Notas iniciais
Oi gente, dessa vez nem demorei tanto, demorei? Então, obrigada de coração todas as minhas leitoras lindas que continuaram aqui e as leitoras fantasmas também. Espero que gostem do capítulo e leiam as notas finais que é MUITO importante.

Meus olhos se abriram com a claridade forte que me atingia. Eu havia deitado sem ao menos fechar as cortinas. Olhei de relance para o relógio na cabeceira da cama e me assustei ao ver que já era quase meio dia. Levantei da cama indo em direção a uma das minhas quatro malas de viagem Louis Vuitton e me apressei em escolher uma roupa. Peguei minha calça de camurça Gucci preta, uma blusa branca básica Hermes e um blazer Balenciaga. Fui em direção da minha mala que continha meus sapatos altos, mas lembrei que estaria sobre a areia o resto do dia e saltos e areias não combinavam. Então, fui em direção da mala onde continha o único tênis que eu havia trago, não que eu tivesse muitos, pelo contrário, meus tênis ocupavam o menor espaço possível no meu closet em NY. Tirei meu Nike preto da mala e peguei uma bolsa Miu Miu novinha em folha que eu havia acabado de ganhar de Miuccia Prada. Com tudo pronto, fui em direção do banheiro tomando banho e lavando cabelo.

Logo já estava completamente pronta. Já havia calçado o tênis que eu havia esquecido a última vez que fora usado. Sentei na cama despejando todo o conteúdo da bolsa Prada, que eu estava usando anteriormente, na cama. Peguei meu celular, minha agenda, óculos de sol e tudo mais que eu usaria no dia jogando dentro da bolsa que azul que eu usaria hoje. Antes de sair peguei minha câmera a colocando dentro da bolsa também. Me olhei no espelho e sorri ao ver meu reflexo refletido nele.

Saí do quarto já ouvindo vozes vindas da sala. Ouvi Alice perguntar assim que cheguei:

— O que vamos comer?

Edward estava deitado no sofá mudando constantemente de canal, Emmett estava sentado no balcão da cozinha mexendo em uma máquina que julguei ser de Alice. Enquanto esta estava sentada preguiçosamente na poltrona ao lado do sofá em que Edward estava.

— Estou com vontade de comer massa… — Emmett disse ainda entretido com a máquina fotográfica.

— Hm, pode ser… — Edward disse assentindo.

— Bom dia. — Murmurei indo em direção a cozinha colocando minha bolsa em cima do balcão onde Emmett estava sentado e pegando uma garrafa d’água de dentro da geladeira.

— Bom dia flor do dia. — Alice disse sorrindo. — Estávamos vendo o que vamos almoçar…

Dei de ombros despejando o líquido contido na garrafa num copo que estava próximo de mim.

— Já está tudo pronto? — Perguntei me escorando no balcão em que Emmett estava sentado.

— Sim, a equipe da Vogue argentina nos disponibilizou tudo que precisaremos… de cabeleireiros até assistente de iluminação. — Alice respondeu pegando o telefone. Ela falou algumas palavras em espanhol e logo desligou. — A comida está a caminho.

Emmett começou a cutucar minha cabeça me fazendo rir e beber minha água.

— Que hora sairemos daqui? — Perguntei novamente.

— Às três. — Alice continuou respondendo.

— Celeste vai conosco?

— Cel vai comigo… — Dessa vez quem respondeu foi Emmett.

Arqueei a sobrancelha pelo apelido dado à garota e ri um pouco, meu súbito bom humor me surpreendeu.

— Bom, parece que vocês já cuidaram de tudo. — Disse colocando o copo em cima do balcão.

— Eu disse que não precisávamos de você. — Edward, até então calado, disse alto suficiente para que eu ouvisse.

Bufei sentindo meu bom humor ir para o espaço.

— Esse não é o meu trabalho. — Disse dando de ombros e recebendo um olhar de escárnio de Edward. — O que? O trabalho maior foi meu, fui eu que consegui os vestidos.

— Nossa, grande trabalho. Foi só falar “Sr. Versace, pode liberar alguns vestidos, por favorzinho?” — Ele disse numa imitação totalmente fracassada de minha voz fazendo Emmett e Alice gargalharem.

A essa altura eu já estava vermelha de irritação.

— Ahm, mas caso você esqueça, quem vai ter que aturar cantadas baratas sou eu. Ou você acha que Santo Versace faz isso pra mim tão facilmente. Não que eu dê para ele, mas ele é persistente. — Eu disse reclamando fazendo os dois palhaços rirem mais.

Edward deu de ombros e revirou os olhos.

— Isso não é algo que você consiga fazer… — Murmurei. — Quer dizer, sei que tens, pelo menos, duas grifes na palma da mão. Miuccia Prada e Donatella Versace parecem concordar em tudo que você diz…

Nessa hora Emmett e Alice estavam gargalhando muito alto. Os olhos de Edward estavam negros de raiva e eu apenas dei um sorrisinho irônico.

— Quantas vezes eu tenho que falar que não tenho nada com elas…

— Isso não é o que elas falam… — Disse o interrompendo.

Edward já estava de pé, e nós dois éramos separados apenas pelo balcão.

— Pelo menos eu não comi nenhuma delas, diferente de você que deu pro Alan Faena… — Provocou.

Apenas dei de ombros. Isso não era algo que eu me envergonhava, era apenas uma época da minha vida.

Eu não fazia ideia de como ele havia descoberto, mas não me importava.

— Seus argumentos antes eram mais contundentes. Isso não é algo que eu me arrependa. — Eu disse cruzando os braços.

Ele fez uma careta.

— Alice pode fazer o sue trabalho facilmente…

— Não me coloque no meu dessa briguinha idiota não! — Alice gritou do quarto, não a havia visto sair da sala.

— Fala sério Edward, você realmente acha que pode se virar sem mim? — O desafiei.

— Sim. — Rebateu.

— Ah é? — Ele assentiu teatralmente. — Então o que você faria se uma modelo surtasse falando que não queria vestir uma roupa que fora escolhida pelo setor comercial todo, horas a fio?

Ele abriu a boca para responder, ma seu o cortei.

— Com certeza você não a obrigaria a usar porque não gosta de fazer as coisas certas…

— Você destrata as pessoas! A maioria das modelos te odeiam…

— E todas elas dariam a carreira para trabalhar comigo.

E era verdade. Modéstia a parte, eu era uma ótima profissional. Milhões de grifes me contratavam para cuidar de seus Photoshoots e divulgação. E sabe por quê? Porque eu não abaixava minha cabeça e obedecia modelos como a maioria faz. Eu as mostrava o mundo real, o mundo em que elas, não serviam para nada além de usar seus corpos.

Edward se calou. Nossos olhos travando a batalha visual que já era tão clichê para nós dois. Me recusei a desviar o olhar. Eu sairia vencedora desse conflito, já estava na hora. A campainha soou e nenhum de nós dois se moveu.

— Alice, acho que o Edward e a Isa estão brincando de estátua. — Emmett murmurou me fazendo gargalhar internamente.

Alice pareceu ignorar o irmão e senti o cheiro da comida. Mas, ao contrário da irmã, Edward riu do comentário de Emmett. Eu ri também me sentindo vitoriosa. 1 x 0 Isabella. Alice nos chamou para comer o que disse ser churrasco.

Toda a hesitação que eu tinha ao ver uma comida nova sumiu ao levar a primeira garfada à boca. Era simplesmente delicioso o prato. A conversa da mesa era agradável. Alice falava sobre um ensaio com uma modelo louca nos arrancando gargalhadas estridentes. Quando acabei fui para o quarto escovar os dentes assim como todos os outros.

Assim que voltei à sala Alice nos informou que o táxi já nos esperava na frente do hotel. Emmett já havia ido, pois Celeste deveria estar o mais cedo possível para que pudesse ser devidamente maquiada e penteada. Então, nós três entramos no elevador e logo estávamos no hall do hotel e quando entramos no táxi, Alice indo na frente como sempre, a garota entregou quatro folhas para mim e quatro folhas para Edward.

— Para vocês não brigarem, quero paz. — Ela disse quando recebeu um olhar curioso meu.

Assenti pegando e vendo que eram estilos diferentes de maquiagem.

Foi fácil escolher.

O primeiro era pesado de mais.

O segundo colorido de mais.

O terceiro não me agradou.

E o quarto era perfeito. Era bem natural e dava um efeito muito bonito.

Edward parecia ter feito sua escolha e era exatamente como a minha.

Fiz sinal de positivo dando a escolha para Alice, que depois de avaliar, nos deu outras quatro fotos. Agora era a vez da escolha dos penteados.

Bati o olho na primeira e já fiz minha escolha. Era um cabelo bonito, daria um ar forte, quase felino a garota.

Peguei as fotos das mãos de Edward e dei para Alice o cabelo que eu havia escolhido.

— O que… ? — Edward exclamou.

Alice sorriu parecendo gostar da escolha. Dei as fotos que não foram escolhidas para a garota e afundei no bando traseiro. Fazia sol em Buenos Aires, estava quase calor.

— Qual seu problema? — Edward murmurou.

— Você. — Respondi.

Ele revirou os olhos e eu fechei os olhos o ignorando e me aconchegando no banco traseiro do táxi imaginando a sessão.

[...]

Depois de duas horas de viagem havíamos chegado ao destino. Alice havia mandado para os maquiadores e cabeleireiros as nossas escolhas e ao chegarmos lá Celeste já estava toda pronta.

O lugar era realmente bonito. Era uma praia linda. A areia era limpinha e a água praticamente translúcida. O cavalo branco já estava lá. E dei um passo para trás ao vê-lo. Apesar de serem lindos, cavalos nunca me agradariam. Eu havia pegado uma espécie de trauma depois de quase ter caído de um quando tinha doze anos na fazenda dos meus avós no Texas.

Logo a sessão começou. Celeste posava em cima do cavalo ouvindo e acatando algumas observações que eu dava. Eu sabia como era estar na pele de uma modelo. Eu havia sido modelo por muito tempo e me aposentei quando meu nome era conhecido mundialmente. Eu nunca me arrependi, modelar nunca fora minha paixão. Muitos me chamaram de idiota, por ter largado.

Eu deveria admitir que Celeste era uma grande modelo. Sua beleza deixava quase fácil modelar para ela. Seus olhos tinham um brilho forte que até as modelos mais experientes tinham dificuldade de manter.

Depois de um tempo tirando fotos com o cavalo Edward pediu que tirasse o animal de lá a fazendo posar solitária. Nós estávamos mais perto do mar, a água batia nos pés da garota e eu estava extremamente entediada por não ter nada a acrescentar. O sol dava pistas que a tarde estava quase no fim e depois de ver e rever as fotos decidimos que já tínhamos tudo que precisávamos.

Eu estava escolhendo as fotos para a edição presa em uma dúvida cruel. Celeste já estava de volta trocada e todos os equipamentos já haviam ido embora, inclusive o cavalo. Apenas Edward, Alice, Emmett, Celeste e eu continuávamos na praia. Emmett e Celeste estavam sentados na beira do mar, seus pés esticados estavam na água e os últimos raios de sol batiam nos rostos de ambos. A sessão havia sido assustadoramente rápida, afinal nós não precisávamos de mais de cinquenta fotos. Então, assim que eu comecei a imaginar como seria a matéria a sessão se encerrou. Eu havia perdido Alice de vista quando levantei a cabeça mais uma vez, da última vez que vira ela estava tirando fotos de coisas banais. Edward estava olhando para o horizonte e eu bufei o chamando.

— Estou ouvindo — Ele murmurou quando eu chamei seu nome pela terceira vez e ele não se moveu. Comecei a pensar na possibilidade dele estar dormindo de olhos abertos… ou morto.

Bufei.

— Vem me ajudar. — Murmurei sem vontade com meus olhos voltados para o notebook no meu colo.

Ele arqueou a sobrancelha, mas veio até mim sentando-se ao meu lado.

— Pode repetir? Não ouvi direito… — Ele disse numa falsa inocência que se eu não o conhecesse muito bem acreditaria.

— Estou em dúvida…

— Isso é normal. — Ele me interrompeu.

— Tenho que ter seis fotos, mas estou em dúvida entre oito, não sei qual tirar. — Eu disse ignorando o comentário dele.

Ele puxou o computador de meu colo e eu protestei, mas ele ignorou e começou a passar as fotos. Depois de alguns minutos ele colocou a computador no meu colo novamente.

— Voiàlá.

Comprimi os olhos avaliando as fotos. Dei de ombros ao ver as escolhas dele e fechei o computador ao ouvir o som de duas buzinas diferentes. Alice apareceu do nada e nós fomos em direção dos dois táxis que nos esperavam. Como de costume, Alice foi na frente e Edward e eu atrás. Emmett e Celeste foram no outro táxi. Eram quase sete da noite e eu pensava no texto que eu iria fazer. Quando chegamos ao hotel subi até meu quarto e comecei digitar o artigo. Recebi uma mensagem de texto de Carlisle pedindo uma foto da sessão. Respondi mandando a foto que ele pedira e voltei minha atenção ao artigo.

— Isabella? — Três batidas na porta me assustaram.

Levantei a cabeça encarando a porta e de lá Alice saiu toda sorridente.

— Celeste quer nos levar pra sair e comemorar o sucesso da sessão. Vamos? — Ela estava escorada na porta do meu quarto.

Fiz uma careta para o computador.

— Querer eu quero, mas tenho que acabar isso hoje pra mandar pra Carlisle, deixa pra próxima.

Alice fez uma careta solidária e ao mesmo tempo contrariada.

— Não pode deixar pra amanhã?

— Não mesmo. — Sorri como desculpa.

— Mas…

— Não.

— Mas você nem me deixa…

— Não.

— Se…

— Não estou te ouvindo, Alice.

— Ok, fique com Edward então.

— Nada que você fale vai me fazer mudar de opinião.

Ela bufou alto, bateu a porta do meu quarto com força e saiu batendo o pé pelo corredor, o barulho dos seus saltos ia diminuindo aos poucos.

— Só tem maluco nessa família. — Murmurei inconscientemente voltando minha atenção para o artigo que eu estava escrevendo.

— Eu ouvi isso. — Ouvi um grito vindo da sala que deduzi ser de Alice e gargalhei.

Eu gostava de festa, de sair com meus amigos, — embora eles não fossem exatamente isso — gostava de rir e sair andando por aí pra conhecer a cidade, mas eu gostava do meu trabalho também. Gostava muito mais, admito. Então eu não me sentia nem um pouco culpada em sacrificar uma festa pra fazer uma coisa importante.

Olhei para minha cama de relance e senti uma onda de sono me atingir. Arrastei-me até a cama tirando as apertadas calças Gucci de camurça que eu vestia e me permiti tirar um cochilo. Assim que me acomodei e fechei os olhos reparei o quão cansada estava e logo fui tomada pela inconsciência.

(xxxx)

Eu já havia acordado há um tempo. Montei o artigo contando milimetricamente os espaços vagos. Passei a melhor foto que eu havia tirado — como Carlisle pedira na carta — para o artigo também. Passei a pequena, realmente pequena, entrevista que Alice fez com a garota para o papel e encarei metade da folha em branco. O espaço em branco seria para que eu contasse minhas aventuras por Buenos Aires, contar como eles se vestem, como andam, como usam o cabelo, e etc. Eu poderia inventar alguma coisa como aprendi na faculdade, mas eu nunca faria isso. Isso seria trapaça e poderia acabar com a reputação da revista.

Olhei para a janela de relance tentando pensar em alguma coisa.

Eu não poderia sair por aí sozinha, pois eu não conhecia nada por aqui.

Como em um estalo soube o que fazer. Levantei-me preguiçosamente e peguei uma blusa salmão Chanel, que eu havia ganhado. Eu ainda me lembrava quando vira essa belezinha no meio de todos aqueles presentes diários que eu ganhava. Eu não costumava recebê-los, mas naquele dia eu estava com vontade de abrir presentes. A maioria não me agradou, mas essa blusa eu tinha me apaixonado.

— Vou dar descanso para vocês, ok? — Murmurei olhando para os meus próprios pés.

Eu não me importava me usar salto, eu já estava mais do que acostumada com eles e quando colocava sapato baixo sentia-me mais baixa que o habitual. Eu sempre fui muito baixinha para o ramo, media 1,68 e meio desde meus dezoito anos, e no meio de tantas modelos altas, magras e estonteantes eu não poderia ser baixinha. Então, eu adotei meus queridos e inseparáveis amigos desde que comecei nesse ramo. Chego a dizer que 99% das pessoas que me conhecem nunca me viram sem salto.

Ri calçando meus sapatos Oxford que quase nunca eram usados. Fiz uma maquiagem bem levinha e apenas soltei meu cabelo do rabo de cavalo passando apenas as mãos nos fios. Busquei minha câmera a pendurando no pescoço sem vontade nenhuma de levar bolsa. Dei uma olhada rápida para o espelho e saí do quarto, não sem antes pegar um casaco. Eu até que estava bem com esses sapatos que, na minha opinião, me deixavam estranha, mas era coisa de costume.

Ouvi barulho de televisão vindo da sala e dei de cara com Edward vendo televisão, esparramado no sofá.

— Preciso da sua ajuda. — Admiti.

Vi os olhos deles se arregalarem por um momento e depois do susto Edward se contentou em arquear a sobrancelha para esperar o que eu falaria.

— Preciso acabar de escrever o artigo, mas não conheço nada por aqui e sei que você já veio aqui antes.

Ele me olhou parecendo estar decidindo se eu estava bêbada ou não.

— Eu pediria para Alice, mas ela me mataria por ligar para ela essa hora.

Bati o pé no chão impaciente e quase estranhei em não ouvir o barulho habitual que os saltos faziam ao tocarem no chão.

— Eu não vou pedir de novo. — Murmurei cruzando os braços já irritada com a cara que o babaca fazia.

— Pensei que você podia se virar sozinha. — Ele fez graça.

Bufei revirando os olhos.

— E posso, ok? Só que eu não sei nem que língua eles falam aqui e céus, como eu posso me virar sem entender ninguém?

Edward gargalhou.

— Só se você pedir por favor.

O olhei incrédula fazendo Edward gargalhar mais.

— Ok, eu posso me virar sozinha.

O que?

Eu sou orgulhosa, nunca que iria pedir por favor para Edward. Nunca.

— Ok, então vá até lá fora e tenta não se perder.

Eu poderia fazer isso, aliás, eu iria com toda certeza me perder. Meu senso de direção era completamente ignorante. Eu demorei três meses para ir da redação até minha casa sem errar, imagina aqui, eu me perderia para sempre.

— Por favor, Edward. — Murmurei sem vontade.

Com a sobrancelha arqueada, como de costume, ele se levantou rindo.

— Ok, eu posso te ajudar, mas vou querer uma coisa em troca…

Agora quem arqueou a sobrancelha fui eu.

— Depende.

Ele continuou me olhando e eu tive que ceder afinal o que de mais ele me pediria?

— Ok, o que é?

— Nada que você precise saber agora. — Ele riu passando pelo meu lado. — Vou trocar de roupa.

Ok, eu não preciso me importar. Não é nada de mais.

Sentei no sofá olhando para televisão. Estava passando uma novela, ou algo do tipo. Ignorei pegando minha câmera nas mãos. Fotografar sempre fora um hobby para mim, antes de cursar moda pensei em fazer fotografia, mas desisti, afinal moda era minha grande paixão.

— Ok, vamos logo.

Edward disse aparecendo do nada na minha frente.

Levantei e segui até a porta, Edward a fechou e nós entramos no elevador.

— O que você está pensando em fazer? — Edward perguntou me avaliando.

— Bom eu queria tirar fotos das pessoas, da roupa que elas usam na rua, na moda daqui, entende? — Ele assentiu. — Mas pra isso tenho que conhecer lugares para encher a pagina com informações…

— Hmmm, ok. Acho que podemos começar aqui mesmo. — Edward disse assim que a porta do elevador se abriu.

Franzi o cenho colocando o casaco ao sentir o vento frio quando saímos do hotel.

— Não faça essa cara, você não sabe nada de Buenos Aires.

Revirei os olhos. Edward sempre seria Edward. E sendo Edward ele sempre lia meus pensamentos.

— Um dia ainda vou descobrir como você faz isso.

Ele riu.

— Sou um vampiro leitor de mente.

Revirei os olhos novamente. Ele começou a andar.

— Vai ficar aí parada?

Olhei para cara dele procurando algum indício de diversão.

— Nós vamos a pé? — Perguntei incrédula.

— Vamos logo, coisa chata, nem é longe, só umas vinte quadras.

Gelei.

Eu era sedentária.

Muito sedentária.

Acho que se não fosse a minha genética eu seria uma daquelas pessoas que pesam 200 quilos e continuam sem fazer nada.

Depois de avaliá-lo melhor percebi que era mentira, então caminhei até o seu lado. A rua estava cheia, então tirei a câmera do pescoço pronta para usá-la.

— Onde estamos indo? — Perguntei olhando em volta.

— Nos já estamos. — Ele disse como se fosse óbvio. — Nós estamos num bairro chamado Puerto Maderno. Esse bairro é em homenagem às mulheres, sabia?

Neguei. Eu não sabia nada da Argentina, nunca tive curiosidade.

— Nós estamos indo para a fonte das nereidas, umas das melhores de Buenos Aires. — Edward disse apontando para a entrada de um parque.

A rua estava cheia coisa que eu estranhei.

— Essa parte de Buenos Aires escurece mais cedo por causa dos arranha-céus. Mas, são pouco mais de nove horas.

Wol.

Eu chutaria no mínimo umas onze horas.

Uma garota loira passou perto de mim. Suas roupas eram comuns, todos se vestiam parecido. Ela vestia uma calça boca de sino e uma blusa de manga 3/4 verde.

— Hey, posso tirar uma foto sua? — Perguntei chamando a garota.

Ela sorriu se desculpando.

Estava na cara que ela não sabia falar inglês.

Porque mesmo eu só sei o básico do básico do espanhol?

Sabia falar apenas algumas palavras idiotas que todo mundo sabe e mais nada.

— Ella le preguntó si ella puede tomar la imagen. Somos una revista de moda en los EE.UU. y quería poner una foto tuya. ¿Usted permite? — Edward disse se metendo no meio de nós duas.

*[Ela perguntou se pode tirar uma foto sua. Nós somos de uma revista de moda dos E.U.A e queríamos colocar uma foto sua. Você permite?]*

— Revista de moda? Si, claro. — Ela disse sorrindo.

Desde quando Edward sabia falar espanhol?

Por que eu estava mais do que equivocada ao pensar que a língua falada aqui não era o espanhol. Estava na cara que era.

Ainda cheia de dúvidas tirei a foto e agradeci a garota (uma das poucas coisas que eu sabia fazer em espanhol) e voltamos a andar em direção ao parque.

— Desde quando você fala espanhol? — Perguntei quando entramos no parque.

Ele era muito bonito. Muito mesmo. Havia muitos pisca-piscas espalhados pelo local. Era bastante aconchegante. Apesar da hora ainda havia muitas crianças correndo por ali.

— Desde sempre.

Revirei os olhos e comecei a tirar foto das crianças correndo por ali. Mais no canto havia umas senhoras de idade conversando. Do outro lado do parque estavam alguns jovens sentados na grama e conversando. Em silêncio comecei a tirar foto de todas as pessoas que estavam ali.

— Isso é proibido, Bella. — Edward disse rindo.

— Cala boca, quem vai ser presa aqui vai ser eu. — Eu disse o fazendo rir mais.

Revirei os olhos.

Outra foto batida, mas desta vez uma garota furiosa apareceu na minha frente falando descontroladamente.

Eu não estava entendendo absolutamente nada.

— Não te entendo. — Murmurei colocando a câmera no pescoço novamente.

Olhei pra Edward suplicante, mas ele ignorou rindo e divertindo-se com a situação.

A garota continuava a falar irritada por eu não a estar respondendo. Sua voz fina extremamente irritante ficava mais fina a medida que ela elevava o tom.

Revirei os olhos ignorando a garota.

— Sou dos Estados Unidos, falo inglês, não espanhol. — Murmurei. Virei para Edward. — Eu vou matar você se você não fizer essa garota calar a boca.

— Você vai presa de qualquer jeito.

Senti meu olho esquerdo tremer de ódio.

— Faça essa garota calar a boca. — Ele esperou. Eu sabia o que ele estava esperando. E não ia dar isso a ele. — Nem pensar, não foi pedir por favor outra vez.

Ele deu de ombros e foi se sentar num banquinho por ali.

Voltei meu olhar para a garota que continuava a falar.

Pela primeira vez reparei que ela estava estranhamente entusiasmada. Suas mãos mexiam-se inquietas e seus olhos brilhavam.

Mas que porra?

— Eu não falo espanhol droga, pare de gritar. — Gritei de volta.

O sorriso dela sumiu um pouco.

O que eu fiz de mais? Eu estava apenas tirando fotos e essa retardada começa a falar.

— Ok Edward, por favor, faça essa garota calar a boca. — Quase implorei.

Edward se levantou e falou algumas palavras para garota que sorriu assentindo, deu um sorrisinho e acenou se despedindo. Virei para Edward de cara feia e cruzei os braços.

— O que ela tanto falava? — Perguntei.

— Segredo. — Ele murmurou e me olhou da cabeça aos pés. O olhei pasma, mas ele me ignorou. — Nunca tinha reparado que você era tão baixinha. Quantos metros você tem, um metro e meio?

— Cala boca e vai sentar.

Ele riu e se escorou num poste enquanto eu tirava fotos de tudo ao meu redor e me sentei vendo as fotos que eu havia tirado. Senti Edward sentar ao meu lado.

— Está pronto? — Edward perguntou.

— Acho que sim…

— Então levanta que ainda temos outros lugares para ir. — Ele disse levantando e andando ele parou quando reparou que eu não o seguia e me olhou curioso e ao mesmo tempo irritado. — O que está fazendo?

— É… Hmm… Eu acho que já tenho fotos suficientes e eu… hm… tô cansada e… — Eu comecei a falar, mas Edward riu continuando a andar.

— É melhor você me seguir, você provavelmente vai se perder.

Levantei preguiçosamente e me arrastei até ele.

— Não quero mais andar, estou cansada.

Ele ignorou meus muxoxos e continuou a andar.

Eu andava lado a lado a Edward. Eu estava praticamente morrendo de cansaço. Na minha concepção já haviam passado uns mil quilômetros. Eu estava exausta. A câmera já não estava mais no meu pescoço eu a carregava nas mãos para que eu pudesse usá-la sempre que eu quisesse.

Edward não falava nada, parecia muito entretido com as coisas que ocorriam a sua volta. E eu agradecia isso, como agradecia. Ter que andar milhões de quilômetros e ainda ter que ouvir a voz de Edward era praticamente suicídio. Eu tinha impressão que já havia passado por locais repetidas vezes, mas quando perguntei Edward disse que tudo era muito igual.

— Ok, eu desisto. — Eu disse me jogando num banquinho ali perto. Edward me olhou com desdém.

— Você não pode estar falando sério, não estamos andando nem uma hora.

— Estou com fome.

— Você é muito chata. — Ele reclamou e eu levantei meu punho para mostrar-lhe meu dedo do meio. — E mal educada.

— Cala boca, apenas preciso me recompor. — Murmurei fechando os olhos um pouco.

— Isabella, abra os olhos, se você dormir aí, vai ficar aí mesmo, sendo confundida com mendigos.

Abri os olhos e olhei para os lados, ouvi minha barriga roncar. Eu estava morrendo de fome, haviam altas chances de eu ter bebido apenas água desde que almoçara.

— Edward, estou com fome. — Repeti.

— O que você quer que eu faça se eu nem sei onde nós estamos. — Ele disse bufando e se jogando no banco ao meu lado.

Levantei-me automaticamente.

— Nós estamos perdidos? — Perguntei irritada.

Ele fechou os olhos teatralmente.

— Não estou perdido, apenas não sei onde estou nesse momento…

— Isso significa que estamos perdidos. — Cruzei os braços e virei para ver onde estava. Parecia exatamente igual a todos os lugares que passamos. Um rio meio. Casas em volta. Alguns bares. Pessoas conversando. Um ou dois carros estacionados. E bancos. Muitos bancos. Bancos espalhados por toda extensão do bairro que, a propósito, era bem iluminado.

Minha barriga roncou mais uma vez e eu segui para um lugar onde, a meu ver, vendia algo que saciasse a fome que eu estava sentindo. Sorri quando vi um restaurante. Não era um restaurante, era mais uma pensão. Ignorei Edward que parecia mumificado em cima do banco e ignorei também meu cansaço indo em direção ao lugar.

Entrei sorrindo e logo uma menina veio até mim falando algumas palavras estranhas.

Foi aí que eu me liguei que não estava nos Estados Unidos.

Não havia pessoas que tivessem língua igual a minha.

Eu sorri amarelo e murmurei:

— Desculpa, sou americana…

A garota me cortou com um sorriso.

— Ah, tudo bem, eu falo inglês. Posso ajudar?

Obrigado Senhor!

Era só o que faltava: eu morrer de fome.

— Hm, digamos que eu esteja faminta. — Eu disse levando a garota aos risos.

— Então, posso lhe recomendar um hambúrguer, que é a especialidade da casa.

Sorri.

Obrigado genes bons!

Não precisava fazer dieta graças aos genes herdados da parte da família da minha mãe.

— Levarei dois e dois guaranás também… — A garota arregalou os olhos e eu ri me explicando. — Não é para mim tudo não, é para o encosto que veio comigo.

Ela riu e trouxe o que eu pedi. Tirei algumas notas que haviam no bolso da minha calça entregando para a garota. Quando eu voltei Edward estava de olhos abertos e braços cruzados.

— Estou te alimentando, não te devo mais nenhuma. — Eu disse entregando o seu lanche. Ele riu. — Espero que quando eu acabar de comer você já tenha usado esse cabeção para funcionar, pelo menos uma vez na vida, e tenha encontrado um jeito de voltarmos para casa.

Ele me ignorou e nós comemos em silêncio. E de repente, muito cedo, eu vi que meu hambúrguer havia acabado junto com meu refrigerante, então eu me levantei jogando o lixo no lixo.

— Nunca tinha reparado no quanto você é baixinha. — Edward disse pela segunda vez naquela noite.

O ignorei revirando os olhos.

— Como vamos voltar ao hotel?

— Do mesmo jeito que chegamos até aqui: a pé.

Achei que ia desmaiar quando ele falou isso.

Nem morta.

Eu não tinha mais dezoito anos.

E por Deus, eu era sedentária, não tinha disposição para andar horas a fio.

— Você só pode estar brincando.

— Você nem está tão cansada assim, Bella. — Ele disse se levantando. — Anda, vem logo. É pertinho.

Depois de muita reclamação eu entrei num táxi. Sim, um táxi que passou na hora em que Edward estava prestes a me deixar lá sozinha num lugar desconhecido.

E eu descobri que era realmente pertinho. Foram doze minutos contados de táxi. Era simplesmente inacreditável.

Desci do táxi com a câmera nas mãos e entrei no hotel indo direto para o elevador esquecendo a presença de Edward totalmente. Eu estava exausta quando o elevador abriu a porta e Edward abriu a porta do flat. Tão exausta que só me dei o trabalho de colocar a câmera em cima da bancada, tirar meus sapatos e me jogar no sofá. Sim, no sofá, eu estava morrendo de preguiça e totalmente sem vontade de ir pro quarto.

— Isabella, vai pro quarto. — Ouvi a voz de Edward.

— Shhhh…

Fechei os olhos e me estiquei mais no sofá sendo logo levada pela inconsciência.

[...]

Alguém me fazia cócegas. Meu rosto coçava, era como se algo estivesse sendo passado nele. Ignorei, afinal, isso só poderia ser coisa da minha cabeça. Como num estalo, lembrei-me de onde estava e abri os olhos dando de cara com Emmett com um batom na mão.

Puta que pariu.

Alguém diz para mim que ele não estava fazendo o que eu achava que ele estava fazendo.

Fechei os olhos tentando conter a minha fúria.

— Você tem cinco segundos para correr. — Eu praticamente soletrei fazendo com que minha voz saísse ameaçadora. Ouvi o idiota correndo e me levantei indo até o espelho mais próximo de mim. Já era dia e eu tinha dormido mesmo na sala.

— Emmett Cullen, você vai ser deportado hoje! — Gritei quando vi o que o idiota tinha feito no meu rosto. Ele tinha feito rabiscos de batom vermelho e escrito “Isa” na minha testa. Minhas pálpebras estavam machadas de batom vermelho e quase vi fumaça saindo dos meus ouvidos. — Isso tem volta.

Adentrei no meu quarto ouvindo a porta fazer um estrondo gigante quando fechei. Abri uma de minhas malas pegando a primeira roupa que eu encontrei e fui em direção do banheiro. Abri o estojo de maquiagem que havia ali passando demaquilante em toda extensão do meu rosto. Soltei um suspiro de alívio ao ver meu rosto limpo novamente e me coloquei debaixo do chuveiro.

Quando senti que estava ficando com a pele enrugada saí do chuveiro me secando e vestido um short preto Diesel e uma blusa básica Hermes indo até o computador e ligando, eu havia dormido ontem e não terminei de fazer o artigo. Assim que meu computador ligou, passei as fotos que havia tirado ontem e comecei a digitar. Tão logo comecei, acabei. Encarei meu artigo de duas páginas sorrindo e logo mandei para Carlisle.

Quando acabei tratei de guardar todas as minhas coisas, pois, viajaríamos hoje à noite. Eu não era uma pessoa bagunceira, então arrumei tudo com rapidez. Peguei a passagem e meu passaporte deixando-os a vista para que eu não perdesse ou simplesmente esquecesse.

Depois de tudo pronto saí do meu quarto à procura de Emmett. Eu iria matá-lo agora. Encontrei Alice pelo caminho e ela disse que Emmett estava no quarto dela. Eu ri e quando abri a porta do quarto da garota vi Emmett dormindo. Com um sorriso no rosto voltei no meu quarto pegando um batom, sombra, blush e lápis de olho e voltando para o quarto onde Emmett estava. Tudo permanente. Comecei passando o batom vermelho bem devagar para que o idiota não sentisse. Depois, foi a vez do lápis. Contornei o olho do idiota todo e depois comecei a aplicar a sombra vermelha. O blush veio depois e assim que pronto peguei uma das câmeras de Alice e tirei uma foto de Emmett. Quando não aguentava mais segurar uma gargalhada, guardei a câmera e saí do quarto.

Uma risadinha escapou pelos meus lábios e eu fui em direção à sala encontrando Alice e Edward almoçando na mesa da cozinha. Me juntei a eles que conversavam animadamente sobre o nosso próximo destino e quando acabei Edward perguntou:

— Pra que todo aquele escândalo de manhã cedo? Tenho certeza que você acordou metade de Buenos Aires gritando com Emmett.

Revirei os olhos.

— Seu irmãozinho querido e amado passou batom no meu rosto inteiro.

Ouvi dois sons de gargalhadas diferentes.

— Que horas o avião sai? — Perguntei ignorando os dois e mudando de assunto.

Alice pareceu pensar um pouco e Edward se levantou colocando o prato na pia.

— Às cinco da tarde, e como o horário é o mesmo, o voo está marcado para pousar no Rio de Janeiro às sete e meia. — Alice respondeu.

Levantei da mesa colocando o prato na pia e me joguei no sofá ao lado do sofá de Edward que via televisão.

— Acabou o artigo? — Ele perguntou quase me assustando.

— Uhm. — Murmurei fechando os olhos. — Já sabe qual vai ser a modelo do Brasil?

Edward sorriu.

— Sim, e essa será surpresa.

— O que? — Perguntei já irritada.

— Tenho certeza que você vai amar, não foi fácil conseguir trazê-la. Mas, como eu sou muito competente e consegui. — Ele disse se gabando.

Minha cabeça estava a mil e eu me recusava a acreditar no que ele estava falando.

— Não faça essa cara. — Ele disse olhando para a televisão como se tudo fosse normal. — Você sabe que o Brasil foi um dos países que nos já havíamos trabalhado em quase tudo…

E era verdade. Alguns países como o Brasil os ensaios eram pré determinados pensados e repensados por editores da revista. Tudo já estava pronto. O ensaio aconteceria numa floresta que havia no Rio e marca fora uma surpresa para mim. A marca seria Chanel. Sim, Chanel. Surpreso? Imagine eu. O caso foi que Carlisle apresentou a proposta para um dos manda-chuva da marca que adorou a pegada mais bruta que o nome poderia adquirir e aceitou. Estava tudo decidido, menos a modelo. Carlisle queria nos dar autonomia, nos deixar escolher, pelo menos, alguma coisa para que o artigo tivesse a nossa assinatura ou a assinatura da originalidade.

— Ok, agora que você já me deixou bastante irritada, você já pode me falar o nome da modelo. — Murmurei com os braços cruzados o encarando.

— Já disse, será uma surpresa. Quando chegarmos ao Brasil você ficará sabendo. Você não confia em mim?

— Não exatamente. — Respondi incerta. — Edward, você sabe que eu odeio surpresa.

Ele riu.

— Sim, Isabella, eu sei que você odeia ser surpreendida, mas essa surpresa será boa.

— Será mesmo. — Alice disse se jogando no sofá em que eu estava.

— O que? Todo mundo sabe menos eu? — Perguntei irritada.

Eles riram e eu tomei isso como uma confirmação.

— Vocês podiam falar um pouco mais baixo, né? Tem gente querendo dormir. — Emmett apareceu na sala coçando os olhos. A maquiagem que eu havia feito estava um pouco borrada, porém nada preocupante de mais para que ele notasse.

Alice e Edward soltaram gargalhadas estrondosas quando viram o irmão que apenas balançou a cabeça murmurando um “malucos” para os dois. Eu segurei ao máximo minha risada para que o retardado não percebesse que havia algo estranho ali.

— Emmett, espero que você já tenha arrumado suas malas. — Eu disse casualmente dando um chute de leve em Alice para que ela parasse de rir.

— Estou fazendo isso. — Ele disse e se virou andando esnobemente até o quarto.

Cinco segundos depois vieram os gritos de susto emitido por ele.

— Isso não sai com água não, hein Emmett. — Gritei ouvi-lo bater a porta do banheiro.

— Licinha… — Ele choramingou e irmã, ainda risonha, foi ajudá-lo.

Ignorei o que estava a minha volta e me concentrei na vista da cidade que o hotel nos fornecia.

Era uma cidade realmente bonita e eu poderia riscar pelo menos uma da minha lista de “lugares que eu ainda não visitei”. Pelo menos passei por ela ainda com sanidade e esperançosa em poder voltar ali a passeio.

Eu deveria começar a contar quantos países e dias faltavam para a viagem, poderia ser um bom passatempo.

— Você não vai mesmo me falar o nome da modelo? — Perguntei.

— Não. — Edward disse simplesmente.

Bufei irritada e comecei a pensar em quem seria essa tal modelo.

Notas finais
E então gente, espero que tenham gostado. A mesma coisa do capítulo anterior, quem comentar ganhar uma espiadinha no próximo capítulo e quem recomendar ganha uma espiadinha ainda maior. Quem não recebeu suas respectivas espiadinha foi porque estava com a caixa de mensagem lotada, então apaguem algumas mensagens para que eu possa mandar suas espiadinhas. Para novidades sobre a fanfic e perguntas me sigam no twitter: https://twitter.com/irmadobear Outra coisa, se alguém adivinhar qual vai ser a modelo do próximo capítulo ganha uma surpresa que eu ainda não decidi qual vai ser. Ah, antes que eu me esqueça. Eu preciso saber se vocês querem que eu poste com mais frequência porém com capítulos beeeeeem menores, ou capítulos grandes num intervalo de tempo de 20/30 dias. Digam nos comentários! Ahhhhhhh, e um agradecimento super ultra hiper mega especial pra linda da Natielly que fez a primeira recomendação da fic. Linda, muito obrigadaa. Sigam o exemplo dela gentee. Leitores fantasmas apareçam e me façam feliz porque quanto mais gente comentando mais rápido o capítulo vem, então se possível recomendem a história em sua fanfic ou para os seus amigos. A última coisa, eu juro, estou com umas ideias sobre uma fic nova que eu, realmente, acho legal, só ideias por enquanto. Enfim, beijos, se cuidem e esperem o próximo capítulo, Juliana.