Verdade Ou Pesadelo

9 Heaven's Calling - or Hell's Calling


Notas iniciais
Capítulo 9 de Verdade ou Desafio, meus amores *_*

Não ficou muito grande, mas está interessante :3

Enfim, não vou ficar aqui falando do capítulo antes mesmo de vocês o lerem XP

Leiam e digam-me vocês: interessante ou não?

(Scout)

As luzes já haviam se apagado há no mínimo 2 horas e Scout ainda permanecia imóvel, sentada na cama da cela em que estava.



Como será que Taylor está se saindo? Será que ela descobriu alguma coisa nova? Por quanto tempo ela ainda teria que ficar ali? Ela tinha que estar lá com Taylor procurando informações sobre aquele orfanato e aquela garota, e não perdendo seu tempo numa cela de delegacia!



– Senhorita – uma luz da lanterna de um dos policiais que rondavam os corredores ofuscou sua visão. – Você deve ir dormir assim que as luzes se apagarem, o que significa que você deveria estar dormindo há duas horas.



Scout não disse nada, apenas obedeceu e deitou-se para dormir. “Nunca pensei que dormiria numa cela” foi seu ultimo pensamento antes que apagasse.


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– Scout... – era a voz de Mary. – Fui eu. Eu a matei. Ela está aqui comigo, mas ela está sofrendo tanto, ah, você não sabe o quanto... Eu posso ouvir seu choro rezando por ajuda, ela grita por socorro em meio a lagrimas de desespero, mas você não está lá para salvá-la... Por que não está lá para salvá-la, Scout? Por que não a ouve pedindo por ajuda? Ela está gritando tão alto, mas mesmo assim você não a escuta, isso a faz sofrer mais ainda... Você é realmente cruel.



“Não... Para! É mentira! Tudo isso é mentira, nada disso é real! Não pode ser real... Isso não tá acontecendo, me deixa em paz! para de me torturar, por favor!”



– Mentira? Dizer que a morte de sua mãe, de Amanda, de Lorie são de mentira é um tanto rude de sua parte.



“Me deixa em paz!”



– Quer que eu vá embora, Scout?



“Quero! Eu quero que você desapareça!”



– É mesmo? Que chato, vou ter que procurar outra pessoa pra brincar... Já sei! Que tal... Taylor?



“Se encostar um única dedo nela eu juro que acabo com você!”

– Ah, Scout, não seja tão possessiva, a Taylor não te pertence, sabe?



“Já disse pra ficar longe dela! Não ouse fazer nada com ela ou eu caço você até os confins do inferno! É UMA PROMESSA!”



– Não prometa o que você não pode cumprir.


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– DEIXA ELA EM PAZ! – Scout acordou gritando na cela escura. Ela tinha que fazer alguma coisa, não podia ficar sentada esperando Mary chegar até Taylor. Scout levantou da cama e começou a bater no portão da cela, fazendo um barulho estrondoso. – EI! ALGUÉM!

– Cala a boca! não tem só você detida aqui! Se os outros acordarem isso daqui vira um inferno! – disse um policial indo até a cela e apontando a lanterna para Scout, fazendo seus olhos doerem por causa da luz batendo diretamente em sua cara.

– Eu preciso sair daqui, imediatamente!



– Garota tá achando que isso daqui é a casa da mãe Joana? Aqui não é um lugar onde se pode entrar e sair quando bem entender, tá sabendo? Só posso permitir que saia com ordens do delegado William – disse o policial, indo embora.

– Espera! Você não tá entendendo, eu preciso ir embora daqui, eu tenho que impedir uma coisa!

– Ah, é mesmo? – o policial falava com um tom sarcástico. – E o que seria essa “coisa” que você tem que impedir?

– Não é da sua conta, me tira daqui, rápido! – “Belo jeito de convence-lo a te obedecer, Scout" ela martirizou-se mentalmente.

– Senhorita, se me dá licença, eu tenho uma ronda a fazer. Tenha uma boa noite – disse o policial, indo embora de vez.

– Não! Volta! Por favor, eu preciso impedi-la! – ela tentou chama-lo de volta, em vão.

Taylor...



(Taylor)



– Eureca! – disse Taylor, vitoriosa, imprimindo o artigo que acabara de achar na internet. Finalmente achara o que precisava sobre o orfanato, depois de quase uma tarde toda pesquisando.

Juntou as folhas com um clip e colocou em sua bolsa. Ela precisava contar à Scout o quanto antes.



Taylor desceu até a garagem e ficou aliviada ao ver que aquilo ainda estava lá.



– Sorte que minha mãe não mandou você pro ferro velho, Stacy – disse ela, tirando um pano preto de cima de sua velha amiga Honda CB, vulgo “Stacy”.



Sim, ela estava falando com a moto. E sim, a moto se chamava Stacy. Taylor não a usava há um século, mas agora ela queria chegar o mais rápido possível na delegacia, e ir de moto é muito mais rápido do que ir a pé.



Ela tirou a moto da garagem, vestiu Freddie – o capacete –, ligou a moto e saiu em direção à delegacia.



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Droga, engarrafamento logo agora que ela estava com pressa? Mas espera, havia um atalho de terra ali perto. Se bem que pilotar numa estrada de terra à noite é um pouco arriscado... Bom, ou era isso ou ficar presa no transito sabe-se lá por quanto tempo. Decidido: ela iria pelo atalho de terra.



Taylor seguiu para o tal atalho, e que atalho deserto, não havia uma alma – viva – por ali.



– Taylor... – uma voz chamou. De quem era aquela voz? Uma criança? Devia ter sido coisa da cabeça de Taylor. – Taylor... NÃO ME IGNORE! – a voz gritou enquanto Taylor olhava para a mata procurando seu dono, ainda em alta velocidade com a moto.



Quando voltou a prestar atenção na estrada, o farol iluminou uma garota de 9 anos parada no meio do caminho. Não era bem uma garota, estava mais para o cadáver de uma garota, só que sem os olhos.



Taylor não teve tempo para pensar no que fazer, por reflexo desviou a moto para o lado, mas tinha que ser pro lado do precipício?

A moto caiu do precipício, mas Taylor pulou antes de ir junto. Mesmo assim, caiu perto do barranco, rolou e acabou ficando pendurada na beira do abismo, se segurando bem na borda para não cair no mar de pedras pontiagudas no fundo do penhasco no qual ela pôde ver sua moto se espatifar completamente.



Taylor não conseguia sair dali, seu ombro havia deslocado com o impacto causado pela queda da moto e doía muito, impedindo-a de fazer força para subir o corpo para a estrada de terra novamente.

– Por que você não morre logo? – aquela voz de novo.



– Quem tá aí?! Não tem coragem de olhar pra mim enquanto me mata?! Aparece, covarde! – desafiou Taylor.



– Me apresentarei pra você então... – Taylor via alguém vindo se arrastando pelo chão em sua direção, porém o topo do abismo tampava parte de sua visão e ela só via os braços se aproximando. Logo mais pôde ver os cabelos cor de breu. Quando a coisa se aproximou da beira do abismo, onde Taylor segurava-se para não cair, levantou o rosto, revelando sua face podre, com a pele rachada e sem olhos – ...No inferno.



– AAAAAAAAH! – Taylor acabou se soltando e despencando do precipício.



De repente uma dor. Angustiante, insuportável. Algo havia atravessado bem o meio de seu tórax. Tudo começou a ficar preto, qualquer som fora substituído por uma espécie de apito ou zunido, ela já não sentia mais o gosto do sangue que saía por sua boca. Aos poucos a dor foi sumindo também. Só lhe restou um frio imenso, e muito sono. Ela fechou os olhos e... Não estava mais respirando.

Morta.



Notas finais
Eu fiquei com dó da Taylor escrevendo esse capítulo D:

Mas e vocês? O que acharam?

Tirem suas conclusões :3

Até o próximo capítulo, que aliás já está sendo escrito o/

Beijos s2