Notas iniciais
Voltei com o 4º capítulo o/

Desculpem a demora, aconteceram algumas coisas e eu acabei demorando um pouco pra terminar de escrever.

Antes tarde do que mais tarde ainda, certo?

Então, sem mais delongas, o 4º capítulo de Verdade ou Pesadelo:

Primeiro dia na Califórnia... Scout se sentia um peixe fora d’água. Ela não pensou que fosse se sentir tão diferente. As pessoas da Califórnia agiam totalmente diferentes das pessoas de Manhattan, sem contar no modo como se vestiam, ela não sabia nem como se comportar. Além disso, suas olheiras estavam tão fundas que ela poderia facilmente ser confundida com um zumbi. Sempre que tentava dormir, sonhava com Lorie, Amanha e com aquela garota.

A escola West Virginia era um grande prédio com aspecto britânico e um amplo jardim de entrada, ocupava uma grande área. Pensando bem, parecia mais um internato do que um colégio.

– Essa é Scout Carter, acabou de chegar de Manhattan, espero que a recebam bem – o professor de biologia, Jensen, apresentou Scout para sua nova classe. Todos olhavam-na com expressões indecifráveis no rosto, o que só a estava deixando mais nervosa ainda. – Scout, por que não faz dupla com Taylor?


– Por que eu tenho que fazer dupla com a novata? Eu não sou a única sem um parceiro pra aula de biologia – respondeu uma garota de pele morena e cabelos castanhos presos num rabo de cavalo alto e justo, franja atrás da orelha e óculos, que devia ser a Taylor. Ela revirou os olhos e disse: – Já vi que eu não tenho escolha...

Scout caminhou até a bancada que Taylor estava sentada e sentou-se ao lado dela. Taylor não parecia estar gostando muito daquilo.

– Se você preferir posso fazer dupla com outra pessoa – disse Scout.


– Se você quer saber, eu prefiro sim, mas vai por mim, vai ser pior pra você – respondeu Taylor. – Eu sou de longe a pessoa mais simpática e hospitaleira por aqui.


Se Taylor era a mais simpática, Scout não queria nem imaginar como eram os outros alunos.


– Pelo jeito eu não sou bem-vinda aqui.


– Não é isso, é que você nem é daqui, como vamos saber se podemos confiar em você? – disse Taylor.


– Confiar em mim? Sobre o que você tá falando? – perguntou Scout.


– Sempre tem um estranho desavisado que acaba desencadeando uma certa coisa e alguém sempre morre por causa disso.


– Desencadeando o que?


– Já ouviu falar no mito do cemitério Morgantown?


– Por acaso tem a ver com um menino chamado Andrew Campbell? – quis saber Scout.


– Então já sabe da história? Ele foi à noite até o cemitério, que fica a algumas quadras daqui, com alguns amigos e fez algum ritual que resultou na sua morte e no desaparecimento dos amigos. Depois disso, dizem que quem passa perto do cemitério Morgantown à noite é atraído para dentro por um rapaz, e não sai mais. Essa é a única escola pelos arredores, é sempre daqui que saem os curiosos que visitam o cemitério. Seja lá quem tiver entrado nunca mais é visto, e alguém daqui morre. Às vezes de enfarte, acidente, as causas das mortes variam.


– Acredite, eu sou a ultima pessoa que quer entrar nesse cemitério – garantiu Scout. Depois do que passou, não duvidava que mais nada fosse verdade.


– Se você diz, quem sou eu pra discordar? – disse Taylor. – Só espero que esteja falando sério.


Passaram-se o primeiro e o segundo período de biologia, em seguida veio o período de matemática, e finalmente o intervalo.


– Você já conhece a escola? – perguntou Taylor.


– Não, pra mim ainda é como um labirinto – respondeu Scout.


– Vou ter que te apresentar os corredores da West Virginia então – disse Taylor, segurando o pulso de Scout e guiando-a pelo imenso campus.


– Não precisa se forçar a ser simpática – disse Scout.


– Estou tentando ser sua amiga, se não quiser-


– Adoraria – Scout jurava ter visto um leve sorriso nos lábios de Taylor ao ouvir isso.


– Só tenho quinze minutos pra mostrar toda a escola, então vamos logo, porque não sei se você percebeu, mas esse lugar não é dos menores – disse Taylor, continuando a puxar Scout pelo pulso.


A West Virginia abrangia três prédios: um deles era composto apenas por salas de aula, um laboratório, um refeitório e uma biblioteca; o segundo era relativamente menor, ficava mais ou menos 1 km de distância do primeiro e sediava o ginásio, a piscina e os vestiários; o último era mais afastado e tinha apenas dormitórios.


O primeiro prédio tinha 3 andares. O segundo era apensa um piso térreo com duas entradas: uma dava direto na piscina e a outra dava direto no ginásio. O terceiro prédio, o dos dormitórios, era reservado apenas para alunos que moravam longe da escola, tinha 5 andares e uma entrada na frente e uma nos fundos.


– É fácil se perder aqui quando você ainda não se acostumou, mas logo você consegue andar vendada por aqui – disse Taylor. – Por enquanto, fique perto de mim e você não vai se perder.


Fim do intervalo, hora de ir para o período de história.


– Abram os livros na página 163 – disse a professora de história, Ágata, uma mulher baixa e magra, devia ter entre 28 e 31 anos, vestia uma saia e blusa social e sapatos de salto e bico fino.


– Morgantown. Hoje à noite. Combinado? – Scout parou de prestar atenção na leitura feita pela professora Ágata e tentou ouvir o que o garoto sentado à sua frente sussurrava para outros dois garoto sentados na fileira ao lado.


– Combinadíssimo – os garotos da frente sussurraram de volta, e voltaram a prestar atenção na leitura.


Em seguida veio outro período de história, e logo depois o horário de almoço.


– Você disse que o cemitério Morgantown fica a algumas quadras daqui – disse Scout para Taylor enquanto iam se sentar em uma mesa.


– Sim, algumas quadras à leste – respondeu Taylor. – Me diz que você não tá querendo ir pra lá.


– Já disse que não – garantiu Scout.


– Então por que a pergunta?


– Acho que eu ouvi alguns garotos comentando sobre o cemitério no meio período de história. Eu não consegui ouvir direito, mas acho que eles vão ao cemitério hoje à noite.


– Se eles fizerem isso, além de se colocarem em perigo, vão colocar outra pessoa em perigo também! – disse Taylor.


– Mais importante, o que eles pretendem fazer no cemitério Morgantown à noite sabendo o que tem lá?


– Não importa, não podemos deixar eles irem! – a garota perplexa em frente à Scout não parecia nada com a Taylor calma e um pouco antipática de agora há pouco.

– Taylor, por que você é tão apreensiva quanto a deixar alguém entrar no cemitério Morgantown à noite?

– Acho que você não entendeu. Pessoas MORREM quando alguém entra lá durante a noite – Taylor deu ênfase no “morrem”.


– Eu entendo sim, mas até agora não vi ninguém se preocupar tanto com isso. Talvez seja medo de você ser a vítima da vez?


– Eu não me importo se for eu. É que... – Taylor abaixou a cabeça.


– Sim?


– Quando entrei na West Virginia, há 2 anos, eu conheci um garoto, Aidan. O primeiro a falar comigo quando cheguei aqui. Eu me apaixonei por ele, eu o amava como nunca tinha amado ninguém antes. Nós estávamos nos dando tão bem, boatos diziam que ele estava de olho em mim também. Foi aí que Rachel chegou. Assim como todos os novatos, ela entrou no cemitério mesmo com todos os avisos, e assim como todos os outros, não saiu mais. O dia seguinte foi um alvoroço, todos estavam com medo, rezando para não serem a vitima. Aidan me acompanhou até em casa quando saímos da escola. Eu atravessei a rua sem olhar, e foi quando... – ela deu uma pausa. – Foi quando ele me empurrou para a calçada e a moto que era pra ter passado em cima de mim atropelou ele. Ele bateu a cabeça com força no asfalto e morreu.


– Taylor eu-


– Não diga que sente muito. Não preciso de mais uma pessoa pra dizer que sente muito pelo Aidan. Mesmo que o mundo inteiro diga isso, não vai fazer ele voltar. Ele se foi. Era pra ter sido eu, e não ele. Ele foi no meu lugar. Eu só não quero perder mais ninguém importante – por acaso ela estava se referindo à Scout?

– Ficarmos desesperadas assim não é a melhor maneira de impedi-los de ir pra lá – disse Scout. – Mas o que a gente vai fazer?


– É claro que pedir educadamente não vai fazer eles desistirem dessa ideia maluca. O jeito é ir com eles até o cemitério e barrar eles lá. E principalmente tomar cuidado pra não sermos atraídas pra dentro.


Scout não sabia se acreditava 100% naquela história do cemitério, mas com certeza não queria comprovar se era verdade arriscando deixar os garotos entrarem lá e esperar sentada pra ver se alguém morre ou se eles reaparecem. Não, definitivamente ela iria com Taylor e iria impedi-los. Ela só estava rezando pra voltar viva de lá.


Notas finais
Então...?
Ah sim, queria deixar um aviso: daqui pra frente vou postar os capítulos semanalmente.Se eu falhar nesse esquema de postar um capítulo por semana, vou compensar na semana seguinte e posto 2 de uma vez.

É isso. Beijos pra vocês, seus lindos s2