Vanillas Ice Cream
2 Capítulo 2
Tom Fletcher saindo da sorveteria, tomando sorvete de baunilha, visão do céu! Dessa vez eu não gritei, apenas corri em direção a ele. Assim como eu fiz com o Danny, o abracei forte, só que o Tom retribuiu, aí eu abracei mais forte ainda. Quando o Tom me soltou, eu dei um beijinho na bochecha dele e falei:
— Tom, eu te amo, eu.... Mas o resto da frase nunca saiu da minha boca. Ela foi calada com um beijo. Sim, com um beijo. Um beijo de Tom Fletcher. Well, é lógico que eu retribuí. Não sei como descrever o que eu senti naquela hora, afinal, eu tava beijando o Tom Fletcher. Ouviram bem? O Tom Fletcher! Eu só sei que ninguém nunca tinha me beijado daquele jeito e não é porque o Tom é um mcguy que eu to falando isso. Aquele beijo foi tão ... apaixonado. Os lábios dele procuravam os meus com uma ferocidade que ... UAU! Parecia que ele sentia algo muito forte por mim. Não amor, mas algo muito forte. Algo como uma necessidade, sei lá. Parecia que o mundo poderia acabar que não nos separaríamos. O grito de Danny de “Tom , entra no carro dude!”não foi nada. Por um momento eu pensei que ele me largaria ali, mas isso não aconteceu. Ele começou a andar me levando junto, sem separar nossos lábios. Eu sei que isso é meio difícil, mas foi o que fizemos. Quando chegamos perto do carro, eu tive certeza que ele me largaria, mas estava enganada novamente. Ele abriu a porta do carro, abaixou me puxando junto, sentou e aí sim nos separou. Well, nem se ele fosse o Voldemort acho que ele teria conseguido entrar no carro me beijando né (tá, talvez sim). Anyway, nos separamos, só que mesmo assim ele me puxou para dentro do carro e eu fechei a porta. Tom soltou a minha mão e foi para o outro canto, com uma cara de quem havia sido atingido pela verdade e pela profundeza de seu ato; uma cara muito triste pra quem tinha acabado de beijar uma garota daquele jeito (a propósito, a garota era eu). Eu ofegava um pouco. Danny exclamou baixinho um “Uau” e o silêncio que veio depois foi agonizante. A verdade me atingiu, a felicidade que estivera em mim há alguns segundos atrásestourou como um balão e aquele silêncio agonizante... eu precisava quebrá-lo. — Tom, você tem idéia do que acabou de fazer? Ele balançou a cabeça, concordando. Danny parecia prender a respiração. — Tom, você acabou de trair a Gio. Mais uma vez, ele concordou sem dizer nenhuma palavra. Por que o Danny não me ajudava hein? — Tá, eu serei uma idiota em dizer isso, mas por favor Tom, esquece o que você acabou de fazer? Óbvio que eu nunca vou esquecer. Essa foi a melhor coisa que já me aconteceu, – Danny se remexeu um pouco no banco da frente, eu ignorei esse ato e continuei falando – foi o melhor presente que eu poderia ganhar e você me deu. Por favor, tente pensar nisso como uma caridade sei lá, pense que você fez uma menina feliz. – Danny riu baixinho e Tom continuou imóvel – A Gio não precisa ficar sabendodisso e eu tenho certeza que o Danny não vai abrir a boca. – olhei ameaçadoramente para o mesmo e em seguida continuei – O amor de vocês é tão lindo que, mesmo depois disto, eu ainda torço para que vocês se casem um dia. Esquece isso ok? – me aproximei dele, dei um beijinho em sua bochecha e entrelacei nossos braços e mãos, fazendo carinho na mão dele. Tom não fez objeção ao meu toque, tão pouco respondeu ao meu discurso, mas continuou ali com aquela carinha triste que estava me matando. E aquele silêncio... — Mas então, qual foi a segunda melhor coisa que aconteceu em sua vida? Respirei aliviada por Danny ter quebrado o silêncio e respondi: — Ter abraçado você, obviously. – fiz careta para ele. Dessa vez fui retribuída e além da careta, ganhei aquela risada maravilhosa dele que soava como música aos meus ouvidos. Clichê, eu sei, mas é verdade.
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