Verdade Ou Pesadelo

14 Welcome to L.A.


Notas iniciais
Olá de novo meus amores *-* Acabei de terminar de escrever o cap, então aqui está ele o/ Tomara que gostem :3

– Uma passagem pra L.A., pagamento em cartão – disse Scout à moça da bilheteria, entregando-lhe o cartão. Ela tinha acabado de chegar na rodoviária.

– Aqui está. Tenha uma ótima viagem – disse a moça, entregando a passagem para Scout e devolvendo-lhe o cartão e uma nota fiscal.

O ônibus de Scout já estava para sair. Ela entregou a passagem ao motorista, entrou, acomodou-se na poltrona indicada em sua passagem e pegou os fones de ouvido e o celular. Seriam 8 horas de viagem e ela havia preparado uma playlist para ouvir no caminho. Ela apertou o play, guardou o celular no bolso do moletom e encostou-se na poltrona.

Scout estava realmente cansada, ela havia saído de casa às 4:00am, já eram 8:00am, e ela não dormia direito há dias. Da ultima vez que ela havia dormido durante uma viagem ela havia tido sonhos não muito agradáveis. Mas dane-se, o que um sonho podia fazer? Ela deitou a poltrona, se ajeitou, fechou os olhos e caiu no sono.



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– Você achou mesmo que indo embora de casa estaria colocando Richard fora de perigo, Scout? – a voz de Mary ecoava dentro da cabeça de Scout, que novamente estava em algum lugar escuro e sozinha. – Achou que eu te seguiria pra onde fosse e não faria mal a ele?

– O que fez a ele?!

– Que pena Scout, é mesmo uma pena...

– Você é alérgica a respostas concretas?! O que você fez com o meu pai?! Se tiver encostado um dedo nele eu-

– Papai foi visitar a mamãe, ele está lá com ela agora, gritando de desespero no inferno, junto a milhões de outras almas sofredoras. Se você soubesse como estão sofrendo agora acharia que ter os olhos arrancados é apenas um carinho.

Scout perdeu o chão. Seu pai era tudo o que lhe havia restado, ele era o único que ela tinha para lhe dar conforto, pelo menos enquanto ela não sucumbisse à Andy, e agora ele simplesmente se foi...

Scout não tinha forças nem para xingar Mary. Naquele momento seu mundo todo caiu, ela perdeu de vez o rumo.

– Foi tão divertido! Ele urrou de dor até dar o último suspiro, quando eu cortei a garganta dele!

– Não...

– Sim, Scout. A morte não é nada gentil. Ela é sombria, desesperadora, assustadora. A última coisa que ele ouviu antes de morrer foi que a filha vendeu a alma, deve ter sido tão triste pra ele... E onde você estava enquanto ele precisava de você, Scout? Exatamente, você estava longe. Novamente você não estava lá para ter a chance de salvar alguém.

– Por que... Por que tá fazendo isso comigo?

– Você sabe o porquê. A culpa é sua. Foi você a culpada por tudo o que passei. Sua aura ainda é a mesma, você só mudou por fora. Não sentiu saudades de mim?

– Se eu sou a culpada, por que matar meus pais? E a Amanda? A Lorie? A Taylor? Por que? – Scout perguntava, chorando.

– Não acha justo eu fazer sofrer quem também me fez sofrer? A Amanda e a Lorie foram só um aviso de que eu havia te encontrado. Quanto aos outros, eu queria que assistisse as pessoas que você ama morrerem, uma por uma. E quando estivesse à beira da insanidade, esse seria o momento no qual eu te arrastaria completamente para a loucura e... Você já deve imaginar o resto.

– Eu vou te matar.

– Decidiu brincar comigo finalmente? Que legal! Que tal pega-pega? Tá comigo, então comece a fugir, e é melhor correr bem rápido – foi a ultima coisa que Mary disse, e começou a rir.

Aquela risada ecoando na mente de Scout a estava enlouquecendo.

– Pare... Pare...



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– PARE!! – Scout acordou gritando no ônibus.

– Pesadelos? – perguntou uma voz rouca conhecida bem perto de seu ouvido. Não, não podia ser...

– ANDY?! – Scout encarou-o, puxando os fones do ouvido, mas no lugar da pele pálida e da face impecavelmente bela, deu de cara com um rosto desconhecido. No entanto, não haviam dúvidas de que aquele era Andy, aquela voz era inconfundível, e aqueles olhos, quem os visse uma vez nunca os confundiria com outros. Mas aquele não se parecia com ele. Seu rosto estava diferente, seus traços faciais não eram os mesmos. Se Scout reparasse bem, veria que aquele não era o corpo de Andy.

– Você adquire uma beleza angelical quando dorme – confirmado: era o Andy.

– Você...?! Como você...?! O que você tá fazendo aqui?! Pensei que você não pudesse sair do cemitério!

– E eu não posso – ele respondeu. Vendo a cara de interrogação de Scout, Andy explicou: – Pelo menos não enquanto Mary também estiver lá.

– Como assim?

– O que me prende ao cemitério é o túmulo da Mary. É pra lá que o espírito dela retorna, e isso não me permite deixar o cemitério. Agora que ela tá te seguindo, ela não pode retornar ao túmulo estando tão longe dele, o que significa que ela não pode voltar pra lá enquanto você também não voltar. Quer dizer que não tem nada me prendendo ao cemitério, eu to livre de lá pelo menos por alguns dias.

– E qual é a desse corpo? Não sabia que você podia possuir as pessoas, você é algum tipo de demônio?

– Demônio? Não, não chego nem perto disso. Eu prefiro o termo alma penada. Já que eu não preciso ficar no cemitério por enquanto, decidi pegar o corpo de alguém emprestado pra vir ver como você vai se sair procurando as coisas para o ritual. Eu não podia perder isso.

– Isso é algum tipo de perseguição?!

– Chame do que quiser, mas mesmo que você odeie que eu fique te seguindo, sugiro que se acostume com a minha presença, porque quando tudo isso acabar você vai passar o resto da eternidade comigo, e vai ser toda minha – ele disse, com um sorriso pervertido nos lábios e novamente examinando cada curva do corpo de Scout.

– Cala a boca – nossa, Scout, se saiu muito bem, vai adiantar muito manda-lo calar a boca.

– No seu lugar eu teria um pouco mais de educação ao falar comigo, mas vamos deixar o seu castigo para depois – disse Andy. – Ah, quase esqueci, meus pêsames pelo seu pai.

– Ele... Ele está mesmo no inferno? – perguntou Scout. – Quer dizer, sempre nos dizem que se não fizermos o mal não iremos para o inferno quando partirmos, e meu pai nunca fez mal nem a uma mosca, então...

– Quer sinceridade? Nesse exato momento seu pai, sua mãe e todos os outros que Mary matou estão sofrendo mais do que você pode imaginar – Não... – E não estou mentindo, Scout. Mary os mandou mesmo lá pra baixo, e o inferno é o último lugar que qualquer um queria estar – Não... – E quer saber? A culpa é sua.

– NÃO! – Scout começou a chorar.

– Não precisa chorar, princesa – disse Andy, secando uma lágrima de Scout com o polegar. Ela odiava aquele toque frio. – Se quer que eles saiam de lá, é só destruir a Mary.

– Se eu destruí-la eles serão libertados?

– Exatamente. Foi ela que os jogou lá, se acabar com ela eles podem sair. Por isso sugiro que comece logo a procurar as coisas para o ritual, cada minuto que perde é mais um minuto de sofrimento para Melinda, Richard, Taylor, Amanda e Lorie.

– Mas por onde eu começo? – perguntou Scout.

– Descendo do ônibus – respondeu Andy.

Scout olhou pela janela e viu que o ônibus acabara de chegar na rodoviária de Los Angeles.

Andy e Scout levantaram-se e desceram do ônibus junto com os outros passageiros.

– Onde encontramos a madame Vanda? – perguntou Scout.

– Em que momento eu disse que iria te ajudar?

– Como é?!

– Eu só estou aqui como espectador. Eu disse que não queria perder a chance de te ver correndo atrás de todas aquelas coisas, não vou estragar isso te dizendo onde encontra-las.

Filho. Da. Puta.

Andrew Campbell, você é um grandissíssimo filho da puta.

Scout teria que achar Madame Vanda sozinha, e com um carrapato pervertido na sua cola. Ela não tinha nem um segundo a perder pensando no quanto ela o odiava, ela tinha que ir logo atrás dos ingredientes para o ritual, e se Andy não iria ajuda-la, ela teria que começar a procurar agora mesmo.

Notas finais
Fim do capítuloEspero que tenham gostado :3Deixe um review dizendo o que achou o/Bem, vocês já sabem: críticas, sugestões, opiniões, mandem todas o/Beijos e até o próximo capítulo *0*/Nyuu-chan s2