A quarta-feira havia iniciado-se naquela semana e não se tratava de um dia qualquer, mas sim, de um feriado. Mais especificamente, o feriado preferido de qualquer profissional do meio acadêmico: o maravilhoso Dia dos Professores, em que esses profissionais poderiam ter seu mérito reconhecido e ficar em casa.

Mas não ficar em casa descansando, até porque não há folgas reais entre os professores. Esse dia nada mais é do que um: “fique feliz! Hoje você pode corrigir todos os milhares de deveres e provas dentro de casa, ao invés de na escola.” Então, sumariamente, o feriado de hoje não é dos professores, e sim dos alunos.

– Ace… Ace, acorda…

Em uma casa qualquer na grande cidade alemã, um adolescente de cabelos loiros ondulados estava no quarto que dividia com seu irmão mais velho, o qual ainda estava dormindo. Era de manhã e nesse momento, Sabo balançava o corpo sonolento de Ace, proferindo seu nome diversas vezes.

– Auhnm… – Ace retribuía fazendo estranhos barulhos com a boca antes de despertar de vez. – Pa… para com isso, Sabo…

– Mas já tá tarde, a gente vai se atrasar pra escola…

– Foda… se…

– Não fala isso, vai… acorda logo…

– Deixa de ser chato, Sabo… eu quero dormir…

– Eu também quero, mas a gente tem escola! – Sabo, como mais responsável entre os três irmãos, balançava o mais velho na cama e sacudia-o.

– E daí… – Mas Ace não dava a mínima, sequer abria os olhos. – Todo mundo sabe que a gente vai reprovar mesmo…

– Não fala isso…

– Mas é verdade, nem tem graça ir pra lá sabendo disso…

– Bom, se você não for, aí sim você vai ser reprovado né!

– Ai, Sabo. – Ace se enjoa de ser empurrado e segura um dos braços do irmão, o puxando em direção à cama.

– Waah! – Sabo acaba levando um susto, mas antes que percebesse, estava deitado ao lado do outro, de conchinha, com Ace o abraçando pelas costas e respirando em sua nuca.

– … – Em seguida, tudo o que o loiro pôde ouvir foi o ronco de seu irmão.

– … – O que o deixou muito irritado e querendo matá-lo.

– … – Mas Ace continuou roncando no ouvido do outro.

– … – E Sabo se irritava. – Isso é sério mesmo?

– …

– Acorda, Ace! – O loiro sai da cama e puxa o outro dessa vez, o jogando da mesma.

– Waaah! – Ace cai no chão. – Poxa, Sabo! Deixa de ser chato.

– Vai, vamos descer logo, o papai e o Luffy devem estar nos esperando.

– Tsc…

Sendo assim, o irmão do meio finalmente teve sucesso em acordar o outro e ambos desceram até o primeiro andar da casa, onde o pai deles, Dragon, estava tomando seu café da manhã. Entretanto, estranharam que o irmão mais novo não estava presente.

– Bom dia… cadê o Luffy? – Sabo perguntou.

– Nossa, vocês acordando cedo no feriado? Que milagre. – Dragon respondeu surpreso. – O Luffy deve estar dor–

– FERIADO?!

A reação dos dois foi tão espontânea que até mesmo o pai levou um susto. Ace e Sabo gritaram juntos.

– Porra, Sabo! – Ace bate na cabeça do outro. – Você me acordou em um feriado?!

– H-Hoje é feriado? Eu não fazia ideia, ninguém me avisou!

– É a sua obrigação como irmão-despertador saber quando tem ou não um feriado.

– Hã? Não me trate como se eu servisse só pra te acordar!

– Mas você serve, ué. É por isso que ainda dividimos um quarto enquanto o Luffy pode dormir sozinho.

– O Luffy conseguiu um quarto só dele porque ele foi o primeiro de nós a namorar.

– Ei, pai! – Ace vai até Dragon. – Quando eu arrumar uma namorada eu posso ter um quarto só meu?

– Como se isso fosse acontecer… – Sabo resmunga.

– Por que essa de querer um quarto só pra você agora, Ace? – Dragon pergunta. – Vocês dois sempre se deram bem dormindo juntos.

– Bom, a gente tem dezenove anos, não dá pra ficar dividindo quarto o resto da vida, né.

– Vocês ainda podem arrumar um emprego e irem morar sozinhos, sabiam?

– Ei, Sabo. – Ace ignora completamente seu pai. – Quer jogar videogame?

– Bora!

Sabo e Ace decidiram deixar sua preguiça de lado e fazer algo útil em suas vidas, que era jogar videogame o dia inteiro. Dragon não teve a mesma sorte, visto que precisava trabalhar para manter a casa e saiu de lá. Um tempo depois, em outro cômodo, o garoto de chapéu de palha começou a despertar.

Desde o nascimento, os três irmãos sempre dividiram o quarto, contudo, quando Luffy iniciou seu namoro com Eustass Kid, seu pai o parabenizou com um quarto particular e por tanto, o moreno mais novo era o único que dormia sozinho. Ele acordou e como todo bom adolescente, a primeira coisa que fez foi pegar o celular.

“Bom dia!” – Luffy mandou uma mensagem a seu namorado.

“Boa tarde né, são duas horas já.”

“Ah, é que eu tô de férias! Kishishishi. Como tá aí na oficina?”

“Muito chato, quer dar uma saída?”

“Quero, eu tô morrendo de fome!”

“Então dá uma passada aqui que eu te levo pra almoçar num lugar por aí.”

“Oks! Beijos.”

“Beijo, até daqui a pouco.”

Luffy então pulou de sua cama e correu até o banheiro, tomando uma ducha e em seguida se vestindo para sair com Eustass. Depois de colocar uma roupa, desceu pra sala, onde encontrou seus dois irmãos mais velhos já suando de tanto jogar videogame.

– Isso! Duas vitórias seguidas! – Ace gritava comemorando, praticamente esfregando seu controle na cara do pobre irmão.

– Hã? Tsc, isso foi só sorte. – Sabo resmungou de volta.

– Sorte nada, você é que é horrível, Sabo.

– Nem vem, Ace, eu ganhei de você ontem.

– Porque eu estava com sono.

– Nada a ver! É que você é melhor em jogos de lutinha que não envolvam raciocínio e eu sou melhor em estrategia, só isso.

– Você se acha tão inteligente pra alguém que repetiu a escola três vezes…

– Por sua causa.

– Ei, gente. – Luffy tenta falar.

– Como alguém pode repetir de ano por minha causa? – Mas é ignorado. Ace se defende.

– Eu sempre tentava estudar junto com você, mas você insistia em ficar jogando!

– Gente… – Luffy volta a tentar falar.

– E você vinha jogar comigo na mesma hora. – E mais uma vez é ignorado.

– Bom, é difícil resistir quando alguém fica trazendo jogos novos toda hora! Aliás, onde você consegue tantos?

– Eu–

– GENTE! – Luffy grita, o que faz os dois se calarem e olharem pra ele.

– Ah, oi, Luffy! – Ace acena.

– Bom dia, Luffy. – E Sabo o cumprimenta.

– Bom dia. – O menor fala. – Eu vou sair pra almoçar com o Kid, tá?

– Tá bom, vai lá! – Ambos respondem e em seguida voltam a jogar.

– Dessa vez eu que vou te ganhar!

– Hmpf, até parece.

(…)

Algum tempo mais tarde, o garoto do chapéu de palha havia encontrado seu namorado ruivo no Pieceback, um local onde vendiam diversos tipos de carnes suculentas recheadas com molhos diversos, acompanhadas de batata frita e refrigerante. Luffy estava fazendo a festa no local, uma vez que era Kid quem iria pagar a conta.

E o mais jovem não hesitou em pedir logo uma picanha, enquanto Eustass havia pedido um sanduíche também de picanha. Ambos aguardaram seus pedidos chegarem e, após feito, comeram juntos, um de frente para o outro.

– Sexta-feira eu vou à festa de uma amiga. – Luffy comentou de bocha cheia, praticamente babando tudo.

– É? – Eustass respondeu, estando do mesmo jento. – Eu vou ver se faço alguma outra coisa então. Aquele seu amigo vai?

– O Coby? Eu tô tentando convencer ele a ir, mas os meus irmãos eu tenho certeza que vão.

– Faz tempo que você não fala dos seus irmãos. Eles estão bem?

– Ah, eles só ficam jogando videogame o dia inteiro, até eu já cansei um pouco, mas eles estão bem sim!

– Então é isso que importa.

Eustass para de comer por um segundo e pega o celular em seu bolso, checando o horário. Eram 15:30h e ele costumava ir ao consultório de Trafalgar às quatro, então demonstrou uma preocupação em relação ao atraso em sua face, o que fez Luffy notar.

– Aconteceu alguma coisa? – O mais novo perguntou.

– Ahn? Ah, não, é que... – Kid guardou seu celular, um pouco distraído, não querendo dizer a verdade ao namorado. – É que eu tenho um compromisso às quatro.

– Ah, é alguma coisa importante?

– Não... quer dizer, tem seu grau de importância, mas não é nada urgente. Por quê?

– É que eu queria ficar com você mais tempo, você tá sempre tão ocupado com esse trabalho chato. – Luffy segura a mão dele e o olha bem no fundo dos olhos, fazendo Kid hesitar em querer se encontrar com Law.

– Não é um compromisso muito demorado, leva só uns vinte minutos no máximo.

– Mesmo assim... a gente acabou de chegar no Pieceback.

– Eu sei, é que...

– Por favor... – O garoto fica o olhando com seus grandes olhos apaixonados e lábios rosados em formato de biquinho, obrigando Eustass a se sentir mal me pensar em sair do restaurante para ficar com outra pessoa que não seja ele.

– Ai, tá bom, tá bom, eu cancelo o meu compromisso.

– Eba!

Dito isso, Kid se levanta e vai para outro canto do restaurante, afastado de Luffy, pegando seu celular e ligando para o consultório de Law, com intenção de que o menor não ouvisse sua conversa.

“Boa tarde, em que posso ajudar?” – Satchi atende, como secretário do local.

– Oi! É o Kid, eu posso falar com o Law? Eu costumo ir aí toda quarta às quatro.

“Ah sim, sim, eu vou passar pra ele.”

– Obrigado.

“Alô?” – Trafalgar atende dessa vez.

– Oi, Law, é que tipo... eu liguei pra avisar que eu não vou poder ir aí hoje. Problemas no trabalho.

“Ahn, verdade? Que pena.”

– A gente se vê sexta, beleza?

“Tá bom então. Boa sorte no trabalho, beijos.”

– Beijos!

Logo após, Eustass retornou para seu assento no restaurante e voltou a se encontrar com Luffy, que já havia pego seu hambúrguer em sua ausência. Contudo, enquanto isso, do outro lado da Alemanha, Trafalgar estava junto com seus amigos, Satchi e Penguin, em seu consultório médico.

– Não acredito nisso! Tsc.

– Parece que alguém levou um fora, hein. – Penguin diz, tirando sarro do outro.

– Como se sente sendo deixado de lado? Hahaha. – Satchi também estava rindo. – Tá acostumado com o contrário, né?

– O pior nem foi isso. – Law continua dizendo. – Ele deu a mesma desculpa que eu costumo usar, a do trabalho! É óbvio que é mentira.

– Vai ver ele tinha coisas mais importantes do que ficar com você, oras. – Penguin sugere.

– Que absurdo, Penguin. O que poderia ser mais importante que isso?

– Talvez ele tenha um namorado e te use como amante, aí ficou sem tempo. – Satchi também lança uma sugestão.

– Hã? Vocês dois estão falando muita besteira hoje. – Law desmente. – Talvez nem seja uma desculpa, é mais provável que ele tenha mesmo ficado no trabalho pra cancelar comigo.

– E o que você vai fazer, então? Ficar sozinho?

– Pff, claro que não. Me dá o telefone do Luffy, eu vou ver se ele pode vir hoje.

Satchi então pegou o celular do garoto que estava salvo em seu computador, nos arquivos e fichas médicas, e deu para Law. No restaurante, o garoto estava terminando sua refeição quando percebeu que seu telefone começou a tocar, o que o fez ficar surpreso ao ver que vinha do consultório de Trafalgar.

– Quem é? – Kid perguntou, vendo sua face de surpresa.

– Ahn... é o Coby, provavelmente ele vai me convidar pra algum lugar.

– Ah não, se eu cancelei meus compromissos, você também vai.

– Tá bom, tá bom. – Luffy atende seu celular. – Alô?

“Oi! Aqui é o Law.”

– Ah sim, oi!

“Eu tô com um tempinho disponível aqui, queria saber se você não poderia dar uma passada no consultório às quatro.”

– Eu gostaria, mas eu tô ocupado com... trabalho.

“Ah, você trabalha?”

– Tra... balho...

“Com o quê?”

– Com... trabalho.

“Ah.”

– Deixa pra amanhã, tá bom?

“Ok... beijos.”

– Beijo!

Luffy desligou seu celular e Kid estranhou o rumo da conversa.

– Você disse ao Coby que trabalhava? – Kid indagou, com o cenho arqueado.

– Ah, é que eu queria dar alguma desculpa a ele. Ele queria vir almoçar comigo.

– Você poderia ter dito que estava comigo, sei lá...

– Mas aí ele poderia querer vir pra cá.

– Hm, eu achei que você e o seu amigo tivessem intimidade pra recusarem o convite um do outro.

– E nós temos, mas é que o Coby é muito chorão, sabe? Ele poderia se magoar..

– Ah tá.

– Deixa isso pra lá. Quer fazer o quê agora?

Do outro lado da Alemanha, no consultório...

– Não acredito que o Luffy usou a mesma desculpa! – Law estava chateado e seus dois amigos, rindo dele. – Ele nem sequer trabalha! Tsc.

– Hahahahaha, hoje não é mesmo o seu dia de sorte. – Satchi comenta.

– Vai fazer o quê, agora? Se conformar e ficar sozinho? – Penguin questiona.

– Claro que não, se eu fizer isso eu vou entrar em abstinência. – Law retira seu jaleco de trabalho e se dirige até a porta. – Eu vou precisar fazer do jeito antigo mesmo.

– Vai fazer o quê? – Ambos perguntam em coro.

– Ir pra rua à caça! Tchau.

E assim, o médico sai de seu consultório sem dar maiores explicações e deixando tanto Penguin como Satchi bem confusos.

– … ele vai se prostituir? – Satchi pergunta.

– Eu também pensei nisso... – Penguin também diz.

– Eu espero que não...

– Eu espero que ele volte pra consulta das quatro e meia.

– Ele com certeza não vai voltar.

– É, não vai.

(…)

A noitinha foi caindo e, junto com ela, a maioria das pessoas já descansavam em suas respectivas casas, com exceção dos professores, que continuavam a fazer a mesma coisa o dia inteiro: corrigir provas e exercícios. E essa era a realidade de um certo diretor de uma certa escola.

Doflamingo, apesar de não dar mais aulas, havia ficado encarregado de corrigir algumas provas, depois do professor da matéria ter reclamado que muitos alunos estavam colando. Todos sabiam que o diretor costumava dar nota baixa à toa, então odiavam sua correção.

– Tsc, alunos idiotas. – Doflamingo pegou uma prova e a olhou rapidamente, dando-lhe nota um. – Como assim essa anta coloca a contração de uma preposição com pronome antes do sujeito de um verbo infinitivo em uma prova de física? Eu tinha é que dar zero logo!

Em seguida, ele pega outra prova.

– Argh, errou sinal. Zero.

Outra prova.

– Hã? Essa fórmula nem existe! Vou tirar meio ponto do boletim desse merda.

Mais uma.

– Esse aqui veio com um cabelo pintado pra aula outro dia. Nota dois por ser feio.

Outra.

– Usou fórmula de matemática em prova de física. Zero.

Mais uma.

– Era esse quem ficou desenhando durante a aula ou foi o irmão dele? Enfim, nota três. Ou melhor, dois e meio.

E outra.

– Letra feia. Zero.

Outra.

– Esqueceu de simplificar o resultado. Zero.

– Deu pra perceber que foi chute. Um e meio.

– Hm, esse aqui até que tá se salvando. Quatro. Ah, espera aí... foi ele quem faltou a semana inteira mês passado? Zero!

– Dois.

– Menos dois.

– Zero, zero, zero e zero.

– Zeeeeeeeero.

– Um e meio por ainda usar pochete em pleno século XXI.

– Esse aqui ficou reclamando das minhas notas. Recuperação.

Doflamingo já estava ficando estressado com seus alunos, o qual julgava serem desprovidos de inteligencia. Ele então ficou mexendo no celular para se distrair e teve a ideia de ligar para Kaidou, afim de sair e passar um tempo fora, visto que ainda era feriado.

Enquanto isso, o Vice-Diretor, Kaidou Lovato estava em sua própria casa, também corrigindo as provas de sua matéria, que era Orientação Educacional. Ele, entretanto, era uma pessoa mais humilde e com bondade no coração.

– Hora de corrigir algumas provas! – Exclamou, pegando uma com um sorriso no rosto. – Awn, esse aqui eu nem preciso ler, é uma boa pessoa. Vou dar dez.

Em seguida, pegou outra prova.

– Ah, esse não foi muito bem... mas não devemos julgar as pessoas por suas dificuldades! Dez.

E outra.

– Hm, eu posso arredondar esse sete pra um dez, acho que o Doffy não vai se importar.

E mais uma.

– Bom, esse estava com umas dificuldades em casa por conta dos pais, não deve ter tido tempo pra estudar. Dez.

Outra.

– Oito. Ah, mas o amigo dele tirou dez, acho que ele pode ficar meio constrangido. Dez!

E outra.

– Só tiveram respostas incompletas, tem até um pouco de baba... acho que ele deve ter dado uma dormida. Nove e meio, com uma mensagem feliz pra ele se sentir melhor.

– A vida já é difícil, não podemos estragar a vida dos jovens antes deles serem obrigados a enfrentar a realidade. Dez.

– Own, esse aqui deixou uma carinha feliz pra mim! Dez!

– Dez também.

– Mais um dez.

– Dez, dez, dez, tudo dez pra todo mundo ficar bem feliz!

– Acho melhor eu mudar a nota daquele aluno que tirou nove e meio...

Por quanto Kaidou continuava sua correção, ele acaba ouvindo seu telefone tocar. Era Doflamingo.

“Oi, Kaidou.”

– Doooffy, que bom receber uma ligação sua! O que houve?

“Nada não, eu só pensei em te dar uma ligada. Você tá fazendo alguma coisa importante?”

– V-Vo... você pensou em me ligar? T-Tipo assim, sem nenhum motivo?

“Ahn... algum problema?”

– N-N-Não, n-nenhum! É que... eu não tô acostumado a me ligarem. Só me ligam quando é alguma coisa, tipo conta pra pagar, mensagem da operadora... outro dia eu conversei com a moça da operadora por meia hora, sabia? Foi bem legal, o nome dela era Be–

“Kaidou!”

– Oi.

“Eu tava sem nada pra fazer e fiquei com vontade de sair, só isso. Quer ir comigo?”

– Ah, pode ser... pra onde?

“Eu pensei em te buscar em casa e rodar de carro por aí até achar algum lugar legal. Você já jantou?”

– Não, ainda não.

“Então eu chego aí em meia hora.”

– M-M-Meia hora? Mas isso tudo é-é muito rápido! Q-Quer dizer, eu nem planejava sair hoje, mas aí você me convidou, ninguém nunca me convida pra nada. Eu não sei com que roupa eu vou e ainda preciso tomar banho, passar colô–

“Kaidou.”

– O-Oi.

“Eu chego aí em meia hora, esteja pronto.”

– Tá...

(…)

Agora vamos voltar um pouco no tempo. Mesmo sendo feriado, em uma outra escola na mesma região, houve uma reunião de professores meio particular. O diretor desta escola havia chamado um certo professor de biologia para sua sala, assim como também chamou alguns outros professores, que aguardavam serem chamados.

A outra escola que não era nossa Sweet Piece havia tido alguns problemas recentes, então o Diretor selecionou alguns professores e foi os chamando um a um para sua sala. Um desses professores era Crocodile, um homem alto com cabelos negros e bem arrumados.

– Boa tarde. – Crocodile entrou na sala de seu chefe e sentou-se na cadeira à frente, um pouco receoso de qual seria o motivo de ter sido chamado.

– Boa tarde, pode sentar. – O diretor responde, meio hesitante. – Crocodile, eu vou ser bem direto.

– Sim?

– Nós sofremos uma redução de orçamento bem grave recentemente e precisaremos realizar alguns cortes, por isso chamamos alguns professores, incluindo você.

– Tsc, sabia que não era coisa boa...

– Não se preocupe, nós não vamos demiti-lo, só vamos transferi-lo para uma outra escola.

– Transferência, é? Que saco.

– Pois é, aqui. – O diretor pega um cesto com diversos papeiszinhos pequenos misturados e embaralhados. – Feche os olhos e pegue um desses papéis, vamos sortear o colégio para qual você será transferido.

– Vocês vão me transferir pra outra escola por meio de sorteio de papel?

– Aham! Vai, pega um aí, vamos testar a sua sorte.

– Ninguém merece...

Crocodile, então, fecha seus olhos e pega um dos papéis aleatoriamente, entregando para o diretor.

– Parabéns! Você tirou a Sweet Piece.

– Isso é bom?

– Eu espero que sim, amanhã vou ligar pra lá e você será transferido na próxima semana.

– Mereço...

Notas finais
Notinhas com conteúdo importantchy ~~ Enton gentem bonitã, fazendo uma reavaliação introspectiva sobre a minha vida como escritor desse formoso site, eu percebi depois de muito tempo que essa fic não tem enredo. Bom, tá, é uma novela mexicana e eu a escrevi somente pra mostrar casais que não são muito escritos, histórias originais individuais, assuntos importantes pra debate, essas porras (shipps de OP deixados de lado, debate sobre aborto e futura relação poliamor KidLawLu, por exemplo) Mas aer nem só de polêmica vive uma fic, então eu vou fazer um roteiro decente pra ela a partir do capítulo da festa, que vai ser bombástico. É isso! Não desistam de mim ♥ Beijos ardentes ~