Vampire Feelings
7 O Professor de Batalha - A primeira luta
Era sete horas da manhã e todas já estavam devidamente arrumadas. Julia, Victória, Amanda, Charlotte e Taylor tinham as duas primeiras aulas juntas, então seguiram conversando banalizes pelos corredores.
— Pare de falar dos outros, Jullie – Amanda repreendeu –
— Mais é verdade, olha só pra ela, nem parece que é uma vampira – murmurou fitando Domingues lendo um livro no campus com um vestido longo roxo berrante – E que vestido é aquele?
— É o uniforme dos Chevalier – Charlotte comentou – Na verdade é uma tentativa de uniforme – riu – Vai logo Taylor vamos nos atrasar para a aula – deu um pedala na amiga –
— Você e essa sua mania de querer chegar vinte minutos antes de o sinal tocar – reclamou fechando o armário – Vamos – murmurou –
— Aula do que mesmo? – perguntou Victória –
— Quimica das ervas – Jullie murmurou – Pra que eu preciso disso? Não sou uma Chevalier – bufou –
— E quem disse que só os Chevalier tem o poder de cura? Se você for mordida por outro vampiro vai ter que saber como tirar o veneno, e ai como vai ser? – perguntou Amanda –
— Que droga, você tem resposta pra tudo – disse Jullie irritada – Vamos logo para a estufa – rolou os olhos –
As cinco seguiram para a estufa com Amanda dando lição de moral de como as plantas são importantes para a vida não só humana como a vampírica também.
— OK JÁ ENTENDEMOS – a quatro berraram entrando na estufa –
— Sem bagunça meninas, por favor – disse a professora –
Wanilla Const era seu nome, uma vampira baixinha e gorducha, de olhos alaranjados e cabelos ruivos presos em um coque comportado, vestia um vestido branco floral e uma sapatilha rosa salmão, fofa.
— Seja bem vinda Srta. Romanov – sorriu para Victória –
— Obrigada
— Sente-se com a Srta. Donattolli – apontou Jullie com a cabeça – Se comporte Srta – disse para Jullie que começara a pular e bater palmas –
Jullie fechou a cara e se sentou a mesa dupla, onde Victória sentara. A aula de Quimica das ervas se resumia em fazer antídotos para doenças e venenos, e como reconhecer uma planta, tediante para alguns!
— Certo. Hoje vocês irão preparar um antídoto para o veneno de um Vampiro Búlgaro – sorriu animada – Os ingredientes estão postos a sua mesa e o modo de preparar está na pagina 690 – finalizou –
Victória abriu o livro em quanto Jullie reclamava que da última vez que tentara fazer um antídoto para veneno de vampiro seus cabelos haviam ficado da cor do vestido de Domingues, Vic apenas ria.
— Eu não vou pegar nisso – disse Jullie apontando para a língua de cobra que falava no modo de preparar – É nojento
Victória apenas riu colocando as luvas de proteção e passou a preparar o antídoto. Três línguas de cobra, 5g de pelo de rato, um copo de álcool, duas mexidas no sentido anti-horário, e quatro no sentido horário.
— Pronto – disse Victória para Jullie que mexia no celular –
— Já?
— Esse é pouca coisa – riu –
— Hmn.
— Terminaram? – perguntou a professora para as duas que conversavam –
— Sim – sorriram –
— Deixe-me ver – se aproximou com um pedaço de Nadini, uma planta que ela testava os antídotos – Oh – a planta antes marrom por causa do veneno de vampiro Búlgaro, passou para verde Oliva – Muito bem – sorriu animada – 10 pontos para vocês.
Victória e Jullie vibraram.
— Pra que servem esses pontos? – Victória perguntou para Jullie –
— Eles juntam e acrescentam na sua nota do teste de final de ano – explicou animada -
Victória assentiu e o sinal tocou. Os alunos iam saindo da sala e as meninas seguiram pelos corredores com Taylor reclamando.
— Ela acha que eu vou ter todos os ingredientes na hora que for mordida por um Búlgaro? – reclamou – Onde raios eu vou encontrar língua de cobra ressecada? – bufou –
— É por isso que ela pediu para agente fazer o antídoto, porque quando precisar nós já vamos ter – disse Amanda rolando os olhos –
— Ta bom Mandie, vai pra sua aula vai – disse Taylor bufando –
— Tchau meninas – Amanda saiu rindo –
— Próxima aula? – Charlotte perguntou –
— Batalha – disse Jullie –
— Quem será o novo professor? – perguntou Taylor –
— Por quê?
— O professor do ano passado foi demitido – disse Taylor –
— Por quê?
— Era um fugitivo procurado pelos Aurores – disse Charlotte –
— Nossa – Victória arregalou os olhos –
— Mais ele era gato – disse Jullie rindo –
Victória apenas rolou os olhos e seguiu com as meninas para o mesmo campo de batalha em que fizera a seleção na noite passada.
— Cadê?
— Oque?
— O professor
— Esta no meu bolso – disse Charlotte sarcástica – Você está vendo ele em algum lugar, Jullie querida?
— Não
— Então é porque ele ainda não chegou – sorriu debilmente –
Jullie fez uma cara de “AH É” e se sentou no chão, o resto dos alunos Romanov entraram e logo os alunos Treville entraram também.
— Droga – ouviu um murmúrio vindo de Charlotte –
— Que foi?
— Vamos ter que lutar com os alunos Treville – bufou –
— E oque tem? – Victória perguntou se sentando ao lado de Jullie –
— Eles não são confiáveis Vic, eles trapaceiam – disse Taylor –
— Mais o Dougie...
— Não tem “Mais o Dougie” Vic, nós conhecemos eles desde os dez anos de idade, eles não são nem um pouco confiáveis, você logo vai se ligar – disse Charlotte –
— E falando no diabo – Taylor murmurou ao ver Dougie e o grupo entrar –
— Vocês deveriam procurar conhecer melhor as pessoas – Victória disse dando ombros –
— Nós conhecemos, conhecemos muito mais do que você pensa, toma cuidado – disse Jullie –
Victória assentiu curiosa, oque elas sabiam? Perdida em pensamentos sentiu olhos a fitar, dessa vez não era só Dougie que a fitava, os cinco as fitavam. Charlotte passava a fuzilá-los seriamente, enquanto Jullie e Taylor rosnavam, eles apenas riram e fecharam uma rodinha. Qual é o problema delas?
— Sabe, eu não entendo vocês – disse Victória confusa – Ontem vocês estavam concordando comigo de que era ruim ser tratada do jeito que eles são tratados e hoje estão fuzilando e rosnando pra eles...
— Não tente entender – Charlotte sorriu doce – Vai ser melhor pra você!
Um eco de passos foi ouvido, e pela enorme porta de madeira entrou o ser mais maravilhoso que Victória já vira. Seu olhar se focou naquele homem que entrava no campo.
— Ai. Meu. Deus. – Jullie disse entre intervalos de suspiros – Que homem é esse? – perguntou fitando-o –
Ele sorria de lado e olhava as alunas de um jeito provocativo, os meninos espalhados pelo campo o fuzilavam, quem ele pensava que era para deixá-las assim?
— Olá alunos – sua voz era irresistível, ouviram suspiros – Sou Alec Berlusconi...
— Hmn, temos um Italiano – disse Charlotte fitando o professor –
— Sou o novo professor de Batalha – sorriu animado – Irei formar duplas de Clãs diferentes e vocês irão me mostrar oque sabem fazer, para eu poder dar continuidade nas próximas aulas – finalizou –
— Droga, não falei? – disse Charlotte irritada –
— Relaxa – Victória suspirou – Se acontecer alguma coisa com vocês eu taco fogo neles – murmurou -
O professor pegou uma lista e foi falando.
— Charlotte Dietricch e...
— Harry Judd não, Harry Judd não – murmurava de olhos fechados como se tivesse rezando -
— E Harry Judd – disse o professor sorrindo, caralho para de sorrir –
— Droga – Charlotte urrou e fechou a cara para o professor que deu de ombros -
— Stephenie Lockoner e Dougie Poynter
— Sortuda – Charlotte falou para Victória –
— Por quê?
— Não iria querer lutar com ele, vai por mim – disse Taylor –
— Taylor Solvinne e Daniel Jones – o professor continuou a falar os nomes –
Taylor xingou o professor de todos os nomes possíveis e caminhou até Danny, sendo seguida por Charlotte.
— Jullie Donattolli e Thomas Fletcher.
Julia fitou o professor e rosnou, Victória apenas riu.
— James Bourne e Cecília Vector.
E assim ele continuou a falando os nomes.
— E EU terei o prazer de duelar com uma Romanov – disse animado – Sinto muito meninos – disse ele para alguns meninos que reclamaram – Estava esperando por isso muito antes de vocês – riu –
Victória se aproximou do professor que estava no centro da quadra em quanto todos os fitavam, aquilo seria emocionante.
— Certo – sorriu – Me ataque – pediu –
Victória assentiu e logo seu corpo começou a pegar fogo, dessa vez o fogo era azul turquesa e vacilava para o preto, “OH’s” foram ouvidos mais Victória nem se deu ao trabalho de olhar para trás, algo prendia seu olhar naquele mar intenso que era os olhos de Alec. Dessa vez oque o fogo projetara fora um tigre, um lindo tigre azulado, que rugia feroz e altamente. Os olhos da menina antes verde-azulados agora estavam negros, mais negros que o de Jullie.
— Ataca – murmurou e o tigre a obedeceu, em posição de ataque ele avançou sobre o professor que desviou rapidamente como se bailasse sobre o chão – Ataca – mandou mais uma vez –
E o tigre pulou nas costas de Alec o derrubando, Victória riu.
— Vanish – murmurou –
O tigre bailou pelo gramado e ao abanar o rabo se desfez. O professor gargalhou irritando a menina.
— É só isso que sabe fazer?
“Da última vez que me perguntaram isso, eu quase matei Gabreel” riu em pensamentos.
— Dor – murmurou –
O professor foi erguido do chão a uma altura de cinco metros e despencou se contorcendo e gritando.
— PARE – ouviu um grito –
Victória suspirou e desviou o olhar do professor, o homem se levantou e acertou em cheio um chute em seu estomago, a menina foi jogada contra a parede que se quebrou, aquilo não era só um treino, eles travaram uma batalha de verdade. Se levantando rapidamente a única coisa que se via era um vulto, agora a cobra que usara para atacar Nicholas a seguia, pronta para atacar o professor, mais esse a golpeou com um soco de dois chutes, ele não usava seus poderes, usava a força.
— DOR – Victória berrou mais uma vez fazendo o homem cair no chão mais uma vez –
— Isso vai acabar mal – Charlotte murmurou ao lado de Harry – Taylor – chamou –
— Hmn?
— Nós temos que tira-la de lá, ela nunca lutou antes – se desesperou –
— Vocês não podem tira-la de lá – Harry disse sério –
— E quem é você pra dizer oque eu tenho que fazer ou não?
Harry rolou os olhos azuis.
— Você vai tirar a honra dela, a batalha é deles – disse Daniel –
Charlotte bufou fitando Victória que continuava a lutar com o professor.
— Certo, paramos por aqui – disse o professor ao derrubar a menina no chão – Venha, levante-se – estendeu a mão –
Victória o fitou e depois fitou a mão pálida dele, ele sorria gentilmente de lado, aquele sorriso estava começando a irritá-la, cadê toda aquela beleza que ele tinha?
— Vamos lá, a batalha já acabou – brincou –
Victória apenas o olhou e tocou na sua mão, Mais se arrependeu de ter feito isso.
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