Verbotene Liebe
3 Dupla Traição

Quando o dia mostra-se receptivo, quando o grandioso azul do céu misturado aos raios solares nos diz que a manhã será belíssima, certamente temos que aproveitar. Algumas pessoas gostam de ir à praia, outras, preferem um clima mais fechado como shoppings e cinemas. Bom, não que isso importe, lógico, pois é dia de semana e você não pode fazer nada disso.
Essa era a realidade dos adolescentes alemães que estavam presos em uma escola, vendo o maravilhoso dia passar através da janela, levando todos seus sonhos e esperanças consigo. Nesse momento, a classe do Ensino Médio do colégio Sweet Piece estava tendo aulas de história com o professor Shanks.
Ou melhor, somente alguns estavam tendo aulas de história, já que a maioria encontrava-se realizando outras tarefas. Ace estava dormindo, Sabo, seu irmão, estava lendo um livro, Boa Hancock estava cuidando de seu penteado e maquiando-se e Helmeppo e seus amigos estavam criando armas bélicas feitas de papel. Os únicos conversando civilizadamente eram Coby e Luffy.
– Não é melhor prestar atenção na aula? – Perguntou o de cabelos rosados, que sentava atrás do moreno. – O professor tá querendo falar...
– Ah, a aula já começou? – Luffy estava distraído como sempre, mexendo em seu celular. – Eu tô conversando com o Kid.
– A-A aula começou há trinta minutos...
– Sério? – Ele não se importou. – Eu tô vendo se dá pra ir à oficina do Kid hoje depois da escola, mas sei lá, ele tá dizendo que já tem compromisso.
– Bom, ele trabalha né, é normal ter compromissos.
– Mas ultimamente a gente nem tá se vendo muito. A última vez que eu vi ele foi no domingo, isso não é um problema?
– Eu disse que não seria uma boa ideia namorar alguém nove anos mais velho que você...
– Não tem nada a ver com a idade, Coby! É que quando eu ia lá na oficina, ele me dava carne, aí a gente ficava, ele me dava carne de novo e depois íamos passear em algum lugar. Era ótimo, mas ele não tá mais fazendo isso.
– Qual parte ele não tá fazendo? A de te dar carne duas vezes?
– Tudo! V-Você acha que ele... tem outra pessoa?
– E daí? Você também tem.
– Eu só fico com o Torao porque o Kid tá muito afastado de mim, não é a mesma coisa.
– Você tá tendo um caso com o seu médico!
A conversa gratificante que estavam tendo, ignorando completamente o professor, era sobre o relacionamento do moreno com Eustass Kid, um ruivo que trabalha em uma oficina mecânica. Luffy e Coby são melhores amigos, então, contam tudo um para o outro. Acontece que o mesmo garoto do chapéu de palha tinha um caso secreto com Trafalgar Law, um médico de vinte e seis anos.
– Ah, o Torao não é bem o meu médico, eu só vou lá pra... você sabe.
– Eu sei, toda terça, quinta e sábado às quatro horas você vai lá pro consultório dele. Parece até uma rotina! Você não acha que é errado isso, não?
– Se o Kid me desse carne eu não precisaria fazer isso. – Luffy argumenta. – Mas e você, Coby? Não pensa em arrumar alguém?
– E-Eu? – Ele fica meio corado. – N-Não, eu... não ligo muito pra essas coisas
– Sério? Não tem ninguém que você goste?
– Ah, eu gosto de muita gente, mas não pra namorar. Eu prefiro estudar, sabe? Eu quero logo me formar!
– Você é estranho.
– P-Poxa... – Ele se magoa. – V-Você não pode falar nada! Você namora com um e fica com outro, então qual é o sentido de continuar ainda com o Kid?
– É que e–
Antes que Luffy pudesse responder, ele sentiu uma bolinha de papel atingindo sua cabeça.
– Hahahahaha! – Helmeppo e seu grupo de amigos começaram a rir. – Eu disse que acertaria direto no lixo, minha mira tá melhor do que eu imaginava!
– Ei, não joga isso aqui! – O garoto moreno gritou e retribuiu o ataque, atirando a bolinha na cara do loiro.
– V-Você atirou isso em mim, o filho do Morgan? – O loiro mimado revoltou-se. – Por acaso você sabe quem eu sou?!
– Hã? Eu não tô nem a–
– L-Luffy, não faz isso..! – Coby interrompeu o amigo, sussurrando assustado. – Não retribui o ataque desse cara, vai arrumar confusão por nada. Só ignora!
– Ei, ei, ei, ei! – Shanks, o professor, tentou colocar moral no local. – Parem de brincar e prestem atenção na aula! Helmeppo, eu sei que o seu pai é importante, mas isso não te dá direito de atrapalhar a turma.
– Affs... – Helmeppo acaba se sentando quieto, apesar de fazer uma cara de nojo e arrogância.
(…)
Do outro lado da Alemanha, em meio à uma estrada repleta de árvores e gramados extensos ao seu redor, existia uma oficina mecânica que era onde dois jovens trabalhavam. Um deles é Roronoa Zoro, que começou há pouco tempo, o outro, Eustass Kid, que já trabalhava no ramo há séculos. Ambos se conheciam pouco, mas já davam-se bem.
– Cara, eu tava pensando aqui. – Eustass disse, enquanto ambos davam um jeito num carro e o ruivo conversava no celular ao mesmo tempo através de mensagens.
– O que é? – Roronoa respondeu.
– Tipo, será que cê pode ficar com o meu turno por hoje? É porque eu e o Luffy não nos vemos há um tempo agora que eu ando muito ocupado e tudo mais.
– Ah, se for por pouco tempo acho que tá tranquilo. E você trabalha mais do que eu mesmo, justo.
– Valeu mesmo! Vou mandar uma mensagem pra ele. – Nisso, Eustass pega seu celular e envia um texto para Luffy.
“Consegui uma horinha pra gente, dá uma passadinha aqui depois da aula.”
– Eu vi esse Luffy poucas vezes, mas... – Zoro comenta. – Ele não é muito novo pra você?
– Tá me chamando de velho, é? – Ele dá um pequeno empurrão amigável no outro. – Relaxa, a gente começou a namorar quando ele tinha dezessete e agora ele tem dezoito, mas o Luffy nunca foi um garotinho inocente como aparenta.
– É que sei lá, ele é tão baixinho, hahaha.
– Mas assim que é bom! Quando a gente começou a namorar, eu comprava carne pra ele e só em comer um pouco ele já abria as pernas na hora. Depois a gente comia carne de novo, porque ele ficava com mais fome ainda, dá pra acreditar?
– Wow, é uma nova forma de seduzir alguém. Ele come mesmo muito assim? Que estranho, ele é tão magrinho...
– Magrinho uma vírgula, aquele lá só falta acabar com a comida no mundo! Eu só parei de fazer isso porque eu realmente fiquei sem dinheiro pra alimentá-lo.
– Bom, boa sorte pra você a sua carteira.
– Ei... – Eustass muda seu semblante. – Tipo, a gente não se conhece muito bem, mas eu posso te contar uma parada?
– Claro, mano, fala aí.
– É que eu preciso contar isso pra alguém. Eu gosto do Luffy, de verdade, mas eu tô tendo um caso com outra pessoa.
– Eita, sério? Que barra, hein.
– Sérião mesmo, e é totalmente diferente do que eu tô acostumado! Com o Luffy a gente tem um relacionamento de verdade, mas mano, com esse outro cara as coisas são completamente diferentes.
– Como assim? – Zoro se assusta. – É algum tipo de espírito próprio?
– Tô falando no sexo. O Luffy é muito garotinho, mas esse médico é um completo tarado! E ele tem um corpo já definido, sabe? E não cansa nunca, parece até uma gata no cio!
– Nossa, calma aí! Hahaha, médico, é? Sexologista?
– Não é qualquer médico. Você acredita que nós combinamos de eu ir toda segunda, quarta e sexta às quatro horas no consultório dele?
– Credo, no meu tempo as consultas eram pra gente doente, agora é pra isso? Que loucura...
– Eu me sinto mal de fazer isso com o Luffy, mas não dá pra deixar esse outro cara! Não conta nada, tá bom?
– Relaxa.
(…)
Indo mais além por onde o mapa da cidade pode alcançar, em uma determinada região próxima, havia um consultório particular. Dentro dele, Trafalgar Law, um jovem médico de vinte e seis anos, convivia com seus assistentes Penguin e Satchi, ambos de vinte e quatro anos. No momento, enquanto não tinham consultas, estavam conversando.
– É hoje. – Law afirma. – Hoje o Luffy-ya vem pra cá às quatro horas.
– Você não cansa de receber essa gente todo dia, não? – Penguin pergunta.
– Que exagero, são só dois! E o trabalho é muito estressante, eu preciso de um tempo pra me acalmar, certo?
– Eu concordo com ele! – Satchi exclama. – Já foi comprovado que sexo diário melhora a concentração, então o Law tá mais que certo.
– Viu só? Eu estou mais que certo.
– Tá bom, tá bom. – Penguin volta a falar. – É justo, mas você não tem medo de dar ruim? Porque se alguém descobrir e vazar na mídia que você tá pegando seus pacientes... hahahaha!
– Penguin-ya, não fala besteira, por que alguém descobriria isso? Os únicos que sabem são vocês, o Luffy-ya e o Eustass-ya, mas eles nem se conhecem.
– Como você afirma que eles não se conhecem? – Satchi indaga. – Você sabe alguma coisa deles dois?
– Tem milhares de pessoas na Alemanha, sinceramente, quais são as chances deles se conhecerem?!
– Ai vai ver eles são irmãos! – Penguin sugere. – Ou amigos de infância, sei lá.
– Parem de montar teorias conspiratórias sobres eles, mas que coisa! – Law se zanga. – São dois caras aleatórios que eu escolhi com base em características físicas, só isso.
– Traduzindo, em um dia você come, no outro dia você dá. – Satchi diz, sarcasticamente.
– Hahahahahaha! – O outro começa a rir. – Até que faz sentido, eu não tinha visto por esse lado!
– P-Parem com isso, os dois! – O médico irrita-se e dá um tapa na cabeça de ambos. – Vão ficar fazendo piadas sobre a minha vida sexual agora, é? Invejosos.
(…)
Eustass P.O.V
Depois de um tempo passado, logo Luffy pôde sair de seu colégio e, como era de se esperado, ele veio até onde eu trabalhava. Tanto ele como Zoro se davam bem e é até bom termos algum amigo em comum, já que pelas diferenças de idade, costumamos nos relacionar com pessoas diferentes.
Mesmo assim, no mesmo instante que ele chegou, pulou em meu colo e me abraçou. Essa característica de garoto alegre do Luffy no começo me deixava extremamente puto porque eu o achava muito irritante, mas depois de um tempo, você consegue perceber que essa criaturinha adorável e faminta tem suas qualidades. O levei para um canto na oficina que ficava distante.
Era atrás dela mesmo, onde o chão era o gramado verde. Nem eu, nem muito menos ele nos importávamos com lugares limpos, uma vez que simplesmente gostávamos de foder. E era desse jeito mesmo. Luffy estava encostado na parede de madeira e eu estava à sua frente, com as mãos em sua cintura e presando seu corpo contra ela, beijando-o. Seus braços apoiaram-se em meu pescoço.
– Eu senti muito a sua falta. – Disse, mordendo seu pescoço. – Você não tem ideia de como o seu corpo me excita, garoto...
– Então passa a me chamar mais vezes pra cá. – Luffy segurou em meus cabelos e os puxou. Imediatamente, voltei a beijá-lo nos lábios.
Em uma mistura de chupões na língua, tão fortes que quase a arrancava de sua boca, mordidas nos lábios inferiores e troca de carícias internas, prosseguia o beijando ao mesmo passo que minhas mãos praticamente arrancavam sua cintura. O puxava para mais perto de mim e ao mesmo tempo jogava-o mais contra a parede, querendo aproximar-me mais.
Toquei seu volume por cima das calças, apalpando-o. Apertei bem no meio de sua virilha, no espaço entre suas pernas, deixando que Luffy soltasse um pequeno gemido entre nossos beijos. As mãos dele também foram se abaixando e tiraram a camisa que eu vestia, jogando-a no chão e apoiando-se em meu peito.
O garoto desceu, dando beijos por onde caminhava pelo meu corpo até agachar-se no chão, tirando meu cinto e apoiando seu rosto no volume em minha calça, olhando para mim de um jeito tentador. Mordi o canto dos meus lábios, ele terminou-me de despir até a cueca e apoiou-se em minhas coxas até colocar meu membro todo em sua boca de uma vez só.
– Aahn... – Soltei um longo gemido. Luffy fechou os olhos e segurei em seus cabelos, quase os puxando, direcionando para determinados locais específicos durante o oral. Sua língua rodava por minha glande, deixando-me mais sensível ainda.
Subi seu corpo e voltei a fazê-lo ficar de pé. Logo o beijei, arrancando sua camisa com velocidade e o virando de costas, prensando-o com força. Mordi seu pescoço e puis dois dedos em sua boca; ele começou a lambê-los e dar pequenas chupadas, o que excitava-me ainda mais. Com a mão que estava livre, abaixei sua bermuda ao máximo.
Afastei suas pernas e usei os dedos que ele havia lambido para lubrificar-lhe, enfiando-os cuidadosamente dentro de si. Ele estremeceu, mas logo após ficou empinado para mim, do jeito que ele sabia que eu gostava. O corpo dele era bem pequeno, portanto era ótimo para penetrar, além de ser extremamente gostoso e provocante.
– Eu vou entrar... – Avisei, posicionando meu membro rígido em sua entrada. Fui devagar para não machucá-lo e ele gritou enquanto adentrava. Tapei sua boca com minha mão e dei alguns beijos em seu pescoço, até finalmente estar todo dentro de si.
– Aaahh! – E ele gritou mais ainda, dessa vez, com minha mão impedindo, mas sem muito êxito. Adorava ouvir seus gritos, só temia que alguém pudesse escutá-los também. De qualquer jeito, iniciei as estocadas.
Fui lentamente no início, graduando a velocidade conforme ele ia se acostumando. Os gritos de dor eram logo abafados pelos gemidos de prazer, que deixavam-me mais excitado do que já estava. Apoiei-me em seu ombro e seu corpo curvado permitia-me facilmente uma locomoção. Também puxei seus cabelos negros com força, fazendo-o olhar para o céu enquanto o comia.
Meus gemidos também saíam sem precisar fazer nada, naturalmente. Logo segurei uma de suas coxas e ele apoiou o corpo na madeira, ficando um pouco de lado. Levantei-a, deixando que sua perna ficasse apoiada em meu braço. A penetração ficava mais profunda desse modo, conseguia atingir cada ponto interno de seu corpo e era uma delícia.
– Aaahn, Kid... e-eu vou... aahn! – Ele tentava me alertar, mas os gemidos abafavam.
– Pode ir... eu vou ser bonzinho contigo...
Dei estocadas mais fortes e violentas, de um jeito que os gritos de Luffy saíssem desregulados e praticamente sem voz. Ele logo gozou e eu continuei, já com a velocidade que me era máxima, até por fim, não resistir e acabar me desfazendo dentro de si. Nós dois estávamos com a respiração pesada e caímos no chão. Ele encostado na parede, eu de frente para.
– Como eu senti falta disso... – Disse, o beijando de modo mais calmo.
– Eu queria vir mais pra cá, mas você tem o trabalho e tudo mais...
– Não fala assim. Ei, eu conversei com o Roronoa, ele vai ficar cuidando das coisas por um tempo sozinho.
– Sério?
– Sério. Quer dar uma volta por aí? Mas tem que ser rápido...
– Tá bom!
(…)
Um longo período de tempo se passou. Agora, retornamos aos nossos protagonistas. Após o primeiro dia de trabalho no colégio Sweet Piece, Shanks convidou seu amigo de infância para ir até a Lanchonete de Sanji, que também era seu melhor amigo, para conversarem sobre a vida. Ao chegarem lá, sentaram-se à mesa e aguardaram.
– E aí! – Shanks exclama. – Gostou do colégio?
– Só uma coisa... – Buggy diz, meio incerto. – Qual é o lance do Doflamingo?
– Ah, ele é bem malvado, aquilo não é encenação. Ele é daquele jeito mesmo.
– M-Mas é meio estranho um diretor daqueles trabalhar junto com o Vice-Diretor, que é tão diferente.
– O Kaidou? Pra falar a verdade, tem uma questão nele que a gente evita comentar.
– O que é?
– Ele parece ser uma pessoa feliz e tudo mais, mas na verdade os boatos dizem que ele sofre de depressão.
– Jura?!
– É! E que ele só age daquele jeito pra esconder a tristeza, embora tenha vários cortes escondidos pela roupa.
– Caramba, que tenso... conviver com o Doflamingo só deve piorar isso, tadinho.
– Eu não sei como é a relação dos dois direito.
Antes que Shanks e Buggy continuassem sua conversa, o cozinheiro fumante chega.
– Yo, Shanks! Trouxe visita?
– Sanji! Esse aqui é o Buggy, você não vai nem acreditar. Lembra de quando eu mencionei que tinha um amigo de infância?
– V-Você falou de mim pra ele? – O de cabelos azuis pergunta, hesitante.
– Oh, eu acho que me lembro. – Sanji responde. – É o amigo que você tinha antes de se mudar? Pera aí... v-vocês dois... rolou um reencontro de vinte anos?!
– É, exatamente isso! – O ruivo bate a mão na mesa, feliz. – Hahaha, é o destino atuando ao meu favor uma vez na vida!
– Caramba, isso é muito legal! – O loiro afirma e aperta as mãos de Buggy. – Pelo que eu soube, era você quem cuidava do Shanks, certo? Não se engane pela idade, ele ainda não é muito responsável.
– E-Eu vou ficar atento. – Buggy diz.
– Aliás, deixa eu aproveitar esse momento então! – Sanji olha nos olhos de ambos. – A Nami, minha namorada, ganhou um concurso pra ir a um acampamento e a gente pode levar algumas pessoas. Vocês dois querem ir?
– Wow, claro, parece divertido! – Exclama Shanks. – E aí, Buggy? Vai ser um ótimo jeito da gente colocar o assunto em dia e eu te apresentar ao pessoal daqui.
– Claro! Por que não?
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