Verbotene Liebe

5 A festa onde nossa turminha do barulho irá arrumar altas aventuras num clima de muita azaração!


O que é melhor do que passar o dia todo enfurnado em uma sala de aula, preocupado com a sua grade de matérias enquanto diversos adolescentes te ignoram, jogam bolinhas de papel em você, te xingam ou desejam a sua morte? Praticamente nada, mas como hoje é sexta à noite, dois professores que, pasmem, também tem vida social, estavam em uma festa!

Se tratava de uma grande casa de veraneio com um quintal exuberante. Ela tinha exatamente dois andares e era dividia em: céu (segundo andar), purgatório (primeiro andar) e inferno (subterrâneo, a área em baixo da piscina). Cada um tinha uma área específica, mas nesse exato momento, nossos dois amigos Shanks e Buggy estavam no purgatório.

O purgatório nada mais era que a área mais simples, como em toda festa. Tinha uma pista de dança enorme cheia de pessoas, luzes negras e coloridas, diversos Djs e, ao fundo, um pequeno bar onde era servido bebida, petiscos e alguns salgados. Era exatamente onde Shanks e Buggy estavam, conversando e comendo.

– E aí, o que tá achando? – Shanks pergunta eufórico após pedir sua bebida. – Bem animada, né?

– Eu confesso que nunca tinha ido à uma festa que ficava em uma casa de verão, eu achei que seria um clube fechado. – Buggy responde. Ambos estavam sentados juntos no balcão do bar. – Eu só não entendi uma coisa.

– O quê?

– Por que é que... só tem homem aqui?

De certo, o lugar até poderia estar cheio de pessoas. Do lado de fora do purgatório, que era onde a pista de dança e o bar se localizava, tinha uma piscina enorme com diversos jovens nadando, inclusive alguns sem roupas, além de estarem distribuindo glitter e purpurina; mas o mais interessante é que só haviam homens, nenhuma mulher. Buggy não pôde deixar de achar estranho.

– Ah... – Shanks responde incerto. – Eu não sabia que você se importava.

– Mas como assim? Quer dizer, eu geralmente venho às festas pra beber, mas tem gente que vem pra ficar. Se não tem mulher aqui como faz?

– S-Sério? Hahahaha, você é muito engraçado!

– … não era pra ser uma piada, mas...

– Você ainda não percebeu?

– Percebi o quê?

– Olha à sua volta, Buggy.

Buggy fez o que o ruivo mandou e começou a encarar a pista de dança, onde diversos homens estavam aproveitando a noite. Porém, acabou se assustando ao perceber que a maioria não só apenas dançava, como beijavam-se e ainda com direito a várias pegadas pelo corpo.

– P-Por que esses caras estão beijando caras?! – Ele pergunta, espantado. – É a crise?!

– Não é crise! Fala sério, a gente até pode ter nascido em um Estado conservador, mas você nunca viu?

– Ahn... só em filmes...

– Mas relaxa aí! Vamos beber, esquece isso.

Ao mesmo tempo em que os dois rapazes estavam bebendo e comendo, foram conversando sobre vários assuntos diferentes e até mesmo de suas infâncias. Mal perceberam que estavam rindo tão alto que ia além do barulho do som, principalmente Shanks, que não parava um segundo de bater na mesa.

– Você ficou preso na Dama de Ferro e DORMIU lá, como é que você conseguiu? – Buggy dizia assustado.

– Hahahahahahha! – O ruivo apenas ria repetidas vezes em retribuição. – Eu lembro disso, eu lembro disso! Foi muito legal!

– Não foi nada legal! – Embora parecesse que estava brigando, Buggy ria junto. – Você ficou horas preso em uma caixa com pregos, idiota!

– Hahaha, mas também eu– opa...–

A fala de Shanks fora interrompida bruscamente duas vezes quando duas pessoas desconhecidas se sentaram em um banco atrás dele, porém, como essas duas pessoas estavam se beijando de modo terrivelmente violento, ou seja, com várias pegadas e mordidas, acabaram esbarrando no ruivo e o impedindo de falar. Buggy ficou chocado, mas logo as duas pessoas saíram dali e foram para outro canto.

– Q-Que é que foi isso? – Buggy pergunta perplexo. – De onde surgiram esses caras e porque eles estavam nesse fogo todo?!

– Hahaha, ignora, é o efeito do álcool.

– A-Ahn, ei... – Contudo, o de cabelos azuis ainda não sabia lidar muito bem com aquilo e se abaixou, se aproximando de Shanks, como se fosse cochichar. – Posso te dizer uma coisa?

– Claro, diga. – O ruivo também se aproximou e ambos falavam baixo.

– Eu nunca visto esse negócio de tantos homens juntos... eles gostam mesmo disso? Eles não sentem falta de nada, não?

– Nah, não tem muita diferença, não.

– V-Você já... f-fez isso com outros homens?

– Do que você tá falando, Buggy? – Shanks se aproximou mais até a ponta do nariz de ambos quase se tocarem e ficou encarando-o bem de frente. – Eu te beijei na infância, esqueceu?

– Mas nós éramos crianças... – Ele disse, meio em dúvida, mas não se afastou. – Aquela vez não contou, certo?

– E agora, conta?

O ruivo ficou olhando diretamente para os olhos castanhos do outro com um leve sorrisinho, enquanto Buggy não sabia muito bem o que deveria fazer, mas não se afastou. Shanks, então, se aproximou mais ainda e segurou a nuca do de cabelos azuis, juntando os lábios dos dois em um beijo lento, sem pressa alguma, dando chance de provarem a boca um do outro. O menor fechou seus olhos e sentiu algo de diferente, mas somente se afastaram naturalmente.

– Nossa... – Buggy se surpreendeu, mas logo se afastou e voltou a si. – N-Nã, q-quer dizer eu, é que...

– Viu só? – Shanks diz calmo, com o mesmo leve sorriso. – Não tem diferença.

– É... eu acho.

Buggy ficou com o rosto corado, mas o virou e tentou disfarçar voltando a beber. Shanks também realizou a mesma ação por gostar da bebida, embora não estivesse nem um pouco incomodado em beijar o amigo ou com algum tipo de timidez. Ambos acabaram voltando a conversar normalmente para acabar com o clima.

E, ao mesmo tempo, chegando na festa, também no purgatório, que era o andar onde Shanks e Buggy estavam, duas pessoas apareceram. Se tratavam de Doflamingo e Kaidou que vieram juntos, no mesmo carro, e agora estão sentados no balcão do bar, pedindo bebidas e petiscos. O de cabelos negros estava meio recluso, enquanto o loiro apreciava o som.

– Aaah, que ótimo! – Doflamingo exclama, de pernas cruzadas, observando os jovens dançando na pista enquanto bebia whisky. – Fufufufu, adoro festas.

– Eu ainda não sei porque você me trouxe pra cá... – Kaidou diz tímido, juntando suas pernas uma nas outras e olhando fixamente para o chão, bebendo água para se acalmar. – A última festa que eu fui foi no aniversário da minha mãe e eu estava muito bem com isso, obrigado.

– Argh, deixa de frescura, Kaidou! – O loiro dá um tapa nas costas dele. – Olha só pra toda essa gente, toda essa bebida, todas essas pessoas. Não era você quem gostava de todo mundo? Então!

– Doffy... – Kaidou sussurra baixo para ele. – Esse ambiente não é pra mim...

– Por quê?

– Aqui só tem pessoas jovens e bonitas... – Ele fica recluso. – Eu não me encaixo nesses padrões.

– Tsc, deixa de frescura, Kaidou. Desde quando tem um tipo físico pra ir à festas?

– É fácil você dizer isso... você sabe que eu não me sinto bem nesses ambientes, eu não sou fã de álcool e não conseguiria ficar com ninguém daqui.

– Mas você não cansa de ser frescurento, hein. Se você quer ficar com alguém, então fica, as festas servem pra isso!

– É fácil pra você falar, né. – Kaidou não tinha autoestima. – Você é jovem, bonito, rico, loiro...

– Fufufu, eu sei, eu sou perfeito.

– Você conseguiria qualquer um que quisesse, eu não! Meu lugar não é aqui, é ficar vendo televisão em casa e comer chocolate com os meus gatos.

– Já chega disso! – Doflamingo abraça o outro pelo ombro e fica olhando pra pista de dança. – Vai, escolhe um, qualquer um. Eu vou arranjar alguém pra você.

– D-D-Do q-que v-você tá falando? É-É claro que não, né! N-Não é assim...

– Assim como?

– Não é assim... tem que rolar alguma coisa antes.

– Affs, mas é muita frescura... fica olhando, eu vou te mostrar.

Doflamingo ficou estudando o local e logo encontrou seu alvo. Do outro lado do balcão do bar, um homem alto, moreno e com muito gel no cabelo estava encostado na parede enquanto fumava um charuto. Ambos, tanto ele como Crocodile, mesmo não se conhecendo, acabaram trocando olhares. O loiro soltou um sorriso descontraído e o de cabelos negros fechou os olhos e deu um leve riso enquanto fumava.

Kaidou ficou só observando seu amigo se levantar, ir até ele e, sem dizer nada de antemão, segurar sua cintura e tirar o charuto de sua boca. Doflamingo não tardou em beijá-lo, apertando bem seus quadris, enquanto Crocodile puxava seus cabelos e retribuia o beijo repleto de mordidas e chupões na língua. Ao finalizar, o loiro retornou para perto do amigo como se nada tivesse acontecido.

– Viu só? – E ainda soltou um sorriso vitorioso.

– N-N-N-Não v-vi nada. – Contudo, Kaidou tinha desviado seu olhar e apenas bebia água como se sua vida dependesse disso. – E-Eu não acredito que você fez uma coisa dessas...

– Tsc, qual é o problema dessa vez?

– V-Você conhecia aquele sujeito?

– Não.

– Perguntou o nome dele?

– Não.

– Falou pelo menos um oi? E se ele for um maníaco? Um assediador? Um sequestrador? Um ex-presidiário?

– Kaidou, para com essas coisas! Mas que porre, você pelo menos aprendeu a como chegar em alguém?

– V-Você quer que eu faça isso?

– Sim, ele tá lá ainda. – Doflamingo olha de relance para Crocodile. – E provavelmente vai ficar na mesma por um bom tempo.

– Doffy, não é assim... eu não gosto desse negócio rápido, eu preciso de romance na minha vida! Minha lua em câncer pede por isso, entende?

– Que seja então. – O loiro simplesmente volta a beber seu whisky. – Frescurento.

Mesmo que Doflamingo e Kaidou estejam aproveitando a noite bebendo, na pista de dança, outros jovens se divertiam de maneiras distintas. Um deles era um médico moreno chamado Trafalgar Law que veio acompanhando de dois outros rapazes chamados Satchi e Penguin, porém, acabaram se perdendo na festa.

Trafalgar não era muito fã de ficar bebendo silenciosamente, gostava de curtir a noite como um verdadeiro adolescente. No momento estava dançando sozinho, mas logo lançou um olhar para um outro homem mais velho, de cabelos brancos que estava no bar, mas não deixou de notar o rapaz.

Smoker, que estava no bar fumando um charuto e bebendo ao mesmo tempo, acabou cruzando seu olhar com Trafalgar e se interessou. Guardou seu charuto, levantou-se, andou até o moreno e, ao se aproximar, logo abraçou sua cintura na altura de sua bunda, mais especificamente no cós de sua calça.

– E aí. – O de cabelos brancos diz, olhando no fundo dos olhos dele. – Qual é a sua me olhando daquele jeito?

– Depende. Qual é a sua vindo aqui, me segurando desse jeito e perdendo seu tempo falando?

– Tsc, garoto rebelde.

Não mais tardio, sem enrolações, os dois já se encontravam em um beijo verdadeiramente intenso, com o gosto ácido do charuto. Com uma das mãos, Smoker apertava os quadris do médico com força e, com a outra, puxava seus cabelos violentamente. Trafalgar colocou as mãos debaixo da camisa do homem e arranhou suas costas, dando espaço em sua boca para mordidas nos lábios.

Além dos beijos nos lábios, Smoker também dava chupões não muito fortes no pescoço do outro, que retribuia puxando o homem pela cintura com o intuito de se aproximarem ainda mais. Já estavam terrivelmente grudados e beijavam-se de maneira cada vez mais intensa, o que acabou chamando a atenção de uma pessoa no bar.

– C-Caralho... – Eustass Kid, que estava bebendo uma cerveja junto com Roronoa Zoro, acabou vendo Trafalgar na pista de dança.

– O quê? – Zoro perguntou, distraído.

– Aquele ali! Aquele ali beijando o cara de cabelo branco. – Kid apontava veenemente. – Aquele lá é o meu médico!

– Huh, o médico que você pega toda segunda, quarta e sexta?

– Isso, esse mesmo! É a primeira vez que eu o vejo fora do consultório.

– Caramba, hein... – Zoro olhava para os dois se pegando na pista de dança. – Seu médico é bem animadinho.

– É, ele é bem... animadinho.

– Que foi, Eustass? Tá olhando demais... bateu o ciúmes, é? Hahahaha!

– Tsc, vai se foder! – Ele dá um empurrão amigável no outro. – Nós não temos nada, nem sequer somos amigos, ele pega quem ele quiser.

– Mas será que é namoro? E se ele estiver traindo aquele cara contigo que nem você faz com o Luffy?

– Do que você tá falando, mano? É óbvio que é só pegação temporária, tá na cara.

– Cê que tá dizendo.

Ao mesmo tempo em que Roronoa e Eustass conversavam, Trafalgar ainda estava aos beijos com Smoker, que já encontrava-se com a mão em suas partes íntimas enquanto o médico abraçava seu pescoço e recebia beijos no pescoço. O de cabelos brancos também partiu para os ouvidos do médico, sussurrando.

Você é bem gostoso, hein, garoto... – Dizia, acariciando o volume de Law e mordendo seu lóbulo. – Quer ir pra outro lugar?

– Tipo onde, o inferno ou a sua casa?

Se quiser eu transformo a minha casa no verdadeiro inferno...

– Hm, então eu... – Contudo, enquanto Law recebia beijos no pescoço, acabou virando seu rosto e conseguiu ver Eustass Kid o olhando do bar. – Acho que tem gente nos observando...

– Huh? – Smoker não entende.

– Eu preciso ir.

Ele nem faz questão de dar tchau, deixa Smoker sozinho e vai até Eustass que ficou meio ansioso em vê-lo em um novo ambiente, mas disfaçou. Logo Trafalgar estava de frente para o ruivo e para Roronoa Zoro.

– E aí! – Eustass o cumprimentou. – Que coincidência em te achar aqui, hein.

– Se eu soubesse que você estaria aqui nós poderíamos ter vindo juntos. – Law diz, mas logo olha para o outro. – Trafalgar Law, prazer.

– Roronoa Zoro. – Ele o cumprimenta descontraído. – O Eustass fala muito bem de você.

– Cala boca, cuida da sua vida! – Eustass dá um empurrão nele.

– Oh, ele fala de mim? – Law fica surpreso. – Posso saber o que é?

– Ele diz que você é um excelente médico. – Zoro volta a dizer somente para irritar o ruivo.

– Que amor. E vocês estão juntos?

– Não. – Respondem em coro.

– Se importa se eu roubá-lo de você, Zoro-ya?

– Que isso, fica à vontade.

– S-Sério? – Eustass fica surpreso, mas logo tem seu braço puxado.

– Vem, vamos pra pista de dança!

O médico ignora totalmente a presença de Roronoa e leva Eustass para pista de dança mesmo o ruivo insistindo que não sabia dançar. O outro tão pouco se importou, o puxou logo para um beijo e acabaram curtindo a música sem se importar se sabiam ou não realizar os movimentos da dança. Ao mesmo tempo Zoro tinha ficado no bar, sozinho.

– Manda mais uma cerveja aí. – Ele disse para o barmen, que logo realizou seu pedido e trouxe a bebida. Contudo, uma pessoa se aproximou.

– Bebendo sozinho? – Era um sujeito alto, forte apesar de magro e com um cavanhaque estiloso.

– Pois é, meu amigo me deixou aqui.

– Que pecado. – O homem também pediu uma bebida, Whisky dessa vez. – Pode me chamar de Mihawk, aliás.

– Roronoa Zoro. Seus amigos te abandonaram também?

– Eu vim sozinho, na verdade eu não sou dessa cidade, vim aqui só pra conhecer mesmo.

– E tá gostando? O povo daqui é meio doido, mas é legal.

– Com certeza é bem mais animado do que a minha terra natal, mas eu só vou ficar até o fim de semana.

– Justo esse fim de semana eu vou viajar, se não até te levaria pra dar uma volta por aí.

– Que pena. Sua bebida tá acabando, quer que eu pague uma pra ti?

– Imagina, não precisa.

– Que nada. Ei, barmen! – Mihawk o chama. – Traz um Whisky pra mim e pro meu amigo aqui.

– Whisky, é? – Zoro fica interessado. – Eu costumo beber só cerveja, mas...

– É bom dar uma variada no cardápio de vez em quando. – Mihawk sorri pra ele com o copo na mão. – E cerveja é só uma entrada, não tem graça. Nem é pesada.

– Oh, tá me chamando de fraco pra bebida?

– Se a carapuça serviu. Mas eu não te culpo, vocês alemães só sabem apreciar um tipo de bebida.

– Oi, oi, oi... tá querendo uma competição de quem bebe mais, desgraçado?

– Eu não disse isso, mas... – Mihawk levanta seu copo mais uma vez. – Já que você insiste.

– Heh, isso vai ser interessante.

Ao mesmo tempo em que os dois rapazes subitamente começaram uma competição pra ver quem bebia mais, Eustass e Trafalgar ainda estavam na pista de dança, beijando-se no mesmo ritmo da música. O ruivo apertava a bunda do moreno e quase o levantava, resultando em Law puxando seus cabelos vermelhos com força.

– Viu só, você sabe dançar. – Trafalgar diz ao se separarem.

– Você é um filho da mãe desgraçado, isso sim. – Eustass comenta, rindo e dançando junto com ele. – Só você mesmo pra me arrastar pra uma pista de dança.

– Para com isso, vai, não é tão ruim assim. É melhor do que ficar enclausurado numa clínica.

– É, aqui tem mais espaço. – Eustass puxa Law pela cintura e levanta seu queixo. – E eu posso te beijar sem me preocupar com tempo.

– Pensando por esse lado...

Voltaram mais uma vez a cruzar os lábios, cada vez com mais intensidade. Eustass mordia forte o lábio inferior do médico e voltava a encontrar sua língua mesmo antes de fecharem a boca em mais beijos lentos e quentes. Não demorou muito para que o ruivo fosse com o rosto mais abaixo, beijando o pescoço e sentindo o aroma de Law.

Puta merda, você é muito gostoso... – Eustass sussurrava perto de seus ouvidos. – Eu quero tanto te levar lá pra casa...

– Relaxa, a gente tem ainda a noi... te... to.. caramba! – Do nada, Law acabou levando um susto.

– O quê? – E Eustass se afastou. – Eu fiz alguma coisa errada?

– Não, não, mas olha aquilo! – Law aponta para duas pessoas que estavam no bar, um loiro e um moreno. Eram Doflamingo e Kaidou.

– Huh, o quê? – O ruivo não entendeu. – Quem?

– Aquele ali... vem comigo!

Trafalgar puxou o braço de Eustass, que não entendia nada, e foi andando rápido até onde Doflamingo e Kaidou estavam.

– Eu realmente acho desnecessário ficar colocando quadro de cachorrinho na sala... – O loiro disse, reclamando.

– Mas eu gosto de cachorrinhos! Eles são fofos e enfeitam a sala. – Kaidou responde, amigavelmente.

– Tsc, isso pra mim é–

– E aí, Doflamingo! – Trafalgar chega o cumprimentando com um sorriso diabólico. – Quanto tempo.

– L-Law?! – Contudo, o loiro se assusta e não gosta nenhum pouco do que vê. – Que merda você tá fazendo aqui?

– Mas que falta de educação! – Law exclama e já se aproxima do loiro, segurando com leveza a gola de sua camisa. – Não vai me apresentar ao seu amigo?

– Eu prefiro poupá-lo de te conhecer, agora faz um favor pra si mesmo e some da minha frente.

– Como você é malvado, Doflamingo... – O médico, a fim de irritá-lo mais ainda, acaba sentando em seu colo, o que deixa Kaidou meio constrangido. – Não fala assim comigo...

– Sai de cima de mim, agora. – O loiro acaba se levantando e dá um empurrão em Law. – Fica longe de mim!

– Ow, relaxa. – E o médico não desiste, vai se aproximar mais e praticamente se joga no peito do outro. – Eu não mordo.

– Não ouviu? Eu mandei ficar longe de mim! – Doflamingo dá outro empurrão, mas dessa vez é tão forte que faz com que o médico caia, mas Eustass acaba o pegando antes de chegar ao chão de fato.

– Você ficou maluco? – Kid reagiu instantaneamente. – Não empurra ele!

– Tsc, você tem sorte de eu não ter matado esse pirralho ainda! – Doflamingo se revolta e vira para o ruivo. – E você, quem é? É o próximo alvo dele?

– Não te interessa quem eu sou! – Kid empurrra o loiro. – Só não encosta no Law!

– Hã, olha aqui. – Doflamingo reage, segurando a camisa de Eustass e o levantando. – Eu só vou te dar a porra de um conselho, não importa quem você seja, só fica longe desse garoto antes que ele destrua a sua vida!

– D-Doffy, calma... – Kaidou tenta se intrometer, mas era tímido então não fez nada.

– É, ele tem razão, fica calmo aí, Flamingo. – Law volta a dizer. – Eu só vim te dar um oi.

– Então cai fora daqui, o máximo de “oi” que você pode me dar é no inferno!

– Opa, tem um inferno aqui. Quer ir comigo?

– Vai se foder! – Doflamingo perde a cabeça e se prepara para dar um soco na face de Law, porém...

– NÃO FAZ ISSO! – Eustass entra na frente e acaba segurando o braço dele, ameaçando dar um soco junto. – NÃO ENCOSTA NO LAW! Olha aqui, eu só não te dou um soco pra não ser expulso, mas se você tocar um dedo nele...

– P-Po-Por fa-favor, gente!! – Kaidou aparece desesperado e chorando, mas apenas tampa seus próprios olhos. – N-Não briguem, vamos ser todos amigos!

– Tsc... só sai da minha frente. – Doflamingo dá as costas. – Eu não tô afim de me estressar nem ser expulso por sua causa de novo.

– Vem, Eustass-ya. – Law pega na mão dele e se retira. – Vamos sair daqui também.

– Pra onde vamos? – Kid pergunta, mas o segue.

– Você acredita em inferno?

– Não...

– Pois hoje você vai passar a acreditar.

Assim, Trafalgar acaba levando o ruivo até o andar inferior da casa, onde encontrava-se um local batizado como “inferno” por ser totalmente escuro e somente iluminado com luz vermelha. Tinham várias pessoas, uma cama de casal, dois colchões d'água, algumas cabines, quartos eróticos, etc. E, ao mesmo tempo em que os dois rapazes estavam lá, Doflamingo conversava com Kaidou.

– Tsc, só me faltava essa. – O loiro rangia os dentes e bebia seu Whisky com ódio no coração.

– Q-Quem era aquele garoto? – Kaidou estava assustado. – Tudo bem que você é malvado comigo, mas eu nunca te vi daquele jeito!

– Eu... posso te contar um segredo? – Doflamingo diz hesitante. – Mas não conta pra ninguém...

– Claro, você pode confiar em mim.

– Há dez anos, eu trabalhava como professor em outra escola, o Law tinha dezesseis e era meu aluno. Nós tínhamos um caso.

– Hã? P-Pera aí... – Kaidou fica perplexo. – V-V-Você teve um caso com o seu ALUNO?! – E acaba gritando.

– F-Fala baixo, idiota! – Doflamingo o puxou para fazê-lo calar. – Não foi como você tá pensando, ele é que praticamente me obrigou!

– C-Como assim?

– Tsc, ele começou a tirar notas baixas na minha matéria propositalmente e a direção ficou puta comigo porque ele era o melhor aluno do colégio. Aí eu mandei ele ficar depois da aula pra ter uma conversa...

– E o que aconteceu?!

– Ele ficou puxando a minha gravata, ficou querendo sentar no meu colo e ficava se aproximando pra me beijar, s-só que... eu tentava dizer não, porra, eu nunca senti atração por pirralho, principalmente por aluno que tá pouco se fudendo pro resto do mundo. Só que ele é diferente...

– M-Meu Deus... – Kaidou não conseguia sequer ouvir aquilo. – D-Diferente como?

– Sei lá, ele tem um espírito diferente! Sabe aqueles demônios sexuais? Inccubus, alguma parada assim.

– Isso não é desculpa, você não podia deixar um garoto te seduzir! Ele é praticamente uma criança!

– Olha aqui, inocente ele não era, nunca foi e nunca será. Eu sei que foi errado e eu passei a vida me odiando por isso, mas enfim, nós tivemos um caso por um ano inteiro, até que descobriram. Foi horrível.

– O que houve?

– A escola resolveu fazer vista grossa porque ele era um ótimo aluno, eles me demitiram sem falar nada pra ninguém. Aí eu entrei na Sweet Piece.

– Podia ser pior...

– Eu podia ter sido preso. E hoje foi a primeira vez que eu reencontrei ele em anos! Tsc, ele nunca muda.

– Q-Que coisa, nossa...

– Kaidou, vamos pra casa. Eu não tô afim de ficar no mesmo ambiente que esse traste!

– Sim, vamos, eu não aguento mais esse ambiente. – Kaidou olha pra todos os lados. – Eu não me sinto bem aqui...

– Tsc, foi uma péssima ideia ter vindo. Que merda!

– Não fica assim, Doffy. – Kaidou tenta consolá-lo. – Não foi tão ruim assim, vai.

– Do que você tá falando? Você odiou ter vindo pra cá desde o começo!

– T-Tá, no começo eu odiei, m-mas eu... gostei de ter passado a noite com você.

– Sério?

– S-Sim, sério, é que, sei lá... a gente nunca tinha saído juntos e... quando você me convidou, bom, q-quer dizer...

– Kaidou, para de enrrolar e fala como gente.

– Ah, não é nada, é que... a gente não deve estragar a nossa noite por uma visita indesejável! Pronto, é isso, foi o que o meu psicólogo disse. N-Não que outras pessoas sejam indesejáveis, todo ser humano é bom, é só que...

– Kaidou...

– O-Oi.

– Por que você tem essa mania irritante de falar embolado? Sério, isso irrita, puta que pariu!

– N-Nã, é-é que, q-quer dizer, e-eu... d-desculpa, eu não queria te irritar. É que quando eu começo a falar fica difícil parar porque eu gosto de falar, não é culpa minha, é culpa da minha lua em Câncer como eu já disse, e também tem o fato do meu sol ser em Libra e eu não sei muito bem formular fr–

Vendo que o moreno não iria parar de falar por um segundo, Doflamingo se irritou e segurou sua nuca, virando seu rosto e o calando com um beijo lento e calmo, de um jeito que ambos conseguissem sentir cada pedacinho da boca um do outro. Quando enfim se separaram, o loiro estava normal, mas o outro se encontrava tão chocado e com bochechas tão vermelhas que parecia explodir internamente.

– Pronto, ficou quietinho. – Doflamingo finalizou, bebendo seu Whisky até o final. – Vamos pra casa, tá tarde já.

– E.. ahn, nã, é que, mas eu, n-nã, q-quer dizer... – Kaidou começou a se embolar mais ainda e não encontrava palavras, só estava terrivelmente corado. – P-P-Por quê, q-quer dizer, n-não é isso, é que... v-você, você e... e-eu...

– Ah não, vai ficar falando desse jeito escroto de novo?

– NÃO! N-Não, não, não, não... é q-que... p-por que você me beijou? Isso! Era isso que eu queria perguntar!

– Eu te beijei pra você calar a boca, não foi nenhum pedido de casamento.

– E-Eu s-sei, é que... e-eu não pensei que você...

– Esquece isso, vai, não fica de choro por causa de um beijo.

– Não... claro que não. F-Foi só um beijo pra calar a boca, né?

– Isso.

– … é, isso.

Kaidou e Doflamingo acabaram saindo da festa, com a única diferença do moreno não estar conseguindo encarar o outro nos olhos. Enquanto isso, do outro lado do purgatório, fora da casa, no quintal havia uma piscina onde diversos jovens estavam reunidos, alguns nadando, outros brincando e bebendo na beirada. Duas pessoas estavam lá e eram Satchi e Penguin.

– Onde será que o Law se meteu..? – Penguin perguntava, com a mão no queixo.

– Sei lá... – Satchi responde, desanimado. – Ele sumiu há um bom tempo.

– Vamos procurá-lo antes que se meta em problemas.

– Vamos. Onde?

– Ele pode estar no inferno, no purgatório ou no céu. É melhor nos separarmos.

– Sim, isso, vamos nos separar.

– Então... – os dois dizem juntos, em sintonia. – Eu procuro no céu!

– Hã? Não, você procurou no céu da outra vez! – Penguin argumenta.

– M-Mas eu tenho medo do inferno, eu sou cristão...

– Desde quando?

– Desde agora.

– Hã, para de falar besteira!

– Ah, vai vir com intolerancia religiosa agora, Penguin?

– Eu só estou dizendo pra você procurar no inferno, da última vez eu deixei você ficar com o céu!

– Mas o inferno é escuro e pinguins enxergam bem no escuro.

– Eu esqueci os meus óculos em casa.

– Você não usa óculos...

– Nem você é cristão!

– Cristofóbico.

– Óculosfóbico.

– Então... – Satchi murmura. – O que a gente faz?

– Ah, quer saber de uma coisa? – Penguin se irrita.

– O quê?

– Nós dois sabemos que o Law provavelmente tá no inferno, certo?

– Sim, nós sabemos que ele provavelmente tá no inferno.

– E nós dois queremos ir pro céu. Certo?

– Sim, nós dois queremos ir pro céu porque o céu é muito legal.

– E o Law sempre foge da gente nas festas. Certo?

– Sim, toda hora ele foge e só volta de madrugada.

– E nós sempre ficamos perdendo nosso tempo procurando por ele, certo?

– Penguin, qual é o seu ponto?

– Vamos ligar o foda-se pro Law e ir pro céu.

– Isso, vamos!

Os dois rapazes finalmente se decidiram, então vamos mudar um pouco nosso cenário! No subterrâneo da festa, em uma sala verdadeiramente escura com diversos homens, alguns pelados e outros não, colchões d'água e camas, cabines vermelhas fechadas, alguns brinquedos guardados; dois rapazes estavam. Esse era o inferno.

No momento, Trafalgar e Eustass estavam em uma parte da sala onde haviam vários homens enfileirados, um do lado do outro, e sem calças, com outros homens agachados, realizando sexo oral. Tinham aproximadamente treze pessoas lá, incluindo nossos personagens. Law estava acabando de chupar o ruivo quando ele, enfim, gozou em sua boca.

– Considere isso como um agradecimento por ter me defendido do Doflamingo. – Trafalgar levanta e limpa seus lábios com o dedo.

– É-É meio estranho receber um boquete ao lado de tantos caras... – Eustass estava meio desacostumado.

– O quê, foi sua primeira vez num dark room?

– Pra falar a verdade, sim...

– Oh, que legal. – Trafalgar se joga no peito dele e o abraça pelo pescoço, aproximando bem seus rostos. – Aliás, naquela hora... você me chamou pelo primeiro nome.

– Sério? Eu nem notei, foi mal.

– Pode me chamar assim mais vezes, você ficou bem sexy me protegendo, Eustass-ya.

– Sabe o que é sexy de verdade? – Eustass também o abraça, mas levanta seu queixo. – Você me chamando desse jeito, com essa voz e esse corpo... – E acaba o beijando mais uma vez. – O que eu preciso fazer pra você aceitar ir lá pra casa?

– Não é pra mim que você precisa pedir... os meus amigos ficam no meu pé pra não dormir na casa dos outros.

– Mas eu não sou um estranho...

– Eu sei...

– Onde eles estão? Eu vou lá pedir permissão se for o caso.

– Se eles não vieram pra cá me procurar devem estar no céu.

– Então vamos lá.

Assim, Trafalgar e Eustass começaram a andar em direção ao céu, que ficava no último andar. Bom, mas como nós temos o poder do teletransporte, não precisamos esperá-los. Ao contrário do inferno, o céu era uma sala grande e com boa iluminação, contudo, quase não dava para se ver nada ali, por um único motivo.

Aquele é o quarto onde as pessoas fumam, então tem tanta fumaça que fica quase impossível enxergar algo. Diversos jovens, tanto em grupo como sozinhos, ficavam sentados no chão fumando maconha, haxixe e/ou cigarro. Alguns também preferiam usar outras drogas, tais como bala, doce e outros ácidos.

– Aah, que maravilha! – Penguin diz ao chegar. Ele e Satchi sentam no chão e pegam papel de seda, colocando um pouco de maconha e enrolando.

– Muito melhor do que ficar procurando o Law... – Satchi afirma, dando um dois também.

– Com certeza...

Os dois ficaram fumando juntos por um bom tempo e conversando sobre assuntos que pessoas chapadas conversam, tais como o fato de peixes não se afogarem ser incrível mesmo estando há tantos metros debaixo d'água. Já estavam totalmente no clima.

– Mas tipo... – Satchi diz. – Você também consegue respirar na água?

– Não, não... pinguins não respiram na água...

– Aff, então qual é a graça de ser um peixe?

– Pinguins não são peixes, são aves...

– Woooooooooow, sério? E-Então tipo, v-você voa?!

– … não...

– Ah...

Depois disso, o assunto subitamente morreu então ambos ficaram em um silêncio eterno. Os dois estavam se encarando fixamente e um pouco tontos, até que acabaram não resistindo. Penguin puxou a nuca de Satchi com força e logo ambos estavam perdidos em um beijo rápido, mas duradouro.

E, graças a súbita mistura de beijos com maconha, os dois não resistiram. Satchi acabou deitando com o outro por cima de si no chão e continuaram com as carícias, dessa vez, dando espaço para alguns beijos no pescoço, mas não demoravam muito para voltarem aos lábios.

– Nossa, até que enfim! – Contudo, Law chegou bem na hora e os viu. – Eu fiquei esperando vocês dois se pegarem por anos.

– L-Law! – Os dois se assustam e rapidamente se afastam.

– N-Não é nada disso que você tá pensando! – Penguin tentava se explicar.

– É-É, esse cara me assediou! – Satchi o incrimina.

– Hã? Eu não, foi você que me beijou!

– C-Claro que não, foi você, seu... seu cristofóbico!

– Hã, olha aqui seu óculosfóbico, eu nunca beijaria você por vontade própria!

– Hmpf, como se alguém quisesse ficar com um pássaro-peixe que não voa e nem sabe nadar.

– OLHA AQUI! – Ele se irrita. – Não ofenda os meus primos.

– Vocês dois, parem com isso... – Law sentou no chão também e os abraçou pelos ombros, até os três estarem bem próximos.

– F-Foi ele que começou. – Ambos dizem, tentando se defender.

– Por que vocês não admitem logo que se amam?

– … – Só ficam se encarando sem falar nada.

– Deixem disso. – Law segura o cabelo de ambos e os três acabam se juntando em um beijo triplo, colocando as línguas no meio da rodinha que acabara de se formar. Contudo, o médico logo se afasta e os dois acabam continuando sem perceber. – Viu? Vocês se amam!

– P-Para com isso/Eu não! – Mas logo se afastam e limpam seus lábios. – E não nos beije...

– Bom, eu só vim aqui dar tchau. Eu vou dormir com um cara de sessenta e três anos que eu conheci hoje, descobri que trabalha como açougueiro e já foi preso três vezes por canibalismo. Tchau! – E ele sai dali.

– Hã?! – Os dois ficam desesperados. – E-Ei, volta aqui, não faz isso de novo!

– Wow, de novo? – Mas Eustass Kid surge, segurando a cintura de Law.

– É brincadeira deles, ignora. – E os dois rapazes vão embora juntos. – Até mais!

Eustass e Law finalmente deixaram a festa, deixando os outros dois sozinhos. Contudo, o ruivo acabou se esquecendo da presença de Roronoa e sequer avisou que iria para casa, mas como nós não nos esquecemos dele, vamos até o bar no andar do purgatório, ver como estava sua competição por quem bebe mais.

B-Bais, b-bor vavor... – Zoro pedia mais Whisky, contudo, estava com o rosto deitado no balcão e tossindo muito.

– Q-Que isso, Roronoa... – Mihawk comenta, muito tonto também. – V-Você já dá gan... gansado..?

– C-Cansado, eu? Que isso... meu sobrenome é incansativo...

– I-Incansável...

– Foi o que eu disse... mas falando sério agora, Mihawk...

– Hm...

– Eu... eu tenho uma viagem, aí... eu tenho que ir pra casa...

– Não se preocupa, eu... – Mihawk se vira para ele e tira sua cabeça do balcão, virando seu rosto até ambos estarem bem próximos e se encarando diretamente. – Pego um táxi pra você...

Os dois continuam se encarando em profundo silêncio, até Roronoa decidir tomar uma atitude e arrancar um beijo bem longo e rápido que foi logo concedido. Suas mãos também se apoiaram nas coxas de Mihawk que fez o mesmo, abrindo as pernas dele e acariciando sua virilha. Separaram-se só após um bom tempo.

– Vem lá pra casa. – Zoro disse.

– Tem certeza? Você não mora sozinho...

– Nah, tudo bem... relaxa...

E assim, Roronoa também esquece completamente da existência de Eustass e vai para casa com Mihawk, preparando-se para uma bela noite de sono uma vez que, no dia seguinte, teria sua viagem em grupo para um acampamento com Nami, Sanji, Vivi, Shanks e Buggy. Aliás, falando nos dois últimos...

Já estava terrivelmente tarde e os dois rapazes não saíram do bar um minuto sequer. Buggy já tinha se acostumado com o local repleto de homens e nem se importava mais, tanto é que estavam conversando sobre assuntos que não condiziam com a realidade e que não faziam sentido.

– Ei, Buggy... – Shanks dizia. – Você sabia que os crocodilos, eles... comem pedras?

– Deve ter um gosto bem ruim...

– É, deve ser totalmente bosta ser um crocodilo... tipo, cê fica lá... comendo pedras...

– Ah, mas pelo menos eles assustam turistas...

– Pois é... ei, quer ir na piscina comigo?

– Mas eu não trouxe sunga...

– E daí? Vamos lá!

O ruivo arrastou o outro, puxando seu braço até chegarem a parte de fora da casa, onde estava localizada a piscina. Por ser muito tarde, todos os jovens já tinham saído da água e agora estavam fazendo outras atividades na beirada, o que obviamente não impediu Shanks de começar a tirar suas roupas na frente de todos ali.

– E-Ei, o que você tá fazendo?! – Buggy ficou assustado.

– Vai, tira as suas também! – Shanks estava terminando de abaixar suas calças.

– Eu não, seu doido! Tá frio!

– Ah, a água é quentinha.

– Não é, não. – Disse uma pessoa aleatoria que se aproximou. – Tá fria pra caralho.

– Bom, que seja! O calor de nossos corações vai nos esquentar.

– V-Você vai mesmo se jogar na água? – Buggy pergunta assustado.

– E você vem comigo!

– Hã? Eu não!

– Buggy, se você não tirar a roupa eu vou te jogar na água com elas!

– Q-Quê?! F-Fica longe de mim! – Buggy até tentava impedir o ruivo com todas as suas forças, mas era inútil. Shanks agarrou a camisa do outro e ameaçou tirar.

– Vai, para com isso e tira logo a roupa! – Ele tentava puxar a camisa pra fora, mas não conseguia.

– Eu não quero entrar aí, não, seu maluco!

– Por quê?!

– Sério? Porque são quatro da manhã, tá frio pra caralho, tem pessoas à minha volta e eu não gosto de tirar a roupa em público, só por isso.

– Aff, que motivos chatos...

– Vamos pra casa, vai, amanhã a gente vai viajar.

– Viajar?

– Você esqueceu da viagem..?

– Ah... AH, É, PODE CRÊ!

– Então vamos...

– … tá bom. Mas você precisa prometer que vai nadar comigo na cachoeira!

– Tá, tá, eu prometo.

Notas finais
Essa história foi baseada em uma festa que eu fui! *U* muito das loka né????!!! Próximo: Acampamento ♥