Verbotene Liebe
6 Dia na Cachoeira

Uma belíssima manhã de sol, perfeita para um incrível dia em um acampamento! Em uma parte da Alemanha, existia um trio de jovens que moravam juntos. Nami havia acabado de despertar ao lado de Sanji, que terminava de arrumar as malas, mas, assim que viu a ruiva acordando, parou tudo o que estava fazendo.
– Bom dia! – E foi em sua direção, dando-lhe um selinho. – Minha Deusa dormiu bem?
– Bom dia... – Ela acorda, coçando os olhos e se sentando. – Ah, hoje é o nosso acampamento! Você acordou mais cedo que eu.
– Eu pensei em despertar mais cedo pra preparar o seu café da manhã, quer que eu traga ele aqui no quarto?
– Uhum, pode ser. E acorda o Zoro pra mim, por favor, você sabe como ele é horrível de manhã.
– Tsc, a gente não pode “esquecê-lo” aqui?
– Nós já conversamos sobre isso...
– Tá bom, tá bom, eu vou lá acordá-lo.
Sanji, seguindo as ordens de sua namorada, primeiro a entregou uma bandeja com café da manhã juntamente com um suco de laranja, indo até o quarto de Roronoa logo após a fim de acordá-lo com um chute e, sem nem antes bater, ele abriu a porta.
– Acorda, Marim... – Mas assim que entrou levou um susto. – Q-Q-QUE PORRA É ESSA?!
Acontece que, deitado ao lado do homem pelado de cabelos verdes, estava Mihawk, igualmente da mesma forma. Ambos dividiam um cobertor para esconder sua nudez, ao mesmo tempo em que o cozinheiro se surpreendeu com o que viu.
– Ahn? Para de gritar, Cook... – Zoro acordou sonolento e com dor de cabeça, mas, assim que olhou para seu lado, despertou de vez com um susto. – WAH! Q-Quem é você?
– Huh... – Mihawk acabou despertando com o grito dos dois, mas não sabia muito bem onde estava. – Han, quem são vocês? Onde é que eu tô..?
– P-Por quê... q-quer dizer, como... – Sanji ficou perplexo. – D-De onde surgiu esse cara e por que ele tá pelado na sua cama, Marimo de merda?!
– Ah, vocês dois são um casal? – Mihawk diz, confuso com os gritos. – Foi mal, ele me disse que era solteiro.
– N-Não, nós... não somos. – Zoro responde. – Foi mal por isso, eu nem me liguei que tinha hora pra acordar hoje.
– Não se preocupa, eu já vou embora. – Mihawk se levanta sem se importar com a nudez exposta, o que faz Sanji ficar mais surpreso do que já estava. – Só deixa eu achar as minhas roupas...
O pobre cozinheiro loiro ficou sem saber o que fazer, somente desviou o olhar confuso assim que Mihawk levantou-se, totalmente nu, em busca de suas roupas. Roronoa não se importou tão pouco, já o outro, assim que vestido, atravessou a porta do quarto.
– B-Bem, ér... eu vou... te levar até a porta. – Sanji disse, relutante.
– Perdão pelo incômodo.
– Imagina...
Mihawk pôde finalmente sair do apartamento, mas, quando o fez, acabou cruzando com Nami no corredor. A ruiva não entendeu de onde tal famigerada criatura surgiu, porém eles se cumprimentaram normalmente e o moreno pôde seguir seu caminho. A seguir, os três jovens que moram juntos sentaram-se à mesa para acompanhar o café da manhã de Zoro.
– Então... – Nami diz, relutante. Zoro nem se preocupava visto que apreciava sua refeição. – Quem era aquele?
– Ah, ele veio comigo depois da festa de ontem.
– Você é gay, Marimo? – Sanji pergunta. – Eu achei que algas marinhas fossem assexuadas. – Mas ele acaba levando um chute na canela por Nami. – Ai! Por que você me chutou?!
– Não faça perguntas indiscretas enquanto os outros estão comendo! – A ruiva briga com ele.
– É que eu nunca tinha visto ele com ninguém, levei até um susto.
– Eu costumo sair só pra beber, é por isso. – Zoro responde. – E eu não tenho preferências.
Antes que a conversa do trio prosseguisse, a campainha da casa foi tocada.
– Um deles chegou! – Nami exclama. – Eu vou atender.
Quando Nami atende a porta, uma mulher de longos cabelos azuis e um vestido surge, juntamente com uma mala para viagem.
– Oi! Você deve ser a Nami, certo?
– E você a Vivi, amiga do Zoro, não é?
– Sim! Isso mesmo.
– Seja muito bem vinda! – As duas se abraçam.
– Obrigada.
– Ah, pode entrar, por favor, os rapazes estão terminando o café da manhã. Eu vou levar sua bagagem pra perto da minha.
Nefetari Vivi adentrou o apartamento deles, uma vez que fora convidada por Zoro para fazer parte do acampamento, e se apresentou a Sanji, que se segurou para não ter um de seus famosos sangramentos nasais. Logo, os quatro estavam reunidos na mesa e somente faltavam mais duas pessoas chegarem.
– Onde será que o Shanks e o Buggy se meteram? – Sanji pergunta para si mesmo. – Tá certo que o Shanks sempre foi meio atrasado, mas a van chega daqui há dez minutos!
– Acho que eu vou tirar um cochilo até eles chegarem... – Zoro diz, bocejando, mas logo a campainha é tocada.
– Eles chegaram! – O loiro exclama, dirigindo-se até a porta de entrada, onde Buggy e Shanks estavam com suas malas. – E aí, Shanks. Buggy.
– Yo! – Shanks o cumprimenta.
– Foi mal pelo atraso, foi difícil acordar hoje...
– A gente foi numa festaça ontem! Hahahaha.
– Eu disse pra ele dormir cedo.
– Não se preocupem, a van não chegou ainda então tá tudo certo. – Sanji diz, levando-os até onde os outros estavam. – Enfim, acho que agora estamos todos reunidos!
Todos os seis jovens já estavam juntos e preparados para ir até o acampamento onde ficariam num período de dois dias. Poucos ali se conheciam, até mesmo Shanks, Buggy e Zoro que estavam na mesma festa não se reconheceram, o que seria uma ótima oportunidade para formarem maiores laços de amizade.
Pouco depois, a van que os levará para o acampamento finalmente chegou. Eles ficariam divididos em duas barracas: Zoro, Nami, Sanji e Vivi ficariam em uma; Shanks e Buggy em outra e passariam tanto o sábado como o domingo no local. Dentro da Van, as meninas começaram uma amizade, o cozinheiro as espiava, o de cabelos verdes dormia e os dois amigos de infância conversavam civilizadamente.
Até, enfim, chegarem! Era um local enorme, cheio de pássaros e pequenos animais que viviam por entre as árvores, cheiro de orvalho por toda parte, som de cachoeira ao fundo e diversos mosquitos porque nem tudo é perfeito. Todos ficaram encantados ao ver a enorme área em que ficariam, mas não perderam tempo.
– É melhor a gente armar as barracas agora e depois partir pra cachoeira. Que tal? – Sanji sugere.
– Não tem risco de ninguém roubar, não? – Buggy pergunta. – Ou um urso invadir, sei lá.
– Tem ursos aqui? – Shanks se surpreende. – Wow!
– Não tem ursos, ursos não vivem nesse ambiente. – Nami esclarece.
– Então vamos armar logo as barracas. – Vivi afirma.
– Sim, vamos armar as barracas. – Zoro diz, mas na verdade já estava encostado em uma árvore e dormindo tranquilamente. – Me chamem quando acabar.
– Ei, ei, ei! – Sanji demoniza a atitude preguiçosa do outro e lhe dá um chute. – Levanta daí, não espere que as pessoas façam as coisas por você!
– Relaxa, Cook, foram muitas horas de viagem, eu tô cansado...
– Todos nós pegamos a mesma van, idiota.
– Aham, aham. Será que você pode sair da minha frente? Tá fazendo sombra.
– Meninos, não briguem. – Nami se aproxima. – Todos nós vamos armar a barraca juntos, tá bom? Olha só! O Shanks e o Buggy já estão fazendo a deles.
Do outro lado, Shanks e Buggy armando a barraca...
– Não é aí, idiota! – Buggy se irrita após o outro enfiar a estaca no lugar errado e dá um tapa nele.
– Ai! É aonde então?
– Aqui, deixa eu mostrar. – Ele pega a tenda, mas acaba fazendo um pequeno rasgo quando vai abri-la.
– Você rasgou a nossa barraca!
– Hã? E-Eu não, e-ela já tava assim...
– Mentiroso, não tava não, eu comprei ontem.
– Isso que dá ficar comprando em camelô.
– E o que a gente faz agora? Prende com fita durex?
– A fita durex nunca decepcionou ninguém antes.
Como conclusão, a barraca dos dois rapazes estava armada, porém, um pouco desequilibrada uma vez que coberta com a tão famigerada fita. Enquanto isso, Zoro finalmente levantou-se da árvore para ajudar a armar sua tenda e ela ficou até muito boa, visto que Sanji era perfeccionista, as meninas habilidosas e o de cabelos verdes forte.
– Que tal assim? A gente troca de barracas. – Buggy sugere, vendo a obra de arte feita pelos outros. – Vai ser um jeito de fortalecer nossa amizade.
– Deixa disso, Buggy, a nossa nem ficou tão ruim assim. – Shanks afirma, mas logo em seguida a tenda deles cai. – Ah, ela caiu.
– Que maravilha...
– Pelo menos agora vocês podem dormir, literalmente, ao ar livre, como em um verdadeiro acampamento. – Sanji fala.
– Bom, depois a gente resolve isso! – O ruivo vira de costas para não precisar ver sua casa desmoronada. – Vamos nadar!
E foram exatamente o que fizeram. Cada um pois seus trajes de banho e realizaram uma caminhada em direção à cachoeira, que não ficava muito longe dali. Conforme iam se aproximando, o cheiro d'água e som da queda iam se intensificando. Ao finalmente chegarem, notaram a verdadeira obra de arte da natureza.
– Aaaaaaaaw, que linda! – Nami e Vivi exclamam.
– Uh, é enorme! – Shanks e Buggy afirmam.
– Por que você não tenta dormir debaixo dela, Marimo? – Sanji sugere. – Vamos ver se algas marinhas respiram mesmo na água.
– É mais fácil você desmaiar, bater a cabeça na pedra e afundar depois de ver alguém de biquíni, Ero-cook.
– O que você disse, maldito?! – E os dois já se preparam pra uma briga.
– Um, dois, três e... – Shanks e Buggy deram as mãos, se afastaram da cachoeira e foram correndo em alta velocidade, até finalmente pularem juntos dentro dela com todas as forças. – JÁ!
Ao serem os primeiros a adentrar à água, os dois acabaram contagiando o resto do pessoal que entrou junto, mas logo se arrependeram devido a temperatura que estava em um frio tão congelante que seria capaz de fazer os pinguins sentirem frio.
– Uuh, que frio! – Nami estava congelando.
– Deixa que eu te protejo, Mellori–
– Ei, Nami. – Porém, antes que o bravo herói Sanji pudesse salvá-la, Vivi apareceu. – Se nós mergulharmos juntas o frio passa. Quer tentar?
– Boa ideia! – E assim, as duas deram as mãos e mergulharam.
– Aah, que água boa! – Roronoa dizia, de olhos fechados e boiando por aí.
– Ei, Buggy. – Shanks o chama.
– Huh?
– TOMA ESSA! – E, do nada, afoga o pobre homem de cabelos azuis.
– P-Por que você fez isso? – Porém, Buggy fica desesperado. – E-Eu não sei nadar! D-Desde criança eu tenho problemas de respiração e já fui parar até em hospital, não lembra?
– V-Verdade? Nossa, desculpa mesmo, eu não sab–
– TOMA ESSA! – Buggy para de fingir e contra-ataca, empurrando a cabeça dele debaixo d'água. – Hahaha, primeira regra da vida! Jamais confie em seus inimigos.
– Aaaah, maldito! – Os dois amigos, então, iniciam uma briga aquática, jogando água um no outro e até mesmo brincando de corrida.
– Ei, Marimo. – Sanji o chama.
– Hm?
– Isso é pra você aprender a fazer outra coisa além de dormir! – Ele puxa a perna do outro, fazendo-o cair na água e se afogando com o susto.
– M-Maldito, por que você fez isso?! – Zoro fica indignado.
– Pra ver se você acorda.
– Tsc, eu vou te mostrar quem tá acordado...
Começou uma competição de corrida naquele mesmo local. Sanji foi nadando por sua vida, uma vez que era seguido por um homem raivoso e cheio de fúria com intenções de afogamento. Nami e Vivi eram as únicas comportadas, já que preferiram ficar debaixo da queda d'água, tomando uma limonada. Shanks e Buggy continuavam com as brincadeiras infantis.
Mais tarde, fizeram times para jogar vôlei aquático, ficando Nami, Shanks e Sanji de um lado; Vivi, Buggy e Zoro do outro. O time vencedor ficaria responsável por limpar a bagunça após o acampamento e, graças a distração do loiro pelas duas mulheres, o time de Zoro ganhou, resultando em uma ruiva furiosa.
Ao saírem de vez da água, realizaram um lanche debaixo do sol, seguido por mais algumas atividades, jogos e piques. Shanks e Zoro viraram amigos de cerveja, Nami e Vivi viraram amigas em geral e Sanji e Buggy viraram amigos por influência do ruivo, que sempre ia à lanchonete do loiro. No final, acabaram realmente aflorando as amizades.
No final do dia, já cansados, os seis jovens se reuniram bem no meio do acampamento. O céu estava completamente negro e lotado de estrelas brilhantes, iluminadas por uma calorosa fogueira. Começaram a contar uma série de histórias e comer alguns marshmellows juntos, cantando e se divertindo.
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