Verbotene Liebe
8 Desapego afetivo

Muito embora alguns estejam aproveitando o fim de semana em um acampamento, ainda no sábado depois da recente festa, outras pessoas seguiam com sua vida. Era o caso de Eustass Kid que despertou em sua cama, abraçado com Law, que estava dormindo calmamente em seu peito. Assim que acordou, o ruivo bocejou e deu um pequeno beijo entre os cabelos do outro.
– Bom dia.
– Hnm? – Law acordou sonolento e coçou seus olhos, olhando para o ruivo em seguida. – Ah, bom dia...
– Dormiu bem?
– Uhum. – Sobe no peito do ruivo e vai em direção a seu rosto, dando-lhe um beijo nos lábios. – Obrigado.
– Não precisa agradecer, a noite foi ótima.
– Gostou da festa?
– Bastante, fazia séculos que eu não ia a alguma festa assim. E você?
– Também, pena que hoje é sábado, eu preciso trabalhar à tarde.
– Você não se cansa, não? Nossa, eu tô ainda com um pouco de dor de cabeça pela ressaca.
– Nah, eu nem bebi, justamente por saber que precisaria ir à clínica no dia seguinte. Eu só vou às festas mesmo pela diversão.
– Entendi... bom, eu vou preparar o nosso café da manhã. Quer tomar banho enquanto isso?
– Pode ser.
Eustass mostrou ao outro onde ficava o chuveiro para, em seguida, ir preparar o café dos dois. Fez algumas torradas e bebeu bastante água para se curar da ressaca, porém, enquanto fritava alguns ovos, Law apareceu por detrás dele, somente com uma toalha presa à cintura, o abraçando pela mesma.
– Tá com um cheirinho tão bom... – Disse, apoiando seu queixo nas costas nuas do ruivo para observá-lo.
– Eu tô acabando de fazer agora, quer algum suco?
– Você é tão gentil comigo, Eustass.
– Sério? Você é a primeira pessoa que me diz isso.
– Comigo pelo menos você é bonzinho.
– Ah, sou, é? – Kid se vira, ficando de frente para Law e abraça sua cintura com força, o puxando para si junto com um sorriso malicioso.
– Não é? – Law continuava também o abraçando pela cintura, o que faziam ambos estarem bem próximos um do outro.
– Acho que eu venho te dado uma impressão errada sobre mim, então. – Se abaixa, indo até o pescoço dele e dando algumas mordidas misturadas com chupões. – Melhor dar um jeito nisso o mais rápido possível.
– E como você pretende fazer isso?
– Vejamos... – Ele passeia com seus lábios do pescoço até a orelha de Law, dando mordidas no lóbulo. – Eu posso te mostrar. – Desce com uma de suas mãos, indo em direção às pernas do outro e sussurra, caminhando com seus lábios até a boca do outro.
– Ah, é? Me mostra então.
– Com prazer.
Eustass apoia um de seus dedos nos lábios do moreno, abrindo levemente sua boca e aproximando-se com a dele, ameaçando dar um beijo. Ele também levanta Law pela perna, segurando-as por debaixo da toalha e apertando suas coxas, fazendo o menor se jogar contra seu peito.
Sem mais, antes do beijo em si, Kid puxa o lábio inferior do outro com seu dente, dando algumas chupadas junto com um sorriso malicioso que é correspondido do mesmo jeito. Só então ele, enfim, o puxa para um beijo bem intenso, chupando e brincando com a língua de Trafalgar.
O ruivo também se vira, deixando o garoto sentado na bancada de sua cozinha enquanto prossegue o beijando. Law arranhava suas costas, ao mesmo tempo em que Kid apoiava suas mãos na virilha do outro, ainda por baixo da toalha, dando também arranhões bem fortes a fim de deixar marcas. Seus lábios descem até o pescoço do moreno, deixando chupões fracos junto com mordidas.
– Ei... – Law diz, enquanto tinha seu pescoço beijado.
– Hm? – Kid nem se importa, continua o chupando e sentindo seu cheiro.
– Esse ovo na frigideira já não tá pronto, não?
– Ahn? – Foi quando ele se toca e volta a olhar a face do moreno. – C-C-Caramba, eu esqueci completamente!
Ele, então, deixa o garoto sentado na bancada da cozinha e vai verificar o ovo, que já estava mais do que queimado. Law apenas achava graça do ruivo que reclamava para si mesmo, continuamente.
– Tsc, merda! – Kid grunhia de ódio.
– Relaxa, acontece. – Responde, despreocupado.
– Parece que o nosso café da manhã vai se resumir à torrada e suco.
– Tem café?
– Adoçante ou açúcar?
– Nenhum dos dois, eu tomo puro.
Os dois resolveram deixar os ovos queimados de lado e se sentaram à mesa, tomando seu café da manhã juntos. Foi então que Eustass decide perguntar, por curiosidade.
– Ei, afinal quem era aquele loiro da festa de ontem e por que ele tentou arrumar briga contigo?
– Quem, o Doflamingo? – Responde, tomando seu café normalmente. – Ah, ele era meu professor quando eu tinha dezesseis anos, nós tínhamos um caso.
– Wow, sério?
– É, mas aí eu me enjoei dele e fiz um outro professor nos pegar no flagra. O Doflamingo acabou sendo demitido depois disso e até hoje ele guarda rancor de mim.
– Com razão, né. Isso justifica totalmente ele querer te matar.
– Mas ele não sabe que eu pedi pra esse outro professor nos flagrar, eu fiz tudo parecer um grande acidente, heh.
– Nossa, você é horrível.
– Que foi, não gosta mais de mim?
– Pelo contrário, isso só aumentou o meu tesão por você. – Kid lança um sorriso diabólico. – Adoro garotinhos rebeldes.
– Oh, agora eu estou começando a entender o porquê de não te acharem tão bonzinho quanto eu imaginava que você era. – Law retribui esse mesmo sorriso, soltando um malicioso.
– Parece que estamos descobrindo um novo lado um do outro, afinal.
– Pois é. – Ele termina de tomar café. – Mas agora eu preciso ir cedo pra casa, por causa do trabalho. – E se levanta, indo em busca de suas roupas.
– Que pena, seria tão bom se você ficasse... nós nos vemos segunda, então.
– Ah, segunda eu vou precisar atender um paciente em horário integral, até tinha esquecido de te falar. – Diz longe, no quarto, se arrumando.
– Então eu só vou te ver na quarta?
– Parece que sim. – Em seguida vai até ele, já vestido, segura sua nuca e o puxa para um beijo de despedida. – Eu já vou nessa, obrigado pela noite e pelo café.
(…)
Enquanto isso, do outro lado da Alemanha, Luffy estava acabando de acordar depois de ter ido à festa da sua escola também no dia anterior. Assim que despertou, desceu até onde seus dois irmãos mais velhos e seu pai estavam tomando café da manhã.
– Bom dia... – Disse, sonolento. Sabo também estava cansado, Ace estava dormindo em uma tigela de cereais.
– A festa de ontem foi bem cansativa pelo visto, hein. – Dragon, o pai deles, comenta. – Alguém pode tirar a cabeça do Ace dessa tigela antes que ele se afogue no leite..?
– Ace, acorda... – Sabo, embora estivesse quase desmaiando, puxa o cabelo do outro e o faz voltar a respirar.
– Ahn, quê... – Ele acorda com dificuldade. – Bom dia...
– O que aconteceu na festa de ontem? – O pai pergunta. – Beberam muito?
– O Luffy e o Ace fizeram uma competição de comida e eu fiquei bebendo com uma garota que eu conheci lá.
– Eu ganhei porque o Ace dormiu! Kishishishi. – O garoto sorridente afirma.
– Oh, e que menina foi essa que você conheceu, Sabo? – Dragon questiona. – Alguma namoradinha?
– O Sabo, namorando? – Ace começa a rir. – Pffff, hahahahaha!
– Qual é a graça? – O loiro se sente atingido. – Eu nem lembro mais o nome dela, mas poderia ser alguém sim, tá?
– Você é muito sem graça, eu nem nunca te vi ficar com alguém em festas, nem dá pra te imaginar namorando.
– Porque eu não sou do tipo que fica com qualquer pessoa, mas isso não me torna alguém “não-namorável”.
– Bom, se até o Luffy tá namorando então eu não duvido de mais nada.
– Por quê? – Luffy indaga distraído, com uma torrada na boca. – O que tem eu namorar?
– É verdade, né. – Sabo concorda. – O Luffy é o mais novo, o mais inocente e é o único entre nós que não tá solteiro.
– Como vai o seu namoro, filho? – Dragon puxa assunto.
– Ah, normal, hoje à tarde eu vou ver o Eustass. E você, pai, não tá saindo com ninguém, não?
– E-Eu? Ah... – Ele responde meio encabulado. – Eu até estou, mas não é nada sério.
– Sério? – Ace olha para ele como se tivesse levado um susto, um pouco desconfortável e sem gostar nada do que ouviu.
– Mas realmente não é nada sério, só estamos nos conhecendo ainda.
– Que legal! – Sabo comemora. – Você tá sempre muito sozinho, trabalha o dia todo, é bom mesmo ter alguém pra namorar. Ela é legal?
– Sim, ela é gente boa, vocês iam gostar dela.
– Mas ela não substitui a nossa mãe. – O garoto de sardas volta a falar, com semblante incômodo.
– Ninguém vai substituí-la, Ace. – Dragon segura a mão do filho. – Ninguém.
– E-Então... – Sabo muda de assunto. – Querem ir jogar videogame?
(…)
Mais tarde, já eram 16h e Trafalgar, no momento, estava em seu ambiente de trabalho, o consultório, sentado em uma mesa qualquer e conversando com seus companheiros Sachi e Penguin, mordiscando uma caneta qualquer para passar o tempo.
– O Luffy está atrasado. – Comenta, frio.
– Talvez ele tenha se cansado de você. – Penguin sugere.
– Impossível. Quem se cansaria de mim?
– O Law tá tão acostumado a escolher que não aceita que alguém pode não gostar mais dele. – Satchi murmura. – Até deu um fora no Eustass.
– Eu não dei um fora no Eustass, só desmarquei segunda-feira. Eu tenho visto ele demais, isso pode ser perigoso.
– Tá com medo que ele se apaixone por você? – Penguin questiona.
– Sim, quando eu vejo uma pessoa várias vezes ela acaba começando a gostar de mim, isso já aconteceu antes. É um saco.
– Ai, ai... – Satchi pensa alto. – Eu queria tanto ver como seria o Law apaixonado.
– Law? Apaixonado? – Penguin debocha. – Hahahahahaha! Boa piada.
– Eu não pretendo me apaixonar, idiotas. Qual é o problema de não querer compromisso? Eu vivo a minha vida perfeitamente bem sozinho.
– Sozinho não, com várias pessoas.
– Exatamente. E eu só desmarquei com o Eustass segunda-feira pelo bem dele, seria ruim se ele começasse a gostar de mim, mais um iludido no mundo.
– Você é tão frio...
– Eu não sou frio, só sou quente demais. E vocês dois, quando vão parar de frescura e assumir logo que gostam um do outro?
– G-Gostar desse idiota? Eu? – Penguin e Satchi dizem juntos, em tom de sarcasmo. – Pfff, até parece! – E desviam o olhar. – Como se isso fosse acontecer alguma hora... claro que não.
– Já estão até falando juntos...
Após a última frase, a campainha tocou.
– Ótimo, o Luffy chegou! – Law foi atender a porta, encontrando o garoto sorridente do chapéu de palha. – Yo, Luffy.
– Oi! – Ele entra vestindo uma bermuda azul junto com uma camisa branca, cumprimentando tanto Law como os outros dois. – Desculpa pela demora.
Com o garoto já tendo chegado, Trafalgar pôde levá-lo até sua sala sem mais delongas. Luffy entrou e, enquanto o outro trancava a porta, sentou-se na cama de hospital que havia lá, retirou seu chapéu e ficou aguardando o médico, batendo as pernas umas nas outras.
– Senti saudades de você. – Law fica de frente para o garoto sentado, apoiando suas mãos tanto na cintura quanto nas coxas de Luffy e o olhando bem de perto. – Achei que não viria mais.
– É que eu fiquei jogando videogame com os meus irmãos. – Luffy abraça o pescoço do outro, aproximando seu rosto e indo com seus lábios ao encontro dos de Law, até ambos se iniciarem um beijo.
Trafalgar Law P.O.V
Continuamos a nos beijar e não paramos; fui com uma de minhas mãos por debaixo da camisa que ele usava, acariciando sua barriga e seu peito, indo ao encontro de seus mamilos para apertá-los levemente. Luffy ficava arrepiado com o toque e dava para perceber facilmente. Apoiei a outra mão em sua coxa.
Passei-a por debaixo da bermuda que ele usava, deixando pequenos arranhões a caminho de sua virilha para, logo após, tirar a minha mão de onde estava e acariciar seu volume ainda por cima da calça, apertando seu testículo e o corpo de seu membro. Ele estremeceu um pouco, mas logo se apoiou em meu peito.
Comecei a dar algumas mordidas em seu lábio inferior enquanto pressionava minha mão contra sua bermuda, deixando que escapasse alguns pequenos gemidos da boca dele. Luffy abriu meu jaleco e tirou minha camisa, até que meu peito ficasse desnudo.
Realizei a mesma ação, tirando sua camisa branca, e desci meus lábios, percorrendo seu pescoço com mais beijos e pequenos chupões. Não demorou muito para que eu também abaixasse sua bermuda, deixando-o apenas de cueca.
– Torao... – Ele veio com o rosto em direção ao meu peito, dando beijos pelo entorno.
– Luffy... – Segurei em seus cabelos, dando pequenos puxões ao mesmo tempo em que ele beijava meu peito cada vez mais embaixo. O garoto levantou e me abraçou pela cintura, descendo com seu corpo e abrindo minha calça jeans, abaixando-a.
Ele ajoelhou no chão e terminou de despir-me da calça, tirando também minha cueca com a boca e me olhou lá debaixo, com um ar de malícia. Retribuí, deixando um leve sorriso inquieto em meus lábios e segurando em seus cabelos. Luffy logo usou a língua para pegar meu membro, colocando-o em sua boca.
Olhei para cima, sentindo sua saliva acariciar completamente meu membro, até ele se enrijecer na boca do menor, que continuava a dar mais lambidas e chupadas envolta. Meu membro já estava duro o suficiente e bem molhado, então subi o garoto pelos cabelos e voltei a beijá-lo.
Virei-o de costas e Luffy inclinou-se na cama, ficando com a coluna bem reta e quadris empinados. Retirei sua cueca e me ajoelhei, afastando suas pernas e pressionando meu rosto entre suas nádegas, elevando minha língua até sua entrada e o chupando. Deixei-a o mais molhada possível para facilitar a entrada, até conseguir colocar dois dedos com facilidade.
– Aahn... – Ele soltou um leve gemido, o que me fez levantar e roçar meu membro contra suas nádegas, ameaçando entrar e deixando minha glande adentrá-lo levemente de propósito. Puxei também seus cabelos negros, enquanto ele se apoiava na cama.
– Você é tão gostoso... eu vou entrar, tá?
– T-Tá.
Posicionei meu membro mais ainda em sua entrada, indo levemente para não machucá-lo. Foi inevitável que Luffy não soltasse um longo e infinito gemido assim que eu entrara totalmente, mas logo o abafei, colocando dois dedos meus dentro de sua boca e brincando com sua língua enquanto o penetrava.
– Ahn... hnm... – Ele soltava barulhos entre meus dedos, chupando-os.
– Aaahnn... gostoso...
Iniciei as estocadas, adentrando seu corpo o mais fundo possível e o deixando ainda mais excitado. Segurei com uma das mãos em seu quadril para apoio, e com a outra, fui o masturbando e deixando seu membro tão rígido quanto o meu.
– Aaaaahnn..! – Luffy gemia cada vez mais alto. – Aahn, ahn... – E em ritmos desproporcionais, junto comigo. – T-Torao... eu já vou...
Fui fazendo movimentos cada vez mais rápidos e fortes, puxando até mesmo seu ombro para conseguir ir ainda mais fundo, permitindo que o garoto conseguisse gemer até que sua voz cessasse. Não demorou muito para eu sentir seu líquido escorrendo por minhas mãos e logo após fiz o mesmo, gozando dentro dele.
– Ahn... – Fiquei ainda com meu membro dentro dele por algum tempo, até minha respiração se acalmar. Depois, peguei alguns pedaços de papel para não deixar o líquido escorrer, tirando-o em seguida. Luffy pegou suas roupas e foi até o banheiro terminar de se limpar; aproveitei esse tempo para me vestir também.
– Que horas são? – Ele me perguntou quando saiu do banheiro, nós dois já estávamos vestidos.
– São... 16:47.
– Ah, acho que dá tempo de eu ir comer alguma coisa antes de voltar pra casa, eu tô morrendo de fome.
– Tem uma lanchonete aqui perto, no final da rua.
– Sério? Aaah, obrigado! Eu não conheço muitas coisas por aqui.
– Por nada. – Puxei seu braço, abraçando sua cintura e dando-lhe um último beijo, antes de levá-lo até a porta.
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