Vampire Feelings

6 Dougie Lee Poynter


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Victória já passara por aquele corredor duas vezes naquela noite, estava irritada e perdida, droga de castelo grande, cadê a mulher do GPS para me dar as coordenadas? Achou um lance de escadas e subiu, deu em outro corredor, um corredor úmido e pouco iluminado.

— Droga de lugar, droga de falta de atenção – murmurava em quanto andava devagar pelo corredor olhando pelas enormes janelas sem vidro –

(...)

Dougie andava pelo corredor sete com as mãos no bolso do jeans preto, despreocupadamente, desde que entrara naquela escola tinha mania de andar pelos corredores a noite, não tinha garotas para olhar e cochichar, e nem os seus amigos para fazerem piadas sobre os novatos, se bem que ele gostava, mais era bom ter um tempo só pra ele. Observava as pinturas ridículas, penduradas nas paredes, tão distraidamente que só acordou quando sentiu algo duro colidir em seu peito, e quase que automaticamente seus braços envolveram o corpo da pessoa. Sim, era uma pessoa, na verdade uma garota.

— Ai – ouviu um resmungo –

(...)

Victória sentiu braços fortes envolverem sua cintura a impedindo de cair, resmungou e olhou pra cima dando de cara com lindos e frios olhos azuis. Era Dougie, Dougie Poynter o vampiro dos Treville.

— Hmn, desculpa – se soltou do garoto que a olhava sem expressão –

— Não foi nada – sorriu de lado – Andando pelo colégio? – perguntou –

— PERDIDA pelo colégio – deu ênfase no “perdida” – Acabei de sair da seleção e resolvi ir para o dormitório, Louise estava enchendo o saco – disse rapidamente – Vou indo – desviou o olhar e saiu andando –

— Posso te ajudar – ouviu –

— Não quero atrapalhar – sorriu de lado –

— Não vai atrapalhar, não estou fazendo nada de mais – deu de ombros – Qual é o número do dormitório? – a fitou –

— 456

— Certo, vamos – acenou com a cabeça mostrando o lado contrário que ela estava indo –

Victória assentiu rapidamente e andou lado a lado com o garoto, o caminho foi silencioso, apenas a respiração e os passos deles eram ouvidos. “Não se envolva com os Treville” gritava na sua cabeça.

— Não somos tão ruins assim, sabe – disse Dougie despreocupadamente –

— Hã?

— Seus pensamentos – murmurou –

— Será possível que todos nesse lugar lêem mentes menos eu? – perguntou intrigada e irritada –

— Na verdade nem todos, apenas eu, Tom, Deric e Louise – deu de ombros – Sabe, você não pode se deixar levar com a opinião dos outros, nem todos os Treville são assim – a olhou –

— Assim como?

— Podemos descender de criminosos e mal-feitores mais isso não quer dizer que nós somos iguais a eles – explicou – Todos nesse lugar nos tratam como se fossemos marginais e assassinos – murmurou –

— Harry matou uma aldeia no Brasil e Tom afogou um aluno do primeiro ano – disse Victória contando nos dedos – É vocês não são marginais nem assassinos – disse debochada –

— Eles fizeram isso, não eu – rolou os olhos – Não é porque andamos juntos que somos iguais, eu iria entrar para os Chevalier se eu não descendesse do Clã que matou os Romanov – disse sem prestar atenção no que tinha dito –

Victória arregalou os olhos, desacreditada.

— Desculpa – sussurrou –

— Hmn, não foi nada – murmurou olhando para frente –

— Eu não tenho nada a ver com a guerra entre as nossas famílias, eu nem era vivo nessa época – murmurou –

— Eu sei é só que, eu ainda não estou acostumada com isso, fui transformada ontem, soube que sou Herdeira do Trono ontem, soube que minha família verdadeira está morta ontem, e agora sou uma vampira – suspirou – Eu costumava ser a garota esquisita que fazia os pais se arrepiarem só de olhar nos olhos deles, que ateava fogo nos móveis da casa, que levitava objetos, que causava dor nos colegas de classe sem tocá-los e que congelava o fogo da lareira – miou – Desde que meus pais me adotaram, eles vinham procurando psicólogos, médicos, até mães de santo – rolou os olhos – Eu não tive amigos, meus pais não ficavam perto de mim, tinha apenas meu irmão que brincava comigo quando não estava treinando jogo de Hockey – desabafou – É tudo um choque para mim – suspirou –

— Eu sei como é – sorriu de lado – Não tive mãe, e meu pai vivia pra matar, eu fui criado no meio do crime, meu irmão foi morto por Deric, e eu vim pra cá obrigado, meu pai está largado pelo mundo junto com o de Daniel, eles são procurados pelos Aurores dia e noite, e eu ainda tenho que carregar o peso que minha família deixou – bufou – Eu só queria que as pessoas entendessem que eu não sou igual a eles – deu de ombros – Acho que seria muito mais fácil pra mim, e pra eles. Não é nada legal ver as pessoas se afastando enquanto você anda no corredor – balançou a cabeça – Chegamos – apontou para o quarto –

Victória assentiu e sorriu.

— Obrigada

— Por nada, nos vemos amanhã – acenou com a cabeça –

Victória sorriu e entrou no quarto, estava á maior bagunça, Jullie jogava suas roupas reclamando de algo, Amanda e Charlotte pulavam em cima da cama ouvindo Jessie J, e Taylor se pendurava na janela, gente louca.

— CAHAM

— VIC – Amanda caiu da cama – Como foi lá? – perguntou se levantando e indo até a menina –

— Romanov – rolou os olhos –

— Era bem óbvio – disse Taylor saindo da janela – Como foi á seleção?

— Criei uma cobra de fogo que quase matou o lindo do Nicholas – riu – Causei dor no Gabreel – as meninas arregalaram os olhos – e fiz os tronos levitarem – deu de ombros –

— Você é louca, Gabreel vai te odiar para o resto da sua eternidade – murmurou Charlotte –

Victória deu de ombros, ele era metido demais.

— E com quem você veio? Ouvi vozes – perguntou Amanda –

— Com Dougie Poynter – murmurou se jogando na cama –

— OQUE? – berraram juntas –

— Sem pt, por favor – pediu –

— COMO ASSIM SEM PT VICTÓRIA HOPPE ROMANOV? OQUE EU TE DISSE SOBRE...

— Calma lá Mandie, ele é diferente – a olhou – Nós só conversamos...

E ela passou o resto da noite contando sobre a conversa com o Poynter.

— Wow, deve ser bad passar por tudo isso – Jullie murmurou –

— Pois é

— Bom, agora levantem que nós temos que escolher a roupa para as aulas de amanhã – disse Jullie animada –

— Não é só um sobretudo, uma blusa e uma calça? – Victória perguntou –

— Não senhorita – disse Jullie – É O sobretudo, A blusa e A calça – disse a menina indo para o closet –

— Se prepara – disse Amanda – Convivo com ela durante três anos e sempre foi assim – riu ao ver a cara de desespero de Victória – Relaxa, é legal – puxou Victória pelo braço –


O quarto estava uma bagunça, tinha montes de roupa por todo o lado, elas passaram a noite e a manhã procurando roupas para usarem.