Vancouver's Heroes

1 Goodbye Seattle


Notas iniciais
Bom, essa é a minha segunda fanfic, mas é a primeira que eu quero que tenha futuro. Eu não sei se ficou bom ou se sou boa escritora, se vocês gostarem eu continuo. Espero que gostem :3.

Eu estava em uma floresta fechada — uma floresta tropical, talvez — sentada em uma rocha, lendo um livro sobre seres mitológicos. Um pouco distante, um jaguar caminhava tranquilamente. De acordo commeus conhecimentos, eu estava na floresta amazônica.


— Lucy — uma voz masculina me chamou.


Me virei para vê-lo, mas não havia ninguém. Olhei em todos os ângulos e nenhum sinal da pessoa que estava falando, só árvores e pássaros. "Estou tendo alucinações", pensei, então voltei a ler meu livro. Poucos segundos depois, a voz falou novamente, agora mais perto e à minha frente.


— Lucy, já está na hora — Disse ele começando a aparecer — Diga isso ao seu pai.


Ele era um garoto de uns 15 anos, pálido, magro,olhos azuise cabelo espetado branco. Ele estava usando umacamiseta branca,calça jeanse chinelo. Eu tentava responder, falar alguma coisa, mas eu não conseguia.


— Fale para seu pai que chegou a hora, e vocês devem vir esta semana. Não esqueça. Fale com seu pai, estaremos te esperando aqui.


Acordei com um sobressalto e meu despertador tocando: 6:30. Tomei banho, vesti uma calçajeans, camiseta bege e tênis all-star. Desci as escadas para a sala e lá estava meu paisentado no sofáassistindo TV. Eu quis contar sobre o sonho que tive, mas deixei para depois. Faltando exatamente meia hora para as oito, meu pai levou meu irmão mais novo e eu para o colégio. Entrei no colégio pensando no sonho que tive. Por que na amazônia? Quem era aquele garoto?


— Lucy!


Olhei para o lado e lá estava o Sam, correndo feito um louco no corredor para me alcançar. Ele é loiro, tem olhos azuis e uma cicatriz nolábio superior.


— Sam, é proibido...


— É proibido correr nos corredores — ele imitou direitinho o diretor, eu não pude evitar de rir.
Fomos em direção aos nossos armários.


— Eu tive um sonho estranho hoje — Falei — Eu estava nafloresta amazônica, e um garoto de cabelos brancos e olhos azuis veio falar comigo.


— Amazônia? O que ele disse?


— Bem, ele pediu que eu dissese algo ao meu pai. Que já estava na hora e que deveríamos partir esta semana... Foi tão confuso! Você acha que eu devo contar a ele?


— Não sei... É sobre ele, não custa nada falar.


Fomos até a nossaprimeira aula, que era de Inglês. Depois de uma manhã bem chata de aula, eu fui para a saída do colégio e fiquei conversando com o Sam por uns minutos antes de ir embora. Logo vieram os idiotas dotime de futebol.


— Sammy... — disse o quarterback, e Sam tinha muita raiva que o chamassem asim.


— O que é que vocês querem, hein? — Sam cerrou o punho.


— Calma. Só vim perguntar se você fez xixi nas calças hoje — os outros riram.


Lembro do dia em que o quarterback, Fred, derramou água em suas calças, e enquanto ele andava noscorredores coma calça molhada esse boato foi criado. Isso não faz muito tempo, mas ele já estava cheio dessa brincadeira boba e sem graça. Mesmo antes dessa piadinha, ele inventava de tudo para poder zoar com o Sam.


— Vão se foder, todos vocês! — falou ele — Coisa sem graça...


— Sem graça é você — Fred deumeia voltae o restante o seguiu.


— Você devia ter dado um soco nele — falou um jogador.


— Eu tô bonzinho hoje, já enjoei de bater nele.

Sam ficou os xingando por umbom tempo, até eu decidir irpara casa com Bianca, uma amiga minha que mora em meu bairro. Ela é cor chocolate, com cabelo castanho-escuro e olhos da mesma cor.
— Estavam zoando o Sam de novo, não é? — perguntou ela.


— Bando de idiotas — falei — O que eles tem contra o Sam?


— Hum, fazem isso porque é divertido pra eles. Imbecis.


Quando chegueiem casao meu pai estava fora trabalhando, então não pude contar a ele sobre o sonho que tive hoje. Meu irmão que estudava em outra escola já havia chegado. Subi para meu quarto e fiquei ouvindo um pouco de Nirvana no meu Ipod enquanto checava asredes sociaisno notebook. Logo eu vi uma solicitação de amizade no facebook. Era de um garoto chamado Alex Lopez. Abri seu perfil e tomei um susto, pois era o mesmo garoto que apareceu em meu sonho. Não pensei duas vezes e aceitei, e ele estava online.


" Lucy Grace, falou com seu pai? " ele perguntou.


" Não. Quem é você? "


" Eu sou o Alex, como você já deve ter visto. Eu estudo em um internato em Vancouver, no Canadá. Você deve morar em Seattle, certo? "


" Você conhece meu pai? "


" Não, mas o diretor conhece. Eu preciso que fale com ele. O diretor quer que seu pai a traga aqui para estudar. Você está fazendo 8ª série não é? "


" Estou. Mas... Você apareceu em um sonho meu hoje... "


" Eu sei, uma da minhas habilidades. Maneiro, né? Qual é a sua? Você já sabe? "


" Do que está falando? "


" Pelo visto não. Você herdou de seu pai a habilidade de voar e poder controlar a água. Ele vai explicar isso melhor depois "


" Você é maluco "


" Sei que é difícil acreditar no começo. Mas pense bem: eu apareci em seu sonho hoje e posso muito bem aparecer hoje novamente. Onde está seu pai? "


" Trabalhando "


" Eu tenho que ir agora, mas fale para seu pai que o diretor do colégio Vancouver's Heroes querfalar comele " e ficou offline.


Que história era aquela que eu tinha super poderes?Esse meninoé louco! Saí do facebook e fui assistir Glee na Fox. Logo quando o episódio acabou meu pai chegou do trabálho.


— Pai, eu preciso falar com o senhor.


— Pode falar — disse meu pai sentando-se ao meu lado e mudando de canal.


— Hoje um garoto chamado Alex Lopez falou comigo pelo facebook. O estranho é que eu sonhei com ele hoje também. Ele mandou você falar com o diretor de um internato que ele estuda em Vancouver.


— Mas já? — Ele parecia triste.


— O que?


— Você vai ter que estudar lá, lamento. — ele disse — Mas você vai gostar.


— Eu... Vou ir para um internato?! Mãe! — a chamei e ela saiu da cozinha.


— O que está acontecedo, Lucy?


— O papai quer que eu vá para um internato! — Ela olhou preocupada para meu pai. — Por favor não me faça ir. Meu lugar é aqui em Seattle.


— Filha, você tem que ir — falou ele — Eu não quero que você vá, mas eu também estudei lá e sei que é o melhor para você. Esse garoto... Ele falou mais alguma coisa? Algo sobre seu poder com a água?


— Ele.. f-falou sim. Eu achei que fosse loucura. E é loucura, não é?


Meu pai ficou pensativo.


— Não, não é loucura. Eu e você, e provavelmente o Mike, seu irmão, podemos, hum... Nós temos... Poder com a água. Entende?


— Não.


— Lá no colégio de Vancouver você vai aprender a usar mais seus poderes. Vai poder vir para casa em alguns períodos do ano...


— Isso é loucura, eu não quero ir! — protestei.


Minha mãe olhou para meu pai


— Michael... É perigoso.


— Suzana, ela é uma heroína, eu sei disso! Ela precisa desse ensino e salvará o mundo, que nem o pai. E hoje eu estou aqui vivo, um advogado com dois filhos e uma esposa. Salvei a África do Sul inteira de uma catástrofe, e tenho muito orgulho disso.


— Você o que? — estava boquiaberta — Por que nunca me contou?


— Isso mesmo, seu pai é um herói! O favorito do sr. Davis, o diretor do internato. E você vai ser a nova favorita dele, eu sei disso e ele também.


— Ei, me conta essa história da África!


— Já está acreditando, não é? — ele riu — Eu e mais seis adolescentes fomos para uma batalha épica lá na África quando eu tinha 15 anos, foi minha segunda missão. Na primeira, eu fui acabar com dois ninhos de monstros em Los Angeles com mais duas pessoas. Foi meio trabalhosa. Lá você vai fazer mais amigos, com certeza. E vai ser bem popular por ser filha do Michael Grace. — ele pegou o celular do bolso — Vou ligar para o sr. Davis.


Enquanto ele falava com esse tal de Davis, fiquei pensando como seria ter super poderes, que de acordo com meu pai, nós dois temos. Continuei achando que era uma loucura ou um sonho, que eu poderia acordar a qualquer momento e ter a minha vida normal novamente, com Sam, Bianca... Tarde demais. Quando menos esperei, meu pai já estava com suas passagens para Vancouver da próxima semana. Ele voou na minha frente e me fez acreditar nos super poderes, e depois ele tentou eu fazer respirar debaixo d'água na piscina de casa. Não é que eu consegui?! Foi o dia mais louco da minha vida, e meu irmão invejoso nem viu, porque passa o dia trancado naquele quarto jogando video-game quando se pode voar e controlar a água. O que é bem mais maneiro!


No dia seguinte, eu fui para o colégio e contei ao Sam, a Bianca e outros poucos amigos meus que eu iria estudar em Vancouver, o que já me deixou com saldades deles. Eu ia fazer novas amizades no outro colégio, eu sei. Mas não se faz novos velhos amigos. Quando cheguei em casa, fiquei ouvindo rock e usando as redes sociais, como sempre. O tal de Alex ficou online e falou comigo.


" Fiquei sabendo que você vem estudar conosco, que legal. Já tem um amigo "


" :3. E sobre o sonho que eu tive com você aquele dia? "


" Como eu falei, é um de meus poderes. Eu posso ficar inisível e controlo o vento também. "


" Que massa! E foi na amazônia, por quê?


" Eu gosto de lá. Eu posso voar bem rápido, sabe... Aí vivo indo para lá "


" E esses poderes? Existem de quais tipos? "


" O seu, que é o da água, que nos casos mais raros também vem junto o poder da eletricidade. Tem o meu, que é o do vento. Tem o da telepatia, que é ler mentes e essas coisas... O do fogo, o dos animais (esse é bem massa, você pode virar qualquer animal que quiser e conversar com eles), o da natureza... Tem bastante "


" Você acha esse internato legal? As pessoas amigáveis e talz? "


" É que nem um colégio normal. Só que com menos puxa sacos. Eu em particular amo esse lugar, e aposto que todos também. Aqui tem gente que entende você, que se importa. Tenho vários amigos. O John é meu melhor amigo e domina o fogo, você já vai conhecer ele "

Eu podia ficar perguntando coisas a ele a tarde toda, mas tive que fazer a tarefa de matemática, então me despedi. A semana passou bem devagar (graças a Deus!) mas chegou o dia de irmos para Vancouver. Meu pai ia junto ver o antigo colégio, o diretor e um velho amigo dele que ainda está por lá chamado Derek. Ele ia passar uma semana e depois de deixaria lá me virando sem vê-los o ano quase todo. Minha mãe e meu irmão Mike de 11 anos foram se despedir de nós (de mim) no aeroporto.


— Lucy — falou meu irmão — Você deixa eu ficar com seu quarto e transformá-lo em uma sala de jogos?


— É assim que você se despede de mim, pirralho? — ele me deu um abraço.


— Volta logo.


— São só quatro anos... — Parei para pensar. Quase quatro anos longe do Sam, da Bianca, da minha família! Comecei a chorar — Quatro anos...


Quando parei de abraçar o meu irmão pude ver o Sam correndo daquele mesmo geito e com Bianca atrás. Dei um super abraço coletivo nos dois.


— Bianca — Me virei para ela — Vai atrás do Gui, eu sei que você gosta dele. E Sam... Vê se não deixa o Fred te matar, tá legal? — Ele riu, e depois me beijou. Um beijo de 5 segundos que eu queria que fosse para sempre.


— Eu queria poder ir com você — Ele disse.


Meu pai bufou


— Estamos atrasados, vamos...


— Eu volto, pessoal! — Me despedi uma última vez.