo!” foram brandidos e algo em meu estomago se remexeu, me senti incomodado.

_Pelo amor de Deus! Ele é apenas uma criança, não podem considerar expulsar o Eren_ Brandiu Hanji, parecendo quase desesperada_ além do mais, esse é seu último ano, se o aguentaram até agora, aguentem mais um pouco!

_Hanji, o único jeito de aguentarmos o Eren até o fim do ano é se ele for castigado, mas parece que Erwin só quer defender o moleque!

_Não se trata de defende-lo_ Interveio Erwin_ se trata de castiga-lo da maneira correta, coisa que nenhum de vocês parece ser capaz de fazer! Não adianta enfia-lo em detenções se ele nunca aprender a lição.

Concordei internamente com o que Erwin disse, mas me mantive sem me pronunciar. Era o professor mais novo ali e não queria interver em um assunto que parecia ser antigo, mesmo que uma parte da minha cabeça _ uma parte que se sentia muito culpada, por sinal_ queria interver e defender o menino. Apesar de querer me manter distante da situação, ficou claro que Hanji não estava em sintonia comigo.

_ Coloque Levi a cargo disso_ Disse ela e eu me virei em minha cadeira para encara-la, largando o livro que eu estava, sinceramente, fingindo ler na mesa_ ele tem pulso firme, vai arranjar um jeito de castiga-lo.

_Que história é essa quatro-olhos? _ Ela me olhou com uma cara pidona_ Quem te deixou decidir as coisas por mim?

Erwin me olhou como se avalia-se a situação. Até mesmo colocou a mão no queixo, como se estivesse a avaliar a ideia.

_Não Levi_ Intrometeu-se ele _ É até que uma boa ideia. Você é conhecido por ser bastante rígido, não?

Olhei o loiro com minha cara sem demonstrar nenhuma reação, mas no fundo eu queria é quebrar seus dentes.

_Não vou me responsabilizar a castigar o garoto por coisas que aconteceram com outros professores, isso é responsabilidade de quem foi desrespeitado. _ Eu disse.

Ele não pareceu nada afetado com minha negação.

_Mas pense bem Levi, castiga-lo agora iria impedir que ao menos tentasse te desrespeitar, acredito que você não esteja a fim de receber um balde de tinta na cabeça_ Insistiu ele.

Arqueei as sobrancelhas antes de responder.

_Não tenho medo de um pirralho Erwin.

_Não é questão de ter medo_ Continuava ele_ é questão de impedir a si mesmo de passar raiva, além do mais, acredito que você seria o mais qualificado para essa situação.

Olhei para Erwin por alguns instantes, sabendo que como um professor que acabara de chegar _ por mais que dentre todos ali, eu fosse o mais qualificado_, não poderia discutir muito.

_Ok_ Disse eu, por fim, derrotado_ mas o que você quer que eu faça?

_Castigue-o da maneira que achar melhor_ Disse ele_ contanto que ele aprenda a lição, agora, se me dão licença_ completou ele, se retirando da sala como se nada houvesse acontecido.

Ele não havia nem terminado de passar pela porta quando meti um tapa na nuca de Hanji, a mesma apenas me lançou um olhar divertido e eu acreditei que era melhor pegar minhas coisas e ir pra sala, antes que cometesse um homicídio de uma certa castanha.

Hoje minha primeira aula também seria com a turma do menino Jaeger, e por isso não posso falar que me surpreendi ao encontrar uma pequena algazarra na porta da sala. Quando os alunos me viram apressaram-se para abrir espaço para minha passagem, cochichando e me olhando curiosos.

Nessa situação eu esperava por qualquer coisa , ao entrar encontrei Eren e um outro aluno, cujo recordava que seu nome era Jean Kirschtein, a trocar socos e xingamentos.

Armin tentava aparatar a situação em quanto alguns alunos tentavam acalmar Mikasa que gritava em plenos pulmões que iria bater em qualquer um que tentasse machucar seu irmão. Quando eu entrei na sala alguns alunos me encararam desesperados, esperando, provavelmente, a morte precoce. Armin parecia que ia desmaiar a qualquer momento.

_Cuida da sua vida Cara-de-cavalo!_ Brandiu Eren e lançou-se contra o outro garoto, que parecia mais tenso ao notar minha presença, coisa que Eren parecia ainda não ter percebido, já que estava de costas para mim.

Sentindo uma veia saltar em minha testa eu apenas coloquei meu material em cima da mesa, me aproximei da briga e meti uma rasteira em Eren, sabendo que se o tivesse feito em Jean era capaz do garoto ir pra cima dele mesmo assim.

O silencio reinou na sena nesse momento, em quanto Eren parecia se recuperar do choque de ter apanhado de um professor.

_Eu posso saber que palhaçada está acontecendo aqui?_ Disse, sentindo que era capaz de partir a cara de cada um dos pirralhos. Como se atreviam a fazer essa algazarra na minha aula? Sabia que eles não tinham nenhum respeito pelos professores do colégio, isso havia ficado bem claro nos primeiros dias, mas acredito que já haviam percebido que esse tipo de comportamento não seria permitido pela minha parte.

Começava a acreditar que Erwin estava certo em me botar para castigar o pirralho. Ele merecia.

O sentimento de culpa de poucos minutos atrás haviam se esvaído por completo.

E ninguém respondeu a minha pergunta.

Soltando um suspiro pesado eu me abaixei e peguei Eren pelo braço, o colocando de pé sem muita delicadeza e pela primeira vez consegui ver seu rosto direito. Admito que me surpreendi com o que vi.

Olhei então para Jean, analisando-o e vendo que não tinha nenhum arranhão. Duvidava também que a cara de Eren estivesse naquela situação sem nem ao menos ter causado algum machucado no outro rapaz.

_Não olhe pra mim_ Disse Kirschtein, percebendo meu olhar_ ele chegou na escola assim.

Olhei mais uma vez para o rosto do garoto, vendo os hematomas arroxeados e os cortes. Um lado de seu rosto estava bem inchado e eu me perguntava em que tipo de briga ele teria se metido para aparecer assim. Uma suposição apareceu em minha cabeça ao me lembrar de algumas burrices que fiz na adolescência.

_Ok!_ Brandi repentinamente, assustando os que assistiam a cena_ Todos em seus lugares e colocando as carteiras no lugar! E vocês ai da porta_ Disse me virando para eles_ Circulando! Todo mundo indo para as salas!

Resmungos decepcionados foram ouvidos em quanto as carteiras começavam a ser arrastadas.

_Nada de “ahhh”! Olha a baderna que vocês fizeram! E vocês_ Disse apontando para os dois rapazes que antes estavam a se estapear_ Vocês não vão se sair impunes dessa! Agora nos seus lugares, depois eu arranjo algum castigo para vocês, tenho que passar matéria.

Kirschtein foi para seu lugar sem pestanejar, já Eren ficou parado no lugar, fechando as mãos em punho e me olhando com raiva.

_ Jaeger, você já está encrencado o suficiente, agora vai para o seu lugar._ Resmunguei eu, encarando os grandes olhos verdes.

Dessa vez ele obedeceu, mas não parecia lá muito contente. Sentou-se em sua cadeira no fundo da sala e como uma criança birrenta cruzou os braços, olhando para o a mesa. Os outros alunos olhavam a cena parecendo surpresos e eu podia imaginar o motivo. Segundo o que eu escutei de Hanji, o menino provavelmente teria saído da sala e me ignorado, mas talvez pelo olhar desesperado do amigo loiro ou por causa das suplicas dos outros amigos, tenha decidido se comportar, “ou quase isso” pensei eu.

Respirei pesadamente e apenas fui para a frente da sala, começando a explicar a matéria, sempre tentando incentivar os alunos a tirar suas dúvidas. Eles pareciam cada dia menos inibidos nesse quesito, e por mais que estivessem meio dispersos pela briga no início da aula, logo concentraram-se no que eu explicava.

Eu tentava explicar o assunto quantas vezes fosse necessário e desde o início percebi que não estavam acostumados a isso, nem mesmo a serem questionado sobre o que aprenderam, uma coisa que eu achava essencial para o aprendizado era pô-los a prova, ver o que sabiam. Na metade da aula lhes entreguei folhas com exercícios, me método preferido de exercícios. Lhes dava ponto por aquelas folhas e eles tinham sempre mais de uma aula para fazer os exercícios e tirar as dúvidas, além de poderem fazer em grupo, cada um com sua folha, mas com a ajuda dos amigos.

Em quanto os alunos começavam a fazer os exercícios eu começava a pensar no castigo que deveria dar a aqueles dois. Como hoje eu havia começado a matéria, os alunos fariam apenas o que haviam conseguido, sem dica ou ajuda da minha parte, para que eu pudesse avaliar aonde eles tinham mais dificuldade. Por esse motivo eu tinha o resto da aula livre, geralmente usava para ir andando entre os alunos e vendo como as coisas andavam, mas decidi que o melhor era resolver logo o problema dos dois garotos.

_Jaeger, Kirschtein, me acompanhem _ Eu disse, em quanto saia pela porta e me dirigia a secretaria.

Os dois obedeceram de prontidão, por mais que Jaeger parecesse mais relutante que o outro rapaz.

Quando cheguei lá, uma pequena sala amontoada de escrivaninhas aonde mulheres _com exceção do diretor Erwin_ faziam seu trabalho como pedagogas, Erwin não pareceu surpreso ao ver os garotos me acompanhando, e nem se surpreendeu ao ver a situação em que estava o rosto de Eren.

_Sentem-se_ Ordenei e Jean obedeceu prontamente, sentando-se em um divã em frente a mesa de Erwin, já Eren continuou em pé, os braços cruzados e o olhar desafiador.

_Não precisa, só me fala logo qual vai ser meu castigo.

Ignorando sua petulância, entrei na pequena cozinha acoplada a secretaria e pela primeira vez vi algum sentido naquele lugar que quase não era usado, já que as pedagogas que ali estavam comiam na sala dos professores. Peguei uma bolsa de gelo que estava ali no congelador justamente para esse tipo de situações e voltei a secretaria, tacando-a para o rapaz que a pegou meio confuso.

_Senta_ Disse eu de novo.

Meio emburrado ele se sentou, colocando o gelo no lado mais inchado do rosto.

Apoiei-me na mesa de Erwin, que não pareceu se importar e cruzei os braços.

_Agora dá pra me explicar o que que aconteceu?_ Comecei eu, sem muita paciência.

Eren nada disse, mas Kirschtein parecia ter um amor maior pela própria vida, e logo desembuchou.

_Só estava tentando botar juízo na cabeça desse palerma_ Disse ele e o menino de olhos verdes lhe lançou um olhar mortífero _Não é a primeira vez que aparece com a cara toda esborrachada e isso só preocupa a Mikasa e o Armin.

_Acontece_ começou Eren_ que da minha vida cuido eu.

_Se cuidasse a sua cara não estaria nesse estado_ rebateu o outro.

_Ok_ interrompi eu, antes que retornassem a brigar_ Os dois, como castigo, vão ter de me ajudar a limpar e esvaziar algumas salas que eu estava pretendendo organizar.

No mesmo instante que eu disse isso o olhar do Jaeger se tornou mais atento, mostrando preocupação com o horário.

_Kirschtein, pode ir para a sala_ Eu disse, indicando a porta com a cabeça_ Pode ficar ai mesmo Sr. Jaeger_ completei eu, vendo que o pirralho já se levantava.

Kirschtein lançou um sorriso maldoso para o menino de olhos verdes, que eu jurava que daria um soco no outro rapaz aqui e agora, mas ele controlou-se e deixou o outro sair sem interrompe-lo.

_Sr. Jaeger_ Disse eu.

_Professor Levi.

Encarei os olhos verdes por alguns segundos, reparando nas olheiras arroxeadas que quase se escondiam atrás dos hematomas.

_Hoje de manhã os professores fizeram um bom escanda-lo por causa de você_ Comecei eu. Ele não demonstrou nenhuma reação, apenas continuou me encarando.

Descruzei os braços e os apoiei na mesa.

_Eles acreditam que o senhor não foi punido devidamente por suas traquinagens, e estão cobrando alguma atuação da parte de alguém, que no caso seria eu, porque a Hanji tem uma boca muito grande_ Uma veia saltou em minha testa ao lembrar dela_ e agora, eu tenho de dar um jeito de punir você. Já que não sou muito criativo, vamos apenas aumentar seus dias limpando as salas, e ah, você vai ter que dar um jeito na pichação da quadra de vôlei ou Mike vai te arrancar os cabelos.

_Ok_ murmurou ele, mas eu sabia só de olhar para sua cara que não tinha nada ok.

_E você deve me avisar qual o horário em que vai estar trabalhando_ Comecei eu e seus olhos arregalaram-se um pouco com a surpresa_ Não queremos repetir o que aconteceu ontem. Também preciso que passe na sala dos professores na hora do intervalo, preciso te dar os horários em que vou repor suas aulas, pedi para a professora Hanji conversar com os outros professores e eles liberaram algumas aulas.

_Ok.

_Além das aulas de física, será preciso repor as de matemática.

_Você também da aula de matemática?_ Questionou ele, parecendo um pouco surpreso.

_Sim Sr. Jaeger, mas eu te peço, não me trate por “você”. Não sou seu amigo, irmão ou colega, me chame de professor.

Seus olhos brilharam com aquela fúria estranha que o tomava as vezes ao escutar meu tom de voz, mas ele nada fez.

_Pode se retirar e ir para a enfermaria, cuidar desse seu rosto.

_Eu vou para a sala.

_Tem certeza? Precisa fazer alguns curativos ou vai pegar uma infecção.

_ Eu vou para a sala_ Repetiu ele, sem me olhar em quanto se levantava.

Ele saiu sem dizer mais nada e eu apenas o observei se afastando, ainda segurando a compressa de gelo sobre o rosto.

Alguma coisa parecia absurdamente errada naquela situação. Eu não conseguia entender o que era.

_Parece estar habituado ao ver ele nessa situação, diretor_ Comentei, afastando outros pensamentos e me virando para Erwin.

Ele me olhou confuso.

_Em que situação?

_A cara dele parece ter sido pisoteada por elefantes Erwin, é dessa situação que eu estou falando.

Ele não pareceu nem um pouco ofendido com meu tom, e mal levantou os olhos dos papeis que organizava para responder.

_É porque eu estou acostumado. Não é a primeira e nem a última vez que ele aparece assim, ele também não quer ir a enfermaria, e não há nada que possamos fazer sobre isso.

_Mesmo que pudesse, eu acho que você não parece lá muito interessado_ Rebati.

Seus olhos azuis desviaram-se do papel e focaram-se em mim.

_Professor Levi, Eren não é o único aluno com uma vida difícil aqui, a maioria dos alunos tem problemas familiares ou financeiros, não tem como dar atenção individual a cada um deles. Com relação a isso eu faço o que eu poço, oferecemos ajuda as crianças mais carente e arrecadamos o que conseguimos para ajudar a essas pessoas, mas casos como o do Eren não estão a nosso alcance.

_Então você vai apenas ignorar a situação_ insisti eu, incrédulo com a situação.

_E o que você quer que eu faça?_ Questionou ele, voltando os olhos para os papéis.

Uma veia saltou em minha testa.

_Que tal um encaminhamento para o psicólogo da escola, pra começo de conversa? Essa cara toda quebrada pode significar qualquer coisa, desde estar se metendo brigas até abuso dos pais ou coisa parecida_ Comecei eu, lembrando-me que vim para a escola Rose acreditando que estaria longe desse tipo de comportamento, tão comum nas escolas particulares que não possui nenhum apresso pelo bem estar dos alunos, contanto que os mesmos sejam os mais inteligentes.

_Acha mesmo que eu conseguiria colocar Eren dentro de uma sala, com a psicóloga?_ Ele quase sorria com sua pergunta.

_Mesmo assim, não acha que deveria averiguar a situação?

_Professor_ Começou ele_ Eu sei que o senhor veio de escolas bem diferentes da Escola Maria, mas eu lhe garanto que fazemos tudo que está ao nosso alcance_ ele ergueu a mão, me impedindo de o interromper_ e tudo o que os próprios alunos nos autorizam a fazer para ajuda-los, mas Eren é uma situação delicada.

Fiquei o encarando por breves segundos, antes de sair andando de volta para a sala de aula.