Vazio

28 Suspensão - PARTE 1


Levi estava morrendo de tédio. Como, agora, o caso com o qual tinha que lidar era somente localizar e apreender Kitts Woerman, não havia muita ação em campo... apenas interrogatório, pesquisa e mais interrogatório. Sinceramente, preferia ter deixado essa parte com os outros membros enquanto fazia qualquer outra coisa. Levi não havia sido criado para ficar apenas sentado em uma mesa lendo e assinando papéis. Na verdade, levou um tempo até que o ensinaram a ler.

— Heichou — Gunther o chamou. Levi assentiu, sem levantar os olhos dos papéis em sua mesa. — Eu e Eld-san achamos algo que pode ser interessante na área de...

— Pode deixar que eu vou checar — Levi apressou-se em dizer.

— Mas, Heichou — Eld olhou os papéis em cima da mesa de Levi. — Você não tem que terminar de analisar esses documentos?

— Eld, eu sei exatamente o que estou fazendo — retrucou Levi.

Eld e Gunther se entreolharam e deram de ombros.

— Mas vamos sair os três? — perguntou Eld.

— Claro que não — respondeu Levi, juntando os papéis e empilhando-os num canto da mesa específico para isso. — Tenho a certeza de que Gunther ficará mais do que feliz em ajudar Petra a mapear atividades de gangues nas regiões mais próximas ao local onde vamos investigar.

— Ah, fala sério... — murmurou Gunther.

— Boa sorte, cara — sussurrou Eld, dando dois tapinhas nas costas do colega.

— Vocês estão saindo? — perguntou Petra, entrando na sala com algumas pastas na mão.

— Aham — respondeu Eld, animado.

— Consegui um parceiro para você, Petra — disse Levi, dando um leve empurrãozinho nas costas de Gunther, fazendo-o dar um passo em direção à colega.

— Nós vamos sair também? — ela perguntou, com um sorriso largo no rosto.

— Petra vai sair em campo? — Oluo, sentado na cadeira da sua mesa, perguntou assim que escutou o nome dela. — Se for o caso, acho que eu poderia...

— Ah, se for assim, eu vou — declarou Gunther, levantando os braços.

— Nem vem! — exclamou Eld. — Quem foi que achou a pista?

— É impressão minha ou nenhum de vocês, bando de inúteis, quer ficar aqui e terminar o trabalho? — grunhiu Levi.

Todos desviaram o olhar para qualquer outro lugar, somente para não ver a expressão de puto do Heichou.

— Mas, Levi Heichou, você também não estava fazendo a mesma coisa...? — acusou Gunther, mesmo que um pouco acuado.

Hã? — Levi o fez paralisar com um olhar congelante.

O silêncio estava quase insuportável na sala. Eld deu um suspiro e arriscou uma pergunta.

— Heichou, nós somos uma equipe de trabalho de campo... Por que temos que procurar por um alvo?

Porque Erwin deve estar de sacanagem com a minha cara — murmurou Levi, apertando a ponte do nariz. — Eld, prepare-se para vir comigo. O resto de vocês, continuem o que estavam fazendo... Eu vou ter uma conversinha com o Diretor e já volto para dar o próximo comando.

Todos assentiram e voltaram para as suas respetivas mesas. Levi dirigiu-se até a sala de Erwin a passos largos. A Equipe de Casos Especiais somente era usada quando um caso se ramificava para uma situação mais complexa, envolvendo outros criminosos ou até mesmo grupos ilegais. Ou seja, o caso era entregue com uma lista de suspeitos, com testemunhas e com um crime já feito. Agora, correr atrás das pegadas de Kitts? Isso estava completamente fora do propósito de Levi ali, e ele sabia que Erwin tinha total consciência disso.

Como sempre, entrou sem bater.

— Erwin, explique-me por que diabos... — Levi parou de falar assim que notou a situação.

Erwin estava com os braços apoiados em cima da mesa, cobrindo o rosto com as mãos, enquanto Hanji estava parcialmente sentada em sua mesa, com os braços cruzados abaixo dos seios castos e sorrindo presunçosamente.

— Estou interrompendo alguma coisa? — perguntou Levi, considerando se fechava a porta e fingia que nem tinha ido ali.

— Não, nem um pouco — disse Hanji, com um sorriso felino nos lábios.

Está sim — resmungou Erwin, descobrindo o rosto e fuzilando Hanji com os olhos. — Ainda não me explicou como exatamente encontrou todos esses dados de Lobov e ainda por cima... — Erwin deixou seus olhos correram até Levi e depois os desviou para Hanji mais uma vez. — Você tem certeza de tudo que me disse? — Erwin falava num tom de voz baixo e ameaçador.

— Claro que tenho — disse ela, com um ar de ofendida.

Hanji — Erwin a chamou. — Tudo?

Hanji deu uma risada meio maníaca e desceu da mesa, caminhando até a porta, onde Levi estava.

— Será que tenho? — disse brincando. Quando passou por Levi, repousou uma mão em seu ombro e aproximou-se para sussurrar em seu ouvido. — Depois, eu quero saber o que aconteceu ontem depois que eu fui embora.

— Vai sonhando — retrucou baixinho. — O que você está falando para o maldito sobrancelhudo? — perguntou num tom ameaçador, mas Hanji o ignorou completamente.

— Bem, Erwin, como você parece muito ocupado agora, eu vou te deixar pensando em todas as informações que eu te dei — disse ela, já saindo da sala. Fez apenas uma pequena pausa para piscar para Levi e dizer apenas com os lábios “Mais tarde, baby”.

Levi balançou a cabeça e deu um singelo sorriso para ela. Hanji era louca de pedra, mas também uma pessoa muito fácil de se conviver. E, querendo ou não, ela tinha alguns créditos com ele por ter levado Eren até sua casa. Depois que ela deu as costas e seguiu andando pelo corredor, Levi fechou a porta e andou até a mesa de Erwin, ainda com a sombra de um sorriso.

— Parece animado — comentou Erwin, um pouco mais amargo que o usual. — Aconteceu algo de bom no caso?

— Não, muito pelo contrário — respondeu Levi, adotando a postura fria e distante de sempre. Erwin franziu o cenho para aquela mudança súbita de humor. — No que estava pensando quando pôs minha equipe para trabalhar de cão de caça atrás de Kitts?

— Estava pensando que nós não temos equipes o suficiente para empurrar esse maravilhoso trabalho já que alguém decidiu ir se divertir um pouco nas docas, fodendo com a porcaria de um esconderijo da Yakuza já mapeado — retrucou.

— Não fui eu que sequestrei Kitts, caso não saiba disso — devolveu Levi, apoiando-se com as duas mãos em cima da mesa.

— Mas foi você quem provavelmente os levou até lá, indo sem ninguém para checar se estava sendo seguido.

— Erwin, eu fui chamado — Levi deixou bem clara a sua indignação. — E quando eu sou chamado, tenho que aparecer o mais rápido que puder.

— E não podia contatar nenhuma merda de agente?

— Para levar às docas e correr o risco de ser visto levando outros agentes comigo? Nem fodendo, Erwin.

— Porra, Levi, você não facilita... — Erwin passou a mão pelos cabelos.

Levi voltou à postura ereta e cruzou os braços, dando um estalo de língua.

— Se quer alguém para descontar seu estresse, chame a Mike, não a mim — retrucou Levi, com a cara enfezada.

— Primeiro que eu não te chamei aqui — devolveu Erwin, olhando fixamente nos olhos de Levi. — E segundo, que Kitts já era um problema completamente seu.

— E o que quer que eu faça? Mande uma mensagem falando “E aí, cara, quando tempo! Topa uma cerveja no seu novo lote?” e meia hora depois aparecer com uma tropa de choque?

— Dê seu jeito, não é o que sempre faz?

— Erwin, eu não vou arriscar meu posto dentro da Yakuza por algo tão ridículo.

E de que porra de lado você está?! — gritou Erwin.

Ah, vá à merda, Erwin! — Levi gritou de volta, levando as mãos para a testa. — Não me diga que está duvidando de mim!

— Você me mandou à merda? Sério isso? — Erwin o olhou com ultraje.

Ambos se encararam, numa discussão dura e silenciosa. Fazia tempo desde a última vez que Erwin tinha ficado realmente puto daquela forma com Levi. Na verdade, só houve uma vez que eles brigaram daquele forma: quando terminaram. Erwin passou as mãos pelos cabelos de novo, bagunçando-os mais do que arrumando. Levi suspirou e andou até a parede contrária à que estava atrás de Erwin.

— Acho que ambos perdemos a cabeça — Levi falava calmamente, tentando amenizar a situação. — Eu sei que...

— Saia da sala — ordenou Erwin, sem nem mesmo levantar o olhar para ele. Levi achou aquilo tão impossível que acreditou ter escutar errado.

— O quê?

— Saia. Da sala. — Erwin falou pausadamente, só então o olhou nos olhos. Levi o conhecia por tempo o suficiente para saber que algo o estava machucando, o que não era algo fácil de fazer. — Na verdade, saia da agência. Você está suspenso por cinco dias.

Você só pode estar de brincadeira... — murmurou Levi, disfarçando a raiva com um sorriso assustador.

— Não, eu não estou. — Erwin mantinha-se frio como gelo. — Instrua Eld nos próximos passos e vá resolver as coisas com Kitts.

— Erwin, isso está parecendo uma...

Levi — Erwin o repreendeu. — Eu preciso que você saia daqui. E sei que está há muito tempo sem fazer contato com Pixis.

Levi franziu a testa. Erwin nunca foi muito a favor de mandar Levi até o cabeça da Yakuza da região, principalmente depois de uma discussão. O que quer que tenha irritado Erwin, estava fazendo isso com perfeição.

Precisa que eu saia? — perguntou Levi, com o cuidado para que não parecesse mais rude do que o normal.

— Não precisa entender isso ainda. — Erwin apoiou a cabeça nas mãos mais uma vez.

— Detesto quando esconde o jogo assim.

— Nada que você também não faça — acusou.

— Faço isso com os meus subordinados...

— E você é o quê? — retrucou Erwin. Percebeu que o outro se manteve calado, e soltou um suspiro. — Levi, apenas saia.

Não foi trocada mais nenhuma palavra; Levi apenas se dirigiu à porta e a abriu com uma brutalidade desnecessária, sendo pego de surpresa por Darius e outros dois homens de terno esperando do lado de fora.

— Rivaille-kun... — murmurou Darius, olhando-o de cima a baixo, em censura.

Levi fez um rápido cumprimento com a cabeça e seguiu caminho.

— Rivaille-kun, espere — pediu Darius, o que fez Levi parar no mesmo instante, mas saem se virar para ele. — Estava pensando se não gostaria de se juntar à nossa reunião, já que o assunto também é do seu interesse...

Aquilo foi interessante o suficiente para que Levi se virasse com a testa franzida.

— Que assunto?

— Infelizmente, Zackley-san — Erwin subitamente apareceu na porta de sua sala —, Levi estará suspenso do trabalho por esses cinco dias.

— Cinco? — Darius olhou sorrateiramente para Levi. — E o que ele fez para tal?

— Desrespeitou ao seu superior — respondeu Erwin a Darius, mas seus olhos estavam cravados em Levi, numa súplica silenciosa para que ele saísse logo dali.

Darius analisou a tensão existente entre os dois e suspeitou de algo errado na situação.

— Bem, é uma pena... — lamentou Darius.

— Realmente, uma pena — concordou Erwin. — Zackley-san, por que não conversamos na sala de reunião? Acredito ser mais confortável.

— Muito bem observado — disse Darius, lançando um último olhar para Levi. — Bem, Rivaille-kun, até a próxima semana, então.

Então, você pretende voltar?, pensou Levi, tentando entender a situação. Não sabia o que Darius estava fazendo ali, muito menos qual assunto teria para tratar com Erwin que fosse de seu interesse. A única coisa da qual tinha certeza era a que aquilo estava deixando Erwin puto, e que ele estava fazendo de tudo para mantê-lo afastado de Darius. Algo aqui está muito errado...

Não adiantaria insistir mais naquele momento. Mas ainda havia uma pessoa que poderia fornecer-lhe informações...

Hanji! — Levi a chamou, parado na porta da sala da colega. Todos os agentes dentro do recinto, assim que viram a cara de irritação de Levi, trataram de focar-se no trabalho e fingir que não o viram ali. Incrível como, mesmo depois de anos de convivência, Levi ainda era uma figura muito admirada, mas também muito temida pela maioria dos agentes.

— Raviolle! — exclamou Hanji, com um sorriso no rosto. — Estava tão louco assim para me contar...

— Corte essa merda e diga que porra você estava falando com Erwin — exigiu Levi, fazendo o sorriso de Hanji sumir no mesmo segundo.

Hanji olhou em volta para checar se tinha alguém prestando atenção neles e, assim que confirmou o sigilo, puxou-o para a sala de interrogatório sem cabines anexas mais próxima. Somente voltou a falar quando trancou a porta.

— O que Erwin falou para você? — perguntou Hanji, num tom sério. Aquilo só confirmou as suspeitas de Levi de que Hanji sabia de alguma coisa.

— Essa é a minha pergunta para você — respondeu.

Hanji suspirou e retirou os óculos, pondo-os no topo da cabeça. Levi apenas cruzou os braços e seguiu a colega com os olhos enquanto ela puxava uma cadeira para se sentar.

— Aposto que ele estava puto da vida quando foi falar com você.

— Aposto que isso foi culpa sua — Levi a acusou.

— Eu não estaria tão certo — Hanji deu um sorriso sinistro.

— Escutei Erwin reclamando com você sobre os documentos de Lobov.

— Porque ele com certeza sabe que quem os deu a mim foi você.

Aquilo não fez sentido para Levi. Hanji percebeu a confusão do colega e tratou de explicar.

— Imagino que já saiba que os nossos belíssimos superiores desaprovam completamente os seus métodos, não é?

— Se está falando sobre a minha lista de assassinatos...

— É dela mesmo que estamos falando — confirmou Hanji.

— E o que diabos isso tem a ver com Lobov?

— O problema não é com Lobov, é com você — esclareceu de uma vez, pois notou que Levi não iria juntar os pontos. — Assassinando possíveis testemunhas, escondendo pequenos fatos nos relatórios, não trabalhando em conjunto com nenhuma outra equipe nem quando necessário, conseguindo informações confidenciais de pessoas importantes mais rápido do que qualquer outro agente... Sua ficha é longa.

Levi passou uns segundos internalizando aquilo.

— Erwin acha que eu estou...? — Levi não conseguiu conter a indignação em sua voz. — Caralho, pensei que já tínhamos passado da fase da confiança.

— Não, Levi. — Hanji revirou os olhos. — Erwin não pensaria isso de você...

—... Mas Zackley pensaria — concluiu Levi, juntando as peças do quebra-cabeça. — Ele sempre suspeitou que eu nunca de fato deixei a Yakuza... — Assim que teve noção da merda que aquilo ia dar, passou ambas as mãos pelos cabelos. — Puta que pariu... O que Erwin estava pensando quando falou de insubordinação com Zackley?

— O quê?

— Erwin me suspendeu do trabalho por cinco dias por causa da nossa discussão, e ainda disse para Zackley que foi por causa de insubordinação.

— Mas deixar você fora de atividade durante esses dias foi uma boa ideia — confessou Hanji. — Zackley estaria mais de olho em você do que nunca agora que estará aqui para discutir sobre a sua atuação, e a chance de algo dar errado seria muito maior.

— Porra, mas falar de insubordinação bem na cara dele?

— E Erwin tinha outra escolha? — Hanji perguntou retoricamente. — Na situação em que vocês se encontram, quanto menos mentiras puderem contar, melhor.

— Ou seja, eu estou fodido de qualquer jeito — murmurou.

— Na verdade... Tem uma saída — informou Hanji, sorrindo.

— Qual?

— Zackley sabe que Nile te odeia...

Pergunto-me quem aquele bastardo não odeia — resmungou Levi. Hanji o ignorou e prosseguiu.

—... E que faria de tudo para destruir sua carreira...

Levi e Hanji passaram um tempo se encarando, Levi com uma expressão carrancuda e Hanji com um sorriso malicioso.

— Não me diga que...

— A ideia foi minha — revelou Hanji, ainda sorrindo.

— Caralho, quatro-olhos... — Levi apertou a ponte do nariz. — Diga-me que você não sugeriu fazer Nile Dok trabalhar comigo para me vigiar...

— Melhor dois meses com Dok do que quarenta anos na prisão. — Hanji deu de ombros.

— Que quarenta anos, acho que eu pegava pena de morte se eles somassem todos os crimes que já cometi.

— Viu só? Salvei sua pele de novo — disse satisfeita.

— De novo?

— Se não fosse por mim, aquele garoto muito provavelmente teria terminado com você pelo telefone na noite que eu atendi — disse Hanji, presunçosa. — Por sinal, o que aconteceu com vocês dois?

Levi levantou uma sobrancelha para Hanji.

— Sabe que você confundiu a mente do garoto, não é?

— Juro que não disse nada que o fizesse querer terminar...! — Hanji apressou-se em dizer.

— Ah, mas ele achou que você e eu tínhamos um caso.

Hanji arregalou os olhos e começou a balbuciar desculpas, tentando de diversas formas explicar para Levi que aquilo tudo havia sido um engano.

— Acalme-se, quatro-olhos, nós não terminamos — informou Levi antes que Hanji surtasse.

— Que susto...! — Ela pôs uma mão no colo e suspirou. — Então, ainda estão nesse negócio de ficar sem namorar?

— Também não.

Hanji franziu o cenho e pôs os óculos mais uma vez.

— Raviolle?

— O que foi, quatro-olhos?

— Por acaso está namorando aquele indivíduo com provavelmente metade da sua idade?

Levi percebeu aonde Hanji queria chegar e sentiu-se um pouco culpado... mas não durou nem cinco segundos.

— É, isso mesmo.

Hanji deu um gritinho histérico e avançou em Levi para dar-lhe um abraço bem apertado.

— Raviolle, eu estou tão feliz por você finalmente abrir seu coraçãozinho de pedra para alguém...!

Hanji, solte-me — murmurou Levi, e aquilo foi o suficiente para que Hanji recuasse um passo, mas sem perder o sorriso que ia de orelha a orelha.

— Você bem que podia aproveitar essa “licença” do trabalho e ir curtir com seu boy um pouco... Quero dizer, antes de a coisa ficar realmente feia aqui.

— Ok, chega de você se metendo na minha vida — disse Levi, com um quase sorriso no rosto, seriamente considerando ligar para Eren agora.

Hanji o olhou com ternura e sorriu.

— Espero que tudo acabe bem, Raviolle.

— Vai sim, Erwin com certeza tem um plano.

— Mas, dessa vez, a situação está completamente fora do controle dele, não sei se ele vai conseguir...

— Ele vai — disse Levi, convicto. Instintivamente, pegou o celular do bolso e o abriu, olhando para o número de Eren na lista de contatos, querendo selecioná-lo para poder ouvir a voz do garoto. — Ele vai conseguir...