Notas iniciais
Estrutura: Quartetos // Métrica: Livre// Rimas: Espalhadas // Tema: Mais abaixo

Sob a luz da lua, no meio da floresta

Há um carrossel feito de marfim

Que gira e roda em um fim

Vamos todos, venham todos, vai começar a festa

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No meio da escuridão ele gira

Os cantores cantam ao som da lira

Em volta da floresta, luzes fúnebres

Nesta noite de pesadelos fúnebres

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O carrossel, de um branco puro

Feito de almas dos que já se foram

Em sua volta o canto banshees entoam

Venham todos, não temam o escuro

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Girando e rodando estão os inocentes

Pois de bondade estão doentes

De tanto girar já estão no osso

Ali pendurados pelo pescoço

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Suas mortes não serão em vão

Sua carne alimentará s monstros

Pois aqui estamos escondidos dos outros

Fazendo sacrifícios na escuridão

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Aquela é Lia, seu crime é humano

Durante a noite ela teve o fim

Pena, era bela como um serafim

Nós a enforcamos com um pano

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Sua carne esta encharcada com bondade

Ela levava a vida com seriedade

De suas boas ações ela nunca descansava

Nós a pegamos enquanto ela se banhava

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Aquele se desfazendo é Joaquim

E podemos dizer que seu crime é ruim

Sempre que podia tornava o mundo mais belo

Por isso esmagamos seu crânio com um martelo

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No meio da floresta, continuamos a cantar e dançar

Vamos festejar até o sol raiar

Depois, então, nos esconderemos na escuridão da floresta

E devoraremos o que dos corpos nos resta

Notas finais
Esse poema surgiu inicialmente como parte de uma história, que envolve um povo que se esconde em uma floresta mágica e passa a viver em meio a monstros, e logo começa a se assemelhar a eles. Eu pretendo desenvolver mais esse tema, mas por enquanto não tenho material para trabalhar com isso, portanto decidi deixar este poema solto aqui ^^