Verdade Ou Pesadelo

37 A Step Closer to Hell Part I


Notas iniciais
Cheguei *0*/ Ok, eu não sei o que deu em mim, eu simplesmente tive um surto momentâneo de inspiração que não durou muito tempo, porque eu comecei a escrever e de cara escrevi 12 páginas, aí quando eu cheguei na melhor parte o surto passou, porque minha criatividade me ama -.-' Enfim, só consegui terminar agora, sorry ><' Bom, como eu não curto capítulos longos demais (na minha perspectiva, com mais de 4.000 palavras), eu decidi dividir esse cap, e ainda tem mais um, ou seja, hoje é dia de 3 capítulos o/ e eles são dedicados às divas Deadly Chibi e Sammy Biersack, que deixaram recomendações pra mim e fizeram o meu dia *---------* vocês me causaram uns ataques de fofura enquanto eu lia a recomendação de vocês, muuuuuuito obrigada s2 Vou calar a boca e deixar vocês lerem. Espero que gostem :3

– Estamos esperando a morte da bezerra ou o quê? Vamos logo pegar o punhal, entrega-lo à Lilith e faze-la convencer Lúcifer a desfazer o contrato! – apressou Andy, saindo na frente em direção a lugar nenhum.

– Genial. Vamos repassar: como chegamos até ela mesmo?

– Ué, achei que na sua enciclopédia mental de mitologia grega constasse o verbete "localização do submundo".

– Pelo o que eu sei, o mundo dos mortos e o mundo dos vivos são separados pelos rios Estige e Aqueronte. São os dois rios gregos por onde Caronte, o barqueiro de Hades, conduz as almas condenadas até o submundo, isso em se tratando de mitologia grega, mas não consigo imaginar algo que pudesse fazer referência a isso em se tratando do inferno... Quer dizer, não há necessariamente uma divisão geográfica entre o inferno e a Terra, certo? Então qual poderia ser o caminho para o inferno?

– E se em vez de nós irmos até ela ela vier até nós?

– Ou seja?

– Há vários rituais para invocar Lilith, cada um com uma finalidade diferente. Alguns a invocam buscando poder, outros buscando prazer, o motivo não importa, o fato é que ela sempre vem quando é chamada. Tudo o que temos que fazer é invoca-la.

– Achei que seria mais complicado.

– Eu não disse que não seria. Quer dizer, trazer ela aqui é a parte fácil. Difícil vai ser convence-la a atender ao nosso pedido, além de que é muito provável que ela queira mais do que um punhal de prata como pagamento.

– Pensamos nisso depois, ainda temos tempo. Quais são os ingredientes pra essa macumba da Lilith?

– Pode deixar a parte dos ingredientes comigo. Me espera aqui, eu não vou demorar.

– Da última vez que ouvi essas palavras de você, você se vendeu a um saco de pulgas tamanho familia e- – antes que Scout terminasse a frase, Andy havia desaparecido. – Obrigada pela atenção! – disse ela para o nada.

Scout escorou-se na árvore que há pouco servia de apoio para suas costas e cruzou os braços, soprando uma mecha de sua franja que caía em seu rosto. O jeito era esperar.

Alguns minutos depois...

– Bu – disse Andy ao retornar ao cemitério.

– Óh, mas que susto!

– Idiota – ele riu. – No seu lugar, eu estaria com medo. Você não sabe o que te aguarda nesse ritual.

– Depois de tudo que já aconteceu, eu consigo lidar com um segundo ritual. Falando nisso, que monte de tralha é esse? – perguntou ela, referindo-se aos objetos que Andy trazia em seus braços.

– Esse – Andy largou os objetos no gramado morto – é o monte de tralha que vamos usar pra montar um altar pra Lilith.

Em meio aos objetos largados no chão haviam algumas velas negras, uma capa preta de seda, uma vasilha tampada que continha uma substância branca que, pela aparência, Scout deduziu ser sal, um cordão com um pingente curioso e... Um açoite?

– Pra que exatamente vamos precisar disso? – Scout perguntou, pegando o açoite e franzindo a testa enquanto o analisava.

– Você vai ver – respondeu Andy.

Ele começou a arrumar as velas no gramado de modo que elas formassem um grande e espaçoso círculo, acendendo-as com o isqueiro de Scout. Em seguida, pegou a vasilha e começou a desenhar outro círculo com o sal, seguindo a linha das velas, e no meio do segundo círculo fez uma estrela de cinco pontas de cabeça para baixo.

Andy se levantou, pegou a capa preta e entregou-a para Scout.

– Tira a roupa e coloca a capa – disse ele.

– É o que?!

– Vai logo, depois eu explico – apressou ele. Apesar de desconfiada, Scout achou melhor não contestar.

– Tá, vira de costas – falou, pegando a capa da mão de Andy.

Ele obedeceu e ela rapidamente substituiu suas peças de roupa pela capa, que se fosse feita de uma seda um pouco mais fina deixaria os detalhes de seu corpo à mostra.

– Pronto – disse ela, e Andy virou-se de volta e olhou Scout de cima a baixo.

– Droga, devia ter pegado uma mais transparente – falou, decepcionado.

– Só não te deixo com um olho roxo por dois motivos: primeiro, você não tem circulação sanguínea; e segundo, se eu me atrever a me mexer esse treco vai mostrar até meu útero – Scout corou e encolheu os braços e os ombros instintivamente.

– Você fica uma graça quando tá toda envergonhada – Andy deu um daqueles sorrisos cheios de segundas intenções.

– Q-Que tal pensarmos em coisas mais importantes? Por exemplo, por que eu tô vestindo essa droga?!

– Tá vendo o círculo formado pelas velas e pelo sal? – ele indicou o altar com um movimento de cabeça. – O seu papel no ritual será entrar lá segurando o açoite e recitar o mantra de invocação de Lilith. A pessoa que fará isso precisa estar usando só a capa e estar despida por baixo dela.

– E por que eu e não você?!

– Porque tem que ser uma alma pura.

– Perfeito ¬¬ Como é esse mantra de invocação?

– Fica tranquila, só o que você tem que fazer é entrar no círculo, ficar no meio do pentagrama e repetir tudo o que eu disser.

– Tudo bem – Scout pegou o açoite e foi andando em direção ao altar.

– Espera – Andy segurou-a pelo braço um pouco antes de ela ultrapassar o círculo formado pelas velas e adentrar o círculo de sal. – Você também tem que usar isso – ele pegou o cordão do chão e enrolou-o no pulso de Scout, deixando o pingente pendurado.

– Pra que isso serve? – perguntou ela, observando o tal pingente. Ele era redondo com um pequeno buraco no meio por onde o cordão o segurava e mesclado em tons de laranja claro com algumas rajadas de branco, e um pouco pesado demais pra um pingente comum.

– Isso é uma pedra indiana, se chama Jaspe. Ele tem a função de proteger o corpo físico e espiritual de influências maléficas, é muito útil em situações de perigo onde possamos estar vulneráveis tanto física como espiritualmente.

– Antes que eu me esqueça, como funciona esse ritual?

Scout provavelmente não ia gostar muito do que vinha pela frente.

Andy’s POV

Eu estava pensando numa forma sutil de falar, mas não consegui encontrar uma, então o que me restou foi ser direto e objetivo.

– Basicamente, Lilith vai te possuir.

– HEIN?!

– Lilith não se mostra, ninguém nunca viu sua verdadeira aparência, sua representação mais comum é uma serpente, por ser astuta e perigosa, porém nem sempre ela assume essa aparência, na verdade é bem raro. Todos os rituais que a homenageiam exigem um receptáculo no qual ela possa entrar – expliquei. – Quando ela estiver dentro de você eu vou seduzi-la até que ela aceite nossa proposta. Quando ela ceder eu entregarei o punhal a ela e depois ela vai embora. E pode ficar tranquila, você não vai sofrer dano nenhum. Ao contrário da possessão espiritual, a possessão demoníaca não expulsa a alma do seu corpo. Enquanto a espiritual possui seu corpo, a demoníaca possui sua alma.

– Palavras mega tranquilizantes essas, muito obrigada mesmo – ironizou ela. – E como assim você vai "seduzir" ela?

– Entenda como quiser – eu não me atreveria a explicar o sentido daquele “seduzi-la”. – Lilith também tem uma sabedoria extrema que lhe foi concedida por Lúcifer, não vai ser nem um pouco fácil negociar com ela.

– Temos outra alternativa?

– Sim, esperar pacientemente até que Xólotl venha me buscar.

– Eu quis dizer outra alternativa válida – ela especificou. Eu não respondi. – Foi o que pensei – disse, adentrando o círculo formado pelas velas e indo até o centro do pentagrama de sal. – E-Ei... Na pior das hipóteses, o que pode sair errado? – perguntou ela, engolindo em seco.

– Já cuidei do maior risco, que seria seu corpo não suportar Lilith e se transformar em pó assim que ela o possuísse.

– O jaspe indiano? – ela matou a charada antes que eu a revelasse.

– Isso. Enquanto estiver usando o cordão Lilith não pode te fazer nada. Se alguma coisa der errado durante o ritual eu vou estar aqui, eu não vou deixar nada acontecer.

– Eu não tenho dúvidas disso – era tudo o que eu precisava ouvir. Scout estava confiando em mim, e eu não ia decepciona-la.

– A cada frase que você disser, estale o açoite no ar.

– Certo.

– Preparada?

– Para de enrolar e anda logo – meiga, não?

Filia sum vi ego violare omni hora adulescentiae meae (eu sou a filha da força e violo cada hora de minha juventude) – falei, e ela repetiu, fazendo o açoite estalar pela primeira vez. – Ego sanctifico sed sum sanctificata non (eu santifico mas não sou santificada) – novamente ela disse as mesmas palavras que eu e estalou o açoite uma segunda vez.

Antes que eu continuasse com o mantra, Scout começou a recitá-lo sozinha e cada vez mais rápido, como se já o conhecesse há tempos.

Deusa do inferno,

Você lançou sua desgraça sobre a Terra

corrompendo cada ser que a habitasse.

Dama da noite,

Lhe ofereço este corpo como convite.

Te resgato do mais profundo abismo infernal.

Venha, Lilith!

O açoite estalou uma última vez e então Scout o soltou. Ela caiu sobre seus joelhos e ao mesmo tempo o contorno do pentagrama se incendiou com as mesmas chamas negras de antes, que diminuíram em alguns segundos sem se apagarem.

Devagar, Scout se levantou e alongou o pescoço, girando-o como se estivesse tentando aliviar um torcicolo.

– Detesto a luz do dia. Que horas são? Quatro da tarde? Devia ter me chamado de noite, querido, meu humor estaria melhor – disse Scout. Não, aquela não era Scout falando.

Notas finais
PEDÁGIO PRA IR PRO PRÓXIMO CAPÍTULOValor: um review. Nele pode conter sua crítica, sugestão, opinião e coisas do gênero.Por favooor comentem, eu adoro os reviews de vocês, não me privem deles -qFeito isso, avante para o próximo capítulo /o/