Versos da alma

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Aquieta-te o brado, regado a fome

Até não restar mais força que te movimente

Perca a vontade da voz e o vigor dos braços

Ante o medo da multidão indiferente

Sequem as lágrimas, não por falta de tristeza

Mas pelo cansaço do pranto

Perca a pureza não por vontade corrupta

Mas pela realidade que te envolve

Fomente o ódio e a própria indiferença

Pelos valores regidos por dinheiro

Isola-te do mundo e desconfie

Pois ninguém estende a mão só por bondade

Perca o teu valor ante o espelho

Fronte as vitrines da cidade

E sem mais pranto e sem mais sonho

Renda-se a máquina da realidade

Ou lute, com a consciência que te sobra,

Sonhe com as ideias de um mundo que melhore

Conquiste com a centelha de vida que te move

A liberdade do que dizem

E fazem crer, pra te deprimir,

Escurecer tua visão e desnortear

Do fato que pra mudar tua vida

Tua postura é o que mais importa

E o mundo vai além dos valores

De uma vida ditada por modas