Verdade Ou Pesadelo
21 Smoke and Mirrors
Notas iniciais
Espero que vocês gostem do cap o/
Quando as letras param de aparecer e Scout pode ler a mensagem e o medo tomou conta de si.
“Hora do acerto de contas, Scout”.
Uma risada infantil começa a ecoar pelo banheiro, uma risada que entra na mente de Scout e começa a roubar cada traço de sua saúde mental, uma risada que Scout conhecia muito bem e que fazia sua cabeça latejar. Ela estava ali.
– Não... – Scout sussurrava com as duas mãos na cabeça para tentar aliviar a dor, mas era inútil. – Vá embora! – gritou ela.
– Não era você quem estava falando em acabar comigo, Scout? – dizia a voz de Mary.
– Por favor... – pedia Scout.
– Não se lembra desse lugar? – perguntou Mary. – Foi aqui. A primeira vez que você simplesmente me entregou para que o Andrew fizesse o que bem quisesse comigo. Foi aqui que começou meu sofrimento. Você não lembra, não é?
Flashback ON
– Mary? – a irmã Dolores foi chamar Mary no playground, que estava vazio àquelas horas, a única por ali era uma menininha de 9 anos, cabelos lisos, negros e compridos, sentada num dos balanços.
– Oi, irmã Dolores – disse Mary, sem desviar o olhar para a irmã.
– Venha comigo. Quero lhe apresentar uma pessoa.
– Outra entrevista? – perguntou Mary. – Ninguém nunca me quis, a prova disso é eu estar aqui desde que me entendo por gente, por que dessa vez seria diferente?
– Não é uma entrevista – disse Dolores indo em direção à Mary e parando em frente a ela. Pela primeira vez desde que a irmã chegara ali Mary olhou para ela. – Venha – Dolores lhe estendeu a mão.
Mary estava receosa quanto a ir junto com Dolores. Ela estava com um mau pressentimento, mas ela não podia desobedecer, então segurou na mão de Dolores.
Ela levou Mary pra dentro do prédio do orfanato, guiou-a até a escadaria no final do corredor principal e virou à direita, em direção à ala leste.
– Irmã Dolores, eu não posso ir na ala leste, eu tenho 9 anos, lembra? – disse Mary.
– Eu sei, Mary, eu sei – Dolores agia de uma forma estranha, ela estava tensa e Mary já havia notado isso. Ela parecia um pouco atordoada e andava em passos apressados que Mary tinha um pouco de dificuldade em acompanhar.
Ela levou Mary até o banheiro feminino da ala leste, entrou, fechou a porta e escorou-se nesta.
– O que está acontecendo, irmã? – perguntou Mary. Seu mau pressentimento havia aumentado drasticamente, ela estava começando a ficar com medo.
– É ela, não é, Andrew? – perguntou Dolores.
Mary olhou para trás e viu um homem de uns 19 anos saindo de trás de uma das cabines do banheiro.
– É essa mesma – disse o homem, analisando cada traço do corpo da garotinha assustada.
– O que tem eu? Quem é ele? – perguntou Mary, tentando se afastar do homem que vinha em sua direção.
– Nosso acordo é oficial? – perguntou Dolores, pegando na mão de Mary e jogando-a para cima de Andy, que segurou-a pelos pulsos.
– Claro. US$5.000 por mês em troca de uma pequena diversão com a garota – disse Andy, virando o rosto de Mary para que ela encarasse sua expressão cheia de segundas intenções.
– Quem é você?! O que vai fazer comigo?! – Mary tentava se desvencilhar de Andy, até que Dolores pegou-a pelos cabelos e puxou-os para trás, fazendo com que a garota se curvasse.
– Escuta aqui, pirralha – dizia Dolores entredentes, com uma voz áspera e um pouco psicótica. – Você vai ser boazinha e vai satisfazer todos os desejos desse homem, entendeu? E não vai abrir o bico pra ninguém, vai ficar quietinha, ouviu?
– O que eu fiz?! Eu juro que não fiz nada, me deixa ir embora! – suplicou Mary, mas Dolores apenas puxou mais seu cabelo fazendo com que ela se curvasse mais ainda.
– Se você não fizer o que estou mandando, eu te jogo no porão por uma semana, entendeu?!
– Não, por favor! Não me deixa lá sozinha! Eu tenho medo! – implorava Mary em meio às lágrimas. O porão do orfanato era cheio de ratazanas, baratas e todo tipo de bicho nojento que se possa imaginar.
– Vai fazer o que estou mandando? – perguntou a irmã em um tom ameaçador.
– E-Eu faço... – rendeu-se Mary.
– Isso mesmo, querida – disse Dolores, e novamente jogou Mary pra cima de Andy. – Divirta-se com ela, só não faça bagunça. Vou me certificar de que todos da ala leste já estão dormindo e não virão até aqui.
– Com prazer – disse Andy, jogando Mary em seus ombros e entrando numa das cabines e fechando a porta.
– Por favor, não faça-
– Cala a boca! – Andy deu-lhe um tapa na cara que fez com que ela caísse para o lado.
Ele aproveitou para pressiona-la contra a parede e imobiliza-la, rasgou as roupas de Mary e se desfez de sua calça.
– Chupa – ordenou Andy, empurrando-a para baixo pela cabeça e obrigando-a ajoelhar-se e abocanhar seu membro. – Isso, ah, isso, sempre imaginei você me pagando um boquete, aah assim mesmo – gemeu Andy, e pouco depois gozou dentro da boca de Mary, que foi obrigada a engolir tudo. – Levanta – ordenou Andy, e Mary obedeceu-o. Ele levantou-a pela cintura e dobrou os joelhos, abaixando-se um pouco e colocando-se por baixo dela, pressionando-a contra sua ereção.
– AH-AHH! D-DÓI! – disse Mary, mordendo o lábio inferior. À medida que Andy adentrava a intimidade de Mary,ela gemia, porém aqueles estavam longe de serem gemidos de prazer. Ela sentia como se estivesse sendo rasgada, invadida, era uma sensação horrível. A penetração estava um pouco difícil, e Andy forçava mais ainda Mary pra baixo, aumentando a dor que ela sentia, até que ela sente algo romper-se dentro de si, causando-lhe uma dor terrível. Ela não conseguiu impedir que uma lágrima rolasse e que um grito – que Andy abafou tapando sua boca – escapasse.
Andy começou a mover-se rapidamente dentro dela.
– Vira de costas! – Andy saiu de Mary por um breve momento para fazer com que ela virasse de costas para ele, e posicionou seu membro na 'entrada dos fundos' da garota.
– Não, aí não! Não faça iss- AAAH! – Andy penetrou-a por trás, fazendo com que ela sentisse uma dor mais forte que a anterior. Ele continuou com os movimentos acelerados enquanto Mary chorava.
– To quase... To quase... – depois de Andy dizer isso, Mary sentiu um jato dentro de si.
Ele retirou-se de dentro de Mary, que caiu no chão ofegante, sentindo o gozo e o sangue escorrerem de dentro de si.
Andy vestiu sua calça e agachou-se ao lado dela.
– Nos vemos no mês que vem – disse Andy, perto do ouvido de Mary, que ainda tentava recuperar o folego, e logo depois saiu da cabine e deixou-a ali, sozinha.
– Acabei – Mary ouviu Andy dizer.
– Da próxima vez, arranje outro lugar! Vocês fizeram tanto barulho que não sei como não acordaram a ala leste inteira! – era a voz da irmã Dolores.
– Então daqui pra frente nós marcamos um local e uma hora para nos encontrarmos e você manda Mary até lá, e depois eu a trago para o orfanato – eles combinavam tudo com a naturalidade de quem combina um encontro casual, o que naquela ocasião chegava a ser doentio.
– Combinado. Agora vá embora – disse a irmã Dolores, e Mary pôde ouvir passos vindo em direção à cabine na qual havia sido deixada desamparada.
A porta que Andy deixara encostada foi aberta por Dolores.
– Seu estado está deplorável, menina – disse Dolores, olhando-a com desgosto. – Vá tomar um banho, tire esse cheiro de sexo do corpo – ordenou ela, e saiu, deixando Mary mais uma vez sozinha.
Flashback OFF
Aquele flashback passara na cabeça de Scout como um filme em HD, nos mínimos detalhes.
– Você viu, Scout? – disse a voz de Mary.
– Me perdoe, Mary... Me perdoe... – desculpava-se Scout, chorando.
– Perdão? Como isso vai reparar tudo? Não, Scout. A única compensação suficiente é a sua morte – disse Mary, fazendo com que Scout chorasse mais ainda. – Que tal uma oferta?
– Oferta? – perguntou Scout, interrompendo um pouco o choro.
– Se você aceitar vir comigo, eu liberto todos aqueles que matei e joguei no inferno. Amanda, Lorie, Taylor, seus pais... Todos irão para um lugar feliz e pacífico. Em troca, você fica no lugar deles. O que me diz?
– Como vou saber se não está mentindo? Que garantia eu tenho de que você vai mesmo liberta-los se eu for com você?
– Tudo o que você tem é a minha palavra. O que mais você pode fazer, Scout? A cada 60 segundos que você perde procurando coisas pra esse ritual ridículo é mais um minuto de sofrimento para eles. Se aceitar minha oferta, eu acabo com esse sofrimento. Além do mais, o que você tem a perder? – disse Mary.
Scout pensou bem. E se o ritual não funcionasse? Aquela era uma chance de salvar seus amigos e família, mas e se Mary não cumprisse o trato? Mas realmente, o que mais ela tinha a perder? Já lhe fora tirado tudo, passar a eternidade no inferno não deveria ser muito diferente da realidade na qual estava vivendo.
– Tudo bem. Pode me levar – concordou Scout.
De repente os espelhos do banheiro começaram a tremer, até que se quebraram em mil pedaços. Scout abaixou-se e protegeu-se com os braços, mas não conseguiu evitar que alguns cacos a atingissem e cortassem-na, porém ela não deu a mínima importância a isso.
Ela se levantou e observou os buracos nas paredes que até um segundo atrás estavam cobertos pelos espelhos.
Subitamente, a porta de uma das cabines do banheiro se abriu lentamente, fazendo um rangido, a mesma cabine na qual Mary fora violada pela primeira vez. Scout permaneceu olhando em direção à cabine, e de repente um corpo sai de dentro desta se arrastando em direção à Scout. Rastejava como se estivesse se contorcendo, e quando estava a poucos metros de distancia de Scout, começou a se erguer.
Quando ergueu a cabeça, revelou a face cadavérica sem os olhos e a garganta cortada, fazendo com que a cabeça ficasse um pouco pendurava para o lado. Mary.
– Não achou que eu seria gentil, achou? – disse ela, e no segundo seguinte os cacos dos espelhos começam a se erguer do chão. Centenas de cacos apontados todos para Scout, flutuando ao seu redor.
– Será um prazer reencontra-la no inferno – disse Mary.
Scout fechou os olhos com força e se preparou para o pior.
Antes que ela fosse retalhada, a porta se abriu bruscamente, chamando a atenção de Mary e de Scout. A silhueta de uma pessoa entrou no banheiro e vinha na direção delas.
– VOCÊ! – Mary parecia assustada. Um segundo depois ela se transformou em pó e todos os cacos apontados para Scout cederam à gravidade e caíram ao chão.
Scout não pôde distinguir quem era. Num segundo ela estava encarando a pessoa que adentrara o banheiro, e no outro estava desmaiada no chão.
Notas finais
Ainda tenho leitores fantasmas. Por favor, deixem só um reviewzinho poxa, pra eu ficar feliz :3
Obrigada por ler ^^
Que venham os reviews o/
Beijos s2
Nyuu-chan :3
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