Bill Caminha pelo largo jardim que havia a frente do castelo era muito difícil pensar que um Castelo com aquela magnitude havia simplesmente aparecido ali nas margens de Londres, o castelo era enorme, ele tomava conta de todo o penhasco onde havia se alojado e sua arquitetura não parecia antiga e sim de uma construção recém-acabada.

A Entrada era ampla, havia uma escada que dava para a porta principal também havia grandes janelas ao lado, com ilustrações de grandes demônios devorando anjos, um dos demônios havia um braço em sua mandíbula enquanto o outro mordia o pescoço do pobre anjo com toda a força de sua mandíbula.

Porém na entrada havia algo muito inconveniente, um homem usando um capuz roxo estava a frente da porta, ele segurava um livro verde com alguns caracteres que Bill não conseguia identificar, ele se aproximava do homem e perguntava.

– O que o senhor está fazendo aqui? É muito perigoso, você deve ir. – Bill subia as escadas quando o homem o interrompeu.

– Não rapaz, quem deve ir é você, sua presença não é bem vinda aqui.

– Porque diz isso?

– O Sangue que corre em suas veias não é típico de um mortal qualquer, desconfio que você também tenha o Matador de vampiros. – A Figura olhava para o cinto de Bill onde ele carregava o seu Chicote.

– Como você sabe disso? – Bill logo desceu da escada e retirou o chicote do cinto, mostrando seu grande tamanho e feito de um couro com leves tons de roxo.

– Eu sei muito mais do que isso rapaz... – A Figura passava a mão em que segurava o livro sobre o rosto e se revelava um esqueleto, seu corpo começou a se desintegrar e logo o mesmo estava flutuando, seu livro começou a queimar com um fogo verde muito forte e se transformou em uma grande foice.

– Você é... Morte! – Bill desferia um golpe direto na criatura, que com um rápido movimento o jogou para trás.

– O Seu poder é muito insignificante, o chicote não está no seu poder Maximo, você não pode me derrotar assim. – Novamente a morte desferia um golpe em Bill o fazendo girar no ar e cair contra o chão.

Do chão uma grande sombra negra aparecia aos poucos ela foi tomando uma forma humana e depois morcegos foram adentrando a sombra formando um corpo sólido e firme.

– Deixe que eu lido com isso meu caro amigo.

– Como quiser meu Senhor. – A Morte ia em direção a nova figura e ficava ao seu lado.

O Homem era alto, usava trajes muito finos, um cordão feito com joias vermelhas feitas a mão e um terno muito fino, preto com detalhes em amarelo, usava uma capa muito larga preta e vermelha, sua pele era pálida como a neve e seus olhos vermelhos como sangue.

– Drácula! – Gritou Bill, que se levantou rapidamente e com o chicote nas Mãos estava pronto para o Combate.

– Garoto, porque não vai embora, você não tem potencial para me vencer.

– Mentira! Eu porto o Matador de Vampiros, fui escolhido para te levar de volta para as trevas! – Bill corria em direção ao Lorde das trevas, que apenas com um movimento de mão conseguiu empurrar Bill para longe dele.

– Você é Tolo e infantil, apenas portar o Chicote não vai te trazer a vitória, o seu Sangue pode ser como os dos Belmonts, mas você não foi destinado a usar essa arma.

Bill olhou para o Chicote e lembrou-se do que seu pai havia tido, que o Poder de sua arma só poderia ser restaurado se ele luta-se contra o próprio chicote, mas, ele nunca tinha entendido o que seu pai lhe dissera, mas no momento não pensou muito e foi em direção a Drácula, com determinação e força.

– Morte, mostre para ele um pouco de dor. – Drácula se virava e entrava no Castelo.

– Volte! Está fugindo?! – Bill pulou na direção da porta, mas foi detido por Morte que com um golpe rápido cortou o seu Peitoral e o mandava ao Chão.

– Ouça minhas palavras Garoto, você não vai sobreviver se tentar lutar contra o meu senhor, o corte que fiz em seu peito é um aviso volte aqui e fatiarei você em pedaços.

Bill estava jogado ao chão, sangrava pela ferida em seu peito e sua visão ficava turva rapidamente, a única coisa que conseguiu ver foi Morte sumindo na frente de seus olhos e seu sangue correndo entre seus dedos que ainda depois de ser derrotado, não havia soltado o chicote, assim, não aguentando a dor que sentia, desmaiou e ficou jogado na frente da escadaria do castelo sem ao menos ter conseguido entrar.

O Rapaz despertou e teve a leve sensação de estar sendo carregado, não conseguia se mexer apenas sentir dor, então voltou a dormir.

– Ei Filho, Acorde... – Uma mão mexia em Bill, ela o balançava e logo ela o puxou pelo braço e o colocava sentado.

– Pai...? – O Rapaz olhou para cima e viu seu Pai, um homem de aparência velha, seus olhos eram azuis muito claros e seu cabelo era branco como a neve, seu rosto tinha várias cicatrizes abaixo dos olhos, porém seu olhar era aconchegando e deixava o seu corpo quente e protegido.

– Preciso te dar uma coisa, venha até a cozinha que quero te mostrar. – O Pai do Garoto levantou da cama e foi andando até o outro cômodo da casa.

Bill levantou da cama e foi andando até a cozinha, ele não sentia mais dor e nem cansaço, porém, sua visão estava bem menor e meio turva, mas, ele acha que era porque tinha acabado de acordar, chegou a cozinha, puxou uma cadeira e sentou a mesa, olhando para sei pai.

– Aqui filho. – O Velho pegou um Chicote e colocou sobre a mesa. – Ele é seu agora.

– Mas pai, você precisa dele.

– Não filho, agora ele é seu, meu legado acabou e agora está na hora de você assumir. – Ele se levantou, pegando a arma em cima da mesa e colocando nas mãos de seu filho. – Eu vou te ensinar o básico da arte do chicote, e lembre-se garoto, um dia vai entrega-lo a uma criança em especial.

– Certo Pai! – O Garoto dava um sorriso, estava muito feliz, tinha herdado um presente de seu pai, e ele o ensinaria como usa-lo, mas ele tinha uma dúvida. – Mas, Pai, eu vou entregar para quem?

– Você vai descobrir garoto, e lembre-se – O velho fechava a mão de seu filho no chicote com todo o carinho. – O Poder dessa arma, só pode ser restaurado, assim que você lutar contra ele próprio.

– Lutar com o Chicote...?

– Sim filho, Prometa-me que não vai falhar quando precisar usa-lo.

– Eu Prometo!

Nesse ponto, Bill acordou de uma vez, ele estava deitado em uma cama dentro de uma cabana, seu peito estava cheio de bandagens e a dor já não estava tão forte, ao lado da cama, havia uma jarra com água e alguns panos sujos de sangue, ainda no quarto, havia uma moça sentada, jovem e loira, ela costurava o traje de Bill que havia sido cortado por Morte, ela o olhou e levantou.

– Finalmente acordou, pensei que estivesse morto. – Ela pegava um pano molhado dentro da jarra e colocava em sua testa.

– Onde estou... E quem é você?

– Eu sou Maria, minhas irmãs encontraram você na beira do penhasco e te trouxeram para cá.

– Mas, não havia um castelo...? – Ele estava confuso, sua cabeça rodava e doía.

– Sim... Porém, ele sumiu... Apenas sumiu...

– Como assim? – Bill se levantou rapidamente e se sentou na cama, porém, sentiu uma dor enorme em seu peito e colocou a mão no mesmo e viu que tinha começava a sangrar.

– Não se esforce! Você pode morrer! – Maria o ajudava a levantar e o cobria com um cobertor. – Vamos, vou te mostrar.

Os Dois andaram até a janela do quarto, quando Maria a abriu, ela dava para o penhasco onde o castelo estava, porém, ela estava certa, o Castelo havia sumido, apenas sumiu uma grande arquitetura de mais de Trinta metros de altura, havia desaparecido no ar.