Vanity Fair

8 My sex on fire


Notas iniciais
Não, eu não morri. Não me matem ainda, apenas leiam. Bom, esse é o meu ano de vestibular e eu moro no rj e tenho que conviver com a pressão de que pessoas do Brasil todo querem pegar minha vaga. Segundo é que eu me mudei, cês sabem, é complicado, tem toda essa coisa de traz coisa, leva coisa, não instalaram a internet, etc etc etc. Terceiro eu tenho tendinite crônica e nesse momento, estou indo contra todas as recomendações do meu médico, estou terminantemente proibida de usar meu computador por mais de quatro horas por dia pleo meu querido e amado médico. Ninguém segue as recomendações médicas ao pé da letra, não é? Outra coisa, esse capítulo foi muito (MUITO) difícil. Há cenas não recomendadas para menores de 18 anos. Se não seguimos nem as recomendações médicas que dirá de pessoas tipo eu. Enfim, espero que gostem, de verdade.

Merda, mil vezes merda.



Levantei da cama meio grogue indo em direção ao banheiro. Lavei o rosto, escovei os dentes e prendi meu cabelo num coque feito de qualquer jeito com preguiça demais para fazer algo nele. Tomei um remédio qualquer apenas para tirar a sensação irritante que a fraca ressaca me causava e voltei para o quarto pegando meu celular em cima da mesinha de cabeceira. Nada demais. Liguei o computador, respondi alguns emails e vi as notícias. Me sentia uma alienada, eu não sabia o que estava acontecendo no mundo, essa viagem estava me levando à loucura.



Guardei o computador e fui para a cozinha. Passei pela sala e vi Alice estirada no sofá fazendo as unhas e reparei que também tinha que fazer as minhas. Me servi do café que estava ali. Não era um Starbucks, mas estava bom. Depois, voltei para sala sentando ao lado da morena.



— Porque está tão cedo acordada? — Perguntei.



— São onze horas, Is. Emmett e Edward foram pegar as peças da Prada. A sessão vai ser hoje e começará às três da tarde, no horário daqui. E de noite nós embarcamos para Rússia. — Ela suspirou e pegou minha mão direita para fazer minhas unhas. — Agora me conte, como foi a festa?



Foi minha vez de suspirar.



— Bom, eu bebi alguns drinques. Estava cheio demais. Eu odeio as festas da Calvin Klein, você sabe, muita gente chata, música alta demais… o de sempre. Depois minha cabeça começou a doer loucamente. Não sei se era por causa da bebida ou por causa de tudo. E ainda tinha seu irmão enchendo o meu saco. Foi o terror. Esse foi o dia mais estranho de toda a minha vida.



Alice deu um sorrisinho sacana.



— O que você quer dizer com “seu irmão enchendo o meu saco”?



Revirei os olhos.



— Ele falou que eu tinha bebido demais, ficava em olhando estranho, me sacudindo porque não estava dando atenção para o que ele falava, e cara, ele falava muito. Depois começou a falar coisas estranhas e totalmente aleatórias e eu o ignorei. — Resmunguei.



Alice riu.



— Não achei o dia anormal, já houveram piores.



A olhei chocada.



— Alice, o que pode ser pior que um tio louco casando, Joe, seu namorado do exército, Andy, noiva do Emmett e Edward sendo louco. Depois uma festa, comum, mas totalmente irritante onde eu prometi a Calvin Richard Klein que voltaria o mais rápido possível para cá?



Ela pensou um pouco.



— Ok, eu aceito. Esse foi o seu dia mais estranho, não o meu. Nada se compara ao dia em que visitamos Paris pela primeira vez com papai e mamãe. — Ela gargalhou. — Se Emmett não tivesse nascido eu o inventaria.



— Sozinha? Não acho que conseguiria ter uma criatividade tão forte assim. — Ri. — Que viagem de Paris é essa?



Ela negou com a cabeça.



— Não posso dizer. Emmett me fez prometer que nunca contaríamos isso a ninguém. Jamais. Não posso dizer, nem que eu quisesse.



A olhei incrédula.



— Você não pode estar falando sério.



Ela riu.



— Eu estou.



— Alice, por favor, eu não vou contar a ninguém, ele nem vai saber que eu sei.



— Não, já disse que não posso.



Suspirei já sabendo que não conseguiria tirar nada dela. Acabei de tomar o café e segui para o banheiro com o objetivo de tomar o banho mais relaxante que eu poderia ter. Minha cabeça doía um pouco, mas não era nada muito difícil de conviver. Quando me senti satisfeita saí do banheiro enrolada na toalha e colocando a primeira roupa que consegui arrancar da mala. Sentei na cama puxando meu computador pra perto e checando meus emails. Respondi os mais importantes, revisei alguns artigos e quando passei o olho no relógio em cima da cômoda me surpreendi ao ver a hora.



Eu tinha apenas uma hora para me arrumar e comer alguma coisa antes da sessão.



Corri até minhas malas tirando uma blusa preta de mangas e uma calça estilo futurista Prada. Nos pés meus adoráveis Louboutins pretos. Peguei o casaco mais quente que eu poderia ter e o joguei em cima da cama junto com a minha bolsa. Fui até o banheiro fazendo uma maquiagem básica e secando com o secador alguns fios úmidos que ainda estavam em meu cabelo.



Fiquei contente com meu reflexo no espelho. Eu nem havia precisado passar blush, o frio havia deixado minhas bochechas coradas.



Voltei para o quarto pegando as coisas de cima da cama e indo pra sala.



O cômodo estava vazio. Enquanto olhava em volta procurando um rastro que pudesse me levar a um dos Cullen, vi um bilhete amarelo preso à parede. Aproximei-me e li o que estava escrito.



“Estamos no restaurante do hotel, estávamos famintos demais para esperar você sair do banho. Alice.”



Idiotas.



Revirei os olhos e coloquei o casaco disposta a ir até o restaurante. Sai do apartamento feliz por não ter que esperar muito por um elevador.



Apertei o primeiro botão esperando que eu fosse levada até o primeiro andar. Porque os números japoneses não podem ser como os do resto do mundo? Bati impacientemente o pé até que o elevador abrisse a porta e me deixasse, como imaginei, no primeiro andar. Segui pelo lobby e logo encontrei o restaurante.



A hostess sorriu ao me ver e falou algo que eu não entendi.



Ah, merda, até quando isso vai acontecer?



— Inglês? — Pedi hesitante.



Ela assentiu.



— Srta. Swan? — Ela perguntou com um sotaque engraçado e eu assenti. — Siga-me.



E eu fiz o que ela pediu. O restaurante era bastante agradável. Fiquei agradecida por não ser um daqueles onde sentamos no chão e comemos com pauzinhos. Eu odiava comer com pauzinhos. Mas eu também odiava comida japonesa. Logo avistei os três Cullens sentados e comendo civilizadamente como se fossem pessoas normais e civilizadas.



A hostess apontou para a mesa e eu agradeci me dirigindo até eles. Aproximei-me e me sentei atraindo a atenção dos três.



— Boa tarde, Is. — Emmett me saldou.



Pousei meus olhos nele por um segundo até desviar em busca de um garçom. Eu estava faminta.



— Eu pedi ravióli de cogumelos para você, é a única coisa que você não detesta por aqui. — Alice disse.



E eu reparei que todos comiam a mesma coisa.



— Obrigada. — Agradeci. — Pensei que estávamos atrasados.



Edward levantou a cabeça para me fitar.



— Adiantei os relógios, eu sabia que um de vocês se atrasaria e nós temos um cronograma pra seguir. — Edward explicou.



Fechei os olhos reprimindo a raiva.



Como de praxe, contei mentalmente até dez.



— Ok, eu vou ignorar isso. — Cocei a cabeça e olhei para Alice de relance. — Alice, sabia que eu tenho uma bolsa exatamente como a sua?



Ela sorriu amarelo.



— Apenas a coloque no lugar depois. — Eu disse revirando os olhos.



— Antes que eu esqueça, já preparei tudo na Rússia, ficaremos menos tempo possível. — Edward começou. — Vamos usar o jatinho do papai, o voo vai durar umas 8 ou 9 horas, não estou muito certo…



Enquanto Edward falava sem parar recebi meu prato e comecei a comer. Ninguém ali parece estar prestando atenção no que Edward falava, apesar disso ele continuava falando sem parar.



Quando a voz do ruivo estava ficando insuportável resolvi intervir.



— O que você quis dizer com “já resolvi tudo”? — Questionei entre uma garfada e outra. — Você está dando o braço a torcer?



Eu tinha certeza absoluta que ele havia gostado da ideia que eu tinha dado no casamento de seu tio e apenas não queria dar o braço a torcer.



Ele revirou os olhos.



— Faremos do seu jeito.



Com um sorriso presunçoso continuei a comer minha comida.



(...)



Cerca de quarenta minutos depois nós estávamos no meio de uma rua que tinha nome impossível de ser pronunciado por mim. A rua não estava muito movimentada. Assim como nos outros países, a equipe do Japão estava aqui para ajudar. Quando chegamos tudo já estava pronto, então, enquanto a modelo se arrumava, eu sentei no meio fio atraindo a atenção de algumas pessoas.



Estava frio, talvez mais frio do que na última noite. Abracei minhas pernas tentando fornecer algum calor para o meu corpo. Eu já havia falado com a modelo, exposto minhas ideias do que fazer e, enquanto a sessão não começava, eu não podia acrescentar nada. Senti uma movimentação perto de mim e vi Edward sentando ao meu lado.



— Você sabe que, se você ficar aqui sentada nesse asfalto, o frio só vai aumentar, não sabe? — Ele murmurou e eu dei de ombros não me movendo um milímetro. — Você está bem, está sentindo alguma coisa?



— Estou bem. — Assegurei.



— Odeio admitir, mas sua ideia foi realmente boa. — Ele disse dando um risinho baixo.



— Todas as minhas ideias são ótimas, Cullen. — Murmurei preguiçosamente.



— Ok, pessoal, vamos começar. — Ouvi Alice gritar pegando sua câmera.



Levantei-me, sendo seguida por Edward, me aproximando da modelo. As fotos começaram e logo a modelo foi se trocar. Quando a modelo voltou me aproximei dela e de Alice para expor minha ideia.



— Eu pensei em você ir andando por ai. Não acho que precisamos de todas essas pessoas em volta. Seja descontraída…



Quando elas finalmente entenderam minha ideia começamos a ação. Ainda era cedo, havia luz suficiente, então, depois de tirar todas as fotos necessárias, a modelo começou a se locomover.



Andávamos pela rua atraindo atenção das pessoas. As fotos foram tiradas em diversos lugares. E estávamos todos satisfeitos. E quando Alice deu a sessão por encerrada tivemos que correr até o hotel para pegarmos nossas bagagens e irmos até o aeroporto.



Não houve espaço para conversas ou trocas de palavras, nós estávamos todos ocupados demais fazendo cada um uma coisa. Então, eu apenas fiquei no canto revisando algumas matérias para próxima edição. Em menos de duas horas já estávamos no jatinho de Carlisle.



Retirei meus saltos olhando em volta. Alice, Emmett e Edward dormiam tranquilamente. As cadeiras do jatinho se transformavam em pequenas camas, Alice e Emmett dividiam uma. Edward dormia, jogado de qualquer jeito, na poltrona. Coloquei as folhas para longe e me aconcheguei na poltrona sentindo o sono bater.



(...)



Abri os olhos preguiçosamente me arrumando na poltrona. Pela janela eu reparei que já era noite. Olhei para o lado e vi que Edward estava acordado e mexia no computador. Levantei da poltrona sentando ao lado dele que levou um pequeno susto ao me ver.



— Estamos indo para França. — Ele disse fechando o computador.



— O que? Por quê? — Questionei um pouco exaltada.



— Carlisle está na Rússia, ele disse que pouparíamos tempo se fossemos direto para Paris. Ele também está indo para África do Sul e ao Vaticano.



Dei de ombros.



— Menos tempo de viagem. — Murmurei.



— Temos que pensar sobre Paris. — Ele comentou virando diretamente para mim.



— Eu sei, mas não tenho nada em mente.



— Estava pensando em algo como Stella McCartney. — Ele murmurou pensativo.



Forcei-me a lembrar de algumas ideias abstratas que passeavam pela minha mente.



— Como está o tempo em Paris? — Perguntei.



Ele me olhou estranho.



— Se tivermos sorte, ensolarado.



Assenti.



— Vamos lá, pense também, você pode fazer isso, pelo menos hoje. — Fiz graça. — Mas, é sério, tem que ser algo simples e fino. Bem a cara de Paris. Podíamos tirar umas fotos, sei lá, na Torre Eifel, nas ruas mais conhecidas, nesses lugares onde clichês.



— Hm… — Ele incitou-me a continuar e eu soltei uma gargalhada pela cara que ele fazia.



— Sei lá, precisamos de roupas de primavera. Floridos, nude, todas essas coisas da estação. Escolha uma modelo morena, o tom escuro dos cabelos vai estar na moda nessa primavera.



Ele me olhou estranho.



— Como você faz isso?



— Isso o que? — Perguntei confusa.



— Pensar nisso do nada.



Ri outra vez.



— Não é nada demais, é que, quando eu tenho algumas ideias, eu as escrevo. Eu sempre lembro de algumas.



— Isso é trapaça.



Sorri dando de ombros.



— Eu gosto de Paris nessa época do ano. — Ele admitiu.



O sorriso no meu rosto aumentou.



— Eu também.



— Está ansiosa para Inglaterra? — Ele questionou e eu dei um riso de escárnio.



— E desde quando você é modelo? — Eu disse fazendo-o rir.



— Eu não acredito que vou fazer isso. — Ele murmurou.



— Não sei como aceitei isso. — Reclamei colocando as mãos no rosto.



Carlisle havia obrigado nós dois a fazermos uma sessão juntos. Segundo ele, nós éramos o futuro da revista e teríamos que mostrar nossa cumplicidade.



Cumplicidade.



Até parece.



E como a revista era originalmente britânica, seria legal voltar às origens.



— Acho que podemos ficar na casa dos meus pais na Inglaterra, faz tempo que eu não os vejo. — Fechei os olhos encostando minha cabeça na poltrona. — Sinto falta deles.



Edward sorriu torto e levou sua mão para acariciar meu rosto.



— Edward… — Comecei, mas fui me calei ao sentir um dedo seu em meus lábios.



— Você fala… — Ele sussurrou voltado a acariciar minhas bochechas —… e pensa demais.



Revirei os olhos e o ouvi rir baixinho.



— O modo como você gira os olhos é tão irritante. — Ele comentou me fazendo revirar os olhos novamente. — Viu só, é irritante demais.



Fechei os olhos e me permiti apreciar o carinho. Era um gesto tão íntimo que eu senti como se fôssemos realmente próximos. Mas nós não éramos. Ele era apenas Edward, meu colega de trabalho irritante. Ele não deveria estar fazendo isso. Não mesmo.



Mas, por outro lado, era tão bom. O modo como sua mão acariciava o meu rosto me trazia uma calma absurda. Ele é Edward? E daí, quem se importa? Ele estava fazendo um carinho tímido, calmo, isso era a única coisa relevante, a única coisa com que eu me importava. E, por uma fração de segundo, percebi algo que eu me recusava. Algo que eu debochava, algo que eu estava ignorando.



Abri meus olhos instantaneamente e compreendi o que Edward quis dizer quando disse que eu pensava demais. Meus olhos encontraram os de Edward e eu vi sua sobrancelha arquear-se. Segundos depois, senti sua mão deslizar do meu rosto para o meu cabelo. Suas mãos massageavam meu couro cabeludo e eu lutava para não demonstrar o prazer que eu sentia com tal ato.



Para qualquer pessoa de fora, o ato não passava de um simples carinho. Mas, para mim, para nós dois, era muito mais. Edward estava me desafiando, seus olhos gritavam isso. E eu era fraca às suas investidas. Fraca demais. Um simples cordeiro temendo seu predador, o leão.



Eu mantinha meus olhos abertos com esforço. Eu estava arrepiada, mas me recusava a dar meu braço a torcer. Talvez o cordeiro pudesse vencer dessa vez.



“Você pensa demais”



A voz de Edward soou na minha cabeça.



Eu nunca imaginei que poderia sequer passar isso na minha mente, mas Edward estava certo o tempo todo. Eu penso demais.



Ah, merda, o que esse babaca fez com a minha cabeça? Agora eu estou ficando maluca, como uma completa idiota.



— Você é absolutamente adorável quando está pensativa desse jeito. — Edward murmurou. Pisquei algumas vezes tentando voltar minha atenção para fora da minha cabeça. — Daria tudo para ler seus pensamentos.



E então sua mão caiu.



O formigamento não estava mais ali, nem a maciez. Meus pensamentos voltavam a um senso, um ponto certo, assim como meu foco.



Eu estava tão concentrada em demonstrar indiferença que nem havia apreciado o carinho direto. E senti a falta da quentura de sua mão.



Olhei para ele e não pude evitar revirar os olhos.



— Pensei que já fizesse isso.



Ele riu e se acomodou na cadeira.



— Só às vezes.



E então ele fechou os olhos e manteve seu sorriso torto no rosto.



Desviei os olhos tentando ignorar meus pensamentos.



Eu não queria pensar, queria afastar meus pensamentos. Olhei ao redor buscando algo que prendesse minha atenção. Voltei para minha cadeira abrindo minha bolsa pra pegar meu inseparável bloquinho de anotações.



Eu iria me focar na sessão e esquecer o que havia acontecido ali. Concentrei-me no brainstorm, algo que eu havia aprendido na faculdade. E em poucos minutos o papel já estava lotado. Eu li todas as ideias, uma a uma. Algumas eram boas o bastante para serem levadas adiante, então eu me estiquei para pegar o notebook mais próximo de mim, o de Edward.



Ele não saberia, já que dormia calmamente em sua poltrona, assim como seus dois irmãos. Então, eu apenas liguei o computador indo até o meu email. Abri inúmeros, li alguns e respondi apenas um. Pesquisei algumas lojas que eu precisaria e coloquei o computador no lugar.



Eu já tinha tudo o que precisava. Aliás, quase tudo. Faltava a modelo. Paris seria a única cidade sem marca aparente. Eu havia decidido passar por algumas lojas que eu costumava frequentar quando passava por Paris. Algumas lojas que poderiam me fornecer exatamente o que eu preciso.



Continuei escrevendo coisas abstratas apenas pra ocupar minha mente e quando o silencio se tornou entediante o suficiente, peguei meu celular ligando numa música qualquer. No relógio marcava cinco da manhã, mas ainda era noite.



O tempo havia voado enquanto eu definia alguns detalhes da sessão. O sol já havia nascido, mas eu não fazia ideia de quanto tempo a viagem duraria. Alice e Emmett já tinham acordado e estavam jogando alguma coisa e gritavam como duas crianças. Eles ficaram animados sobre a notícia de estarmos indo para Paris, eles não gostavam muito de frio. Ignorando os irmãos, decidi que tentaria tirar um cochilo, apenas para passar o tempo, e foi isso que eu fiz.



(...)



Ah, Paris. Minha cidade preferida.



Cidade que abriga as obras de artes mais famosas do mundo. Assim como as melhores grifes e os melhores cenários. Paris é, definitivamente, a cidade dos sonhos. Pousamos em Paris já beirava às cinco da tarde. Fomos direto para o hotel tão conhecido por mim e, com toda certeza, também bastante conhecido pelos outros Cullen: o Plaza.



Fazia calor em Paris. Por isso, enquanto estávamos no táxi, eu me despia dos grossos casacos que eu trajava. A temperatura estava ideal, combinando perfeitamente com a cidade. Nada precisava ser dito por nós quatro, em Paris eu me sentia confortável, era quase como estar em casa. Eu já havia vindo aqui tantas vezes que perdi a conta, mas nunca deixava de me surpreender com a beleza do local.



Descemos do táxi adentrando no hotel e pegando a chave do flat. Logo eu estava mais uma vez jogada numa cama de hotel. Minhas malas estavam espalhadas pelo quarto. Eu estava cansada. Tanto mentalmente quanto fisicamente. Eu só havia tomado um banho, trocada de roupa e me atirado na cama.



Não demorou muito até que batidas firmes soaram na porta.



— Entra. — Murmurei me aconchegando um pouco mais nos travesseiros.



A porta abriu e de lá apareceu Edward. Ele se escorou na soleira da porta.



— Temos que sair. — O ouvi dizer e praguejei.



Estava tão confortável aqui.



— Levante, Bella.



Ignorei Edward. Eu não queria sair daqui de maneira alguma. Fechei os olhos.



— Temos que escolher as roupas para a sessão, Isabella. — Ele tentou mais uma vez.



Suspirei abrindo os olhos novamente.



— Que horas vamos sair? — Finalmente respondi, derrotada.



Ele me deu um de seus sorrisos tortos.



— Daqui a meia hora. — Ele respondeu. — Vamos, Bella, levante.



— Ok, você venceu. Estarei pronta daqui a meia hora.



Ele acenou com a cabeça e saiu do quarto puxando a porta. Levantei indo até as malas ainda fechadas com cadeado e as abri pegando roupas aleatórias sem me importar realmente se eram ou não adequadas. As vesti lenta e preguiçosamente e fui até o banheiro lavando o roto e passando uma maquiagem leve.



Eu me sentia mais desperta. E um pouco animada por estar em um lugar tão relaxante quanto esse. Sai do quarto levando minha bolsa, eu não podia definir o quão alegre eu estava por não ter que usar um dos meus casacos grandes e pesados.



Encontrei Edward na sala. Ele estava ao telefone e quando me viu levantou apontou pro relógio, segurou meu braço e me puxou até a porta. Tentei protestar e puxar, mas ele nem parecia reparar. Ele trancou a porta e me largou enquanto esperávamos o elevador.



Eu o ignorei prontamente. Ele falava algo rapidamente e parecia bastante desinteressado na conversa. Seus olhos giravam constantemente e quando o elevador abriu ele me puxou novamente.



Saímos do elevador e enquanto eu ia para a entrada do hotel Edward me puxou na direção contrária. Praguejei baixo, xingando-o alto e tentando não fazer uma cena.



O que dera em Edward hoje? Porque ele estava me tocando tanto?



Decidi parar de tentar me soltar ao reparar que nada do que eu fizesse poderia fazer com que Edward soltasse meu braço. Então, passei a prestar atenção em sua conversa enquanto ele me puxava para um lugar que eu não fazia ideia.



— Não, pai. — Ele disse suspirando. — Eu não quero saber.



Ao saber que era Carlisle com quem Edward falava me estiquei para puxar o telefone das mãos de Edward que, surpreso, não disse nada.



— Esqueceu da sua funcionária mais brilhante? — Questionei assim que coloquei o telefone no ouvido. Edward continuava me puxando, mas reparei que estávamos no estacionamento. Carlisle riu, surpreso.



— Querida, quanto tempo, como vai?



— Não venha com as suas palavras gentis, você nem liga mais pra mim para me informar nada, é tudo com seu filho cabeçudo agora, estou com ciúmes.



— Cabeçuda é você. — Edward retrucou e foi ignorado por mim.



— Eu não consigo falar com você, acho que é algum problema com seu celular.



— Não crie empecilhos.



Ele riu alto. E meu queixo caiu um pouquinho quando Edward parou de me puxar e acionou o alarme. Na minha frente estava uma Mercedes novinha. Eu não era uma amante de carros nem nada, mas minha mão coçou ao ver-lo pegar a chave do carro.



— Hmm, Carlisle, nos falamos mais tarde.



Desliguei o telefone e ergui os olhos para Edward que abria a porta do motorista.



— Edward… — Chamei.



Ele levantou os olhos para mim.



— Não, você não pode dirigir meu carro. — Ele murmurou entrando no carro e batendo a porta.


— Idiota. — Praguejei baixo demais para que ele ouvisse, mas não me importando se ele ouviria ou não. Entrei no banco do carona e entreguei o celular para Edward que deu partida no carro.



Passei o caminho todo de braços cruzados. Eu realmente queria dirigir, todavia sabia que Edward não deixaria que eu tocasse no seu carro. Sua obsessão por carros era algo totalmente insano, sem noção, trava-os como uma joia rara. Eu nunca entenderia isso.



Passamos o caminho em silencio, contudo, com o tempo, eu comecei a estranhar. Estávamos num lugar de Paris na qual eu nunca havia estado antes. E era estranho já que iríamos numa das lojas da Stella McCartney e provavelmente seria a maior, a da rua principal. Olhei para Edward de soslaio e nem precisei perguntar para saber o que estava acontecendo.



— Você nos perdeu em Paris. Em Paris! Essa cidade é um ovo.



Edward revirou os olhos teatralmente.



— Não estamos perdidos.



— Ah, não? Então onde estamos?



— Não estamos perdidos.



Revirei os olhos.



— Pare em algum lugar para pedir informação. Eu estou realmente cansada, quero escolher as roupas e voltar para o hotel para descansar.



Ele bufou.



— Não preciso pedir informação.



— Ah não?



— Claro que não. Cristóvão Colombo descobriu a América sem pedir informação.



Ouvi o que ele disse, chocada. Eu simplesmente não acreditava que Edward havia dito isso. Irritada, voltei a encostar no banco sabendo que essa disputa estava perdida, eu não podia fazer nada. Enquanto Edward dirigia pelas ruas de Paris eu olhava ao redor tentando me situar. Quando o vi virando a esquerda mais uma vez soltei um suspiro de alívio.



— Vire à direita e depois a esquerda, vamos sair na rua principal.



Ele deu de ombros e fez o que eu pedi.



Voltamos à rua espaçosa. Alguns metros à frente, Edward estacionou e nós descemos. Quando chegamos à Stella McCartney já havia pessoas à nossa espera. Fomos levados até uma sessão abarrotada de roupas separadas por, respectivamente, coleção, estação e cor. Levou um tempo até que eu escolhesse todas elas. Não levei muitas, foram apenas sete, mas eram exatamente as que eu estava procurando. Edward não falou nada, passou todo tempo sentado observado. De vez em quanto, eu perguntava uma coisa ou outra apenas pra saber se ele ainda estava acordado. Quando voltamos ao carro eu estava ainda mais cansada. Edward colocou as sacolas no banco de trás e eu relaxei no banco. Ele ligou o som e uma música calma soou de lá. E depois eu só lembro de ser puxada para algum lugar.



(XX)



Eu já estava acordada fazia um tempo. Eu não fazia ideia de como eu havia chego até meu quarto. Eu, provavelmente, havia dormido no carro de Edward, mas como ele conseguiu me carregar até o quarto, eu não sabia.



Eu havia em arrumado muito bem. Não tinha nada de especial, nenhuma festa, nenhum coquetel, ou desfile na qual eu precisasse comparecer, seria um daquelas noites típicas em que eu não teria nada para fazer a não ser me jogar no trabalho, mas eu apenas queria extravasar um pouco. Esquecer tudo isso. Eu estava excessivamente pilhada e nada melhor para relaxar do que beber alguma coisa enquanto observava a noite de Paris.



Com toda certeza, Paris era meu terceiro lugar preferido no mundo. Suas luzes me deixavam satisfeita e animada. Era tudo tão bonito aqui. Eu vivi em Paris por um ano, mas NY simplesmente mantinha uma espécie de imã em mim e não deixava que eu me afastasse por tempo demais.



Eu não estava vestida no meu melhor vestido, mas este era um dos meus preferidos. Usava o batom mais vermelho que eu tinha. Meu cabelo estava escovado e completamente solto. Os saltos mais altos que eu tinha batiam com força no chão produzindo um barulho tão conhecido pelos meus ouvidos. Quando sai, os irmãos Cullen estavam na sala, cada um entretido com uma coisa e quando eu passei questionaram para onde eu iria. Eu não precisava dar explicação para nenhum deles, mas eu apenas disse que iria sair para beber alguma coisa.



E agora eu virava outro copo de whisky. Essa era minha bebida preferida de todos os tempos. Não me leve a mal, eu não sou uma alcoólatra ou algo do tipo, eu apenas gostava do gosto da bebida. Eu estava sentada no bar do hotel. A vista que eu tinha da Torre Eiffel era incrível. Estava tudo muito bom. Alguns franceses se aproximavam de mim. Havia alguns que eu até poderia dar atenção se eles não aparecessem logo hoje, logo agora. Esse era o meu tempo sozinha. Tempo que eu tirava para não pensar em nada e tudo ao mesmo tempo. Era o meu momento.



Pedi mais uma bebida abusando do meu francês perfeito obtido com tanto esforço que me deixava entusiasmada por apenas estar usando-o. Tantas aulas. Tantos professores. Era tudo tão chato naquele tempo e agora eu agradecia por dominar aquela língua tão bem.



Há certas pessoas em nossa vida que nós simplesmente não precisamos olhar para que sua presença seja sentida. Elas podem ser reconhecidas pelo perfume, pelo jeito ou apenas pela por serem facilmente identificáveis. Mas há certas pessoas que é possível que sua presença seja sentida mesmo que esteja longe. Não era possível explicar, apenas era pra ser assim. Ou a pessoa tinha, ou a pessoa não tinha certas características.



E Edward era uma dessas pessoas.



Assim que ele pôs os pés no bar eu senti sua presença. Não precisei levantar meus olhos para confirmar. Os pelos dos meus braços estavam arrepiados. Essa era a influência que sua presença tinha sobre o meu corpo.



O ouvi sentar ao meu lado e me recusei a virar para o encarar.



— Você não devia beber tanto. — Eu não sabia se era por conta do whisky, mas sua voz soou extremamente sensual. Eu não estava bêbada, longe disso, eu não havia passado do terceiro copo.



Não pude evitar um sorriso.



— Você não devia me dizer o que fazer. — Vire-me para ele cruzando as pernas.



Eu estava flertando com Edward. E não era algo que eu pudesse evitar.



Mais uma vez o sorriso torto estava lá e, pela primeira vez, eu me senti atraída por esse gesto.



— Não faça isso. — Pedi.



— Não fazer o que? — Perguntou confuso.



— Me fazer sentir ainda mais atraída por você. — Admiti.



Ele riu e eu o amaldiçoei por ser tão charmoso. Suas mãos voaram para os seus cabelos revoltos.



— Você está admitindo que se sente atraída por mim? — Ele questionou arqueando sua sobrancelha. Dei de ombros. Ele também estava flertando comigo. Apertei minhas pernas umas nas outras fazendo meu vestido subir um pouco. Seus olhos foram para minhas pernas e eu ri enquanto chamava o bartender e pedia outra dose de whisky. — Você não deveria falar francês.



O bartender trouxe o que eu pedi e eu agradeci.



— E porque não? — Questionei brincando com o limão com os lábios.



— Porque você está fazendo isso?



— Não estou fazendo nada.



Sua risada saiu rouca e o sentir puxar minha cadeira para perto dele. Sobressaltei com gesto. Estávamos incrivelmente perto um do outro e eu senti seu perfume me puxar ainda mais para ele.



Eu estava cansada de tentar me afastar, tentar reprimir o que eu queria fazer. Eu nunca havia deixado de fazer algo que eu estava com vontade antes e eu estava com muita — MUITA! — vontade de colar meus lábios aos de Edward.



Senti uma de suas mãos na minha cintura e larguei o copo de whisky no balcão. Eu tinha coisas mais importantes para prestar atenção do que na minha bebida preferida.



— Você deveria usar mais azul. — Ele disse tão baixo que eu não sei se eu deveria ouvir, mas mesmo assim, respondi.



— Você já disse isso antes.



— Eu sei.



Sorri e olhei em seus olhos. O verde que irradiava deles era tão intenso, tão bonito, que faria inveja a qualquer pessoa, mas não a mim. Eu ficava satisfeita por tê-los em Edward para que eu pudesse olhar sempre que eu quisesse. Que eu pudesse observar os tons na qual variava.



Sem perceber ergui minhas mãos para acariciar seu sedoso cabelo. Muitos poderiam achar que estava acontecendo do nada, que não havia explicação para o que estava acontecendo, mas, na verdade, eu apenas havia deixado de pensar demais. Essa era a noite que eu não pensava em nada a não ser no momento, e eu não questionaria a presença de Edward, não questionaria minhas ações. Não pensaria no meu próximo passo. Eu era apenas eu. Apenas a Isabella. A Isabella que só aparecia raramente. A Isabella que não pensava excessivamente.



— Hoje é uma daquelas noites, não é? — Edward questionou ainda sorrindo e eu assenti.



Ele sabia que eu tirava uma noite como essas uma vez por mês. Todos sabiam. Era minha noite de descanso e não era segredo para ninguém que eu precisava dela. Não era necessário detalhes. Era apenas uma noite na semana na qual eu estava indisponível para todo e qualquer compromisso existe.



— Sim. — Respondi sorrindo.



Voltei a dar atenção ao meu copo enquanto reparava em Edward. Ele estava todo vestido de preto e foi necessário muito de meu autocontrole para que eu não me jogasse em cima dele. O preto o favorecia e ele sabia disso. Edward chamou o bartender e pediu uma bebida. Meus pelos se ouriçaram ao ouvir seu francês. Aquela língua o deixava ainda mais sexy e tudo estava se tornando mais difícil.



Edward falou alguma coisa, mas minha atenção estava presa em seus lábios.



— O que?



Ele sorriu e virou sua bebida.



— Quero te beijar… — Ele disse sem rodeios. Sua sobrancelha estava arqueada e seu sorriso torto estava ainda mais sexy.



— Não vai ser muito fácil… — Respondi devolvendo seu sorriso.



Ela deu uma risada rouca que me fez apertar minhas pernas ainda mais.



— Acho que você está mentindo…



— Se eu disser que é fácil, que você conseguiria sem muito esforço, não teria graça alguma.



Ele riu novamente e aquele som já estava fazendo com que eu imaginasse certas coisas.



— Você não tem a menor noção do seu efeito sobre mim.



Sorri com a confissão.



— E o quão bom isso é? — Questionei jogando o cabelo para trás.



Ele balançou a cabeça negativamente e ainda matinha o sorriso nos lábios. Ele ainda não havia tirado esse sorriso do rosto.



— Você não costumava ser tão má. — Ele brincou.



— O que quer dizer com isso? — Inquiri confusa.



— Uma pessoa boa não estaria flertando com outra do mesmo jeito que você está.



Eu gargalhei dando de ombros.



— O mal é apenas um ponto de vista…



Seu sorriso se ampliou.



— Tenho que concordar com você.



Nós rimos juntos.



E de repente estávamos próximos demais. Eu não sei quem deu o primeiro passo, talvez nós dois tivéssemos o dado, mas o fato é que, segundos depois, minha boca e a de Edward já estavam coladas.



Seus braços estavam em minha cintura e nós nos beijamos usando todo desejo que esta nos consumindo. Em algum momento, quando a proximidade se tornou ainda mais necessária, Edward se levantou da cadeira se colocando no meio de minhas pernas. Suas mãos rumaram para a raiz do meu cabelo dando leves puxões que estavam me levando aos poucos à loucura.



Nos afastamos quando ouvimos um pigarro do bartender e dei um sorriso amarelo amaldiçoando-o por interromper o momento.



Estávamos ofegantes. Edward sentou-se novamente e eu descansei minhas mãos em sua perna. Meu peito subia e descia numa rapidez incrível. Seus olhos irradiavam desejo. Nós sorrimos um para o outro.



— Não me olhe desse jeito, por favor. — Ele choramingou como se tivesse cinco anos de idade o que me fez soltar uma gargalhada alta. Olhei em volta e vi que nós estávamos atraindo muitos olhares curiosos. Edward olhou em volta parecendo perceber a mesma coisa que eu e depois deu de ombros voltando seus olhos para mim. — Não é minha culpa se você é um pouco escandalosa demais.



— Vai se foder, Edward.



Ele riu.



— Você fica cem por cento mais desejável quando faz essa cara de raiva, é instintivo deixar-lhe assim.



Bufei e ele deu outra gargalhada alta. Estiquei meus braços tapando-lhe a boca e olhando ao redor.



— Pare, Edward, as pessoas estão olhando. — Pedi com uma leve irritação. Ele tirou minhas mãos de sua boca e as segurou depositando um beijo em cada.



Não pude conter um sorriso e mais uma vez nós estávamos nos beijamos. Mas, dessa vez, fora ele que dera o primeiro passo. Sua boca devorava a minha com uma fúria totalmente inadequada para o local que estávamos. Mas nada daquilo me importava, a única coisa que passava na minha cabeça era o quão bom aquilo era. Minhas mãos estavam no seu cabelo e eu o puxava para mais perto com toda a força que eu podia.



Nos separamos novamente e eu levei a mão aos lábios para limpar o possível borrado do batom e segundos depois estávamos nos beijando novamente. E, ah, ele beijava tão bem que era impossível se importar de onde estávamos e o que estávamos fazendo.



— Como você sabia que eu estava aqui? — Perguntei de repente, pegando Edward um pouco de surpresa. Ele sorriu e deu de ombros.



— Eu só sabia.



Sorri aceitando a resposta. Bebi o resto da bebida que havia no copo e me virei para olhar para Edward. Minhas pernas estavam cruzadas e eu apoiava meus cotovelos no balcão do bar.



— Onde estão Alice e Emmett?



— Não sei, eu os deixei no quarto, mas tenho certeza de que eles não vão ficar lá por muito tempo. — Ele respondeu enquanto acariciava meu rosto com as costas da mão.



— O que está acontecendo aqui?



— Não sei. — Ele continuou a acariciar meu rosto com um sorriso de canto. — Pensei que essa noite fosse pra você não pensar demais.



Elevei meus olhos até os dele.



— Estou fazendo o possível.



Ele sorriu.



— Seu cabelo parece mais escuro. — Ele comentou.



— As luzes são fracas por aqui. — Respondi dando de ombros.



Uma música nova começou a tocar e antes que eu prestasse atenção Edward já me arrastava para a pista de dança. Ficava num lugar mais afastado do bar, a luz era ainda mais baixa e havia muito mais gente por ali.



(one more night – maroon 5)



Sem me dar chance de negar ou ao menos pensar no que estava acontecendo ali, Edward nos misturou no meio daquelas pessoas e colou nossos corpos deixando-nos numa proximidade tão absurda que fez com que toda ou qualquer reclamação que eu tivesse esmaecesse.



— O que você está fazendo? — Perguntei enquanto nós nos movíamos ao som da música.



— Apenas preste atenção na letra.



You and I go hard at each other like we're going to war

(Você e eu pegamos pesado um com o outro como se estivéssemos indo para guerra)

You and I go rough, we keep throwing things and slammin' the doors

(Você e eu somos rudes, continuamos jogando coisas e batendo as portas)

You and I get so damn dysfunctional we stopped keepin' store

(Você e eu ficamos tão disfuncionais que paramos de contar o placar)

You and I get sick, yeah, I know that we can't do this no more

(Você e eu estamos doentes, sim, eu sei que não podemos mais fazer isso)



Não pude deixar de soltar uma gargalhada ao prestar atenção na música. Edward me acompanhou e solicitou minha atenção ao depositar um beijo no meu pescoço. E assim que o fez, a teve. Minhas mãos rodearam seu pescoço e ele tomou minha boca num beijo rápido. Suas mãos apertavam minha cintura assustadoramente forte. Além de gostoso ele tinha pegada. Quando nós descolamos nossas bocas não pude deixar de cantar junto com o vocalista:



— Yeah, I stopped using my head, using my head let it all go.



E mais uma vez nós estávamos nos beijando. Não era algo que eu pudesse evitar, Edward beijava bem de mais para minha sanidade.



— Porque você está fazendo isso comigo? — Ele sussurrou no meu ouvido me fazendo gargalhar.



— Quem veio atrás de mim foi você, meu bem.



Ele deu de ombros o que me fez rir mais. Virei de costas para ele para que eu pudesse me mover melhor, mas antes que eu pudesse respirar Edward colou minhas costas em seu peito e rodeou minha cintura com seus braços.



— Você não tem noção de quanto eu te odeio. — Ele disse ao pé do meu ouvido e colou ainda mais meu corpo no dele.



Sorri decidindo brincar um pouco com ele e rebolando ainda mais. Eu não me importava com o que eu estava fazendo, apenas estava deixando que os meus sentidos me levassem. Edward soltou um ruído baixo que só me incitou mais.



Ele me puxou pra si fazendo com que nossos corpos quase se fundissem. Nós nos movíamos num sincronismo perfeito. Aos poucos comecei a sentir um certo volume nas minhas costas e soltei uma risada baixinha. Edward deu de ombros outra vez e começou a dar atenção ao meu pescoço. Eu tinha plena certeza que haveria marcas naquela região no dia seguinte, mas eu não me importava. O prazer que a boca de Edward naquela região era grande o suficiente para que eu ignorasse qualquer coisa a minha volta.



— Edward… — Chamei quando a excitação se tornou quase incontrolável.



— Hmm…



— Precisamos sair daqui o mais rápido possível.



Ele assentiu soltando minha cintura e pegando minha mão nos levando de volta ao bar.



— Ops… — Ele murmurou me puxando para sua frente e rodeando minha cintura com seus braços.



Só entendi o gesto quando senti seu membro duro em minhas costas e não contive a gargalhada alta.



— Idiota. — Ele murmurou baixinho.



Ele nos conduziu até o elevador enquanto eu ria sem parar. Para sorte de Edward, não havia quase ninguém no saguão pela hora, apesar disso, todas as pessoas que ali estavam olhavam em nossa direção.



— Escandalosa. — Ele reclamou soltou um suspiro assim que as portas do elevador se fecharam. Me soltei dele para que eu pudesse olhar-me no espelho e tomei um susto ao ver meu reflexo: meu cabelo estava mais bagunçado do que eu jamais vira, meu vestido estava torto e meu batom completamente borrado.



Olhei para Edward de relance e ri mais.



— Você está tão risonha que chega a incomodar. — Ele disse.



— É porque tem mais batom na sua boca do que na minha.



Ele deu de ombros se aproximando de mim e colando minhas costas na parede do elevador. Sua boca tomou a minha e suas mãos puxaram minhas pernas para cima de modo que eu pudesse enrolar minhas pernas em volta de sua cintura.



Ouvi seu gemido rouco e gemi de volta. O elevador parou, mas Edward não. Ele me carregou pra fora do elevador mexendo em seus bolsos.



— Edward, me coloca no chão. — Pedi sendo visivelmente ignorada. — Me coloca logo.



Edward finalmente achou as chaves no bolso e colocou na porta.



— Shh, fica bem quietinha hein. — Ele disse como se eu tivesse três anos de idade.



Quando tentei reclamar Edward invadiu minha boca com a sua língua me deixando sem fala. Ele me carregava como se eu tivesse o peso de uma pena. Ele liberou minha boca de seu beijo e eu afundei meu rosto no seu pescoço inalando o cheiro do seu pós barba. Meu vestido já estava levantado, ele havia sido esticado ao máximo para que minhas pernas pudessem estar onde estavam. Edward tirou uma de suas mãos de minhas costas e segundos depois eu estava sendo jogada na cama. Edward manteve seu corpo sob o meu e deu atenção à minha boca que já estava carente dos seus beijos.



Quando respirar tornou-se necessário, levei minhas mãos aos botões da camisa de Edward abrindo-os enquanto este deixava mordidas no meu pescoço, com certo esforço, deixei a blusa livre de botões. Edward finalmente resolveu me ajudar tirando o resto da camisa e jogando em algum canto do quarto. Não era a primeira vez que eu via ou tocava no peito de Edward, porém assim que minhas mãos foram para a região, nós ofegamos em uníssono. Edward tomou meus lábios novamente, porém com mais força, mais vontade. Ele explorava minha boca inteira o que me deixou sem fôlego mais rapidamente. Quando nossas bocas se soltaram senti as mãos de Edward a procura do zíper do meu vestido.



— Em uma escala de zero a dez, o quanto você gosta desse vestido? — A voz de Edward soou mais sexy do que nunca aos meus ouvidos.



— Não dá pra abrir assim. — Murmurei com a voz rouca dando um leve empurrão para que eu pudesse levantar.



Edward saiu de cima de mim e assistiu enquanto eu escorregava da cama e me punha de pé abrindo o zíper e retirando o vestido com facilidade. No instante que o vestido caiu no chão, Edward me puxou de volta pra cama. Suas mãos passeavam pelo meu corpo livremente e ele descia a boca lentamente para os meus seios.



(Sex on fire – Kings of Leon )



— Você não deveria ser tão gostosa assim para o seu próprio bem.



A forma com que ele falou isso me soltar uma gargalhada baixinha que foi interrompida por um gemido quando senti a boca de Edward em um seio e a mão em outro. E, cara, eu nem sabia que era possível ficar tão molhada assim. Meus gemidos saíam de modo involuntário, não era como se eu pudesse controlar. Porque diabos Edward tinha que ser assim? Eu mantinha, ainda sem perceber, minhas mãos em seu cabelo e, cara, se Edward me fizesse gozar apenas com isso eu me amarraria à cama dele.



Rápido demais, Edward parou e eu não pude evitar de bufar.



— Shh… — Ele fez descendo a boca pela minha barriga e dando mordidas pelos lugares que passava.



Ele levantou os olhos para olhar para mim e dessa vez não perguntou apenas puxou minha calcinha rasgando-a. Não pude reclamar porque segundos depois, Edward entrava em mim com os dedos e caralho, era ainda melhor. Soltei um gemido surpreso e depois outro, outro e mais outro. Não pude evitar de pedir mais, era algo instintivo. Em dado momento, Edward substituiu os dedos pela boca e puta que pariu. Era algo ainda melhor o que ele fazia com a boca. Eu já sentia minhas extremidades se contraindo quando Edward tocou com a sua língua exatamente no ponto certo e em seguida eu estava gozando. Ofeguei quando vi Edward limpar tudo com a boca e voltar para cima de mim com aquele sorriso torto no rosto. Quando o corpo de Edward estava sobre o meu novamente o empurrei ficando por cima e deixei um sorriso presunçoso no meu rosto. Suas sobrancelhas estavam arqueadas o que demonstrava sua aparente surpresa. Ignorei o fato deixando um beijo em seus lábios e descendo minhas mãos por seu peito. Ninguém podia negar que Edward era gostoso pra caralho. Não pude evitar os chupões deixados naquele peitoral branco e com pouquíssimos pelos. Enquanto isso minhas mãos rumavam para o cós de sua calça abrindo-a. Eu estava mais do que curiosa para saber o que Edward tinha embaixo daqueles pedaços de pano. Finalmente livre daquela calça pude olhar para Edward apenas coberto por uma boxer e quando o fiz soltei um gemido alto. Era grande, sim, puta que pariu, eu estava mais molhada do que antes apenas por olhar.



Com um sorriso sacana, eu fui em direção de Edward retirando sua boxer e vendo seu membro praticamente pular. Sentindo os olhos de Edward em mim, levei as mãos até o local. Eu já havia feito isso diversas vezes, então não era muito difícil para mim fazer esse tipo de coisa, minhas mãos se moviam por toda extensão de seu membro e Edward soltava gemidos altos o que só me incentivava mais. Em dado momento, quando eu já salivava pelo seu membro, substituí minhas mãos por minha boca. Relaxei minha garganta o suficiente para recebê-lo e Edward levou suas mãos ao meu cabelo começando a estocar na minha boca. Quando sentimos — Edward e eu ao mesmo tempo — o momento, Edward relaxou as mãos para que ele não gozasse na minha boca, porém eu apenas elevei meus olhos aos dele e o chupei mais forte sentindo todo seu líquido na minha boca. Eu admito, o gosto não era lá essas coisas e eu não fazia isso pra qualquer um. Mas eu simplesmente engoli tudo ignorando o gosto não muito agradável. Edward me puxou pra cima e me negou um beijo.



— Fresco. — Murmurei revirando os olhos.



— Porque você tem que ser tão gostosa? Puta que pariu. Acabei de gozar e já estou ficando duro novamente. — Ele disse de uma maneira tão engraçada que me fez soltar uma risadinha.



Tentei beijá-lo novamente e dessa vez ele deixou.



— Camisinha. — Murmurei quebrando nosso beijo.



— No bolso da calça. — Ele respondeu puxando minha boca para dele novamente. O afastei apenas para pegar a camisinha e abrir. Com um sorriso segurei seu membro com uma das mãos e com a outra coloquei a camisinha na minha boca deslizando com ela em seu membro. Quando terminei Edward me segurou tão forte que me deixou ainda mais molhada. Ele tinha tanta pegada que podia ter qualquer mulher desfalecendo com seu toque.



— Você está me deixando louco.



Dizendo isso, ele se enfiou em mim. Seu membro era tão grande que me tocava em todos os lugares me preenchendo por completo. Ele estocava com força e nossos gemidos saiam juntos. Não foi muito complicado encontrar meu ponto G, então Edward o explorou cada vez mais. Nós provavelmente parecíamos dois cães no cio, porém nada mais passava na minha cabeça. Edward se movia com tanta força me preenchendo tão facilmente que eu não pude evitar de gozar. Eu vim primeiro, porém logo depois ele veio. Eu deixei meu corpo sobre o dele, nossos corpos suados ainda unidos. Ambos completamente ofegantes. Me movi para que eu nossos corpos se libertassem um do outro e para que eu pudesse ficar mais confortável.



— Estou cansada. — Murmurei fechando os olhos. Minha cabeça encostada em seu peitoral.



Suas mãos faziam carinho no meu cabelo. Eu nunca havia ficado tanto tempo sem discutir com Edward, porém eu nunca tinha feito sexo com Edward também. Então eu apenas me deixei relaxar.



— Bella, vem tomar banho, nós estamos suados. — Ouvi Edward dizer baixinho.



Eu sei que eu tinha que tomar banho, era a coisa mais higiênica de se fazer depois do sexo, porém eu estava em uma posição tão confortável ali que dormir se tornou a primeira opção.



— Estou com preguiça. — Murmurei o mais baixo que pude.



Edward riu e eu o senti se mover sob mim.



— Como você é chato. — Reclamei saindo e cima dele e deitando diretamente na cama.



Senti quando ele levantou e puxou meus braços para que eu pudesse ficar de pé. Eu estava cansada demais para brigar então deixei que ele fizesse o que ele quisesse, se eu ficasse quieta ele poderia ver o quão cansada eu estava e poderia me deixar dormir em paz. Abri os olhos fuzilando-o quando senti água caindo em mim. Ele havia me colocado de baixo do chuveiro. Não reclamei, ele estava poupando meu esforço. Então deixei que Edward me desse banho e se banhasse junto. Quando ele me secou e me estendeu uma de suas camisas eu senti que eu finalmente podia dormir em paz. Ele deu uma risada alta quando eu murmurei um “Graças a deus posso dormir em paz” e apagou as luzes deitando junto comigo. Como imaginei, dormir foi fácil demais.



(...)



Acordar com alguém gritando é uma das coisas mais irritantes que existe, mesmo assim, havia uma voz insistente tomando meu sono pra si e me fazendo acordar. Quando eu abri os olhos fui surpreendida. Edward e eu estávamos totalmente interligados — nossas pernas estavam entrelaçadas, suas mãos nas minhas costas e minha cabeça em seu peito. Inicialmente eu tomei um susto, mas logo depois as imagens da noite anterior tomaram a minha cabeça. Em seguida, as batidas na portas voltaram junto com a voz que antes havia me acordado.



— Edward abre a porta logo, cara. — Era Emmett.



Bati no ombro de Edward tentando o acordar.



— Edward acorda. — Sussurrei o vendo piscar algumas vezes e me olhar confuso. — Seu irmão, livre-se dele.



Seu olhar se tornou ainda mais confuso e Emmett o chamou outra vez.



— Que foi, Emmett? — A voz de Edward se tornou cansada e ele me puxou mais pra perto dele.



— Preciso falar com você, é urgente.



Puta que pariu, só faltava isso agora. Eu não estava nem um pouco a fim que Emmett me visse assim.



Edward bufou.



— Volta outra hora, estou ocupado.



— É sério Edward, código vermelho.



Edward bufou olhando pra mim.



— Ele não vai sair daqui até eu abrir a porta.



Levantei pegando minhas coisas do chão e indo em direção do banheiro.



— Ok, estarei no banheiro.



Entrei no banheiro me olhando no espelho e xinguei baixinho quando vi as marcas no meu pescoço. Deixei a fresta da porta do banheiro para que eu pudesse saber o que tanto Emmett queria falar com Edward. Enquanto isso, eu ia eu lavava meu rosto e me deixava decente. Ouvi Edward abrir a porta e depois fechá-la.



— O que aconteceu aqui? — Ouvi Emmett perguntar.



— O que você quer? — Edward estava sendo evasivo, sua voz saiu cansada.



— Eu descobri uma coisa. — Emmett respondeu e eu decidi voltar minha atenção para o meu cabelo. Eu estava vestida com uma blusa preta de mangas de Edward. Paris costumava ter noites frias. Dobrei um pouco as mangas para que elas tivessem em um tamanho adequado.



— Estou apaixonado. — Ouvi Emmett dizer e arregalei os olhos prestando total atenção.



— Você está o que? — Edward perguntou surpreso.



— Apaixonado.



Me aproximei da porta ainda chocada.



— Por quem? — Edward perguntou.



Eu ia me corroer de curiosidade se Emmett não respondesse logo.



— Rosalie Hale.



O QUE?



— Merda. — Edward murmurou. Não pude evitar, saí do banheiro encontrando Emmett jogado na cama e Edward sendo na cadeira na frente da mesma. Os olhos de Emmett se arregalaram quando ele me viu.



— Isa o que… — Ele começou, mas eu o impedi de terminar. Me aproximei dele deixando nossos rostos próximos demais.



— Você está apaixonado por quem? — Eu gritei.



Ele sorriu amarelo.



— Pela Rosalie.



— Bella… — Ouvi Edward me chamar, mas ignorei.



— Quem você acha que é para se apaixonar pela minha priminha? Ela é uma criança! — Gritei ainda mais vendo o seu sorriso estampado no rosto.



— O que eu posso fazer? Já estou apaixonado.



Foi preciso de muito autocontrole para eu não avançar no pescoço de Emmett.



— Trate de se desapaixonar.



— Ela tem 18 anos, Isabella, ela não é uma criança. — Emmett disse um pouco incomodado.



— Vamos ver o que ela vai falar quando eu contar isso pra ela. — Eu disse irritada.



Senti Edward me puxar pra trás e eu deixei porque eu estava realmente na iminência de voar no pescoço de Emmett. Rosalie Hale é a minha prima, ela havia perdido seus pais quando era muito nova e foi criada comigo. Como ela era mais nova que eu, eu sempre a tive por perto, eu cuidava dela, ela era mais como se fosse minha irmã. Ela é uma das médicas mais dedicadas que eu conheço, além de ser absurdamente linda e sempre teve qualquer cara nos seus pés. Eu nunca a impedi de fazer nada, ela sempre teve namorados e tudo mais. Mas um cara de 27 anos se dizer apaixonado por ela era loucura.



— Você está nua por baixo dessa camisa então, se não quiser que Emmett veja demais e que eu acabe mais duro que eu já estou, pare de se mexer demais. — Ele disse no pé do meu ouvido me puxando para sentar na cadeira onde ele estava sentado anteriormente.



— O que está acontecendo aqui? — Emmett questionou com a sobrancelha arqueada.



— Está acontecendo que se você é velho demais pra Rosie. — Falei alto me levantando de novo, Edward me empurrou pra baixo fazendo com que me sentasse novamente.



Emmett começou a falar e eu a ignorar cada palavra saída da boca dele. Enquanto Emmett falava, eu me perguntava como ele havia a conhecido. Rosalie estava em Londres nesse momento. Eu não via como Rosalie e Emmett tivessem se conhecido.



— Como você conhece Rosalie? — Questionei interrompendo suas palavras.



Ele deu um sorriso nervoso.



— Todo mundo conhece Rosalie Hale. — Ele disse ainda sorrindo.



Arqueei a sobrancelha.



— Eu não a conheço ainda, mas já marcamos de nos encontrarmos assim que eu puser os pés em Londres.



Coloquei as mãos no rosto, irritada.



— Perai, estou atrapalhando alguma coisa? Vejo que vocês dois finalmente sucumbiram aos seus desejos…



Olhei pra ele irritada.



— Mais uma palavra saída de sua boca e eu ligo pra Rosalie e faço com que vocês nunca mais se vejam. Você não vai poder a ver nem nos seus sonhos.



Emmett vacilou revirando os olhos.



— Fazemos o seguinte eu finjo que nada aconteceu aqui e você não se mete no meu lance com a Rosalie. — Ele murmurou de braços cruzados.



Respirei fundo.



— Ok, mas se alguém soube do que aconteceu aqui, você já sabe não é?



Ele deu de ombros, jogou um beijo pra mim e saiu do quarto batendo a porta. Gemi de frustração levantando da cadeira e me jogando na cama.



— Isso tudo é culpa sua. — Murmurei me aconchegando no meio dos travesseiros e virando para olhá-lo.



Ele sorriu torto me fitando de braços cruzados.



— Você me seduziu. — Acusou brincando e eu não pude evitar uma gargalhada.



— Devo ligar para o seu pai e comunicar o casamento?



Ele riu também.



— Quero um anel de brilhantes. — Ele disse fazendo graça.



— Ok, eu vou providenciar. Preciso trabalhar, estou cheia de trabalho acumulado. — Murmurei já levantando e saindo do quarto.



— Ei… — Edward chamou e eu virei. — Volte sempre.



Ri ainda mais quando ele deu uma piscada engraçada e saí do quarto indo em direção ao meu. Felizmente eu não passei por Alice nem por Emmett. Quando entrei no meu quarto fui direto para minhas malas pegando roupas para que eu pudesse tomar banho. Com preguiça de abrir a mala de blusas, peguei apenas minha roupa íntima e um short qualquer e fui tomar banho. Mas, só quando eu coloquei os pés no box eu me dei conta do que eu tinha feito.



Eu transei com Edward Cullen e não estava arrependida disso.



— Ah, merda.

Notas finais
Então, o que acharam? Estou mais insegura do que nunca. Preciso saber da opinião de vocês, tipo muito. Edward e Bella estão uma fofura um com outro nesse capítulo,será que isso dura muito? Quanto mais reviews e recomendações mais cedo eu volto com um capítulo fresquinho. Rezem para eu passar no vestibular e para que minha tendinite melhore. Obrigado por lerem, beijos e até o próximo!