Verdade Ou Pesadelo
23 Children Surrender
Notas iniciais
– E então, ruiva? Por onde começamos? – perguntou Andy.
– Temos que checar os registros do orfanato – disse Scout.
– Dolores uma vez me falou sobre um arquivo que continha as fichas de todos os habitantes do orfanato.
– Sabe onde ele está?
– Se me lembro bem, ela me disse algo sobre uma sala de acesso restrito naquele dia – disse Andy, segurando o queixo entre o polegar e o indicador dobrado. – Sim, eu me lembro onde é. Quinto andar.
– Vamos até lá então.
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– Tem certeza de que é aqui? – perguntou Scout.
O quinto andar do orfanato era totalmente diferente dos outros, parecia que ninguém ia lá há pelo menos uma década. As paredes eram revestidas com tapeçarias antigas escuras e decoradas. Longas e veludosas teias de aranha pendiam do teto e caíam sobre as cabeças de Andy e Scout. Assim como nos outros corredores do orfanato, havia uma grande janela no final que deixava-o parcialmente iluminado, porém essa tinha detalhes minuciosamente esculpidos em sua moldura e cortinas rasgadas e um pouco desfiadas cobrindo-a. O lugar parecia abandonado.
– Absoluta – disse Andy, convicto.
Ambos esperaram até que alguém fosse à frente, porém ninguém moveu um músculo sequer, apenas encararam-se como se dissessem um ao outro “anda logo!”.
– Ãr – Andy pigarreou. – Damas primeiro – ele fez sinal com a mão para que Scout fosse na frente, mas ela apenas o encarou de volta.
Andy respirou fundo e deu o primeiro passo, que foi seguido de um rangido emitido pelas tábuas de madeira antiga do chão. Ao longo do corredor ele ia afastando para os lados as teias de aranha com as mãos, seguido por Scout.
Andy parou em frente a uma porta larga de madeira descascada e maçaneta dourada e redonda, coberta por mais algumas teias de aranha.
– É aqui? – perguntou Scout.
– Sim – respondeu Andy girando a maçaneta e abrindo a porta devagar.
Haviam altas e compridas estantes ocupando todo o amplo espaço, enumeradas de 1 à 55, com caixas e mais caixas arrumadas em ordem alfabética em suas prateleiras. Na ponta de cada estante havia uma escada presa a um trilho que abrangia toda a extensão do móvel. Na parede, perto da porta, Scout e Andy puderam ver um quadro com orientações:
“Registros de 1900 à 2010
1 à 5 – 1900 à 1910.
5 à 10 – 19010 à 1920.
10 à 15 – 1920 à 1930.
15 à 20 – 1930 à 1940.
20 à 25 – 1940 à 1950.
25 à 30 – 1950 à 1960
30 à 35 – 1960 à 1970
35 à 40 – 1970 à 1980
40 à 45 – 1980 à 1990
45 à 50 – 1990 à 2000
50 à 55 — 2000 à 2010”
– As estantes devem estar numeradas de acordo com o ano dos registros contidos nelas – disse Scout. – Pelo jeito, 5 estantes podem armazenar os registros de 10 anos. Mary viveu entre 1908 e 1917, seus registros devem estar nas estantes 4 e 6.
– Elementar, meu caro Watson – disse Andy cruzando um dos braços e apoiando o queixo no outro, fazendo pose de detetive.
– Vá procurar na estante 6, Holmes – disse Scout ignorando a atuação ridícula e se dirigindo à estante 4.
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– Achou alguma coisa? – perguntou Scout.
– Sim. Poeira, poeira, e... Ah, eu mencionei poeira? – respondeu Andy.
– Não é possível, onde estão os registros da Mary? – desanimou Scout.
– Não havia nada de Mary Worth na letra M – disse Andy.
– Não encontrei nada relacionado a ela também.
– Plano B?
– E qual seria? – perguntou Scout.
– O quarto de Dolores – respondeu Andy.
– E por que teria algo da Mary no quarto da Dolores? – perguntou Scout.
– Senta que lá vem história. Era o quarto mês consecutivo que vinha me encontrar com Mary – começou Andy. – Às vezes eu vinha busca-la no orfanato pra variar, mas naquele dia Mary ousou desobedecer Dolores.
Flashback ON
– Você conhece as ordens – disse Dolores para Mary enquanto a arrancava de seu dormitório e levava-a até Andy, que a aguardava no final do corredor.
– Olá, querida – Andy tentou tocá-la, porém ela se afastou assustada.
– Por favor, não deixa ele me levar! – implorava Mary, segurando forte as vestes de freira de Dolores.
– Solte, pirralha! Solte! – Dolores empurrou Mary para Andy, que segurou-a pelos braços.
– Ah, o que é isso, Mary? – Andy fez com que ela o encarasse. – Por que está tentando escapar? Não gosta da sensação? Não gosta de sentir o prazer? Muitas outras gostariam de estar em seu lugar, por que desperdiçar isso?
– Me solta! – ela tentava se desvencilhar de Andy, porém ele tinha no mínimo o triplo de sua força, o que o permitia segura-la firme o suficiente para que não pudesse se soltar. – Eu não vou deixar você fazer nada comigo! Nunca mais! Você nunca mais vai encostar essas mãos sujas em mim!
– Mary! – repreendeu Dolores.
– Cala a boca, sua covarde! – Mary se dirigiu à Dolores. – Nem você e nem ninguém vai me obrigar a ceder meu corpo à esse monstro! Que se danem as suas ordens, pegue-as e vá pro inferno com elas!
Dolores mal deixou que Mary terminasse a frase e puxou-a pelos cabelos até deixar seus rostos bem próximos, fazendo-a choramingar de dor e medo.
– Você merecia ser pendurada de cabeça para baixo, enquanto eu a chicotearia até conseguir ver seus ossos – dizia entredentes. – Pena que esse tipo de pedagogia é visto com maus olhos pela maioria das pessoas, portanto não posso aplicar esse método em você. Alguns dias no porão vão lhe ensinar bons modos, fedelha – disse por fim, e levou Mary para a escadaria no final do corredor puxando seus cabelos enquanto ela implorava para que Dolores a soltasse.
Sob os olhares curiosos e aterrorizados das outras irmãs, crianças e adolescentes do orfanato, Dolores arrastou Mary até a entrada do prédio, depois até o jardim, e finalmente até uma porta que encontrava-se no chão e dava para o subsolo.
– Ouvi dizer que há dezenas de ratos e baratas aqui – disse Dolores, abrindo a porta e revelando o escuro e imundo porão. – Divirta-se com seus primos e primas, bicho imundo – foi a ultima coisa que Dolores disse à Mary antes de joga-la no porão e fechar a porta e a tranca, prendendo-a.
Todos em volta pararam seus afazeres para observar a cena.
– Voltem às suas rotinas se não quiserem se juntar à ela! – bradou a freira para as crianças, que correram assustadas, algumas para a capela e outras para dentro do prédio. As outras freiras ainda a encaravam, e tinham assistido à tudo caladas e horrorizadas, fazendo o sinal do espírito santo. – E vocês, irmãs? Se têm tempo para ficarem de bobeira, suponho que já tenham terminado suas tarefas.
Dolores voltou até onde deixara Andy, que assistira a tudo da janela do corredor.
– E então? – perguntou ele.
– Ela está no porão, pode ir – disse Dolores.
– Não está sugerindo que eu transe num porão escuro e imundo, está?!
– Não é problema meu onde vai ser, me dê logo o dinheiro – exigiu Dolores.
– Ôpa, vamos com calma, dona – disse Andy. – Não sei se percebeu, mas quem tem vantagem aqui sou eu. Eu exijo e você me obedece, entende? Ou me arranja outro lugar pra foder com a pirralha, ou não vai sentir nem o cheiro do dinheiro – disse Andy.
– Maldito! – esbravejou Dolores, porém ela precisava obedece-lo. Fechou os olhos, respirou fundo e falou: – Vá ao meu quarto, a única que entra lá sou eu, ninguém vai interferir, fica no quinto andar. É a última porta à direita. Vou busca-la no porão – disse, e saiu em direção ao jardim murmurando algo parecido com “E pensar que vou ter que dormir na mesma cama na qual esse infeliz está prestes a transar”.
O jardim ainda continuava deserto, não fosse por algumas poucas crianças brincando no playground, porém assim que avistaram Dolores foram rapidamente para a capela. Perfeito, ninguém veria nada.
Ao chegar perto da porta, Dolores pôde vê-la balançando e ouvir os gritos abafados de Mary pedindo por socorro. Abriu-a e puxou Mary para fora bruscamente, logo em seguida fechando novamente a porta e tapando a boca da garota com uma das mãos para que seus gritos não atraíssem a atenção de ninguém.
– Hmm! Hmmmm! – ela tentava gritar.
– Sshh! Cala a boca! – ordenou Dolores com a voz áspera, levando Mary para dentro do prédio.
Quando adentraram o corredor do dormitório de Mary, ela pôde ver Andy no mesmo lugar de há poucos minutos atrás, parado perto da janela, escorando-se na parede e com as mãos nos bolsos da calça jeans preta, encarando-a. A imagem de Andy era o suficiente para desencadear o pânico de Mary.
– HMM! HMMMM! – conforme iam se aproximando de Andy Mary tentava gritar mais alto.
– Certifique-se de que ninguém o veja – reforçou Dolores, e entregou Mary para Andy.
– Pode deixar – disse ele, tampando a boca de Mary com uma das mãos e segurando-a com a outra, indo em direção ao quinto andar, seguido por Dolores.
– É este? – perguntou Andy, parando em frente a uma porta.
– Não, essa é a sala que contém os registros do orfanato, apenas funcionários e freiras podem entrar – disse Dolores. – O meu é este – ela parou em frente à porta ao lado, tirou um molho de chaves do bolso de suas vestes, separou uma cinza antiga que se destacava entre as demais, encaixou-a na fechadura, girou e abriu a porta, dando passagem à Andy.
– Aqui – ela entregou as chaves para Andy. – Quando acabar, saia e tranque a porta.
– E o que faço com a garota? – perguntou ele.
– Deixe-a no quarto. Tente não fazer muito barulho, a acústica das paredes e do piso entre os andares não é muito boa, não queremos que ninguém descubra nada – advertiu Dolores, e saiu, fechando a porta e deixando Andy sozinho com Mary.
– Vamos começar? – Andy sorriu pervertido, encarando Mary no fundo dos olhos pelos quais escorriam lágrimas inocentes e assustadas.
Andy deitou-a na cama e com facilidade arrancou as roupas da garota, e depois as suas próprias. Em seguida, virou-a de bruços e penetrou-a de uma vez só, fazendo-a gritar. Andy a puxava para trás pelos cabelos, movimentando-se rapidamente dentro dela, e a cada estocada ele puxava mais seus cabelos para trás, tornando a penetração mais funda.
Ambos gemiam, porém os gemidos de prazer de Andy eram facilmente distinguidos dos gemidos de dor de Mary.
– Estou quase lá! – gemia Andy depois de alguns minutos de estocadas. Ele gemeu uma última vez antes de Mary sentir aquele jato quente preencher seu interior.
Andy soltou-a e deixou-a cair na cama ofegante.
– Espere um pouco, Mary, ainda não terminei – disse Andy, puxando os cabelos da garota e fazendo-a se levantar, depois sentando-se na ponta da cama com as pernas abertas e fazendo com que ela se ajoelhasse em frente a ele. – Você já sabe o que fazer – disse ele. Mary sabia do que ele estava falando, porém não se moveu. – Sendo assim, faremos do jeito difícil – ele forçou a garota a colocar a cabeça no meio de suas pernas e começar a masturba-lo com a boca – Aah, você é ótima nisso, Mary... – pouco tempo depois, outro jato, dessa vez dentro da boca de Mary, que tentava não engolir o liquido viscoso. – Engole tudo, vadia! – ordenou Andy, e ela obedeceu-o.
Ele soltou-a e ela permitiu-se cair ao chão, estava exausta e com dor.
– Dolores me disse para deixa-la aqui – disse Andy, terminando de vestir sua calça. – Até o mês que vem, Mary – despediu-se ele, saindo do quarto e trancando a porta.
Flashback OFF
– E foi isso – disse Andy ao final da história.
– Não precisava narrar os detalhes, só o essencial teria bastado – disse Scout depois de respirar fundo. – O que aconteceu depois?
– Bom, Mary sempre usava uma faixa no cabelo. Depois daquele dia, nunca mais a vi com aquela faixa.
– Acha que pode ter ficado no quarto de Dolores? – perguntou Scout.
– Não tenho certeza, mas não custa dar uma olhada – respondeu Andy, cruzando os braços atrás da cabeça e indo em direção à porta, seguido por Scout.
Andaram até o final do corredor e pararam em frente a uma porta.
– É aqui – Andy abriu a porta e eles entraram no cômodo antigo e empoeirado.
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