Vampire Hunters - Caçadores de Vampiros
3 Capítulo 2
Depois de ver que o Castelo havia desaparecido, Bill se sentou na cama e colocou as mãos sobre a cabeça, ele mal conseguiu entrar no castelo e ele havia desaparecido sem deixar nenhum rastro, não era lógico que uma arquitetura de Trinta metros de altura sumiria sem deixar nenhuma pista.
– Não entendo como isso aconteceu? – Bill se soltou dos braços de Maria, ele já conseguia ficar em pé, mas, deixou a mão em cima de sua ferida.
– Bem... Primeiro, uma grande nuvem negra em no topo do Castelo e depois um clarão, e quando vimos, ele tinha desaparecido.
Bill se sentou na cama e ficou olhando para a Janela, ele sabia que o Castelo não havia sumido, mas também não sabia para onde ele poderia ter ido.
– Terei que continuar minha busca então...
– Mas você não pode sair daqui nesse estado, sua ferida ainda esta aberta, eu apenas estanquei o sangramento.
– Você tem razão... Afinal, aonde aprendeu essas práticas de medicina?
– Meu pai me ensinou, ele é um grande caçador e conhece muitas práticas medicas.
– Qual o nome dele?
– Daniel Castelian.
– O Grande Caçador, eu o conheço.
– Você conhece o meu pai?! – Maria estava surpresa, nunca pensou que o Pai fosse famoso.
– Não pessoalmente, ouvi muitas histórias que ele consegue caçar criaturas duas vezes maiores que ele sem sofrer um arranhão.
– Sim, é verdade! – Maria estava feliz, na sua vila as pessoas não reconheciam muito Daniel, ele era tratado como um usuário de Magia negra, por conseguir sobreviver a tais criaturas sem sofrer dano algum.
– E onde ele está?
Maria não respondeu, ela olhou para a janela com um olhar frio e triste.
– Houve alguma coisa com seu pai?
– Bem, a algumas semanas, criaturas desceram do Castelo e atacaram nossa vila, minha mãe, eu e minhas irmãs estávamos aqui em nossa casa, quando uma criatura muito grande entrou aqui, meu pai tentou derruba-lo mas, o monstro jogou meu pai para longe com um golpe, nossa mãe nos fez fugir pela janela e ficou no caminho da criatura para nos salvar... Então...
– Ela morreu com honra Maria.
– Eu sei disso... Mas, meu pai se abalou muito, deixou de comer e de dormir e começou a falar sozinho, até que ontem ele saiu para a floresta e não voltou.
Bill se levantou da cama e segurou a mão de Maria, quando ele fez isso ela olhou em seu rosto e o rapaz conseguiu ver a tristeza fincada nos olhos da garota.
– Eu vou procura-lo.
– Você tem certeza, nos não conhecemos direito, e é muito pedir um favor para um desconhecido.
– Eu não me importo, você salvou minha vida, e vou retribuir sua gratidão. – Bill pegou seu traje em cima da cadeira onde Maria estava sentada, ela estava em bom estado e bem costurada os itens que estavam nos bolos haviam sido retirados, porém muito bem limpos e tratados, ele os arrumou no traje e logo estava pronto para Sair.
– Fico muito agradecida, vou te mostrar o caminho por onde meu pai foi. – Maria levou Bill até a porta de entrada e saiu com ele pela Vila, ela não estava em muito bom estado, algumas casas estavam queimadas, algumas destruídas, porém, o olhar das pessoas estava mais leve, o sumiço do castelo parecia ter aliviado seus corações. – Ele foi por Ali, entrou no centro da floresta.
– Muito obrigado Maria, eu voltarei em breve com seu Pai.
– Muito obrigado pela ajuda... Não sei como agradecer.
– Não precisa, ver que você está feliz está de bom tamanho.
Maria deu um sorriso um pouco torto, mas Bill conseguia ver a felicidade em seus olhos, ela deu um abraço nele com força e sem conseguir fazer nada, o rapaz colocou a mão em sua cabeça e retribuiu com um sorriso.
Bill entrou na floresta e começou a caminhar, não havia muita vida, as flores estavam mortas e as arvores estavam secas e a grama era muito úmida. Alguns sons estranhos ecoavam da floresta, múrmuros altos que pareciam vir de muitas bocas, Bill os seguiu e chegou a uma clareira com uma fogueira no meio, quando chegou perto foi surpreendido por um pequeno Goblin que saia do meio das arvores.
– O que traz um humano ao lar dos Goblins? – O pequeno ser tinha uma aparência engraçada, ele era verde e tinha algumas verrugas no nariz, ele usava uma túnica marrom com vários bolsos.
– Estou procurando uma pessoa, um caçador.
– Caçador... Está falando do Caçador? – O Goblin estava um pouco ressentido de pronunciar algum nome.
– Daniel Castelian é seu nome.
Assim que Bill pronunciou seu nome, ele conseguiu ouvir um grande barulho saindo das árvores, outros Goblins gritavam alguns de raiva outros de medo, parecia que Daniel não era bem vindo àquele local.
– O Caçador não é bem vindo aqui! Ele machucou nossos irmãos e matou nossas crianças! – O Goblin jogou uma pedra em Bill e a Segurou com a mão antes de acertar o seu rosto.
– Eu só quero saber onde ele está.
– Ah, nos demos um jeito nele, o Lorde nos deu poder e fizemos uma brincadeira com ele... – O pequeno Goblin estava com um sorriso malicioso no rosto.
– O que vocês fizeram?! – Bill puxou o Chicote de seu cinto e se manteve em posição de ataque, estava pronto para atacar.
– Eles me deixaram mais forte... – Do meio das árvores, saia um grande monstro, sua pele era amarela, seus olhos tinham um tom de cinza, suas costas eram irregulares criando uma corcunda maior que sua cabeça, em sua túnica havia facas e machados presos nas fivelas dos ombros. – Agora, eu sou o Rei dos Goblins.
– Daniel, é você!
– Daniel morreu, agora só existe o Rei! – Daniel pegou um machado em seu cinto e jogou na direção de Bill que rapidamente se esquivou fazendo o machado fincar em uma árvore.
Bill desferiu um golpe em Daniel o acertando no rosto o fazendo recuar, assim continuando os golpes, porém a Daniel conseguia prevê-los e começou a desviar.
– Você tem o Matador de vampiros, é um Belmont?! – Daniel pulou em cima de Bill segurando uma faca muito grande, o Rapaz tirou a espada da bainha e se protegeu da grande faca.
– Não! Mas é meu destino purificar o mundo do Lorde das Trevas! – Bill O Empurrou e foi para cima do mesmo com a espada empunhada para dar uma Estocada que foi logo protegida pela Grande faca.
– Como um não Belmont pode usar o Chicote?!
– Eu sou um Morris, minha família e os Belmonts tem um Pacto de Sangue!
– Eu ouvi falar disso, mas, nunca desconfiei que fosse verdade. – Daniel deu um golpe na espada de Bill que o fez voar para trás.
– Você não pode me vencer, nem o Chicote vai te ajudar agora! – Daniel deu uma estocada na direção de Bill que com um movimento rápido se defendeu com a Espada.
– É isso que você quer Daniel, Suas filhas estão esperando o Pai voltar para casa pensando que ele está bem, e ele está aqui, como uma grande Criatura!
– Você não tem ideia da dor que sinto! – Daniel fez uma grande força em cima da espada de Bill, porém o rapaz foi rápido e o empurrou contra a árvore e logo o prendeu com o chicote segurando o pescoço dele.
– Pare! Você vai mata-lo! – O Pequeno Goblin pulou em Bill que o segurou no colarinho de sua Túnica.
– O faça voltar ao normal!
– Não posso, eu não sei o feitiço! – O Goblin começava a se debater tentando se soltar, mas Bill apenas segurava com mais força.
– Faça! Ou seus amigos vão sofrer junto de você!
– Certo! Certo! Eu farei! – O Gobln estava apavorado, estava tentando se soltar mais Bill apenas colocava mais força, até que ele o soltou no chão.
– Muito bem, pode começar. – Bill soltou o pescoço de Daniel e o deixou encostado na árvore, ele estava apenas desacordado, mas respirava com dificuldade.
O Pequeno Goblin pegou um frasco de um bolso de sua túnica, o líquido que estava dentro, era muito escuro. A criatura chegou perto de Daniel e o fez beber a poção que logo fez efeito, uma grande aura azul o rodeou e logo seu corpo começou a mudar, seu corpo reduziu de tamanho, sua corcunda sumiu e sua pele voltou ao tom natural, ele era moreno e seus cabelos eram Negros.
– Agora vão embora, e nunca mais voltem.
– Certo... Mas você vai pagar por isso! – O Goblin pulou nas árvores e fugiu com os outros rapidamente e só se podia ouvir os gritos de raiva das Pequenas criaturas.
Bill guardou sua espada na Bainha e colocou seu Chicote de volta em seu cinto, estava cansado, mas não tinha se machucado. Não demorou muito, Daniel acordou, se levantou aos poucos, porém não conseguiu ficar em pé e caiu no chão novamente.
– Quem é você...? – Daniel estava olhando para Bill com dificuldade, estava tonto e não conseguia manter a cabeça erguida.
– Bill Morris, sua filha me pediu Ajuda.
– Maria... Ela é uma garota inteligente...
– Com certeza, Vamos Daniel, precisamos voltar.
Daniel levantou lentamente do Chão, estava cansado mas conseguiu andar todo o caminho de volta para a vila, durante o caminho ele começou a respirar normalmente e sua pele voltou a ficar viva e forte, mesmo depois de ter tomado a poção para voltar ao normal, sua pele continuava meio pálida mas logo estava bem novamente.
– Muito Obrigado Filho, não sei como te agradecer.
– Bem Daniel, precisamos conversar sobre isso assim que voltarmos.
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