Vermes, Cemitérios e Poesia

4 Quando o tempo se torna frio


Notas iniciais
Métrica: Livre // Rimas: Livres// Estrutura: Livre// Tema: Um moribundo que está deitado no asfalto da cidade, esperando a morte chegar

Quando o tempo se torna frio

Quando a vida se torna um vazio

Vejo a escuridão

Que cresce em meu coração

Ah, vejo a escuridão

Oh, minha doce solidão.

.

Quando o tempo acabou para mim

Quando meu sorriso em dor senti

Quando minha alma em vão gritou

Senti a amarga escuridão

Preencher-me o ser, torturante emoção

.

Ah, a Morte

Minha donzela amada

Ser dos seres

Por que me deixa aqui?

Por que me deixa moribundo, caído?

Por que me deixa só?

Me sinto tão solitário

Quando o tempo se torna frio.

.

Deitado aqui, no asfalto da cidade

Os olhos das luzes, preenchidos com maldade

Ah sinto o cheiro da umbra em minhas veias

Doce obscuridade

Aqui, no leito cinza da cidade

.

Quando o tempo se torna frio

Vejo vultos na escuridão

Vejo o mundo em adorada podridão

Vejo Deus!

Bem, não sei se isto é Deus...

É uma garota

Uma doce garotinha

Seu rosto, carne e dentes vivos

Suas bocas, círculos do inferno que gritam

Cantos de maldade

Sem olhos, sem rosto, sem piedade

Apenas círculos de setas

Dentes de verme

Menina-verme

O que faz na escuridão?

.

O frio congela-me as veias

Aqui caído no concreto

Morrer me entedia

Já sinto o quente hálito do demônio

Que queima minha mente

E apaga a minha memória

.

Ah, morrer é um tédio

Onde está todo o mistério?

Sinto apenas o tédio

E a solidão que me atormenta a alma

No concreto aqui deitada

Quando o tempo se torna frio.

Notas finais
Bem, não tenho muito a dizer sobre este poema. É bem simples xD A menina com o resto de verme eu peguei inspiração na Bailarina do filme "O Segredo da Cabana"