Verbotene Liebe

16 Comida e Imoralidade


Depois de uma enorme festa, os adolescentes que passaram a noite virados acabaram despertando de seus sonos já bem tarde. Ace e Sabo foram dois deles, que acordaram juntos pois moravam no mesmo quarto, ambos estando com fortes dores de cabeça; principalmente o moreno, que até chegou a vomitar.

— Bom dia… – Sabo diz, um pouco tonto.

— Uhrn gia… — E Ace resmunga, coçando os olhos para conseguir acordar.

— São três horas da tarde já, a gente dormiu demais.

— Mas já..? O que aconteceu ontem mesmo?

— A festa da Hancock, lembra?

— Ah sim… – Fica com uma cara de desgosto. – Aquela festa.

— Ei. – Sabo sai de sua cama para sentar-se junto com o outro, ao lado dele. – Posso te perguntar uma coisa?

— Depende muito do que você vai perguntar.

— Você pretende perdoar o Marco pelo lance do beijo?

— Tsc, sabia que você ia ser alguma coisa relacionada a isso.

— É inevitável né, você ficou trancado no banheiro por mais de uma hora! Ele ficou super mal.

— Eu é que deveria ter ficado mal, ele me beijou!

— Mas você levou isso a sério demais, o Marco disse que só fez isso porque tava bêbado.

— Eu não acredito que a única pessoa que quis ficar comigo naquela festa foi porquê tava bêbada…

— Você ficou chateado pelo beijo ou por isso..?

— Sabo, você acha que eu sou uma pessoa “ficável”?

— Como assim, você quer saber se eu ficaria com você?

— Não! É que você ficou com duas garotas ontem e até o Luffy tá namorando. A única pessoa que quis ficar comigo foi o meu amigo bêbado!

— Então é por isso que você ficou chateado…

— Seja sincero, eu sou muito feio?

— Eu não te acho feio, é só que…

— O quê?

— Sei lá, você não sabe falar direito com as garotas, acho que é isso.

— Você acha? Mas por quê?

— Porque você só fala de videogames, da sua coleção de action figures de dinossauros e de quando você vomitou por duas horas depois de ganhar uma competição de quem come mais.

— Hã, que tipo de garota não se atrai por action figures de dinossauros?

— Cara, eu acho que nenhuma que eu conheça.

— Mas você gosta disso, não é? E você sempre ri quando eu falo dessa história da competição de comida.

— Hahaha, é porque eu me lembro de você quase morrendo implorando pra ir no hospital. – Imita a voz dele. – “Sabo… eu vô morre…”

— Viu só? Você se atrai por essas coisas! Por que as outras pessoas não?

— Você quer me conquistar ou arrumar uma namorada?

— Seria tão mais fácil se você fosse mulher…

— Mas aí eu seria a sua irmãzinha, não?

— É, mas… sei lá. Não ia dar certo.

— Não mesmo, esquece isso. Quer fazer o quê agora?

— Comer.

— Então vamos descer.

Fizeram o que o loiro havia sugerido e lá encontraram seu pai, que estava lendo jornal, junto com seu outro irmão Luffy, que estava vendo televisão e comendo um sanduíche. Logo, ambos foram até Dragon em sinal de súplica.

— Paie! – Correram e gritaram juntos. – A gente tá com fome!

— Nossa, finalmente vocês acordaram. – Dragon os responde. – Pelo visto a festa foi ótima, hein.

— Eu adorei a festa! – Sabo exclama.

— Eu odiei a festa. – E Ace fala desanimado.

— Eu consegui ficar com duas garotas lá.

— E eu fui obrigado a ficar com um garoto e a passar o resto da noite no banheiro com o meu professor.

— Como é, como foi isso? – O pai deles fica interessado. – Você ficou com quem, filho?

— Lembra do Marco? Ele já veio aqui, tem um cabelo de abacaxi e tudo mais.

— Sim, claro.

— Então… ele tava meio bêbado na festa e me beijou, mas foi só isso mesmo.

— Sério? E como foi?

— Falando nisso, eu preciso sair agora. – Luffy diz, desligando a televisão e se preparando pra sair de casa. – Já são quase quatro horas, eu tenho compromisso!

— Vai visitar o Eustass? – Dragon pergunta.

— Aham, ele vai me levar pra comer.

— Mas você já não tava comendo um sanduíche?

— Sim, mas eu já tô com fome de novo! Kishishishi.

O garoto colocou seu chapéu de palha e saiu de casa, deixando Ace conversar sobre seus problemas pessoais com o pai. Em seguida, logo pegou um ônibus, indo diretamente ao consultório de Trafalgar Law com quem costumava ficar escondido.

(...)

Trafalgar P.O.V

Luffy já estava em minha sala; tranquei a porta como de costume e o abracei pelo quadril. Ele ficou encostado na cama dos pacientes e abraçou meu pescoço, beijando-me e permitindo que eu tirasse suas roupas lentamente. Minhas mãos já se encontravam dentro de sua bermuda, apertando o espaço entre sua bunda por cima da cueca.

Fui o despindo das partes blaixas, até que o garoto ficasse apenas com a regata vermelha que estava. Luffy também tirou meu jaleco enquanto me abraçava, e nosso beijo foi ficando mais intenso e com mais toques internos com a língua. Assim que tirei sua bermuda, comecei a abrir meu próprio cinto e abaixei um pouco minha calça jeans.

Afastei um pouco meus lábios e virei Luffy de costas, de modo brusco. Puxei seus cabelos negros com uma das mãos e forcei sua coluna para baixo com a outra, até que seu quadril ficasse bem empinado. Ele apoiou seus braços na cama e deixou seus quadris na altura do volume em minha cueca, roçando em mim e me deixando excitado. Retribuí, do mesmo jeito.

Coloquei minhas mãos em sua virilha e fiz com que sua bunda se pressionasse ainda mais contra meu volume, imitando movimentos de penetração mesmo ainda estando de cueca. Ele começou a forçar alguns gemidos baixos, e ia me deixando mais duro ainda.

Em seguida, me agachei de modo a deixar meu rosto próximo às suas curvas e dei alguns beijos misturados com mordidas, o que fez o garoto contrair um pouco com o arrepio, mas logo se acostumou. Tirei minha própria cueca e comecei a me masturbar, levando minha língua até sua entrada.

Comecei a chupá-lo deixando-o bem lubrificado e fácil de penetrar, cuspindo um pouco e pressionando um de meus dedos dentro dele. Luffy deixou escapar alguns pequenos gemidos, e logo meu membro já estava bem rígido com a masturbação, então voltei a me levantar.

Cuspi um pouco mais em minha mão e a usei para lubrificar meu membro antes de finalmente ir o roçando em Luffy, preparando-me para entrar. Enfiei somente a glande para que se acostumasse, mas logo já estava completamente dentro.

— Aaahhnn..! – Ele soltou um longo gemido e eu senti meu corpo inteiro arrepiar-se ao mesmo tempo.

— Você é tão gostoso… Luffy…

Comecei a penetrá-lo com mais força, obrigando seu corpo a mexer-se no mesmo ritmo das estocadas. Cada vez conseguia entrar com mais facilidade e ia aumentando a velocidade dos movimentos, deixando-o com gemidos mais pesados e abafados.

— Aarhn, é tão ruim precisar ir rápido por causa do tempo… – Disse, mudando a posição. Virei ele um pouco de lado pra mim, apoiando uma de suas pernas em meu peito e novamente o penetrando. Luffy soltou ainda mais gemidos.

— A-Ahn, Torao..! Vai mais.. forte..!

Obedeci-o, penetrando-o com mais força e de modo mais veloz. Nossos gemidos já saíam juntos, na mesma sintonia e ambos abafados, mas precisei ir com pressa. Logo tirei meu membro de seu corpo e gozei em suas costas.

— Aahn, Luffy…

Esperei os ritmos de meu coração se normalizarem e peguei um pouco de papel higiênico que tinha em cima da cama, o limpando. Pedi também para que ele se deitasse com os quadris para fora do colchão e fiquei entre suas pernas, um pouco agachado.

Puis seu membro em minha boca para que ele sentisse o mesmo prazer que eu, contornando minha língua por volta de sua glande e chupando todo o corpo de seu membro. Luffy logo se contorceu levemente e colocou uma de suas mãos em meu cabelo.

Continuei a pressionar seu membro cada vez mais dentro de minha boca, sugando-o com minha língua e fazendo movimentos de vai-e-vem com o rosto. Olhei também para cima, afim de ver sua face levemente corada e ofegante.

Repeti os mesmos movimentos para deixá-lo mais excitado ainda, até Luffy acabar não resistindo e gozando dentro de minha boca. Esperei ele terminar e prossegui, engolindo seu líquido e limpando o canto de meus lábios com o dedo, levantando logo em seguida.

— Gostoso. – Falei, com um leve sorriso malicioso no canto dos lábios, assistindo Luffy a se vestir.

— É chato isso de precisar ir rápido por conta do trabalho. – E ele me respondeu olhando pra mim enquanto colocava a cueca. Decidi fazer o mesmo e vesti minhas roupas.

— Fazer o quê, eu preciso trabalhar. A não ser que…

— O quê?

— Hoje eu, o Penguin e o Satchi vamos ver um filme lá em casa. Tá afim de ir?

— Sério? Que horas?

— Umas onze, por aí.

— Nossa, é bem tarde.

— Pode ir dormir lá, bobo. Você mora com seus pais ainda?

— Sim, mas é só falar que eu vou dormir na casa do meu… de um amigo aí.

— Ah, então faz isso sim, eu vou te passar o meu endereço.

(...)

Por quanto Luffy aceitava a proposta de Trafalgar, do outro lado da cidade, em uma oficina, Eustass Kid e Roronoa Zoro estavam encerrando seu expediente e se preparando para voltarem pra casa depois de mais um dia exaustivo trabalhando juntos. O ruivo, que era dono, já havia fechado a garagem.

— Eu devo ligar pro Luffy daqui a pouco. – Kid fala. – Vou ver se ele pode ir dormir lá em casa.

— E eu vou voltar pra casa e ver aquele Cook de novo, tsc. Que maravilha.

— Hahaha, cada um vai ver seu parceiro, certo?

— “Parceiro”? Nem brinca com isso, a única coisa boa de trabalhar meio período no sábado é não precisar vê-lo.

— Do que adianta não o ver e ficar falando o dia todo nele?

— Do que cê tá falando? Eu não falo o dia todo nele.

— “Ah, hoje o Cook riu de mim”, “ah, ontem eu disse que a comida dele não prestava e ele me chutou”, “outro dia o Cook começou a discutir comigo e nós dois passamos a tarde toda brigando.” – Eustass diz em deboche, imitando a voz dele. – Imagina, você nem fala desse cara.

— Tsc, cala a boca! Você também fala do Luffy toda hora.

— Sim, porque estamos namorando, e mesmo assim eu falo menos dele que você em relação ao Cook.

— … isso não é totalmente verdade. Bom, mas pelo menos ainda não sou eu que traio.

— Tá querendo jogar a culpa em mim pra mudar de assunto, é?

— Só quero saber como vai o seu lance com aquele médico.

— Vai muito bem obrigado, mas hoje é sábado e eu não encontro ele. – Kid pega seu celular. – Agora eu vou ligar pro meu namorado já que, diferente de você, eu assumo que gosto dele.

— Aff, ridículo.

“Alô?”

— E aí, Luffy!

“Ah, oi, Kid!”

— Eu tava pensando, faz tempo que você não dorme lá em casa.

“Verdade, faz mesmo.”

— Quer ir pra lá hoje?

“Poxa, hoje não vai dar, eu meio que já tenho compromisso.”

— Compromisso sábado à noite, Luffy?

“É que segunda feira vai ter prova, eu tô na casa do Coby estudando com ele e vou meio que dormir aqui.”

— Hm, entendi, eu acho.

“Mas a gente pode outro dia! Tá bom?”

— Tá bom então, depois a gente marca. Bons estudos.

“Beijos!”

— Beijo. – Kid desliga o celular e fica pensativo.

— O que houve, levou um fora? – Zoro indagou.

— Acho que sim, o Luffy disse que já tinha compromisso.

— Compromisso no sábado à noite, é? Hm.

— Que que tem, nunca teve?

— Já tive sim, quando eu estava solteiro. Cê não acha que esse Luffy te trai do mesmo jeito que você trai ele?

— Que bobagem, claro que não! Ele só tem dezoito, é bem inocentezinho e prefere carne à relações humanas.

— Bom, pode ser que outra pessoa esteja dando carne a ele nesse momento.

— Impossível, isso nunca aconteceria, ele era virgem quando eu o conheci.

— Uhum, claro. Mas agora eu já vou nessa, preciso ir pra casa.

— Ver o amor da sua vida?

— Se você estiver se referindo à minha cama e à minha televisão, então sim.

— E à sua cozinha também.

— Claro, por que não? Desde que ela esteja sem o Cook.

(...)

De noitinha, enquanto algumas pessoas descansavam de seus trabalhos ou ficavam com suas famílias, em uma parte não muito rica da cidade e também uma zona periférica, um grupo de mulheres viviam na rua, trabalhando como prostitutas.

Aquela era a realidade de quatro mulheres trans, Inazuma, Evelin, Bonchan e Ivankov, que era a cafetina que protegia as outras meninas e tomava conta do lugar. No momento estavam aguardando os carros passarem, enquanto se divertiam de seu jeito. Eis que um deles finalmente para.

— Oi! – E abaixa o vidro. Quem estava dentro do carro era Dragon, pai de Luffy, Ace e Sabo.

— Oh, apareceu. – Ivankov vai até ele, olhando na janela.

— Entra aí.

Ambos foram de carro até um motel próximo dali onde Dragon costumava frequentar quando ia visitar Ivan, e quando chegavam ao quarto, abriam um vinho e passavam a hora conversando. O moreno gostava de ouvir as histórias que a de cabelos roxos contava.

— Ela foi adotada.

— Adotada? – Dragon pergunta, surpreso. – Sério?

— Sim, por um casal dono de uma empresa, que não podiam ter filhos biológicos. O pai a adotou pra ter algum herdeiro homem.

— E quando ela não se tornou o que ele queria, ele a expulsou de casa. Foi isso?

— Sim. Eles haviam adotado um garoto parecido com eles, pele branca, cabelos pretos… a Bonchan foi ensinada desde criança que precisava crescer e suceder o lugar do pai na empresa.

— Deve ser horrível isso, ter o futuro já decidido antes mesmo de poder escolher.

— O pai sempre deu aulas particulares e uma criação machista onde o “homem precisava ser bem sucedido nos negócios e ter uma esposa submissa pra tomar conta da casa.”

— E a mãe?

— A mãe nunca teve voz nenhuma. Pior, até concordava, por ter sido educada assim. Só que Bonchan nunca foi o que os pais esperavam.

— Que bom, né, seria péssimo se fosse.

— Seria péssimo, mas seria mais fácil. Pra alguém que sempre morou em casa de luxo, ser expulsa e começar a viver na rua aos dezessete anos é bem complicado.

— É bem difícil essa questão, mas que bom que você pôde abrigá-la na sua casa, pelo menos já é um teto.

— E ela diz que prefere muito mais morar comigo e trabalhar na rua que ter a vida de antigamente, pelo menos agora, ela é livre.

— Eu até consigo entender o porquê de você não querer morar comigo, você toma conta de muita gente aqui.

— É, eu não nasci mesmo pra ter uma vida normal e comportada, eu já me convenci disso. Irrá!

— Fica o convite como sempre, se você mudar de ideia e aceitar logo se casar comigo.

(...)

Também em outra parte da cidade, ao mesmo tempo, Luffy estava chegando na casa de Trafalgar, seu médico e também seu amante, para assistir um filme com os amigos dele. Ao chegar, tocou rapidamente a campainha e foi prontamente atendido pelo dono da residência.

— Yo, chegou cedo. – Law o atendeu sem camisa e usando somente uma samba canção preta com algumas caveiras em branco. O garoto estranhou o modo dele de se vestir, mas não disse nada.

— São onze horas, né?

— Sim, é que geralmente as pessoas se atrasam. Mas entra aí! Fica à vontade.

Ele obedeceu e logo foram para o quarto de Law, que era até bem grande e tinha um colchão cheio de almofadas e travesseiros no chão, junto com uma cama presa na parede, imitando uma beliche. Também tinha uma tela de computador na parede de frente que era assistida por Penguin e Satchi.

Os dois também estavam vestidos da mesma maneira que Law. Penguin usava uma samba canção marrom com estampas coloridas e Satchi uma amarela listrada. No chão, em frente a eles, também tinha um narguilé em cima de uma bandeja.

— E aí, Luffy! – Os rapazes o cumprimentam, estando ambos deitados no colchão de baixo. – Deita aí, pode tirar a roupa se quiser.

— Ahn, então tá. – Ele o fez, tirando a camisa e deitando em uma almofada que tinha lá.

— Aqui em casa é uma zona livre, você pode fazer ou vestir o que quiser, tá bom? – Law fala, deitando-se atrás dele e colocando Luffy apoiado em seu peito, o abraçando com as mãos.

— Tá bom! É meio estranho isso, mas é legal.

— Já pode acender o narguilé, Law? – Satchi pergunta.

— Pode, tem essência de maçã, cereja e… chocomenta, eu acho. Qual vocês querem?

— Chocomenta. – Respondem juntos.

— Isso me deu um pouco de fome… – Luffy murmura, nem sabendo o que era.

— Você fuma, Luffy? – O médico pergunta enquanto seus amigos preparavam o narguilé, colocando a essência misturada com cannabis.

— Não, eu não gosto muito desse tipo de coisa.

— Mas já experimentou?

— Também não...

— Tem algum filme que você queira ver, Luffy? – Penguin indaga. – A gente ainda precisa escolher um na Pieceflix.

— Ah, não sei, eu gosto de filmes de ação ou comédia.

— Legal, vai escolhendo um aí com o Law enquanto a gente termina aqui.

E desse jeito fizeram. Trafalgar colocou a Pieceflix em sua tela embutida na parede e foi escolhendo algum filme com Luffy, até ambos decidirem o que iriam assistir. Penguin e Satchi também já haviam acendido o narguilé e fumavam juntos, dividindo com o médico.

— Tem certeza que não quer? – Law diz, colocando a ponta da mangueira na boca e sugando a fumaça misturada com essência de chocomenta e maconha.

— Mas isso faz mal pra saúde, não?

— Tudo faz mal pra saúde. – Penguin afirma, com a outra mangueira em sua mão.

— É, aproveita que você é novinho e saudável, não precisa se privar de experimentar as coisas agora. – Satchi também fala.

— Como seu médico particular eu permito que você prove um pouco, Luffy.

— Tem certeza..?

— Relaxa, é só puxar um pouco devagar que você não sente nada demais.

O garoto segura a mangueira ainda não tendo muita certeza do que estava fazendo, decidindo provar para ver se gostava ou não. Puxou um pouco de fumaça pela boca e sentiu um gosto friozinho e refrescante de menta em sua garganta, que inclusive lhe deu um pouco de fome, mas acabou tossindo levemente depois.

— Ai… isso arranha a garganta. – Diz, ao acabar de tossir.

— É só costume. – E o médico o responde, o abraçando um pouco mais forte e dando beijos em seu pescoço. Luffy deita ainda mais em seu peito, se aconchegando.

— Aliás, Luffy. – Satchi o chama.

— Sim?

— Eu soube que vai ter uma feira culinária aqui com concurso de melhor chefe de cozinha, achei que você ia gostar! Hahaha, você pretende ir?

— Sério que vai ter? Eu já fui há uma quando era criança, é muito bom!

— Eu vi isso no jornal também, parece que vai ter mesa de comida pra quem quiser provar de graça. – Law comenta.

— Esse é o tipo de festival que você fica o dia anterior todo sem comer pra caber tudo, né? – Penguin sugere.

— Mas vai demorar ainda pra acontecer, bora ver o filme enquanto isso.

Law finalmente deu o play no filme que havia escolhido junto com o mais novo e os quatro assistiram juntos, cada um abraçado com o outro. Satchi estava deitado entre as pernas de Penguin e o mais velho ainda abraçava o garoto enquanto fumava o narguilé até o final.

Era um filme longo, então também fizeram pipocas e buscaram refrigerantes. Mesmo estando acostumado a dormir cedo, Luffy estava bem acordado até mesmo quando o filme acabou, já de madrugada. No momento, ele estava terminando de dar um beijo demorado em Law.

— E aí, o que acharam do filme? – Penguin pergunta.

— Eu gostei, mas eu tenho a impressão que eles não viram muito. – Satchi fala, vendo Law e Luffy trocarem outro beijo.

— Nah, deixa eles aproveitarem.

— Quer fazer algum lanche na cozinha enquanto isso?

— Mas eu tô com preguiça…

— Então deixa eles sozinhos aqui e vamo lá pra cima jogar cartas, o baralho do Law tá lá.

— Pode ser então!

Fizeram o que Satchi havia sugerido e foram para a cama de cima, deixando os outros dois sozinhos. Trafalgar logo tomou todo o espaço de sua cama no chão e deitou o corpo de Luffy nela, subindo por cima dele e o beijando. O mais novo retribuiu, abraçando-o pelo pescoço.

— Aqui tem bem mais espaço que lá no consultório… – Comenta com um sorriso malicioso, descendo suas mãos até as pernas do garoto e voltando a beijá-lo.

— E agora você não precisa ter pressa, né? – Luffy retribui o sorriso, arranhando um pouco as costas dele.

— Com certeza. – Coloca sua mão por debaixo da bermuda do outro para sentir sua pele, beijando todo o contorno de seu pescoço e falando baixo. – Que bom que você veio, Luffy.

— Mas não tem nenhum problema..? – Pergunta, também descendo as mãos até chegar à cueca de Law.

— Problema?

— É, tipo… – Luffy vira um pouco seu rosto e o médico beija mais ainda seu pescoço, subindo até seus ouvidos. – O Satchi e o Penguin estão na cama de cima.

— E daí? Eles estão fazendo a mesma coisa… – Law não se importa e começa a abaixar a bermuda do chapéu de palha.

— Eles não disseram que iam jogar cartas?

— Nah, mentira deles.

— Mentira nada, a gente não faz essas coisas! — Satchi exclama da cama de cima.

— É, inclusive a gente tá separando as cartas agora de um modo muito decente! — E Penguin faz o mesmo.

— Esses enrustidos… – Law comenta baixo, descendo seus beijos até o peito do garoto em busca de seus mamilos. – Ignora eles, Luffy.

— Tá bom, kishihishi.

Ele fica mais calmo e permite que Law o beije mais ainda percorrendo seu corpo com os lábios, desde os mamilos à barriga e até chegar em seus quadris, onde o médico encontrou seu volume e tirou sua cueca, começando a chupá-lo. Luffy fica um pouco envergonhado e tenta não deixar seus gemidos saírem.

Do outro lado do quarto, em cima da cama deles, Penguin e Satchi estavam sentados no colchão superior da beliche jogando cartas como dois bons amigos. Haviam acabado de distribuí-las e começaram o jogo, cada um com um bolo.

— Vai, sua vez. – Penguin fala. – Vamos provar pra eles que não precisamos de obscenidades para nos divertirmos.

— Sim, com certeza. – Satchi concorda. – Esses depravados precisam aprender com a gente.

— Pois é, somos puros.

— Castos.

— Corretos.

— Santos.

— Íntegros.

— Impolutos.

— Ahn… púdicos.

— Ér… fiquei sem adjetivos.

— Mas somos tudo isso mesmo.

— Com certeza, não precisamos de mais adjetivos pra provar que somos limpinhos.

— E cheirosos.

— E que não fazemos esse tipo de coisa.

— Amém.

— Aahn!— Enquanto os dois jogavam cartas, podiam ouvir os gemidos lá de baixo. – Aahn..!

— Arh… gostoso… — Law estava já dentro de Luffy, de ladinho, segurando em seu peito e afastando suas pernas.

— Aahn… vai mais.. forte..! — Ficava ainda mais excitado podendo ouvir os gemidos do médico próximos a seu ouvido.

— Você é delicioso… Luffy… — Que para piorar, ainda sussurrava.

— Você tem um dois? – Enquanto isso, Penguin e Satchi jogavam cartas.

— Não, pode passar.

— Tem certeza?

— Aaahn! T-Torao..!

— Sim, tenho.

— Luffy...

— Certeza absoluta?

— Sim, sim, eu sei ver as minhas cartas.

— Olha de novo, você pode ter agora.

— A-Ahhnn..!

— Não, Satchi, cartas não surgem do além.

— Mas uma vez eu achei uma moeda no meu bolso que surgiu do além porque eu não lembro de ter colocado ela lá.

— Aahn… hnm…

— Bom pra você…

— Pois é… bom pra mim.

— Então…

— Onde a gente tava mesmo?

— Ahn… você tinha me perguntando se eu tinha alguma carta aí.

— E você tem?

— Aaahnn! To.. Torao..!

— Ahn, não… eu acho.

— Então tá.

— Tá bom.

— … tá.

— Aah! Ahn.. Luffy…

— Ok.

— …

— Pera, é a minha vez agora?

— Sei lá! Tá difícil se concentrar com esses impuros lá embaixo.

— É, verdade.

— Tem certeza que você não quer ir pra cozinha fazer um lan–

Penguin tem sua fala bruscamente interrompida quando o ruivo joga suas cartas na cama e vai para cima dele, o puxando pela nuca diretamente para um beijo rápido. Se separaram, mas logo voltaram a se beijar quando o outro toma a iniciativa e beija Satchi, dessa vez de modo mais demorado.

Logo, não demorou muito para que Penguin derrubasse o outro na cama e o beijasse por cima, apoiando-se em suas pernas por cima da samba canção amarela que vestia. Também foi descendo um pouco seus lábios, dando pequenos chupões no pescoço de Satchi, que o abraçava pela nuca.

O ruivo deitou seu corpo ainda mais na cama, permitindo que Penguin beijasse sua barriga e descesse, tirando sua cueca e deixando seu membro exposto para logo em seguida levá-lo à boca. Começou a chupá-lo, mas Satchi fazia força e tampava sua boca para não deixar qualquer indício de gemido sair.

— Aah– Porém, acabou dando uma escorregada e soltou um gemido meio alto, que foi logo calado por suas próprias mãos.

— Viu? Eu disse que eles estavam transando.

— Kishishishi. — Law e Luffy comentam rindo lá debaixo. – Eles não sabem fingir, né?

— A-A gente não tá fazendo nada disso! – Penguin interrompeu o que estava fazendo e gritou, tímido.

— É-É! Eu só perguntei se o Penguin tinha um “Ás”, s-seus imorais!

— É, parem de ouvir coisas imorais e supor coisas imorais, seus imorais!

— É, imorais!

Notas finais
ATENCIÓN! ~ No próximo capítulo ocorrerão o começo das novas tretas envolvendo a foto constrangedora que Dellinger havia tirado de Shanks e Ace, escondido, no banheiro. ( ͡° ͜ʖ ͡°) Ao mesmo tempo, também na escola, Sweet Piece irá receber a visita de um novo professor: Crocodile! Não percam o próximo episódio de Verbotene Liebe, "Revenge Porn". PS: Feliz dia 29 de Janeiro, dia da Visibilidade Trans ♥