Vazio
14 Como curar uma dor na bunda - EXTRA
Notas iniciais
Eren sentia uma sensação engraçada. Seus pés estavam frios, mas toda a região do tronco estava muito bem aquecida. Não dormia bem assim há tempos, então queria aproveitar ao máximo aquele estado de sonolência. Aos poucos, ele foi tomando coragem para abrir os olhos e acordar de vez. Até que se lembrou do que aconteceu na última noite.
De imediato, o garoto abriu os olhos para confirmar as suas lembranças. Sim, estava no apartamento de Levi. Mas... Por que está tão escuro? Aos poucos, Eren ia se localizando melhor; o quarto de Levi não tinha janelas, então toda a luz que tinha provinha que um pequeno abajur disposto em cima do criado-mudo do lado esquerdo. Eren tentou sair da posição de bruços na qual estava, mas assim que tentou erguer o tronco, sentiu certa resistência em suas costas — além de uma dor latejante em seu traseiro.
Num turbilhão de memórias, Eren recordou-se da sua noite passada; de como ele tinha feito um oral em um homem, de como ele foi masturbado por outra pessoa, de como o seu corpo tinha sido tomado... Tudo isso era novo, e foi tudo feito com Levi. Ninguém nunca tinha tocado, beijado, transado com Eren daquela forma como Levi o fez. Eren queria procurá-lo, mas não tinha certeza se o seu traseiro deixaria.
Foi então que o suposto “peso” que o impediu de levantar o corpo se moveu da cintura para as omoplatas, num carinho delicioso. Eren apenas fechou os olhos e aproveitou o toque — leve, sutil e possessivo. À medida que o corpo de Eren correspondia ao carinho, contorcendo-se e soltando gemidos baixos no fundo da garganta, beijos iam sendo depositados em suas costas, pela região do trapézio, nuca, pescoço... Os beijos iam se tornando chupões, mas não agressivos; era como se a boca estivesse saboreando Eren, puxando sua pele para dentro e a acariciando com a língua. Aquele chupão estava num outro nível.
— Bom dia, pirralho — sussurrou Levi enquanto provocava a orelha de Eren com os lábios. — Acordou bem? — Sua voz era uma doce sinfonia rouca que provocava os instintos mais carnais de Eren.
— Ainda me chamando de pirralho? — Àquela altura, Eren já tinha perdido quase todo o acanhamento. Quase.
Levi o presenteou com um chupão forte, duro, bem abaixo da mandíbula. Eren começava a gemer mais alto, abrindo a boca para respirar ofegante. O garoto sentiu os lábios de Levi se esticarem, formando um sorriso. Um par de mãos dominou o corpo de Eren, apertando-o e massageando-o em diversas áreas do corpo, até mesmo a sua bunda.
— Ah!... — gritou Eren, sentindo uma pontada de dor atravessá-lo.
Mas Levi interpretou aquele como sendo um gemido de prazer, e sentiu-se mais motivado a tocá-lo. A dor era tanta que Eren não conseguia fazer mais nada além de gemer. Levi apenas parou quando deu um beijo em sua bochecha, e sentiu algo molhado.
— Eren... Está tudo bem? — perguntou meio sem jeito, pois não entendia a reação do garoto.
— Dói... — gemia Eren.
— Eu te machuquei? — Levi carinhosamente passou os dedos pela bochecha de Eren, retirando a lágrima.
— Não... — quis responder, mas Eren sabia que não era verdade. — Eu não sei...
Eren encolheu-se o tanto que sua dor no traseiro o permitia. Ele enterrou o rosto no travesseiro, frustrado com o estado em que seu corpo se encontrava. Lentamente, Eren sentiu o corpo de Levi se afastar do seu, até que todo o seu calor fosse substituído pro um frio. Por que o quarto está tão frio? Depois que sentiu sua bunda parar de latejar, Eren decidiu virar-se um pouco para ver o que Levi estava fazendo.
O quarto estava vazio. Eren sentiu um aperto no peito quando não o viu em lugar algum. Será que eu fui rude?, pensava Eren, martirizando-se por tê-lo afastado durante aquele carinho tão sexy de “bom dia”. Foi então que ele viu um vulto se mover no canto direito do quarto. Levi estava saindo do banheiro com uma toalha branca seca enrolada na cintura. Assim que seus olhos encontraram os de Eren, ele ficou em estado de alerta de novo.
— Ainda está doendo? — perguntou, sentando-se na beira da cama, ao seu lado.
Eren juntou todas as suas forças para ir até Levi e deitar a cabeça em seu colo, envolvendo sua cintura com os braços. Levi ficou um pouco surpreso com o gesto, mas não o afastou. Apenas acariciava de leve os cabelos macios e volumosos do garoto, passando a mão pelo seu pescoço e pelos ombros.
— Eu não sabia que a minha bunda podia doer tanto... — comentou Eren.
Levi parou de tocá-lo na mesma hora.
— Não era exatamente a minha intenção... — o que não era de todo mentira. Levi queria, sim, fodê-lo com força, mas não a ponto de deixá-lo naquele estado. Ou, ao menos, não ainda.
Eren não gostou do rumo daquela conversa; não queria fazê-lo se sentir culpado pelo que fez, pois tinha sido muito bom. O garoto virou o rosto para cima e encarou Levi nos olhos.
— Ainda assim, eu não me arrependo de nada — disse Eren, convicto. Aquela era a afirmação que Levi precisava para relaxar.
— Mesmo com a bunda fodida? — brincou Levi, dando um sorriso provocador em Eren.
— Isso só me faz lembrar que você esteve dentro de mim. — Eren deu um beijo grosseiro no membro de Levi por cima da toalha.
— Eren... — suspirou Levi, jogando a cabeça para trás. — Se sua bunda não aguenta outra foda, então não me provoque...
— Uma foda não precisa ser feita apenas pela bunda — respondeu Eren, mordiscando a toalha, fazendo com que seus dentes dessem pequenos beliscões no membro de Levi, que já começava a endurecer.
— Já chega — murmurou Levi.
Sem metade da delicadeza anterior, Levi o tirou de seu colo e o carregou nos braços, o que fez Eren grunhir em protesto. Antes que o garoto pudesse protestar ou se debater, Levi direcionou-se ao banheiro, todo decorado em branco. Dessa vez com delicadeza, Levi colocou Eren cuidadosamente dentro de uma banheira espaçosa já cheia com água, um pouco de espuma e mais alguns outros sais de banho. A água estava de morna para quente, e o corpo de Eren agradeceu o agrado com espasmos de prazer. Banheiras sempre foram a melhor forma de fazê-lo relaxar.
— Ah, isso é tão bom... — suspirou Eren.
— Vou deixar você tomar banho na frente. Enquanto isso, vou preparar o café.
Eren estranhou um pouco da sua atitude. Geralmente, ele agia como um maníaco por limpeza, então não fazia muito o estilo dele deixar alguém tomar banho antes dele.
— Por que não toma banho comigo? — perguntou Eren, cruzando os braços em cima da borda da banheira.
— Porque, aí sim, sua bunda iria partir ao meio — disse Levi, já se virando para ir embora.
— É só você não fazer nada com ela — disse Eren, olhando-o com desejo. — Você tem todo o resto.
Levi simplesmente não tinha como negar aquele convite. Devolvendo o olhar devasso, Levi tirou a toalha e gesticulou com a mão para que Eren abrisse espaço, o que ele fez de imediato. Levi entrou atrás de Eren, deixando que o garoto apoiasse todo o seu corpo em cima dele. Eren não era tão pesado quanto aparentava ser.
— Isso atrás de mim é uma ereção, Levi-san? — provocou Eren, inclinando sua cabeça para trás para dar ampla visão a Levi de seu corpo, assim como o seu pênis também ereto.
— Isso na minha frente é um pirralho que não sabe o seu lugar? — disse Levi, usando ambas as mãos para estimular os mamilos de Eren, alternando entre carinhos e puxões, massagens e beliscos.
— Levi-san!...
— Shhh — Levi se deliciava ao ver as expressões de prazer de Eren, as quais não tinha visto antes porque o tinha posto de quatro. — Não disse que eu tinha todo o resto?
— Mais, agora! — implorava, louco para ser tocado em seu membro.
Levi usou as duas pernas para apertar de leve a bunda de Eren, que arqueou as costas enquanto gemia.
— Vai receber isso sempre que for desobediente.
Eren não suportava a provocação de Levi. A dor do seu traseiro se misturava com o prazer daquela massagem erótica, e Eren já não sabia mais o que fazer a não ser deleitar-se sob as mãos daquele homem.
Levi abandonou os mamilos de Eren para explorar seu abdômen, seu ventre, suas pernas... Mas sem tocá-lo onde o garoto mais queria. Eren tentou mover seu quadril e direcionar a sua mão, mas apenas recebeu um aperto na virilha dos dois lados e, de novo, Levi esmagou sua bunda com as pernas.
— Aaah!
— Comporte-se, Eren — disse Levi, com aquela voz morna e sedutora, quase como um ronrono de gato.
O garoto já estava enlouquecendo. Nas suas veias corria adrenalina pura, cada parte do seu corpo queimava, e o seu pênis latejava tanto... Eren arqueava a cabeça para trás, esticando o corpo que já tinha espasmos de desejo. Levi o devorava com os olhos, apertando-o cada vez mais forte, retirando gemidos cada vez mais animalescos. Finalmente chegou na parte interna da coxa de Eren, um pouco abaixo da virilha, onde encravou os dedos e os levou até a região entre o pênis e o ânus.
— Levi! Por favor! — implorava o garoto, entre gritos.
Mas tudo o que recebeu foi um aperto no traseiro. Eren já não sabia mais o que era dor e o que era prazer, só queria aquelas mãos o fodendo mais uma vez.
— Você não sabe aproveitar o momento, Eren...
— Me foda! — gritou o garoto.
Levi ficou muito satisfeito em escutar aquilo. Mas não lhe daria nada de graça. Com as mãos logo abaixo do pênis de Eren, Levi foi traçando um caminho que passava pela virilha do garoto — e evitava o membro latejante —, até a região do ventre. Eren grunhia alto.
— O que você disse? — Levi o provocaria até o último minuto, o enlouqueceria até o último segundo.
— Me foda! — gritou de novo. — Na boca, na bunda, com as mãos, não importa como!
Levi apertou a bunda do garoto com as pernas mais uma vez, só que não surtiu efeito; Eren já estava tão entorpecido que só pensava em chegar ao ápice. Agora, sim, eu te darei o que quer. Levi agarrou o pênis só com uma mão, sem sutileza alguma. Assim que apertou o membro do garoto, este sentiu como se estivesse levando um choque; era como se todos os sentidos de seu corpo se reunissem apenas naquela região. Depois que teve a certeza de que ele não gozaria com apenas um aperto, Levi começou a fazer movimentos de vai-e-vem, torcendo o pulso sempre que chegava no topo e no final, enquanto com a outra mão massageava seus testículos.
Eren arqueava o corpo, procurando mover-se de acordo com a mão, mas Levi o impediu com as pernas, imobilizando seu quadril. Não poder se mover era a pior das sensações; Eren queria aumentar logo o ritmo e acabar com aquela tortura, mesmo que grande parte de seu corpo desejasse que aquela sensação durasse a eternidade. Quando percebeu que Eren já estava chegando no limite, Levi o soltou.
— Levi! — gemia Eren em sincronia com caba fibra de seu corpo, que imploravam por Levi.
— Parece que sua bunda parou de doer — comentou Levi, como se nada tivesse acontecido.
Não!, gritava Eren mentalmente. Não, não, não! Eu quero mais! Preciso de mais!
Bruscamente, Eren se virou e montou em cima de Levi para beijá-lo como se fosse devorá-lo, de forma quase animalesca. O garoto passou ambos os braços em volta do pescoço de Levi e prensou seu corpo contra o dele, movimentando seu quadril e atritando seu pênis com o abdômen de Levi. Eu preciso de mais!
— Eren, deixa eu lhe ensinar uma coisa... — Levi o segurou pelas costas e pela coxa e o colocou deitado do outro lado da banheira, invertendo as posições. — A menos que você esteja me pagando um boquete, eu fico em cima.
Levi abriu as pernas de Eren e analisou bem a situação: Eren tinha uma bela ereção, e ninguém podia duvidar de seu tesão naquele momento, mas a entrada de seu orifício ainda estava um pouco avermelhada. Ele procurou pelos olhos de Eren, como se perguntasse “Tem certeza?”. A resposta foi simples.
“Me foda”.
O pênis de Levi mal podia esperar para entrar em Eren novamente; por mais que fosse um pouco apertado, ele era mais prazeroso do que qualquer coisa. Ainda segurando Eren pelas coxas para que não afundasse na banheira, Levi introduziu devagar o seu membro para dentro do garoto, dessa vez tomando cuidado para não forçar como o fez na noite passada. Eren gritava num misto de dor e prazer. Sim, ainda sentia como se sua bunda fosse ser partida ao meio, mas a diferença é que ele já sabia como seria. E mesmo assim o queria, porque quando Levi o atingia lá no fundo...
Eren moveu o quadril, sinalizado para Levi que ele poderia fazer o mesmo. Lentamente, Levi começou os movimentos de vai-e-vem, apreciando toda a trajetória. Cada vez que Levi chegava até o final de uma estocada, Eren sentia um estranho formigamento por todo o corpo, que inicialmente o incomodava muito. Quando viu o rosto franzido de dor de Eren, Levi não pode evitar inclinar-se para beijá-lo suave e ternamente nos lábios, sem nunca abandonar o ritmo das estocadas. Eren aprofundou o beijo, como se dissesse que o queria ali, junto a ele.
Levi foi aumentando o ritmo, mas ainda controlava um pouco a força. Só que não era o que Eren queria. Levi já tinha entendido mais ou menos como introduzir o pênis, e as estocadas estavam ficando cada vez menos dolorosas. Eren queria que Levi enfiasse fundo, como na noite passada, para que chegasse àquela região que o fez delirar de prazer.
— Mais... — gemia Eren na boca de Levi. — Entra mais...
Eren era convidativo demais, e fazia Levi perder a cabeça num piscar de olhos. Ele deixou de controlar a força, e agora só pensava em conseguir introduzir todo o pênis dentro do garoto. A mudança brusca de atitude fez Eren voltar a gemer alto, mas logo se tornaram gemidos de prazer. Percebendo que não podia mais conter os lábios do garoto, Levi traçou beijos até a clavícula de Eren, onde apoiou a cabeça para as estocadas finais.
Naquele momento, não havia mais distinção de corpos. O prazer de Eren se misturava com o de Levi, numa troca de carícias e gemidos, um procurando o outro em meio à água turbulenta. Percebendo que já estava chegando ao ápice, Eren envolveu a cabeça e as costas de Levi, abraçando-o com força. A única coisa que Eren sabia chamar era o nome de Levi, assim como Levi o chamava de volta.
Até que as vozes se alcançaram, e ambos chegaram ao ápice juntos pela segunda vez, num conjunto de espasmos de prazer e carícias de amor.
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