Notas iniciais
Segundo e último cap de hoje. Esse é bem curtindo, é mais um daqueles caps que não tem muita ação, e sim informação... Pra explicar melhor, vou roubar a frase da Suicide and Salvation e dizer que ele é meio que uma ponte pro próximo capítulo (créditos pra ela, só consigo pensar nessa forma de explicar XP) Enfim, vou parar de enrolar e deixar vocês lerem ^^

– Lúcifer é meu chefe – não consegui disfarçar minha surpresa ao ouvir a resposta de Andy. – Agora concorda que é perda de tempo tentar pensar em alguma coisa?

– Não fale como se tudo estivesse perdido.

– Você ouviu o que eu acabei de dizer? Quem tá com o meu contrato é o Lúcifer, o maioral dos demônios e da puta que pariu, preciso dizer mais alguma coisa?

– Meu querido, você não é o único que tem coisas a ensinar – falei, segurando seu rosto em uma das mãos e dando um tapinha. – Minha vez de te dar uma aula. Lúcifer tem uma esposa, Lilith, certo?

– Sim, mas no que isso influencia?

– De certa forma, Lúcifer é o rei do inferno. Na mitologia grega, o inferno era representado pelo submundo, governado por Hades. Assim, podemos dizer que Lúcifer e Hades ocupam o mesmo posto de rei do inferno. Hades também tinha uma esposa, ela se chamava Perséfone, ele a raptou e forçou-a a ser sua esposa. A única fraqueza de Hades era Perséfone. Ele atendia a todos os pedidos dela, a enchia de mimos e caprichos. Já que as mesmas circunstâncias que se aplicam a Hades se aplicam à Lúcifer também, isso significa que com ele não é diferente. Para Lúcifer, os desejos de Lilith são uma ordem.

– E no que exatamente isso nos ajuda?

– Tudo o que temos que fazer é convencer Lilith a pedir a Lúcifer para cancelar seu contrato com Xólotl – concluí. Andy me olhava com uma expressão um pouco incrédula, e no segundo seguinte caiu na gargalhada. – Posso saber qual é a graça?

– Você... Não tá falando sério, né? – perguntou ele, ainda rindo e enxugando uma lágrima.

– Eu pareço estar brincando? – rebati, séria. No mesmo instante Andy tomou uma postura tão séria quando a minha.

– Deixa eu ver se eu entendi: você está sugerindo que façamos uma visita de rotina à Lilith para pedir que ela convença Lúcifer a cancelar um contrato?

– Exatamente.

– Você se ouviu?! – ele ficou perplexo. – Em primeiro lugar: Lilith é tão má quanto Lúcifer! Em segundo lugar, por que ela nos ajudaria?!

– É aí que você entra, meu caro Andy. É claro que Lilith não vai fazer nada de graça, então vamos pensar: na mitologia grega, no submundo, a fortuna de Hades consistia em dracmas de ouro e prata. Lúcifer também deve ter uma assim, mas não necessariamente de dracmas, e sim de objetos de ouro e prata. Além de Hades atender a todos os pedidos de Perséfone, Perséfone por sua vez, estando sob o efeito de seis sementes de romã do mundo inferior que havia ingerido que a faziam acreditar que ela realmente havia esposado Hades, fazia de tudo para agradá-lo para que ele continuasse mimando-a. Sendo assim, assumimos que Lilith faça o mesmo com Lúcifer. Temos o punhal de prata que Mary me entregou. Vamos troca-lo. Lúcifer ficará muito contente se Lilith der a ele algo valioso para aumentar seu tesouro. Tudo o que você tem que fazer é usar seu poder de persuasão e negociação pra trocar o punhal pelo cancelamento do contrato.

– Como você sabe todas essas coisas? – perguntou Andy ao final de minha explicação.

– Minha mãe. Ela costumava trabalhar numa farmácia quando eu era pequena, mas a empresa da farmácia afundou e todos, inclusive minha mãe, foram despedidos. Depois disso, ela passou a dedicar seu tempo a estudar todo tipo de mitologia. Eu sempre me fascinei pela grega, então sempre pedia para que ela me contasse sobre a mitologia grega. Quanto ao resto, todo mundo sabe que Lilith é esposa de Lúcifer, além de que aprendi bastante sobre esse tipo de coisa com você desde que partimos naquela busca pelos ingredientes para o ritual. Foi só juntar 1 + 1 pra ver o vínculo entre Lúcifer e Lilith e Hades e Perséfone, e pronto, temos uma solução.

– Tenho que admitir, ruiva: você é brilhante.

– O meu nome é SCOUT – corrigi, dando ênfase no “Scout”.

– Vou continuar te chamando de ruiva – como é irritante!

– Deixa pra lá, vai – revirei os olhos. – Quanto tempo você ainda tem?

– Que horas são agora? – tirei o celular do bojo do sutiã do vestido e olhei no visor.

– 3:30pm – respondi, guardando-o de volta.

– Xólotl me deu 24 horas. Eu devo ter até o início da madrugada.

– Então não temos tempo a perder. É hora de termos uma conversinha com Lilith

Notas finais
Realmente, esse foi sem dúvidas o menor capítulo até agora '-' mas espero que tenham gostado mesmo assim X3O que acharam dos caps de hoje? Dignos?Só tenho mais uma semana de aula - creio eu - e agora que as férias vão vir eu vou ter mais tempo pra escrever, então acho que vou terminar logo logo de postar, e vou voltar a manter o ritmo das postagens, pelo menos assim pretendo ^^Nos vemos no próximo capítulo, meus amores o/Beijos s2Nyuu-chan :3