Verbotene Liebe

15 Tiro, porrada e crack!


— E... chegamos. Divirtam-se, meninos!

Dragon, pai de três rapazes, havia chegado com seu carro na frente da casa de Boa Hancock, onde estaria acontecendo uma grande festa. Era um quintal enorme e com árvores, uma típica residência alemã de dois andares com paredes brancas e telhado escuro. No lado de fora, também havia uma piscina.

— Você vem buscar a gente ou a gente volta sozinho? – Ace perguntou, saindo do carro.

— A gente pode voltar sozinho, já vai ser de manhã, dá pra pegar um ônibus. – E Sabo responde.

— Só tomem cuidado com as más influências, não bebam nem usem qualquer tipo de drogas, ouviram? – O pai, preocupado, os alerta.

— Eu não gosto desse tipo de coisa, você sabe disso. – Mas Luffy afirma.

— É, e relaxa, nós três já somos maiores de idade. – E o irmão mais velho diz.

— Até mais! – Por fim, o loiro se despede, indo junto com os outros dois para festa.

Passando pelo quintal e deixando o pai voltar para casa, não demorou muito para os três jovens entrarem na festa. E assim que entraram viram que já haviam várias pessoas conversando com copos na mão, mesa de bebidas, espaço para dançar com música alta e sem luzes, alguns adolescentes no sofá em casais e diversas outras atrações que a aniversariante havia preparado.

— Oh, é a primeira vez que eu venho na casa da Hamock. – Luffy diz, olhando o lugar e entrando com os irmãos. – É bem grande!

— Tá vendo, Luffy? Se você tivesse casado com a Hancock você poderia vir morar nesse lugar. – Ace diz, também apreciando o espaço.

— Não influencie o nosso irmãozinho a casar com alguém por dinheiro, idiota. – Mas Sabo discute com ele.

Ah, Luffy!— Logo, Hancock, que vestia um curto vestido roxo com detalhes dourados, apareceu na frente dos irmãos, cumprimentando principalmente o garoto do chapéu de palha com um sorriso. – Que bom que você veio!

— Oie, Hamock! Feliz aniversário.

— Oi/E aí. – Sabo e Ace também a cumprimentam.

— Você trouxe o meu presente? – Mas são ignorados, visto que ela resolve abraçar o braço do garoto, praticamente jogando-se em cima dele.

— Ahn... não, desculpa.

— Não tem problema, não precisa ser um presente físico. – Ela também abraça o pescoço de Luffy, olhando bem fundo em seus olhos e o fazendo ficar tímido. – Você pode me dar outra coisa também, sabia?

— Ér, ahn, é que... eu meio que... – Luffy se vê perdido e logo olha para seus irmãos, sussurrando. – Sabo, Ace... me ajudem...

— Quer ir pra mesa de bebidas? – Mas Ace ignora completamente o caçula, falando com o loiro.

— Bora lá! – Que vai junto com ele, correndo até o local.

— Desculpa, Hamock. – Vendo que foi abandonado pelos irmãos, tenta falar educadamente com ela. – É que eu já tô namorando, sabe?

— Claro que sei! Eu te stalkeio em todas as redes sociais, bobo.

— Então vamos ficar só como amigos, tá bom? – Em seguida, ele se afasta da garota e vai andando para frente a fim de fugir dela. – Te vejo por aí! Boa festa!

Tendo conseguido fugir de Hancock, Luffy foi dar uma volta pela casa para ver inclusive se encontrava seu amigo Coby, que ainda não havia chegado. Ao mesmo tempo, seus irmãos Sabo e Ace estavam juntos em uma parte da sala de estar onde tinham diversos tipos de bebidas diferentes.

— Cuidado pra não colocar muito! – Sabo o alerta. Ace estava servindo um copo de vodka com refrigerante para cada um deles. – Se você colocar muita vodka nem vai dar pra misturar direito.

— E quem liga pra isso? O importante é a bebida, não o refrigerante.

— É que fica mais docinho...

— Nah, para de frescura, Sabo. – Ele termina de os sevir e prova o copo. – Hm, viu só? Tá ótimo!

— É, que seja. Mas e aí, a gente vai fazer a competição mesmo?

— Claro! Por que a pergunta, já ficou com medinho de perder?

— Não é isso, é que eu não sei se é uma boa ideia, parece meio infantil.

— Como assim? O que tem de infantil em uma competição de quem fica com mais garotas?

— Tudo...

— Vai me entregar a vitória então?

— Eu não disse isso! Se você quer tanto fazer, então vamos fazer.

— Então fica aí olhando e vê se aprende.

O irmão mais velho deixa Sabo bebendo sozinho e vai para o canto da sala de estar onde várias garotas conversavam em duplas com suas amigas. Ace logo avista uma meio baixa, com cabelos ondulados castanhos e olhos verdes, indo até ela com o copo na mão.

— Oi! – Ele a cumprimenta.

— Oi. – Mas ela nem se interessou e virou de costas, voltando a conversar com sua amiga e o ignorando.

— Ér... tudo bem?

O garoto de sardas tentava falar com a garota novamente, mas foi tão ignorado que ela sequer respondeu, apenas continuava a conversar com sua amiga. Ele olhou para Sabo para ver a reação do irmão e ficou mais irritado ainda enquanto este ria de sua derrota, então resolveu tentar novamente.

— E aí. – Chegou em outra garota, dessa vez mais alta, loira e de olhos azuis.

— Oi. – Que dessa vez virou-se pra ele e retribuiu o cumprimento.

— Quer beber um pouco? – Em seguida, ele oferece o copo.

— Não sei, se eu aceitar você vai tomar isso como se eu quisesse ficar com você?

— Ahn... por quê, não quer?

— Foi mal, é que chegar assim numa garota já é batido demais. – E ela se vira, voltando a conversar com os amigos.

— Cara, essas garotas são muito chatas. – Ele fica impaciente e volta a procurar outra menina, avistando dessa vez mais uma loira, porém de olhos castanhos. – Oi!

— Oi, qual seu nome? – E dessa vez com mais êxito.

— Ace, prazer. Tá gostando da festa?

— Sim, a Hancock é praticamente uma irmã pra mim.

— Sério? Legal, mas é estranho, acho que eu nunca te vi lá na escola.

— Escola? Hahaha, eu já tô na faculdade, achei que você fosse mais velho.

— Eu tenho dezenove anos.

— Dezenove anos e ainda tá na escola?

— É... eu meio que repeti algumas três vezes.

— Ah tá, entendi. Eu lembrei que tenho alguma coisa pra fazer.

E a menina se retira, deixando Ace falando sozinho. O moreno, já cansado de tudo, resolve mudar um pouco seu comportamento e vai até outra delas, dessa vez com cabelos curtos negros.

— E aí!

— Oi! – Que o responde.

— Você é bonitinha, me lembra as garotas da minha época do colégio.

— “Época do colégio”? Hahaha, a gente estuda na mesma escola, bobo.

— Ahn... sério?

— Uhum.

— Tsc, que coisa. – Ele se aproxima e sussurra nos ouvidos dela. – É que o meu irmão tá vendo, a gente fez meio que uma aposta pra ver quem ficaria com mais garotas. Você pode meio que tipo, ficar comigo pra eu provar pra ele que eu consigo fazer isso?

— Hã? Que coisa mais infantil! – E ela retribui, dando um tapa no rosto de Ace e saindo de lá. – Hmpf, machista.

Já cansado de levar tantos foras e até mesmo de ser agredido, o irmão mais velho desiste do desafio e vai até a mesa de bebidas, voltando a rever Sabo, que estava rindo sem nem ao menos disfarçar.

— Hahahaha, eu não acredito que ela te deu um tapa!

— Cala boca, idiota. – Virou o rosto, meio constrangido.

— Ei, o que você disse pra ela te bater?

— Não vou falar.

— Vai, fala! Eu não vou te bater, eu juro, hahaha.

— Tsc, de qualquer jeito as garotas daqui são muito chatas, você também não ia conseguir muita coisa.

— Vamos ver então.

Sabo enche mais um copo de refrigerante com vodka e vai em direção à uma garota que parecia ser da sua idade, com cabelo castanho longo preso com maria chiquinhas e um vestido azul, e que estava sentada sozinha em uma poltrona qualquer, com um copo na mão e olhando para o chão.

— Oi! – Sabo senta-se ao lado dela, em outra poltrona, puxando assunto.

— Oi. – E ela o olha, meio tímida.

— Tudo bem? É que eu te vi aqui meio sozinha, tá entediada?

— Ah, é que eu combinei de vir com uns amigos, mas parece que eles não vêm mais.

— Que chato, mas não precisa ficar assim, tem outras pessoas aqui. Adorei o seu vestido, à propósito.

— Obrigada. Você veio sozinho?

— Eu vim com os meus irmãos, mas um deles é muito infantil, pra você ter uma ideia ele queria fazer uma competição de quem fica com mais pessoas.

— Nossa, sério? Quantos anos ele tem?

— Idade mental ou cronológica?

— Hahaha, mas pelo menos vocês não parecem pensar da mesma forma.

— Claro que não, quando eu sair daqui eu só vou dizer que você me deu um fora e que eu não quero mais brincar disso.

— Ele tá olhando pra cá?

— Sim, ele é aquele com cabelo castanho lá no fundo.

— Aquele? Ele não parece muito com você.

— Eu puxei mais à minha mãe.

— Ei, quer ficar comigo só pra irritar o seu irmão?

— S-S-Sério? Quer dizer, não precisa fazer isso se não quiser...

— Ah, eu não tô fazendo nada mesmo, meus amigos me abandonaram aqui. E eu também te achei bem bonito.

O loiro então, aproxima-se devagar dos lábios da garotas, sendo retribuido com um beijo lento e não muito demorado, mas que foi suficiente para deixar Ace abalado e de queixo caído. Sabo nem se importou, apenas afastou seu rosto após o ato e voltou a abrir seus olhos.

— Puxa... até que foi bom ter entrado nessa competição idiota. – Ele diz, um pouco vermelho.

— Hahaha, mas sério, só não faz mais esse tipo de coisa, é infantil de mais.

— Eu não faço, eu juro! Bom, mas acho melhor eu ir agora, o idiota tá me esperando. Posso ficar com o seu telefone?

— Tá bom!

— E me promete uma coisa.

— O quê?

— Não vai ficar sentada a noite toda estragando o vestido, tenta fazer amizade com o pessoal daqui!

— Eu vou fazer isso! Obrigada.

Logo após, o irmão do meio levantou-se e foi até o mais velho, que ainda estava surpreso com o que tinha visto.

— Cara! Como você conseguiu isso?

— É só não ser um babaca. – Sabo apoia a mão no ombro dele. – Vai, agora para com isso, vamos ver o que tem pra fazer aqui além de competições idiotas.

Dito e feito, ambos resolveram pegar mais um copo de bebida e subiram até o segundo andar da casa de Hancock onde tinham ainda mais pessoas e a música estava mais alta do que no primeiro piso. Pelos corredores diversos casais estavam espalhados, todos trocando beijos com pegadas por debaixo da roupa e mãos nas pernas, o que chamava a atenção dos dois jovens.

Mas logo Sabo e Ace entraram em um cômodo, o primeiro que acharam cuja porta estava aberta. Não haviam muitos móveis, somente dois colchões no chão, alguns quadros na parede e uma luz vermelha. Também muitos adolescentes estavam lá, alguns trocando mais beijos, outros, formando uma rodinha no chão.

— Que tipo de quarto é esse com luz vermelha? – Ace perguntou, olhando em volta.

— Sei lá, deve ser algum quarto de hóspedes modificado, mas é bem legal!

— Mas aqui tem muita fumaça... espera aí, esse cheiro...

— Tá bem forte...

Também logo notaram que uma grande fumaça com um cheiro estranho vinha da rodinha que estava no chão, parecia ser algo tal como uma planta queimada, um aroma bem forte e doce.

— Oh, Ace! Sabo! – E uma das pessoas que estavam no chão, um adolescente loiro com um penteado estranho, os avista e exclama seus nomes. – Venham pra cá!

— Marco! – E eles respondem, indo sentarem-se junto com o rapaz. Tratava-se de uma rodinha com aproximadamente seis pessoas onde cada um estava passando um baseado para o outro.

— Eu nem sabia que vocês estavam aqui. – Marco diz, puxando assunto.

— E eu não sabia que você fumava isso. – Ace responde, intrigado.

— Claro que você não sabia né, você só dorme o dia todo e nem fala mais comigo na sala de aula!

— Eu te disse que dormir o dia todo estava te afastando dos amigos. – Sabo fala ao irmão.

— Eu não tenho culpa, se não fosse você jogando videogame comigo durante a madrugada eu conseguiria dormir direito.

— Bom, eu jogo na madrugada e não durmo na aula, idiota.

— Só cuidado pra não repetir de ano de novo. – Marco o alerta, pegando o beck que haviam passado para ele e fumando um pouco. – Aliás, vocês fumam?

— Ahn... – Os irmãos ficam se olhando sem muito saber o que dizer, mas respondem juntos. – Não...

— Você já usou isso? – Sabo pergunta ao outro.

— Não... e você?

— Também não, dizem que as células do seu cérebro morrem e você começa a ver duendes e a delirar, é verdade?

— Quê? Ver duendes? – Marco indaga. – Hahaha, claro que não... quem dera. Provem um pouco, se vocês não gostarem é só parar.

Assim, Ace, por mera curiosidade juvenil, pegou o baseado e colocou na boca, puxando toda a fumaça de uma vez só em um trago e deixando que seu cérebro absorvesse o gosto ácido e doce que a maconha tinha, soltando-a pela boca logo em seguida.

Não foi muito forte por ser sua primeira vez, o moreno até estranhou e pensou não ter acontecido nada demais, que somente ficara com um gosto queimado em sua garganta. Contudo, sua mente foi se limpando e parecia que ele conseguia ouvir todas as coisas ao seu redor com muito mais facilidade, inclusive o som do quarto, que estava mais alto.

Depois, passou para o irmão que, embora ficasse meio acuado na primeira, repetiu os movimentos do outro. Sabo também não achou nada demais e sequer percebeu algo de diferente, mas as batidas de seu coração pareciam estar mais fortes e seu corpo mais relaxado.

— E aí! Gostaram? – Marco perguntou.

— Han? – Mas ambos estavam distraídos. – Ah... legal, nada demais, não achei muito forte.

— Hahaha, dá pra ver que vocês são irmãos mesmo, os dois falam juntos.

— Não deu pra ver os duendes. – Sabo comenta decepcionado.

— Pois é, que chato. – E Ace faz o mesmo. – Deve ser legal ver duendes por aí.

— Acho que esses duendes que vocês estão falando é só com ácido.

Os três, mesmo decepcionados com a falta de duendes, continuaram na rodinha por um bom tempo. Sem nem perceber, conversavam sobre assuntos que não costumariam conversar no dia a dia e riam por besteiras, tornando-se pessoas mais extrovertidas que o normal. Suas mentes estavam limpas e tudo ao redor parecia ser mais divertido.

Mas enquanto riam e fumavam, em outro cômodo, Luffy estava na cozinha de Boa Hancock vendo se encontrava algum suco por não gostar de álcool, até que acha um de laranja. Porém, ao encher seu copo, logo é percebido por uma terceira pessoa.

— Olha só quem tá aqui! – Helmeppo vai até Luffy sorrindo debochadamente como de costume, abraçando seu ombro e quase o fazendo derrubar o copo. – Bebendo suquinho, é? Muito nutritivo, hahaha.

— O que é que você quer? – E o moreno já não gosta dele.

— Nada, ué. Eu só tava olhando as pessoas por aí e estranhei você não estar com o seu namoradinho, vocês são muito próximos lá na escola. Ele não veio?

— Tsc, você é chato, hein. Eu e o Coby não somos namorados.

— Mas já me disseram que você corta... é verdade isso?

— E o que você tem a ver com isso?

— Eu? Hahaha nada, eu só queria saber mais da vida do meu amigão Luffy, nós nos falamos tão pouco!

— “Amigo”? Não me chame assim, eu não sou o seu amigo.

— Por que você tá falando comigo assim, Luffy? Eu não fiz nada contra você, só vim te cumprimentar.

— Do que você tá falando? Você e os seus amigos ficam toda hora mexendo com a gente lá no colégio!

— Ah, isso tudo é só porque você ficou chateado porque o seu namoradinho ficou em casa fazendo meus deveres ao invés de vir te ver?

— Que coisa, o Coby não é o meu namorado! E mesmo se fosse, por que você tem tanto interesse em saber?

— Por que vocês escondem tanto? Todo mundo já sabe, os dois vivem juntos lá na escola! Eu quero saber por curiosidade, ué, não posso?

— Mas isso é mentira! E não que seja da sua conta, mas eu já estou namorando e não é o Coby.

— Ai, vocês gays de hoje em dia se ofendem com tudo, não posso nem brincar mais. Eu sei que você é assumido, mas eu ainda preciso tirar o Coby do armário.

— Hã, por quê?

— Porq–

Luffy!

Pouco antes de Helmeppo falar algo a mais, o garoto de cabelos rosas finalmente apareceu, vestindo uma regata branca e calça jeans preta. Assim que viu seu amigo, chamou seu nome, mas percebeu que ele estava acompanhado do loiro.

— Oh, Coby, você chegou! – Luffy logo deixa Helmeppo de lado para ir falar com o amigo. – Eu achei que você não viria.

— Foi mal pela demora... tá, eu confesso que me atrasei porque fiquei em dúvida se viria ou não, heh. – Diz, coçando a cabeça.

— Fez bem em vir!

— Ah, você veio mesmo. – Helmeppo fala desanimado. – E os meus deveres? Não vai mais me ajudar, é?

— Hoje ainda é sexta feira, a gente tem o final de semana inteira pra fazer os deveres de casa.

— Então você resolveu fazer os meus amanhã?

— Eu quis dizer que você vai ter tempo suficiente pra fazê-los sozinho.

— Como é que é?

Coby usou toda a confiança interior que tinha para dizer essa frase em voz alta, o que deixou Luffy temporariamente orgulhoso, mas o garoto logo se sente pressionado pelo olhar que recebeu do loiro.

— A-Ahn, não, não foi isso que eu quis dizer, é-é que... não faria muito sentido eu fazer os seus deveres, né? Assim você não aprenderia nada! E não se preocupa, você vai ter tempo suficiente para estudar sozinho.

— Você tá falando comigo mesmo? – Helmeppo se aproxima de Coby, o empurrando. – Tem certeza?

— N-N-Não, é-é só que...

— E se ele estiver? – Porém, Luffy se intromete e fica na frente do amigo, empurrando o loiro de volta. – Vai fazer o quê?

— Que gracinha, o casal da Sweet Piece resolveu se unir contra mim. É como dizem por aí, não pode mexer com um de vocês viados que já surgem vários outros! Hahahaha.

— Que bom que você sabe, eu não vou deixar ninguém mexer com nenhum amigo meu.

— Hmpf, quer saber? Eu não vou ficar perdendo meu tempo com vocês. – Helmeppo se vira, saindo daquele lugar. – Aproveitem a festa enquanto podem, babacas!

— Ele foi embora... – Coby diz, aliviado.

— Mas até que enfim você tinha conseguido dar um fora nesse cara! – Luffy exclama. – Não faz mais os deveres dele, tá?

— M-Mas eu não me importo de fazer os deveres dos outros...

— Não importa! Ele te usa como um capacho, você não tem que passar por isso, Coby.

— Tem razão... eu tenho que começar a dar um jeito em mim mesmo.

— Ótimo! Agora vamos pegar uma bebida.

— Bebida? Mas eu não bebo álcool.

— Eu também não, tava falando de suco, kishishi.

— Ah, então tá!

Mudando de foco, assim que Helmeppo desistiu de arrumar briga com os outros dois rapazes, ele foi até o andar de cima, mas especificamente no quarto de Boa Hancock. Lá era um cômodo grande, com paredes rosas e detalhes em branco, também com várias garotas em volta.

O quarto da adolescente era onde ela estava junto com suas amigas. Quatro delas estavam no chão, em rodinha, rindo e conversando juntas enquanto fumavam em um Narguilé púrpura; e a morena conversava com outras três amigas em sua cama, fumando um Mallboro Blue Ice.

— Mas é sério que ela traiu mesmo o namorado com aquela garota sem noção? – Hancock comenta com as amigas, com o cigarro na mão. – Urgh, que escrota.

— Nem me fale, e ainda foi no banheiro de um bar tipo nada a ver! – A outra também fala.

— Mas pelo que eu soube ela queria na verdade ficar com você. – Margaret, uma garota de cabelos curtos loiros e olhos castanhos, diz.

— Comigo? – A morena logo se sente superior como de costume e balança seus longos cabelos negros. – Hmpf, e quem não quer, né?

— Hahahaha! – E riem juntas.

— E aí, meninas! – Mas logo Helmeppo chega no quarto, cumprimentando-as.

— Ei, nem vem, aqui é o espaço das meninas, a festa é lá embaixo! – A dona da casa exclama e as outras apenas lançam um olhar debochado para o loiro.

— Hahaha, foi mal atrapalhar, eu tava procurando os meus amigos.

— Eles não estão aqui.

— É, eu percebi, mas vocês não se sentem sozinhas, não? Só tem menina aqui, que sem graça!

— Ai que escroto. – Outra das garotas fala. – É essa é que é a graça, não precisamos de homens aqui nem em nenhum lugar.

— Aí depois que ficam solteiras e feias vão querer reclamar que ninguém ficou com vocês, hahaha! – Ele termina de dizer, saindo de lá. – Té mais!

— Ai, por que você insiste em convidar esse cara pras festas? – Margaret pergunta à Hancock. – Ele é um babaca!

— Ele é insuportável mesmo, é que se eu não convidar ele fica me enchendo o saco pro resto da vida lá na escola. – Ela responde, apagando o cigarro junto com as outras. – Ele e os amigos dele.

— Deixem isso pra lá, é só ignorar. – A amiga delas fala. – De qualquer maneira eu tenho uma coisa aqui que eu acho que vocês vão gostar!

— O que é?

— Isso aqui. – Ela logo tira de sua bolsa uma pequena cápsula que continha cerca de vinte gramas de uma espécie de pózinho branco com um sorriso malicioso.

— I-Isso é cocaína?! – O que faz Margaret se assustar.

Shh, não fala isso alto!— Mas Hancock a repreende. – Ei, onde você arrumou isso?

— De um amigo aí, vão querer ou não?

— Claro que eu quero!

— Ahn, eu nunca usei esse negócio... – A loira diz, tímida.

— Relaxa, Margaret, tudo tem a sua primeira vez.

A amiga não tardou mais, logo tirou de sua carteira um cartão de crédito qualquer e Hancock pegou seu celular. Colocando um pouco de pó na superfície do aparelho, a adolescente separou seis carreirinhas de cocaína usando o cartão.

— Vão ser dois pra cada? – A morena pergunta.

— Quer que eu coloque mais? – E ela, além de separar as carreirinhas, também pegou uma nota de Euro qualquer e enrolou-a.

— Tem bastante, acho que dá pra mais três.

Logo estavam nove fileiras da droga branca em cima do celular, pronta para serem usadas. Hancock pegou a nota de Euro e cheirou as primeiras três, pegando o restinho que havia sobrado com os dedos e passando na gengiva para ficar dormente depois. Margaret apenas ficou as observando, até que chegou a sua vez.

— Toma, Margaret. – A amiga passa a nota.

— T-Tem certeza que isso é seguro?

— Pode usar, não se preocupa! É só colocar a nota no nariz e inalar.

— Tá bom... – Ela obedece as amigas, fazendo com a primeira fileira. Olhou para cima após, para o conteúdo não escorrer pelo nariz, usando as outras duas em seguida.

— Vai, agora abre a boca! – E Hancock pega o restinho que sobrou com dedos, passando na gengiva da amiga loira.

— Tem gosto de pasta de dente... – Margaret afirma. – É pra que isso?

— Deixa a boca dormente, é bom pra beijar.

— Sério?

Para provar o que estava dizendo, Hancock solta um ínfimo sorriso no canto dos lábios e segura no cabelo da amiga, a puxando diretamente para um beijo de língua bem intenso e forte. As outras que estavam no quarto pararam o que estavam fazendo para vê-las, e todas ficaram rindo maliciosamente em conjunto.

Mas a morena não se importava nenhum pouco, apenas continuava a beijar a loira. Margaret, por outro lado, foi se acostumando rapidamente e percebeu que sua boca ia ficando cada vez mais dormente com o beijo e suas línguas mais sensíveis e salgadinhas, o que as fazia continuarem cada vez com mais intensidade.

Seus corações batiam cada vez mais forte e as correntes sanguíneas estavam aceleradas graças à droga, então Hancock logo tomou o próximo passo. Virou a amiga, a deitando na cama e ficando por cima dela, segurando e apertando sua cintura por debaixo da camisa amarela justa que ela usava e continuando a beijá-la mais ainda.

Margaret retribuiu, abraçando as costas da outra e usando uma de suas pernas para prender o corpo de Hancock contra o seu, chegando até mesmo a arranhar sua pele assim que colocou as unhas feitas debaixo do vestido que a outra usava. A aniversariante e também dona da casa, aproveitou para abaixar um pouco o rosto, indo até o pescoço da outra e mordendo com força, deixando marcas vermelhas de chupão.

— Ai, eu também quero! – A amiga delas aproveitou a ocasião e deitou ao lado de Margaret, mordendo o lóbulo de sua orelha enquanto Hancock continuava em seu pescoço. Ela também pressionou suas mãos contra as coxas da loira, que estavam nuas, e afastou suas pernas para acariciá-las.

Boa desceu ainda mais seu rosto, subindo um pouco a camisa de Margaret e dando um beijo onde estava seu sutiã, ao mesmo tempo em que a loira aproveitou que seus lábios estavam livres para beijar a outra amiga enquanto acariciava os cabelos da morena.

— Daqui a pouco isso vai virar uma grande suruba. – Uma das garotas que estava no quarto fumando narguilé comentou, rindo.

— Hahaha, e não é? – E foi apoiada pelas outras.

Trocando de quarto e indo para outro cômodo, Marco e Ace já haviam fumado três baseados juntos na rodinha quando a maconha finalmente acabou. Estavam completamente chapados, cada um com um copo de vodka com energético nas mãos e falando coisas aleatórias, rindo como duas crianças bêbadas.

— Daí a gente tava lá, né, mas aí ele acabou chegando bem na hora! – Ace contava uma história, gesticulando animadamente.

— Han... – Mas Marco não estava prestando muita atenção. – Pera, pera, o quê? Foi mal... o que cê tava falando, cara?

— Han? – E ele magicamente esquece. – Eo esquezi...

— Hahahaha... esqueceu o que cê tava falando?

— Esqueci, cara! Acho que era sobre o Sabo, mas sei lá, foda-se!

— Aé... aquele seu irmão tava aqui com a gente. Cadê ele?

— Ahn, quem? Que irmão?

— O loirinho lá, o Sabo.

— Ah... – Ace se vira a fim de procurar o mais novo, que estava sentado de costas para ele. – Ei, Sabo...

Mas o loiro se encontrava beijando uma pessoa qualquer que estava no mesmo quarto, então sequer prestou alguma atenção no irmão, que voltou sua atenção ao amigo.

— Acho que ele tá meio ocupado. – Marco fala.

— Aff... por que é que o Sabo consegue ficar com as pessoas e eu não? Que saco...

— Cê tá com ciúmes do seu próprio irmão, é?

— É que até o Luffy tá namorando, cara... o Luffy! Ele é que prefere carne a qualquer tipo de contato humano, isso não é justo.

— Não é justo mesmo...

— Pois é... o que não é justo?

— Vem cá!

Marco puxa o braço do outro e ambos levantam completamente tontos. Ace tentava se equilibrar, mas estava tropeçando direto até bater contra uma parede qualquer, onde o loiro não permitiu que ele se escorregasse e caísse no chão pois o segurou pelo peito.

— Ei, calma... cê tá muito tonto, cara! Hahahaha. – Marco estava de frente para o moreno, que continuava encostado na parede com um copo na mão.

— Tô nada, para... – Ace apoiou o braço que estava livre no ombro do loiro para não cair, mas dava para ver que estava tonto por sua maneira de falar.

— Tá sim, se eu te soltar é capaz de você cair. – Continuava segurando a cintura de Ace, com a outra mão livre.

— E por que é que você me fez levantar, hein? Tava melhor lá no chão...

— Ah, é que eu tava cansado de ficar sentado, minhas pernas tavam doendo já. – Marco ficou olhando sorrindo no fundo dos olhos do moreno e achava graça em sua aparência embriagada. – Você fica tão engraçadinho desse jeito.

— Hãn, que jeito? Eu não tô com jeito nenhum...

— Você tá sim, parece que bebeu umas dez garrafas de uma vez! Hahaha.

— Que mentira... cê tá muito mais bêbado que eu, Marco.

— Não tô não, Ace.

— Tá sinhe... – Ace acaba caindo de sono e esconde o rosto no ombro de Marco, segurando a camisa branca que ele usava com força e a puxando. O loiro acaba apertando a cintura dele com mais força, para que ele não caísse. – Hnm...

— Ei, cê tá bem..? – Perguntou, também já com bastante sono.

— Hnnmn... – Mas o moreno apenas resmungava, ainda deitado com o rosto no ombro do outro.

— Para com isso, Ace, não vai dormir aqui...

Hnm... me deixa dormir, Marco... — Continuou, puxando mais ainda a camisa do amigo e falando em voz baixa, visto que era o único volume que conseguia alcançar.

— Pelo menos deita em algum lugar, cê vai acabar babando em mim...

Bais eo dão guero....

— Não fica assim, vai...

Ei, Marco...

— Oi.

Você é... o melhor amigo que eu já tive na vida, sabia?

— Do que cê tá falando? Você mal fala comigo lá na escola...

Hnmrgh... eu falo sinhê.

— Não fala não, idiota, você só dorme.

— Cala boca, num durmo nada! – Ace volta a falar no volume normal de um jeito irritado, voltando a levantar sua cabeça e olhando nos olhos do loiro.

— Dorme sim, toda hora, e também tá querendo dormir agora. – Mas Marco apenas ria de um jeito irônico, ainda segurando-o pela cintura.

— Num durmo, não!

— Dorme sim. – Achava graça em ver o amigo daquela maneira, e usou a mão que estava livre para acariciar o rosto de Ace e afastar os cabelos que estavam na frente, ainda sorrindo de um modo totalmente bêbado.

— Que foi..? – Ace continuava com um rosto emburrado, o que fazia Marco achar ainda mais graça.

— Nada não. – E dessa vez é ele quem acaba deitando no ombro do outro, porém, com o rosto virado para o pescoço de Ace, que ficou um pouco arrepiado ao sentir a respiração dele batendo contra a sua pele.

— A-Ahn, Marco..?

Sem ao menos dizer uma palavra, Marco começou a dar alguns pequenos beijos no pescoço do moreno que tentava se afastar, mas sem usar muita força devido à seu estado não-sóbrio. O loiro também o abraçava pela cintura para ele não sair de seus braços.

Gostoso... — Ficou sussurrando próximo aos seus ouvidos, mordendo-os inclusive, enquanto continuava a abraçar o corpo de Ace, que cabia perfeitamente em seus braços, e a colocar uma de suas pernas entre as dele, o prendendo.

— E-Ei, Marco, o que você tá fazendo..? – Mas o de sardas continuava a tentar se afastar, embora arrepiado. – Me solta...!

Entretanto, o outro não estava sóbrio o suficiente para ouvir as súplicas do amigo e acabou virando seu rosto, beijando Ace antes que este pudesse tentar impedi-lo de qualquer outro jeito. O moreno acabou precisando prosseguir com o beijo pois não tinha mais forças para se afastar.

Logo Marco conseguiu tomar toda a boca do outro para si, explorando cada cantinho com sua língua, chegando até mesmo a perder o fôlego de tão demorado e lento que estava. Ace, por outro lado, apenas fazia pequenos barulhinhos de estalo durante o beijo e empurrava de modo fraco o peito do loiro.

— C-Chega, para com isso!

Mas não demorou muito para conseguir se soltar. Logo que o beijo acaba, ele usa toda sua força para empurrar Marco para longe, dando um enorme tapa no rosto do loiro que ficou cambaleante e quase caiu no chão! Sem contar que todos que estavam no quarto, incluindo Sabo, pararam o que estavam fazendo para observar a cena.

— A-Ace? – O irmão do meio indaga-se, não tendo entendido nada do que acontecera.

— Ahn... desculpa. – Marco diz, depois de voltar à realidade.

— Me deixa em paz!

Não funcionou. Ace acabou ficando com tanta raiva pelo beijo que saiu correndo do quarto, com os olhos fechados e sem olhar para trás, o que deixou todos ali preocupados. Sabo, que ainda estava sentado no chão, se levantou e foi atrás dele.

— Ei, Ace! – No momento o irmão gritava e batia na porta do banheiro, o qual Ace havia trancado-se dentro. – Abre a porta!

Me deixa em paz!— Gritava lá de dentro, sentado no vaso sanitário e quase arrancando seus cabelos.

— Mas o que que aconteceu lá com o Marco? Por que você bateu nele e veio correndo pra cá?

Não é da sua conta! Eu já mandei me deixar em paz, Sabo!

— Han..?

— Desculpa, isso é tudo culpa minha! – Marco havia chegado no local e foi logo falar com o outro loiro.

— Por quê? O que você fez? O que aconteceu?

N-Não conta pra ele!— Ace grita ainda no banheiro.

— Ei, Ace, me perdoa! – Ficou batendo na porta e também exclamando, pouco se importando se chamava atenção de outras pessoas. – Me desculpa, e-eu não sei por que eu fiz aquilo, eu tava bêbado!

Vai embora!

— Mas o que tá acontecendo..?

Continuou na mesma por um bom tempo; Sabo ainda se perguntava o que havia acontecido entre os dois, mas depois de muita insistência, Marco foi obrigado a sair dali devido aos gritos do moreno que praticamente o expulsaram do local. Sem muitas alternativas, ambos desceram para o primeiro andar da casa enquanto Ace continuou trancafiado no banheiro.

— E foi isso que aconteceu. – Marco havia terminado de contar tudo a Sabo, os dois estavam descendo as escadas juntos.

— Eita... v-você beijou mesmo o meu irmão e eu perdi isso?

— Não conta pra ele que isso aconteceu, vai... eu nem sei porquê eu fiz aquilo!

— Ah, fica tranquilo o Ace é meio esquentadinho mesmo, amanhã ele nem vai se lembrar de nada disso.

— Você acha mesmo?

— Ach–

Hahahaha, você é muito engraçado!

Verdade, eu nunca pensei que seria tão genial trazer um professor bêbado pra uma festa!

Assim que chegaram ao primeiro andar, os dois rapazes logo perceberam que uma terceira pessoa também havia chegado. Tratava-se de Shanks, o professor de história de suas escolas que estava com uma garrafa de bebida nas mãos, em cima de uma mesa.

— Ei, pessoal! – Ele gritava lá de cima e gargalhava enquanto bebia, todos os olhavam. – Eu vi que tem uma piscinona enorme lá fora, por que é que ninguém até agora foi lá nadar?!

— Porque tá muito frio. – Uma das pessoas responde.

— É, e ninguém trouxe roupa de banho! – Outro também responde.

— Pfff, quem precisa de roupa de banho? Quando eu tinha a idade de vocês ninguém usava roupa nas festas de piscina, nós nos aquecíamos só com o calor de nossos corpos!

— Então você vai entrar na piscina sem roupa, professor?

— Ah eu não posso, se isso acabar vazando lá na escola aquele chato do Doflamingo me mata! Hahahaha, mas não significa que vocês não possam fazer, aproveitem!

— Ei, Hancock. – Uma das garotas que estava ao lado da morena no primeiro andar a chamou. – Tem algum problema usar a sua piscina?

— Não... mas eu não vou entrar, se vocês tiverem coragem pra ir, podem ir.

— A gente pode levar o narguilé do seu quarto pra lá?

— Claro!

Dito e feito, logo todos os adolescentes já estavam na parte de fora da casa, espalhados pelo quintal. Alguns ficaram sentados no gramado, outros mais corajosos, tiraram suas roupas e pularam na piscina. Alguns também subiram nas árvores que tinham lá e outros começaram a correr como se não houvesse amanhã.

Cada um fazia algo diferente. Marco resolveu ir para casa, Sabo pegou um coquetel de limão e ficou bebendo, as garotas haviam levado o narguilé à beirada da piscina e usavam com quem estava nadando e por fim, Luffy tentava convencer a Coby de entrar na água.

— Vamos, por favor, vai ser divertido! – O chapéu de palha ficava o balançando para chamar sua atenção. – Por favor, por favor, por favooor!

— Não dá, Luffy, foi mal! E-Eu não quero tirar a roupa na frente dessas pessoas!

— Mas Coby, tem gente sem roupa também, ninguém vai se importar, vai...

— S-Se você quer tanto entrar na água, vai sem mim ué.

— Mas aí não tem graça.

— E eu nem sei nadar!

— Eu te ensino.

— Outro dia a gente nada juntos, aqui eu não quero tirar a roupa mesmo... mas pode ir sozinho se quiser.

— Ah, mas não tem graça ir sozinho. Vai comigo, por favor!

— Mas eu–

E aí, gente!— Eis que surge Helmeppo mais uma vez, sem camisa. – Tão aí ainda por quê? Não vão entrar na água junto com os outros?

— Por que você sempre vem falar com a gente? – Luffy pergunta impaciente. – Não interessa a você o que a gente faz!

— Nossa, calma, eu só vim avisar que eu ouvi a Hancock comentar com as amigas que tá doida pra ver você entrar na água sem roupa, hahaha.

— Hm, obrigado pelo aviso, mas a gente não vai entrar na piscina.

— Ué, por quê? Luffy... – Se aproxima do moreno, ignorando a presença de Coby e o abraçando pelo ombro. – Agora é a sua chance, a garota mais gostosa da escola tá dando em cima de você!

— Hã? Do que você tá falando?

— Quer dizer, é uma boa oportunidade pra você conseguir uma namorada de verdade e virar homem, não acha?

— Você ficou maluco?! – Na mesma hora, Luffy se vira e empurra Helmeppo com força para longe, mostrando uma face de extrema raiva. – Não fala esse tipo de coisa, seu escroto!

— L-Luffy, calma..! – E Coby tenta o impedir, o segurando.

— Calma nada! Por que eu deveria ter calma? Ele toda hora aparece falando algum tipo de idiotice diferente, eu já tô cansado disso!

— Hã? – Mas o loiro volta a ir na direção dele, empurrando Luffy do mesmo jeito. – Vai à merda, que deveria estar cansado de você sou eu!

— Como você pode estar cansado de mim se toda hora você vem me encher o saco? – Luffy faz o mesmo, o empurrando. – Só some da minha frente!

— Com prazer, eu é que não quero voltar a falar com vocês, seu bando de viado!

— Como é que é?

— Vocês é que deveriam ficar gratos por uma pessoa como eu ainda perder tempo com vocês.

A última frase fez o garoto do chapéu de palha perder toda sua paciência. Coby nem mesmo tentou impedir, mas todos os adolescentes que estavam ali pararam o que estavam fazendo e desviaram suas atenções para Luffy assim que este pegou o máximo de impulso que conseguia com o braço, afastou seu corpo e disferiu todo o seu ódio e força em formato de um soco bem no meio da face de Helmeppo, que caiu no chão na mesma hora.

— L-L-Luffy...

O que tá acontecendo ali?— Na mesma hora, todos começaram a cochichar entre si e a gritar. — O Helmeppo levou um soco? Quem é aquele garoto? É o Luffy?! O Luffy bateu no Helmeppo!

— L-Luffy? – Hancock também olhou para o jovem, chocada com a cena.

— Eu ainda não acabei!

Sem mais tardio, ele aproveitou que o loiro ainda estava caído e subiu em cima dele, agachando-se e prendendo seus braços contra o chão. Helmeppo àquela altura já havia perdido seus óculos escuros e olhava a face de Luffy com pânico e medo nos olhos.

— E-E-Ei, c-calma aí, t-também não precisa dis–

— CALA BOCA! – Elevou o braço para trás e logo deu outro soco na face de Helmeppo que se debatia e tentava se defender, mas sem o menos sucesso. Prosseguiu, dando ainda mais socos com ambas as mãos, cada um de um lado do rosto.

— Briga! Briga! Briga! Briga! Briga! – Todos começaram a exclamar.

— L-Luffy, ca-calma! – Coby se amedrontou.

— Q-Que isso? – E Hancock colocou a mão no rosto, ficando instantaneamente corada. – O Luffy está... brigando por minha causa?!

— EU NÃO QUERO SABER! – O garoto continuava a gritar e a bater mais ainda no loiro. – Só nunca mais aparece na minha frente ou dos meus amigos!

Ei, Helmeppo!— Também não demorou muito para os amigos de Helmeppo aparecerem, indo todos na direção de Luffy para atacá-lo em conjunto. – Ei, pode parando aí ou a gente vai acabar com você, seu monte de merda inútil!

— E-Ei, Luffy, toma cuidado! – Coby exclama vendo a situação.

TODO MUNDO, PODEM IR PARANDO POR AÍ!

Contudo, antes que a briga pudesse tomar proporções mais devastadoras, Shanks, o professor, chegou para colocar ordem no local. Os amigos de Helmeppo desistiram de ir na direção do chapéu de palha e Luffy levantou-se, deixando o loiro estirado no chão.

— S-Shanks...

— Luffy, o que deu em você? – O ruivo chegou espantado. – Você não é assim!

— Eu sei, é que ele já tava me enchendo o saco, desculpa.

— Isso não importa, você não pode resolver as coisas nesse nível.

Ei, o que houve? — Sabo chegou no local, correndo em direção ao irmão e segurando seu ombro. – Luffy, por que você fez isso? O que ele te disse? Você tá bem?

— Sabo, desculpa, é que esse cara tava me irritando. Acho melhor eu ir pra casa agora...

— Eu também acho, lá a gente conversa sobre isso. Mas você se importa de ir sem mim? É que o Ace meio que se isolou.

— “Se isolou”?

— É, aconteceu algumas coisas, mas eu vou resolver e te encontro em casa, tá bom?

— Tá bom...

— Então vai lá!

O garoto fez o que o mais velho sugeriu e saiu da casa de Hancock junto com Coby, indo em direção à sua própria residência. Ao mesmo tempo, os amigos de Helmeppo o tiraram do local e tudo voltou ao normal, visto que as pessoas não se preocuparam muito com o ocorrido.

— Puxa, que confusão, hein. – Shanks comenta ao lado de Sabo.

— Pois é... e tirando isso com o Luffy, o Ace também não tá legal.

— O que aconteceu com ele?

— Ah, rolaram algumas coisas e ele se trancou no banheiro, eu já tentei tirá-lo de lá, mas ele não sai.

— Quer que eu vá tirá-lo?

— Não sei se é uma boa ideia... é que é um lance meio pessoal.

— Que nada! Eu posso usar a minha autoridade como adulto pra fazê-lo sair de lá, aí vocês irmãos conversam.

— Hm, acho que pode ser então.

Shanks subiu até o segundo andar da casa de Hancock, indo na direção do banheiro no qual Ace continuava trancado. Lá dentro, o moreno de sardas acabou achando uma garrafa de vodka cheia e ficou bebendo, completamente isolado e trancado.

— Ei, Ace? – Shanks estava do outro lado da porta, perguntando-se por ele.

Guem ér agora..?

— É o Shanks! Pode abrir a porta?

Não...

— Bom, você não pode ficar aí a noite inteira.

Foda-se, cê num manda em bim!

— Vai, eu não quero mandar em você, eu só quero que você abra a porta, tudo bem?

E por guê eo faria izo?

— Porque senão eu vou te reprovar lá na escola.

E daí..? Eu já vô reprova mermo...

— Então, se você abrir essa porta, eu te passo na minha matéria. Que tal?

— …

— Ou você vai querer repetir pela quarta vez de ano?

— … meu irmão ou o Marco tão aí?

— O Sabo tá no final do corredor, o outro eu não vi.

Poucos segundos depois aparece um barulho de fechadura se abrindo.

— Entra. – Ace diz ao professor, fechando a porta novamente assim que Shanks entrou, mas sem trancá-la dessa vez. O moreno apenas voltou a se sentar no canto da parede.

— Você bebeu essa garrafa sozinho? – O ruivo pergunta, segurando o objeto.

— Num é da sua conta...

— Também não é da minha conta, mas você pode me dizer o porquê de você estar aqui, longe do seu irmão?

— É que aconteceu umas coisas, aí eu não tava querendo ver ninguém pro resto da vida.

— Bom, eu acho que isso não vai ser muito possível. O que houve?

— …

— Não quer me contar?

— Não quero falar sobre isso com um professor...

— Não precisa me ver como professor, eu já tive a sua idade e também já passei por situações parecidas.

— Como você pode afirmar isso se você nem sabe o que rolou?

— Na verdade eu sei, seu irmão me contou enquanto andávamos pelo corredor, eu só tava esperando que você mesmo me dissesse.

— … droga.

— Sabe, na segunda vez que eu beijei outro garoto eu fiz uma coisa parecida com você, mas era em outra época e a minha família era muito tradicional e conservadora.

— Olha, desculpa, mas eu não tô muito afim de ouvir as experiências homossexuais do meu professor de história...

— Foi no banheiro da escola, até bem parecido com esse que a gente tá agora. Eu era mais novo que você, mas depois eu me tranquei no meu quarto porque eu fiquei com medo que meus pais descobrissem por um bom tempo.

— Sério, não precisa me contar...

— Enfim, eu só quero dizer que não vai adiantar nada você ficar no banheiro e eu tenho certeza que o seu irmão iria ficar do seu lado sobre qualquer coisa.

— Mas eu não sou gay! Nem quero ser, é só que ainda não dá pra acreditar que o meu melhor amigo gosta de mim dessa forma... também foi por isso que eu bebi toda garrafa...

— O Marco já voltou pra casa, mas o seu irmão me disse que ele tá bem mal por ter feito isso. Não é melhor vocês conversarem? Tudo não deve ter passado de um mal entendido.

— Eu não sei... eu quero acreditar que sim, mas sei lá... ele tava bêbado também.

— Por mal eu acredito que ele não tenha feito, então não acho que vocês deveriam jogar uma amizade fora por um beijo aleatório em uma festa.

— …

— O que você acha?

— Ahn, e-eo... uhnm... – Ace começou a se sentir extremamente mal do nada, com uma dor no estômago graças a todo álcool que havia ingerido.

— O que houve? Tá tudo bem, aconteceu alguma coisa?

— E-Eu acho... que eu vô vomitar...

— Levanta e coloca tudo pra fora, não prende que é melhor.

Shanks ajudou o garoto a se levantar e levantou a tampa do vaso sanitário, segurando os cabelos de Ace e deixando que o moreno vomitasse tudo o que ingeriu a noite inteira. Em seguida, após terminar, ele fecha a tampa do vaso e senta em cima, com o coração acelerado e respiração quente e abafada.

— A-Ahn, e-eu... não tô bem...

— Você tá com febre. – O ruivo afirma, colocando a mão em sua testa. – Você tá fervendo!

— E-Eu... ahn... Shanks...

— Tira um pouco a camisa pra pegar um ar fresco, vai fazer você se sentir melhor.

O professor começa a desabotoar a camisa branca do outro que já estava molhada com o suor, visto que Ace não estava em condições de realizar qualquer ação. Ele apenas deixava escorrer um pouco de baba pela boca por somente conseguir respirar por ela, apoiando suas mãos nos braços fortes do ruivo.

Ele já estava com a camisa semiaberta, mas ainda escorria suor por todo o seu rosto e seus olhos quase se fechavam por sua visão estar embaçada. Shanks estava próximo a ele e tentava fazê-lo se acalmar, verificando sua temperatura com as mãos.

Ah, já tem gente no banheiro?— Contudo, entretanto, um garoto loiro qualquer chamado Dellinger atravessava o corredor e abriu um pouco a porta, com intenções de entrar no banheiro. Ao reparar que duas pessoas estavam lá, ele a fechou, mas percebeu que era seu professor com outra pessoa e ficou curioso em saber quem era. – Espera... é o Shanks com o Ace?

Ele ficou os espiando pela brecha da porta e os outros dois tão pouco notaram sua presença. Shanks estava tentando recuperar a vitalidade de Ace, mas Dellinger estava vendo uma cena que o deixou intrigado, uma vez que não sabia do contexto.

Kyah! O professor Shanks tá tirando as roupas do Ace no banheiro!

Sendo assim, ele fotografou escondido e guardou as fotos no celular para, em um futuro até bem próximo, espalhá-las por toda escola.

Notas finais
E lembrem-se, crianças, não usem drogas! (mentirausemsim) Façam que nem o Luffy, bebam suquinho em festas! (ebatamnosbabacas) :333 Então, eu vou alterar a descrição dessa fanfic. Eu disse que iria criar um enredo! Eu disse!!! Vocês verão uma história muito melhor daqui pra frente ♥ E aí, o que esperam dos próximos caps? PS: A foto de capa é a que o Dellinger tirou, imaginem assim, qq