Verbotene Liebe
4 Convite

Em uma noite de quinta-feira na Alemanha, três jovens que moram juntos jantavam. Um deles era uma mulher de longos cabelos alaranjados, e os outros, dois rapazes de cabelos loiros e verdes que não paravam de brigar por um segundo. Essa, assim como todas as outras noites, Nami, Sanji e Zoro comiam na mesma mesa enquanto conversavam.
– Ah, eu tô tão animada pro acampamento nesse fim de semana! – Nami exclama. – Vai ser ótimo ficar o dia todo na cachoeira pegando um bronzeado.
– Cachoeira... bronzeado... pegar sol... biquini... Nami de biquini! – Sanji estava dizendo para si mesmo, contudo, acabou tendo um pequeno ataque de sangramento nasal. – Aah, a Nami de biquini o fim de semana inteiro! Mal posso esperar!
– Fica na sua, Ero-cook. – Zoro o interrompe, sem paciência. – É difícil jantar com você tendo esses ataques nojentos.
– Tsc, só podia ser você mesmo pra estragar meu futuro fim de semana, Marimo. – O loiro responde com tom de briga. – É sério que a gente precisa convidar esse cara, Nami?!
– Claro que sim! – Ela afirma. – No acampamento poderão ir seis pessoas, falta nós convidarmos outras três.
– Ah, hoje à tarde eu convidei o Shanks e o Buggy, que é um amigo dele.
– Dois rapazes..? – A ruiva fica um pouco desanimada. – Já é difícil conviver com vocês dois, eu não queria ser a única mulher lá...
– Se quiser eu posso convidar uma amiga minha. – O de cabelos verdes diz. – Ela é da minha academia.
– Oh, uma dama de academia? – Sanji fica imaginando uma mulher sarada, com um corpo definido e coxas grossas. – P-Perfeito... mandou bem uma vez na vida, Marimo!
– Qual é o nome dela? – Nami pergunta.
– Vivi.
– Chama ela sim! Vai ser divertido
(…)
Todos poderiam estar ansiosos para a viagem no fim de semana, mas não vamos perder o foco de nossos personagens principais. No dia seguinte, após acordarem de manhã cedo, Shanks terminou de preparar o café da manhã e sentou-se com Buggy na mesa, servindo a refeição dos dois e conversando como bons amigos.
– Acho que é melhor a gente ir no mesmo carro então, já que trabalhamos juntos. – O ruivo diz. – Quer ir no meu carro?
– Você cozinha pra mim, me dá carona pro trabalho... virou a minha mãe agora?
– Hahaha, tipo isso! Assim é bom pra economizar gasolina.
– Com certeza, quanto mais dinheiro economizado, melhor.
– Falando nisso, hoje é sexta feira! Tá afim de ir comigo pra uma festa que vai rolar?
– Não sei, eu não conheço nenhuma festa daqui...
– Eu te apresento, relaxa. O pessoal é bacana.
– Mesmo assim, amanhã não vai ter o acampamento? Nós vamos ter que acordar cedo e tudo mais, certo?
– Buggy, você pensa demais. Hoje a gente curte, amanhã a gente viaja! Relaxa, vai dar tudo certo.
– Tá bom, né.
Assim que finalizaram o café da manhã, escovaram seus dentes e entraram no carro juntos, conforme combinado, indo diretamente para Sweet Piece, o colégio onde davam aulas. Ao chegarem lá, se separaram, visto que cada um tinha horários diferentes. Buggy dava aula de matemática, enquanto Shanks, de história.
E, ao mesmo tempo em que os dois professores tentavam dar aula e eram subitamente ignorados pela maioria, fora da sala, andando pelos corredores, estava Coby, um garoto de dezesseis anos e cabelos rosados. No momento, ele estava abrindo seu armário e pegando seus livros tranquilamente, quando...
– E aí, Coby! – Helmeppo chegou e fechou o armário na cara do outro, que acabou derrubando seus livros com o susto.
– H-Helmeppo! A-Ah, eu d-derrubei os meus livros por acidente... – E ele se abaixou para pegar, ainda assustado, o mais rápido possível.
– Hahahaha, como você é desleixado!
– É-É, eu sou... d-desculpa, hah. – Coby, após pegar os livros, tenta rir um pouco afim de tirar sarro de si mesmo. – M-Mas você veio falar comigo por algum motivo?
– Ah sim, sim, eu vim te perguntar uma coisa. Hoje à noite vai ter uma festa e quase toda escola foi convidada.
– S-Sério? Que legal, eu não sou muito de ir às festas, mas–
– Então, como a minha presença na festa é essencial porque eu sou o filho do Morgan, eu não vou ter tempo de me dedicar aos deveres de casa. Aqui! – Helmeppo coloca nas mãos do garoto cerca de onze folhas de papel. – Faz pra mim?
– Uhn? Você quer que eu... faça seu dever de casa?
– É. Ah, você achou que eu ia te convidar pra festa?
– N-Não, é que...
– Hahahahaha, você é patético mesmo! Mas valeu por aceitar. – E assim, ele vai embora. – Tchau! E lembre-se, eu preciso de boas notas, tá bom?
– T-Tá... t-tchau!
Depois do loiro ir embora, Coby ficou ainda hesitante e esperou se acalmar antes de ir até a sala de aula. Assim que ficou mais tranquilo, o jovem pôde ir para a aula de matemática e sentar-se em sua carteira, atrás de Luffy, que estava no celular como sempre. Quando o jovem do chapéu de palha percebeu a presença do amigo, afastou-se do aparelho momentaneamente.
– Yo, Coby! Aconteceu alguma coisa?
– Não, por quê?
– É que você tá com um monte de papel aí.
– Ah, é tudo dever de casa, n-nada demais.
– Hm... então tá. Hoje à noite vai ter uma festa, eu chamei o Kid mas ele disse que não curte festa de ensino médio. Quer ir comigo?
– N-Não, é melhor não. Eu tenho muito dever, preciso estudar e tudo mais... eu não gosto muito de festas.
– Mas você pode fazer os deveres no fim de semana, né? Vai comigo! Você tá precisando sair mais, Coby.
– Deixa pra outro dia...
– Por quê?
– Porque eu não quero ir à festa, Luffy.
– Mas por quê?!
– P-Porque não! Não tem motivos, eu só... não quero ir.
– Então tá, né.
Coby, por ser tímido e medroso, não conseguia confrontar ninguém ou dizer suas verdadeiras vontades. Graças a isso, o jovem decidiu começar a fazer os deveres de Helmeppo ali mesmo, para que não arrumasse confusão caso o loiro não goste do resultado. Já Luffy, como era alguém que não prestava atenção às coisas ao seu redor, continuou no celular.
E falando em pessoas que não prestavam atenção às coisas ao seu redor, na mesma sala de aula, Ace estava dormindo. Deitou na mesa, colocou até mesmo um travesseiro para ficar confortável e adormeceu. O professor Buggy não gostou nenhum pouco de ver o jovem tão desleixado e foi até ele, chegando em sua carteira e o cutucando.
– Bom dia... estou atrapalhando a sua soneca?
– A-Ahn, quê... – Ace acordou sonolento e olhou para o de cabelos azuis. – Sim...
– O antigo professor me alertou sobre você, como se sente tendo reprovado três vezes por dormir demais?
– Foi de propósito, eu queria ficar na mesma sala dos meus irmãos...
– Aham, claro. Ele também me contou que você precisa ir à sala do Orientador Educacional todas as sextas-feiras, certo?
– Ah, não... não me obriga a ir lá, por favor...
– Prefere ir à sala do Diretor?
– N-Não mesmo.
– Então vai ver o Kaidou.
– Affs...
Mesmo contra sua vontade, o pobre garoto Ace foi até a sala de Kaidou, que era a mais enfeitada e colorida possível. Ele sentou-se em uma cadeira em frente ao adulto, como em uma consulta de psicólogo normal, e ficou com rosto emburrado durante todo o tempo, ao contrário de Lovato, que estava radiante com um arco-íris emanando de sua aura.
– Ace! Que bom te ver por aqui! – Ele exclama, sorridente.
– Oi. – Ele respode seco. – Posso ir embora?
– Mas já? Fica mais um pouco, eu sinto falta de conversar contigo. Me conta, o que se passa nesse coraçãozinho?
– O Buggy me mandou vir pra cá porque eu tava dormindo na aula.
– De novo? É a oitava vez só essa semana! Garoto, eu estou começando a achar que você dorme para fugir da realidade, como se algo estivesse te atormentando.
– Nah, eu durmo porque eu tô com sono mesmo.
– Mas antes você dormia menos, aconteceu alguma coisa em especial? Como vai a sua família?
– Nada demais, o Luffy fica namorando e o Sabo fica jogando videogame comigo.
– E o seu pai?
– Ah, ele começou a trabalhar mais e volta tarde pra casa desde que... bom, você sabe. – Ace diz com um semblante triste.
– Sei. – Kaidou responde, sério. – Eu sei que você não gosta de falar sobre, mas eu preciso te perguntar se eu quiser te ajudar a voltar à realidade.
– Kaidou, eu não quero falar sobre isso...
O adolescente não gosta muito de falar, contudo sua mãe havia falecido há cerca de seis meses. Foi um período difícil para sua família, principalmente para seu pai, mas tanto Luffy como Sabo já haviam superado. Ace, entretanto, por ser o irmão mais velho, era mais apegado à mãe e, desde sua morte, não conseguia parar de pensar sobre.
– Tudo bem, se você não quiser falar, não vamos falar. – Kaidou afirma. – Eu só vou te dar um conselho.
– E qual é?
– Tenta arrumar um emprego. Seu pai dá duro pra conseguir sustentar vocês três, acho que seria bom até mesmo para você se distrair.
– Arrumar um emprego? – O garoto reluta. – Ah, não...
– Não é tão ruim! Me diz, tem algo que você goste ou seja bom em fazer?
– Comer, dormir e jogar.
– O que acha de fazer um teste vocacional?
– T-Teste?!
– N-Não é bem um “teste”, é mais um–
Antes que Kaidou pudesse continuar a dizer, o sinal toca.
– Deu minha hora! – Ace pula da cadeira e foge da sala. – Tchau, tchau!
– T-Tchau!
Depois que o garoto foi embora, Kaidou aproveitou o momento de folga para ouvir Lana del Rey, mas acabou não resultando em nada. Pouco tempo depois, um homem adentrou a sua sala. Os quadros de patinhos felizes e cachorrinhos que haviam na parede ficaram tristes, a cachoeira de brinquedo parou de funcionar, a lâmpada alegre ficou acinzentada e o ambiente ficou sombrio. Sim, o Diretor Donquixote Doflamingo havia chegado.
– E aí, Kaidou. – E junto com ele, as trevas.
– D-Doffy, olha o que você fez! – Kaidou começa a ficar desesperado. – Sua presença acabou com a alegria da minha sala!
– Deixa de frescura. – Doflamingo sentou-se na cadeira de modo relaxado e pernas abertas. – Eu vim aqui falar contigo.
– Ah, você finalmente decidiu vir buscar conselhos pra deixar sua vida mais colorida? Que maravilha! Me diz, o que se passa nesse coraçãozinho amargurado?
– Se você não parar com essas babaquices eu juro que um dia eu vou te arrastar pro meu porão, te deixar lá por dias, não te deixar ver a luz do sol ou comer direito, prender a sua língua em uma viga de madeira com pregos enferrujados e cortá-la lentamente, na sua frente, pra você agonizar até a morte. Fui claro?
– E-E-E-Eu... e-eu v-vou... fi-ficar quietinho. – Kaidou diz, tampando sua boca com as mãos e morrendo de medo.
– Ótimo. Vai ter uma festa hoje à noite, tá afim de ir comigo?
– N-Nã, q-quer dizer, é que hoje eu tenho uns compromi–
– Eu te pego às oito, esteja pronto. – Doflamingo se levantou e foi embora. – Tchau!
(…)
Do outro lado da Alemanha, um médico trabalhava em seu consultório. Seu nome é Trafalgar Law e, após terminar seu período de trabalho e soar o horário do intervalo, foi almoçar junto com Satchi e Penguin, que também trabalhavam consigo. Os três eram bons amigos, conversavam e saiam sempre que possível.
– Hoje à noite vai ter uma festa. – Law comenta. – Querem ir comigo?
– Pra quê? – Penguin pergunta.
– É. – Satchi responde. – Sempre que a gente vai às festas contigo, você desaparece e só volta no final.
– Que exagero! – O médico exclama. – Parem com isso e vamos, vai ser divertido, eu prometo.
– Hm... – Os dois ficam olhando um pro outro. – Então tá bom.
Com a confirmação dada, Law ficou feliz por ter companhia para noite. Agora vamos ir a outro ponto da Alemanha, onde só tinha verde e uma oficina de carros. Eustass Kid e Roronoa Zoro estavam juntos, trabalhando como duas pessoas normais enquanto conversavam.
– Vai hoje às quatro horas fazer a sua “consulta médica”? – Zoro pergunta, em um tom descontraído.
– Pois é... eu tô me sentindo muito mal hoje. – Eustass imita algumas tosses falsas. – Hahahaha!
– Só você mesmo. Eu ainda não acredito que médicos fazem esse tipo de consulta.
– Ele é único, eu tô te falando. Mas mudando de assunto, vai ter uma festa hoje. Quer ir comigo?
– Nah, nem rola, amanhã eu vou viajar e preciso acordar cedo.
– Tá brincando, né?
– Hahahaha, tô! Que horas é a festa?
Fale com o autor