Notas iniciais
Voltei com a parte 2 de Savior pra vocês *0*/ Essa eu não consegui revisar direito porque o word bugou de uma forma que eu não conseguia nem copiar a história pra colar aqui e postar, levei três séculos pra conseguir fazer isso ><' Whatever, enjoy the chapter o/

Andy’s POV

(Um pouco depois de Scout ter mergulhado)

Eu sei que não faz nem 5 minutos que ela mergulhou, mas considerando que lá embaixo há um demônio que pode devora-la viva eu diria que meu desespero é totalmente compreensível.

Droga, ruiva! Aparece logo com essa adaga! Quer saber? Vou atrás dessa garota. Mesmo que nada tenha acontecido, é mais rápido procurar em dois.

Será que é isso mesmo o que eu acho? Ou isso é só um pretexto pra justificar o que eu estou prestes a fazer?

Não dá tempo de pensar nisso. Pretexto ou não, é suficiente pra me fazer ir atrás dela. Mas não de mãos vazias.

Peguei o amuleto de jade do bolso da minha jeans e segurei-o bem forte.

– Eu só posso estar louco pra fazer isso. Mas no final vai valer a pena – disse pra mim mesmo.

Fechei os olhos, pulei, caí na água e subi até a superfície. Abri os olhos, mas não adiantou nada. Estava tudo um breu. Olhos abertos ou fechados, era a mesma coisa.

– Ruiva! – chamei, e a única resposta que obtive foi o eco de minha própria voz.

Comecei a andar vagarosamente com o corpo afundado na água até a cintura. De repente eu não estava mais completamente no escuro, o amuleto em minha mão começara a brilhar. Uma brilho fraco, porém conseguia iluminar pelo menos pra onde eu estava indo. O amuleto devia ter sentido a presença de alguma energia espiritual por ali, e a cada passo que eu avançava o brilho se intensificava mais. Baal estava perto.

Mergulhei e abri os olhos. A luz esverdeada que vinha do amuleto me permitiu enxergar uma gruta submersa um pouco à frente. Comecei a nadar em direção à gruta, e quanto mais eu me aproximava mais o amuleto brilhava. Eu parei por um momento e hesitei. Eu deveria mesmo entrar lá? Não haviam dúvidas de que Baal estava lá dentro, e com certeza se ele me pegasse eu iria direto pro inferno. Mas e se a Scout também estivesse lá? Eu não podia deixar que ele a matasse, afinal esse foi o motivo de eu ter vindo atrás dela até essa caverna estúpida: impedir que ele a mate e, assim, quebre nosso contrato.

Olhei para a entrada da gruta, ainda hesitante, e decidi nadar até lá. Estava prestes a entrar quando- O que era aquilo?! Scout?! Baal?! Sim! Eu podia ver um vulto passando rapidamente por Scout repetidas vezes, havia muito sangue na água, que com certeza estava saindo de Scout. O amuleto brilhava como se fosse um holofote, e eu podia ver tudo claramente. A julgar pela quantidade de sangue que se misturava com a água, Scout já havia perdido muito sangue e não resistiria por muito tempo.

Eu nadei o mais rápido que pude até eles, segurando o amuleto que brilhava mais e mais. Quando me aproximei deles, o amuleto esquentou em minha mão, e quando me dei conta Baal não estava mais ali, apenas Scout. Pude vê-la olhar para mim por um segundo, ainda acordada, e logo em seguida soltou a respiração e pareceu perder a consciência.

Estava pronto para nadar até ela, mas assim que me movi a luz do amuleto fez algo refletir abaixo de mim. A adaga. Fui até ela e com um pouco de esforço consegui tira-la do meio de algumas pedras. Voltei rapidamente para cima, peguei Scout pela mão, nadei para fora da gruta e finalmente subi para a superfície.

Ajeitei Scout em minhas costas e nadei para a beira. Primeiro tirei-a da água, depois saí e caí deitado ao lado dela.

– Ei, Scout – chamei, mas ela continuou desacordada. – Ei – me ajoelhei ao lado dela e virei-a de barriga para cima. – Vai, acorda garota! – dizia eu, enquanto bombeava seu diafragma com as mãos.

Vi seus lábios se moverem um pouco, mas Scout ainda continuava imóvel. De repente ela começa a tossir muito, engasgada com a água que cuspia enquanto se levantada parcialmente, se apoiando nos cotovelos.

– ‘Cê tá legal, ruiva? – perguntei, passando a mão em suas costas para aliviar a tosse.

– A-Andy?



Scout’s POV

– A-Andy? – quis confirmar.

– Não, aqui é a Fafá de Belém, muito prazer – disse ele. Eu devo ter jogado pedra na cruz. Aliás, pra merecer isso, devo ter colado chiclete.

– Nossa, como você é engraçado, Campbell! – ironizei. – Espera, e a adaga?! Você pegou?!

– Quer dizer essa adaga aqui? – perguntou ele, convencido, girando a adaga entre os dedos. — Já pode me agradecer, eu deixo – disse ele no mesmo tom indiferente de sempre, deitando-se no chão e cruzando os dois braços atrás da cabeça.

– Pelo o que? Por me fazer vender minha alma e meu corpo pra você?

– Não, por ter pego a adaga e salvo a sua vida pela segunda vez num intervalo de 20 minutos. Se não fosse por mim você teria sido retalhada por Baal.

Quando Andy concluiu sua frase nós nos encaramos. Baal.

– Andy, você... Você matou Baal? – perguntei, com a voz trêmula, temendo o pior.

– Não exatamente... – respondeu ele.

De repente o amuleto começa a brilhar ao lado de Andy. Baal estava se aproximando. Ele pega o amuleto apressado, guarda a adaga no bolso e se levanta.

– Vem – ele me ajudou a levantar, passando meu braço rasgado e ensanguentado em volta de seu pescoço e me segurando pela cintura.

Atrás de nós havia uma passagem barrada por algumas pedras, estávamos encurralados. Olhávamos para a água atentamente sem nem piscar.

De repente algo começa a sair de dentro da água. Uma mão com dedos longos e pontiagudos, que segura no chão perto da beira, seguida de outra. Um corpo claramente não-humano se erguia da água. Era alto, esquelético, braços e pernas longas e corcunda, estava com a cabeça abaixada e parado imóvel. Lentamente e em meio a espasmos começa a levantar a cabeça, revelando sua face macabra e seus olhos vermelhos e arregalados. Sorria de orelha à orelha e vinha mancando em nossa direção.

– Faz alguma coisa, Andy! – desesperei-me, debilitada.



Andy’s POV

A coisa não estava nada boa pro nosso lado.

– Faz alguma coisa, Andy! – Scout gritou na minha orelha.

Droga, o que ela queria que eu fizesse?! Eu estava servindo de apoio para ela ao mesmo tempo em que segurava a adaga e o amuleto!

– Usa o amuleto! – disse ela.

– Se funcionasse ele não estaria vindo pra cima da gente! Aquela hora embaixo d’água ele tava desprevenido, agora é diferente! – respondi. Olhei para as pedras e vi um fino raio de luz saindo do meio delas, luz da luz. Uma saída. – Fica aqui – disse, sentando Scout no chão e correndo em direção à fina faixa de luz.

– Não me deixa aqui! Onde você vaiI?! ANDY! – a ouvi gritando, mas não dei atenção.

Havia um vão entre as pedras. Aproximei o olho do vão como se estivesse olhando por um buraco de fechadura e vi um caminho que dava para o lado de fora. Atrás daquelas pedras estava a saída da caverna. Tentei tirar as pedras de lá para criar uma abertura grande o suficiente para que eu pudesse passar com Scout.

– AAAAAANDY!!! – Scout gritou. Olhei em sua direção e vi que Baal estava quase chegando até ela, que tentava se arrastar para longe.

Tentei ser mais rápido e consegui tirar uma pedra de baixo que fez com que as de cima caíssem e abrissem espaço para que eu passasse com Scout. Corri até ela e a peguei no colo.

– Vai, só dá pra passar um de cada vez! – disse, colocando-a no chão. – Se apoia nas pedras! – ela então atravessou para o lado de fora se escorando nas pedras, seguida por mim, e é claro, por Baal.

Ele estava prestes a nos alcançar. Scout não conseguia correr, seu corpo estava em estado grave, ela estava muito machucada. Se continuássemos naquela velocidade, seríamos pegos.

– Ô, meu ovo esquerdo! Vem cá! – peguei-a no colo assim que atravessamos.

– O que está fazendo?! Eu consigo andar sozinha, me solta! – protestava ela, tentando livrar-se de mim.

– Manda seu orgulho ir à merda, ruiva! No ritmo em que estamos, vamos virar jantar! – disse eu, começando a correr.

Finalmente consegui sair completamente da caverna.



Scout’s POV

Eu quase não podia acreditar. Eu finalmente me vi livre daquela caverna e de todo aquele pesadelo, bem longe de Baal.

Agora o problema era o meu estado. Em meus braços, pernas, busto, costas, barriga, em tudo, haviam cortes profundos que ainda sangravam tanto quanto há alguns minutos atrás, quando estávamos dentro da caverna. Eu havia perdido tanto sangue que chegava a sentir tontura, não tinha forças nem mesmo para aguentar o peso de meu próprio corpo, que estava sendo sustentado por Andy. Na verdade, ele estava me carregando em suas costas... Que cena humilhante.

– A gente tem que voltar pra entrada da caverna – disse ele.

– Como é?!

– Pretende deixar sua mochila com os ingredientes pro ritual aqui? Além disso, lá tem o que precisamos pra curar você. Você não pode ficar nesse estado. Não está em condições nem mesmo de andar.

– E como você acha que pode me ajudar? Aliás, por que está sendo tão atencioso comigo?

Ele ficou mudo por alguns segundos, parecia estar pensando numa resposta.

– Você faz perguntas demais, ruiva.

– Responde – disse eu. Ele respirou fundo e disse:

– Simplesmente porque eu vou sentir muito mais tesão em você se você não estiver cheia de cicatrizes quando você for meu brinquedinho – respondeu ele naturalmente.

– O QUE?! – indignei-me. – ME SOLTA, SEU NOJENTO! REPUGNANTE! – comecei a me debater em suas costas para que ele me soltasse, e foi o que ele fez, porém não me aguentei em pé por muito tempo e caí sentada. E o palhaço ainda riu da minha cara. – TÁ RINDO DO QUE, TRASTE?!

– Ui, que meda – céus, como eu queria mata-lo agora mesmo. – Relaxa, ruiva, eu tava brincando. Me dá a mão.

– Não quero a sua ajuda – respondi, decidida. Preferia andar de cadeira de rodas a andar com a ajuda dele.

– Isso não foi um pedido – disse ele, se aproximando de mim.

– Espera, Andy! O que você vai- ME LARGA, ANDREW! – quando dei por mim ele já havia me jogado em seus ombros. – Me põe no chão, seu chimpanzé reumático!!

Eu tentava usar todas as forças que haviam me restado para me ver livre dele, mas qualquer esforço era inútil.

De repente Andy para de andar e me coloca sentada encostada numa árvore. Eu estava me sentindo uma criança de 5 que precisava que cuidassem de mim.

– Fica aqui, beleza? Vou pegar sua mochila, a entrada da caverna tá logo ali na frente.

– Onde você espera que eu vá nesse estado?

Ele me ignorou e seguiu para a caverna, e eu fiquei ali, sozinha, tendo como iluminação somente a luz da lua.

Minha cabeça começou a girar, um frio intenso tomou conta de mim, minhas pálpebras estavam pesadas.

Lá longe pude ver Andy voltando com a mochila pendurada em apenas um dos ombros. Ele se aproximou de mim e se agachou ao meu lado.

– Onde você guardou as coisas para o ritual? – perguntou ele.

– No bolso do meio – respondi, fraca. Já estava quase no meu limite.

Observei-o guardar o amuleto e a adaga, porém minha vista começava a ficar confusa, haviam uns três ou quatro Andys na minha frente.

– Andy... Eu não tô bem – falei com um fiapo de voz. Olhei para ele e o vi tirar a Ágata Lilás da bolsa. – O que você vai fazer?

– Te salvar pela terceira vez em menos de quarenta minutos – respondeu ele, aproximando a pedra de um dos cortes em meu braço e pressionando-o, fazendo com que sangrasse na pedra e me obrigando a cerrar os dentes para não gritar.

Andy fechou os olhos e começou a recitar alguma coisa em latim num sussurro.

– O que você tá fazendo? – perguntei, mas ele continuou sussurrando aquelas palavras estranhas enquanto segurava a ágata com meu sangue com as duas mãos.

Amen – foi a ultima palavra que Andy sussurrou. Depois abriu os olhos e olhou para mim.

Senti uma leve cosquinha no braço. Olhei para ver o que era e vi os cortes se fechando. Depois no outro braço, depois nas pernas, rosto, barriga, costas e busto. Era como se eles nunca tivessem existido em mim. Examinei bem meu corpo para ter certeza de que não haviam vestígios de cortes ou rasgos, e constatei que ele estava em perfeito estado. Olhei para Andy incrédula.

– Como você fez?! – perguntei, abobada.

– Um dos poderes das ágatas é a cura e a restauração. Só usei meu conhecimento pra fazer um pequeno “ritual benigno”, chamemos assim – respondeu ele, limpando o sangue da ágata e guardando-a na bolsa junto com a adaga, o amuleto e as outras pedras.

– Não vou ter que pagar nenhum preço por isso, né? – quis confirmar.

– Essa é por conta da casa. Mas não se acostuma não, em, ruiva.

– Pela última vez, meu nome é S-C-O-U-T! Já disse mil vezes, seu amnésico!

– Afe, que mau humor!

– Vamos logo voltar pra Califórnia, eu ainda tenho que procurar alguma coisa da Mary – apressei, saindo na frente de Andy. Vi que ele não me seguiu, apenas ficou parado olhando pra mim com uma expressão estranha. – Tá esperando o que? Eu to com pressa, garoto!

– Tem certeza de que vai assim? – perguntou ele.

– Assim como? – perguntei de volta sem entender.

– Eu até que curti o modelito, mas você não acha um visual um pouco inadequado pra viajar de Los Angeles até a Califórnia?

Só aí fui reparar nas minhas roupas. Estavam destruídas. C-O-M-P-L-E-T-A-M-E-N-T-E rasgadas. Meu soutien preto com detalhes de renda estava quase que totalmente amostra, sem contar que minhas roupas ainda estavam encharcadas e grudando em meu corpo, realçando todas as curvas.

– Para de olhar, pervertido! – tentei cobrir com os braços, roxa de vergonha.

– Pra que isso agora, anjinha? – ele começou a vir em minha direção, e suas segundas intenções estavam estampadas naquele sorriso malicioso. – Eu estou te vendo assim há quase uma hora, não há nada aí que eu já não tenha visto, não precisa esconder de mim.

– Fica longe de mim! – eu tentava ameaça-lo sem sucesso, até que ele me encurralou numa árvore, colocando os dois braços no tronco desta e me encarando, mantendo o rosto perto demais do meu.

– Só estivemos nós dois aqui o tempo todo, ninguém viu nada, não precisa ter vergonha de mim e- AAAHH!



Andy’s POV

– Não precisa ter vergonha de mim e- AAAHH! – senti uma dor terrível no meio das pernas. – Porra, Scout! Meu pau! Tá querendo me castrar, é?!

– A culpa é sua por dizer o que não devia, seu tarado! – defendeu-se ela. – Eu disse pra ficar longe de mim. Agora vira pra lá, eu vou trocar de roupa.

– Ôpa, o show vai começar? – me animei.

– Quer outra joelhada no saco?

– Desculpa, desculpa, já tô me virando – disse eu, virando de costas para que ela pudesse trocar de roupa.



Scout’s POV

– Já tô me virando – disse ele, virando para o outro lado.

– E não olha até eu mandar! – disse eu.

Eu então abri minha mochila e peguei a primeira troca de roupas que me apareceu: uma blusa de manga comprida cinza, uma jeans skinny preta, um casaco de moletom por causa do frio, e um conjunto de lingerie seco.

Antes de tirar a blusa (ou o que restara dela), olhei para Andy para ter certeza de que ele não estava espiando. Ele não estava mesmo olhando. Andy poderia até ser imaturo quanto à maioria das coisas, e muito tarado, mas ele era compreensivo pelo menos de vez em quando. Talvez eu não o odiasse tanto quanto eu pensava que odiava.

Comecei a me despir. Tirei a blusa e logo em seguida o soutien. Coloquei o outro que tinha separado e vesti a blusa cinza e o casaco por cima. Me desfiz das peças de baixo e vesti a calcinha que fazia par com o soutien e a skinny preta.

– Pronto – disse eu em sinal para que Andy soubesse que já podia olhar.

Ele virou-se e encarou o monte de trapos que eu estava vestindo até então jogados no chão.

– Será que eu poderia ficar com a sua calcinha? – cara de pau.

Contei até 10. Calma, Scout. Respire fundo. Se acalme. Pronto, agora pode falar:

– Andrew. Campbell. Eu. Te. Odeio.

Notas finais
Esse foi o ultimo cap que eu postei hoje.O que acharam? Ficou bom? Ficou faltando coisa? Let me know on the coments :3E não se esqueçam: reviews, críticas e sugestões são sempre bem-vindas ^^Provavelmente eu vou postar um ou dois caps por semana agora que as minhas aulas voltaram...Mas fiquem tranquilos, eu não vou abandonar vocês. Não pretendo parar de postar Verdade ou Pesadelo na metade, vou postar até o final o/ Mesmo que eu demore um pouco às vezes pra postar o cap novo, eu vou sempre compensar com um ou dois caps extras :3Beijos s2Nyuu-chan :3