@Tooru: O grupo tá parado.

@Noya: Vamo animar.

@Noya: Arroz.

@Lev: Feijão.

@Hajime: E batata.

@Bokuto: O que falta?

@Tooru: O que falta?

@Kuroo: Um boquete do Bokuto no Aka

@Bokuto: Eu queria discordar, mas é isso aí mesmo que tá faltando.

Suga: Vocês não perdoa ninguém né

@Hajime: Quem perdoa é Deus. A gente faz pagar vergonha mesmo

@Yamaguchi: Sadboy

@Kuroo: Onde que tá o tsukki, Tadashi?

@Yamaguchi: Não sei, ele não me responde e quando fui na casa dele, ele me chutou legal

@Hinata: Adoro DR

@Suga: Eu também adoro :3

@Tooru: Vamos jogar que é melhor pra saúde.

@Lev: E nem paga imposto

@Noya: Puts, cê é zuero mesmo hein, tô surpreso aqui com sua zuera.

@Lev: Se fude :y

@Tooru: Vai Iwa-chan.

@Hajime: Suga, verdade ou desafio?

@Suga: Puta que pariu gente, cês tão de marcação em mim, não tem condição um negócio desse.

@Noya: Quem manda escolher só verdade :y

@Lev: A putaria move o grupo.

@Bokuto: Nois tá aqui, pra ver bunda, coxa, homem gostoso

@Tooru: rola também :y

@Lev: Tá em falta

@Kuroo: E como tá

@Suga: Pelo amor, o que deram pra vocês comer hoje?

@Akaashi: Arroz, feijão e batata.

@Noya: Aqui só tem gente zuera :y

@Bokuto: Akaashi, você quer o boquete?

@Akaashi:depende.

@Noya: Gente se liga, vai rolar sekiçu

@Tooru: Meu santo toque nas partes sekissuales de cada dia, sério mesmo que ele perguntou isso?

@Hajime: Você falou que rola tava em falta no grupo, ninguém te criticou.

@Tooru: Vão criticar o que se é verdade esse carai -_-

@Hajime: Valha, revoltada do sistema.

@Bokuto: Depende do que?

@Akaashi: Se souber fazer, óbvio.

@Suga: nossiora.

@Lev: Eita porra.

@Tooru: É disso que o povo gosta, é isso que o povo quer.

@Bokuto: Sei fazer até mais, meu bem :v

@Akaashi: Tá perdendo tempo então

@Lev: Bokuto? Bokuto tá bem morto.

@Hajime: Minha nossa.

@Suga: Esses jovens de hoje em dia, marcam sexo em publico e.e

@Tooru: Substituto tá só enrolando.

@Suga: Oikawa vai superar esse seu amor por mim, vai :v

@Tooru: Me obrigue.

@Suga: Segura tua mulher Iwaizumi e.e

@Hajime: Escolhe logo, porra -_-

@Suga: Que bruta você, senhora.

@Hajime: Oremos.

@Noya: Escolhe desafio, assim a gente para com a perseguição diplomática de te desafiar alguma coisa :v

@Suga: Oh, yeah. Vai, desafio :v

@Hajime: Então tá.

@Tooru: A pessoa escolhe desafio com o Iwa-chan, logo ele, que não tem piedade na alma :v

@Hajime: Vou ser bondoso, só porque é com o Suga =_=

@Hajime: Cadê o Daichi?

@Suga: Daichi tá dormindo. Malhou braço ontem tá só a merda :v

@Lev: Mas tá gostoso :v

@Suga: Sempre foi, meu amor :v hoje você está apenas reconhecendo as beldades de Karasuno

@Noya: Minha mãe me mata de orgulho e de vergonha ao mesmo tempo :v

@Suga: Era pra eu ser o pai nesse carai aí :v

@Kuroo: Saporra se pôr uma peruca vira mulher e ainda quer ser chamada de pai :v

@Suga: Kenma segura teu macho antes que eu dê na cara dele.

@Kenma: Dê.

@Kuroo: Me senti muito protegido agora, obrigado.

@Kenma: A disposição '-'

@Tooru: Kuroo foi chorar, certeza.

@Hajime: Te desafio a deixar o Daichi de pau duro e mostrar pra gente.

@Asahi: Não foi bem assim que eu imaginei ver o pênis do Daichi ._.

@Suga: '-' Asahi, repara bem no que você falou...

@Asahi: O que eu quis dizer é que nunca pensei em ver... Entendeu?

@Hajime: Eu pensei outra coisa, mas beleza.

@Noya: Digo é nada eu.

@Lev: Pela posição do X no eixo y, pelo vértice da parábola de acordo com a função X dos sei lá das quantas inventada por lúcifer nas horas vagas, acabamos de encontrar outra possível DR.

@Tooru: Achar DR na vida dos outros é fácil, quero ver achar o valor de x :v

@Hajime: Oremos.

@Suga: Eu aceito, mas antes vou na academia. Beijinhos sz

@Tooru: Só eu que reparei que ele aceitou rápido demais o desafio?

@Suga: Eu sou curioso ue. Quero ver antes que algum de vocês veja, seus homo sapiens :v

@Lev: Dar aquela conferida básica né.

@Suga: Claro, pra ver se tá tudo em ordem com meu friend e pah :v

@Hajime: Estou perplexo com você Suga.

@Suga: Mas gente, viu nada :v

Daichi estava sentado no sofá, com a perna destra sobre a esquerda e com os braços bem esticados pelo encosto, quando Sugawara adentrou a porta da frente. Ele estava sem blusa e com o tronco suado. Sua respiração ainda irregular denunciava que seu treino teria terminado há pouco.

Sawamura o vislumbrou, por alguns instantes perdeu-se em meio ao corpo curvilíneo que o ex-levantador de Karasuno exibia. O peitoral estava ficando másculo, junto ao seu abdômen. Aos poucos, Sugawara deixava sua aparência delicada de lado, mas não no sentido bombado, ele apenas ficava, se assim podemos dizer, mais gostoso.

Suas pernas ficavam grossas e proporcionais as suas nádegas, assim como o restante do corpo.

Daichi pigarreou e puxou uma das almofadas para seu colo para esconder sua “animação”, aparvalhado, temia que o amigo notasse seus olhares indecentes.

A camiseta estava jogada sobre um dos ombros de Koushi. O short fino marcava as coxas com músculos elevados devido ao treino de pernas na academia. Daichi, costumava freqüentar a academia em dias diferentes de Suga, ele estava bem ciente de que não conseguiria ver Koushi fazer agachamentos sem ficar vidrado.

Sugawara, todas as manhãs em que sabia que teria de malhar as pernas, acordava desanimado. Segundo ele cansava demais, então restava a Daichi dar-lhe incentivo; Não que ele achasse ruim, pelo contrário, adorava vê-lo preguiçoso e embolado nas cobertas enquanto fingia um choro teatral. Suga voltava, quase sempre, mais acabado que qualquer outro dia da semana, mas, sentia-se satisfeito com os resultados – Daichi então, nem se fala.

— Estou com as pernas bambas — lamuriou ao fechar a porta, tirou os sapatos junto das meias aos gemidos, afinal, tinha de movimentar seus membros inferiores para o feito, e os deixou no canto da parede.

Arremessou a camisa no chão e caminhou para o dorso do sofá. Seus dedos molhados percorreram pela pele do braço de Daichi, que riu e fechou seus olhos para desfrutar da caricia, até o começo dos ombros. Suga curvou-se perigosamente em sua direção. Daichi sentiu, de leve, um beijo em seu pescoço e fizera questão de inclinar a cabeça para o lado oposto, queria sentir melhor o toque.

Amava e odiava a mania que Suga tinha de beijá-lo naquela região, céus, se ele soubesse o estado que Daichi ficava depois dos beijos, jamais os repetiria. O corpo de Sawamura mandava sinais inadequados, como, por exemplo, as malditas – não tão malditas – ereções.

Não que necessariamente fosse uma coisa ruim ou incomum. Sawamura estava solteiro, logo, seu lado sexual se encontrava sensível e a mercê de despertar com qualquer toque. Se viessem de Suga em especifico, então... Despertava com o triplo do triplo da facilidade.

— Caralho, mano — dobrou o braço para que sua mão pudesse alcançar a cabeleira cinzenta igualmente úmida, em relação ao restante do corpo.

As palmas de Koushi deslizaram de seus ombros ao peitoral, faziam uma massagem promissora. As unhas levianas e curtas alcançaram a barra da camisa de Sawamura e, tentaram ergue-la sorrateiramente.Daichi, de repente, ficou sério.

Aquilo se tratava um carinho comum, contudo, a parte de se controlar e se conformar de que não passaria daquilo não era uma coisa boa.

— O que foi? — o dono da voz abafada pela curva do pescoço do capitão, murmurou baixinho. Nada foi respondido. Coisa que, foi uma deixa para que Suga subisse seus beijos levianos ao maxilar do capitão. Sawamura congelou da cabeça aos pés. Abriu os olhos e os desviou para um canto qualquer do assoalho, céus, estava tão embaraçado. Sentia-se pressionado contra uma parede bem dura, sem a menor escolha de correr.

Seu coração não ajudava, as batidas doloridas em seu peito causavam incomodo, um frio e um ardor. Parecia mais que a qualquer momento iria enfartar e partir desta para melhor, por outro lado, ele esperava que fosse apenas paixão mesmo.

"Maldito coração, para de bater como se fosse explodir!" — Ordenou — "mal posso ouvir meus pensamentos, seu cretino traidor".

— Vamos — a voz perigosamente arrastada bateu nos tímpanos de Dachi, que endireitou-se no sofá.

— Su-Suga! — arrastou a voz num sussurro com um misto de insegurança e de ordem — Pare com isso — puxou o braço extremamente branco do adolescente. Suga riu e pulou a parte traseira do sofá para seu colo. Suas coxas prenderem Daichi muito rápido, tanto que, o ex-capitão mal teve tempo de bolar uma resposta.

Em defesa de Sawamura, ele ainda estava lerdo demais com os beijos provocantes.

— Desafiaram e eu vou cumprir — limitou-se em sua explicação e ergueu uma das sobrancelhas sugestivamente, esta que baixou na mesma rapidez que levantou.

Suga puxou a almofada que ainda estava sobre o colo de Sawamura e a jogou bem longe.

O camisa 1 se recusou a replicar, estava ocupado demais observando o abdômen exposto e os ossos salientados da cintura, fora que fazia uma nota mental: Suga a cada semana que passava, ficava ainda mais coxudo.Daichi abanou a cabeça, procurava voltar à questão chave.

Claro, o grupo.

Com certeza teriam desafiado Suga a fazer algo. Agora precisava saber quem e o que desafiaram.

— O-O que é pra fazer? — incerto, questionou.

Suga remexeu-se. Suas nádegas prensaram o pênis semiereto de Daichi.

— Eu tenho que te deixar excitado e mandar foto do seu pênis.. — Koushi falou como se fosse a coisa mais natural do mundo, entretanto, Sawamura não foi lá fã de ter o seu precioso secado por outros homens – que não fosse Suga, vale ressaltar.

E que papo era aquele de "só"?

— Desculpe, mas eu não me lembro de ter concordado em divulgar meu pau pra um bando de homens — suas mãos espalmadas firmaram na cintura de Suga que buscou apoio em seus ombros largos. Sawamura olhou para os lados, procurava alguma escapatória.

Entrementes, sabia ele o poder de persuasão que Koushi possuía. Uma vez, ele lhe convenceu de que assistir Flash era melhor que Arrow.

O nariz de Suga subiu de seu queixo e traçou uma linha reta até que encontrou a ponta do nariz de Daichi.

Ainda perdido, Sawamura deslizou seus dedos pelo dorso malhado e, sem perceber, o puxou em sua direção. Os lábios por um breve momento se roçaram; ficaram naquela magia clichê de quase beijo, ora olhavam para o espaço entre as bocas, ora se olhavam nos olhos. Sentiam as respirações clamantes e pesadas.

Ofegavam, resfolegavam e se o destino tivesse uma personificação humana, ele invadiria o apartamento e os obrigaria a acabar de vez com aquela demora, pois, já estava chato e perpétuo — muito perpetuo por sinal.

De inicio, foi apenas um singelo toque por parte de Koushi, que, vagarosamente fechou seus olhos e deixou-se levar. Daichi sentiu a barriga embrulhar, pareciam asas batendo lá dentro. Asas essas, que ele não possuía controle algum. Era estranho, chato e ao mesmo tempo muito, muito bom mesmo. O sentimento de ser um bobo lhe acometeu depressa.

As pontas de todos os seus dedos estavam geladas e, ele jurou naquele mesmo instante, que tudo estava petrificado. Sentia frio ao mesmo tempo em que suava, queria correr na mesma proporção em que estava disposto a ficar.

Seus artelhos, embora engessados de tanto nervosismo, se guiavam pelo corpo bem formado; Buscava gravar cada detalhe. Apertava cada pontinha, ao menos as que ele julgava discretas. Jamais tocou-lhe as nádegas ou as coxas – mesmo que estivesse visivelmente tentado.

Absortos de tudo ao redor, ambos os adolescentes deixavam escapar estalos e murmúrios sem sentido algum.

Daichi até pensou em erguer Suga por suas pernas e leva-lo ao quarto, pois julgou ser mais confortável, entretanto não chegou a fazer isso.

Koushi, ao findar o beijo, deu dois pequenos selinhos afáveis em seus lábios avermelhados e desceu, mas não antes de remover a blusa incomoda de Daichi. Seus olhos castanhos pareciam centrados em algo, até então, desconhecido

Nada precisou ser dito. O som das respirações em descompasso pareceu o suficiente até o momento. Os beijos lascivos sobre a epiderme, naturalmente amorenada de Daichi, deixavam marcas.

Os dentes travessos vez ou outra raspavam no peitoral do ex-capitão, que, desesperado, olhou para os lados a procura de uma almofada para esconder seu rosto.

Não a achou. Então, sobrou a resignação diante dos fatos e dos olhos felinos que cravavam em sua alma. Naquele momento, ele teve a certeza de que jamais esqueceria aquele olhar de Suga em específico. Claro, isso depois do olhar de "eu estou chateado, mas não vou contar o porquê".

Sawamura poderia jurar que estava no meio de um sonho e que acordaria a qualquer momento. Jamais acreditaria se dissessem que um dia beijaria Suga, ou que ele beijaria seu corpo de um jeito tão... Devasso. Pelo contrário, se chegasse algum ser elemento que falasse isso, no mínimo do mínimo Daichi desataria a rir compulsivamente até o fim do ano.

As palpitações corriam por cada parte de seu corpo, desde o momento do beijo ao instante em que viu os olhos puxados e ligeiramente arredondados de Suga caírem sobre o volume marcado por sua bermuda. Daichi levou o punho aos lábios, esfregou pele sobre pele. Mirou qualquer ponto e deixou-se escorregar pequenos centímetros de onde estava. O som do zíper e o afastar das roupas foram escutados, os segundos pararam.

O ar faltou, Daichi arfou mesmo que sequer estivesse vendo os ocorridos até então. Relaxou e sentiu os lábios alheios capturarem a ponta de seu pênis. A mão de Suga tornou-se pequena na circunferência da ereção de Sawamura.

Foi uma surpresa, o que era para ser apenas uma foto teria tomado um rumo distinto. Daichi ficou de olhos estatelados e completamente sem reação. Os artelhos de seus pés retorceram, ele não sabia se deveria deixar rolar ou se deveria afastá-lo.

Existia, em meio a sua paleta de reações, uma pontada de medo. Querendo ou não, de certa forma é loucura dois homens se relacionarem – ao menos aos olhos da sociedade conservadora japonesa e oriental.

Os movimentos de subida e descida se concretizaram; Em função disso, Sawamura apertou seus olhos mordeu a pele de sua mão, em busca de silenciar os sons constrangedores que insistiam em escapulir vez ou outra.

A cavidade bucal de Sugawara era macia, úmida e quente. Isso, sem mencionar que ele parecia saber exatamente o que fazer; Sua mão mantinha-se firme, mas não tanto para não machucá-lo;

Os lábios estavam relaxados e as bochechas meramente contraídas;

Os dentes não encostavam;

A língua só era usada quando necessária;

A mão livre acariciava as coxas cobertas de Sawamura e seu abdômen, ora arranhava, outrora apertava;

Ele não parava de vislumbrar em nenhum instante o seu alvo.

Sawamura questionou-se de onde saiu tamanha experiência. Mal sabia ele o que Suga pesquisava em seus momentos de tédio – tutorial de sexo oral, acreditem, a internet é um poço obscuro.

Koushi caçou a mão de Daichi e a direcionou aos seus próprios cabelos, procurava o incentivo de engolir toda a volumosa virilidade. Daichi, mesmo incerto o empurrou temeroso. Detestava a probabilidade marcante de poder machucá-lo.

Sentiu a garganta de Suga fazer movimentos de engolir e aquele fora seu cheque mate. Se antes estava de olhos bem abertos, agora eles se encontravam no dobro elevado a terceira potência. Afastou a mão e gemeu alto, fora incontrolável.

Suga ergueu-se sem fôlego, tossiu e limpou o canto da boca calmamente. Suas bochechas estavam avermelhadas e depois de voltar aos seus sentidos, a vergonha tomou conta do seu ser, entretanto, não deixou-se abalar. Apanhou seu celular que cedo da manhã havia deixado na mesinha do centro da sala, em frente ao sofá.

Desenhou seu padrão, abriu a câmera e bateu a foto para que pudesse enviar aos meninos.

Apertou o botão do Power e o deixou largado sobre o mesmo local que, anteriormente, estava.

Voltou-se para um Sawamura completamente perplexo e deslocado.

— Eu termino o trabalho ou prefere fazer sozinho? — zombeteiro, sorriu de canto.

— Su-Suga!

— Foi uma simples pergunta — deu de ombros — Quer ou não quer?

Daichi cruzou os braços como uma criança contrariada, soltou alguns muxoxos e, não se deu por vencido. Suga não esperou por ordens, apenas voltou ao que tinha começado.

Poderia estar tudo em silencio, contudo, existia uma guerrilha travada nos sentimentos de Sawamura, tão díspares e corrosivos. Ele, não queria meter-se numa situação na qual sairia machucado, a última coisa que precisava agora, era de uma decepção amorosa partidária de Koushi.

[...]

@Tooru: Opa que finalmente saiu uma rola nesse grupo.

@Hajime: Parece que nunca viu uma.

@Noya: A dele não conta né.

@Kuroo: Analisando a circunferência e o cumprimento, Suga é uma pessoa bem feliz sabe :v

@Bokuto: Feliz assim né, de leves :v

@Kuroo: De leves o caralho, é feliz que só a porra :v

@Lev: Né, é esteticamente bonita :v

@Bokuto: Primeira vez que vejo um pênis e estética na mesma frase :v

@Noya: Gente. Meu pai tava fazendo outras coisas, só eu que reparei que tá molhado demais? '-'

@Yaku: Santo caralho, os cara não deixa escapar nenhum detalhe.

@Kuroo: Alguém fez ball cat

@Kenma: Acho que ainda não acabou. Ele não está vendo as mensagens.

@Tooru: O povo não sabe nem disfarçar.

@Hajime: Bateu até vontade agora jsiajsja

@Tooru: Eu até me ofereceria, but, perdi o interesse.

@Lev: Que mudança repentina.

@Tooru: Querido, olha de novo a foto do pênis do Daichi. Vou me juntar a eles num menage à trois

@Hajime: Puta que pariu viu, mano.

@Hajime: Depois eu saio do grupo e um filho da puta desse acha ruim.

@Tooru: Olha, vai se foder. Se eu for gay o problema é meu '-'

@Hajime: Tá bom então. Não me meto mais.

@Tooru: É bom.

@Tooru: Vai Asahi.

@Noya: ...

@Lev: Puta climão.

@Asahi: Lev, verdade ou desafio?...

@Lev: Desafio...

@Asahi: PV.

@Asahi: Faça algo romântico para o Yaku,

[...]

Haiba Lev tinha suas atrações e como pessoa, tinha seus defeitos.

Adorava primaveras, odiava o cheiro que pairava sobre o ar depois da chuva. Não gostava do frio, pois temia pelas pessoas sem um teto sobre a cabeça.

Adora animais e, ainda que aparentasse ser infantil na maior parte do tempo, costumava tomar atitudes maduras, conforme exigisse a situação. Seus olhos, sempre carregados de vivacidade, traziam ânimo a qualquer pessoa que fosse. Adorava novas descobertas e odiava mudanças, por mais controverso que pareça.

Nunca foi de ter amores ou paixões. Sempre preferia levar a vida focada em diversas coisas. Acreditava que quanto mais um individuo se mistura em meio a sociedade, num convívio continuo com pessoas, mais ele tende a se decepcionar e, como um soldado que vai a guerra, tende a encher-se de cicatrizes adornadas de histórias para contar; Quem sabe, chorar ou rir com o contar destas.

Na concepção de Lev, as pessoas faziam merda. Não eram diferentes, não importava qual discurso usavam para defender suas personalidades inovadoras. Apenas tinham um jeito diferente de fazer besteira.

Uns se drogavam, outros colecionavam corações quebrados.

Lev preferia distanciar-se de todo aquele amontoado teatral e jogar vôlei. Quem quisesse ser seu amigo, bem. Quem não, bem também.

Sua primeira paixão platônica, de toda uma vida, acabou por ser no mais previsível momento da vida: No ensino médio. Quando dizem que não dá para passar o ensino médio sem ter crush, acredite, não estão de brincadeira.

Lev conheceu Yaku. Na primeira conversa que tiveram, Morisuke explicou-lhe como funcionava a hierarquia do time, mas, ao perceber que Haiba não estava lhe dando a menor atenção, deu-lhe um baita chute no traseiro.

Daqueles de cair de joelhos e chorar por quase meia hora. Haiba, quando contou aquela história pela primeira vez, jurou que Morisuke havia invertido seu sistema digestório – não que fosse uma coisa agradável de comentar, suas falas hiperbólicas precisavam seriamente serem trabalhadas.

Aquela primeira divergência poderia se justificar desta forma: Lev distraiu-se sem querer pelo sorriso, jeito e voz de Morisuke, que logo veio a ser assunto das conversas de Haiba pelo resto do mês. Não tinha quem agüentasse conversar com o jogador naqueles trinta dias, tenham dó, de cada dez palavras vinte eram sobre Yaku.

Como pessoa, Lev também entrou em sua fase de negação.

Haiba percebeu, que enquanto a maioria dos garotos contava quantas meninas haviam beijado, ele contava quantos sorrisos havia arrancado de Yaku. Notou, que não se enquadrava no “normal” da sociedade ou dos padrões conservadores. Por dias, se considerou um monstro, uma decepção aos seus pais. Omitiu, quaisquer que fossem resquícios que pudessem denunciar o sentimento que se expandia em sua alma.

Vestir um sorriso que não lhe pertencia, levantar de seu pranto interminável contra o travesseiro carregado de xingamentos, jamais chegou a ser uma coisa fácil de lidar. Mas ele convivia bem. Convivia bem com o fato de que a sua paixão não poderia ser alcançada e tocou sua vida da maneira que pôde. Juntou seus pedacinhos e mesmo que tenha se cortado algumas vezes, não desanimou.

Sentir ciúme de algo que não lhe pertencia; Chorar em segredo e pedir para todas as divindades do mundo, um milagre; Importar-se sem esperar nada em troca, senão a felicidade de Morisuke.

Tudo isso, machucou. Lev, como pessoa, sentia dor.

Só não estava em seus planos que, em um dia qualquer, a decisão dos meninos de Karasuno de jogar verdade ou desafio poderia lhe afetar. E jamais passou em sua cabeça, que naquele jogo, descobriria que existiam outros garotos iguais a ele.

Sua vida tomou um rumo completamente diferente do esperado.

As gotinhas de chuva se debruçavam em pequeno volume sobre todo o distrito. Batiam no corpo de Lev e o deixavam com frio mais que o necessário. Os nós de seus dedos já brancos e apertavam o embrulho avermelhado, com um laço dourado, que cobriam os entrenós das flores.

Elas exalavam um cheiro suave; Ele era levado pelo vento noturno. O manto negro escuro que lhe cobria, sem estrelas ou lua, tornou-se a única testemunha do ato de Haiba, que por sinal, estava bem empolgado.

Limpou a garganta e aprontou a mão para bater. Em sua mente, repassava as palavras ensaiadas em frente ao espelho. Esticou-se, e por uma fresta da cortina que vedava parcialmente a janela, conseguiu enxergar Morisuke.

Sorriu. Seu peito aqueceu e depressa, veio a murchar.

Ele estava com o pai e com a mãe. Jantavam, conversavam e riam animados. Uma família normal, padronizada. Alegres e com um futuro tão promissor.

Seu peito doeu. Quem ele pensava que era para desmontar a vida de Yaku, assim, sem mais nem menos?

Franziu o cenho e mirou seus sapatos novos que havia posto justamente para aquela ocasião. Abandonou o buquê de rosas vermelhas, que vagarosamente escorregou por entre os vãos de seus dedos, tocou a campainha e correu na velocidade que suas pernas longas permitiram.

Não se importou com as pequenas poças em que seus pés afundavam, apenas continuou sua correria.

Quando Yaku veio a abrir a porta, Lev já havia dobrado a esquina, se enfiado num beco qualquer e se desabado em lágrimas.

Morisuke, em meio aquela noite escura e fria, apenas enxergou uma breu sem sentido algum. Apenas recolheu o buquê de flores sem remetente.

Haiba Lev, como pessoa, tinha um defeito.

Era covarde demais para esperar por uma resposta concreta, ele preferia sofrer com dúvidas do que com a realidade.