Notas iniciais
Voltei com mais um ♥ Espero realmente que gostem de mais esse capítulo. A cada capítulo chegamos mais perto da Becca, pessoal, prometo! Não esqueçam de dar uma olhada nas notas finais!

Scarlet

Eu podia quase dizer que estava feliz. Certamente eu parecia feliz para qualquer um que não me conhecesse tão a fundo. Sem dúvidas Becca perceberia, se estivesse aqui.

Eu estava tendo, praticamente, tudo que eu sempre quisera — isso eu tinha que admitir que era verdade. Estava tendo contato com a minha cultura, com meu povo. Eu me sentia como nunca me senti antes, integrada. Todos aqui me queriam aqui, me davam boas-vindas de braços bem abertos.

Eu estava cada vez mais um sintonia com minha espécie, com quem eu realmente era. Eu nunca soubera nem metade das novas coisas que estava aprendendo. Já fazia alguns dias que estava me reunindo, desde cedo, com os outros Selvagens em um parque da cidade. Lá era um lugar bom, pois, segundo eles, era sempre essencial para um Selvagem estar em constante contato com a natureza. Eu sempre havia gostado das minhas corridas e caçadas como raposa, mas precisava passar mais tempo ainda ao ar livre do que passava anteriormente.

Todos lá eram muito simpáticos e tinham a maior paciência em me ensinar. Eu, como era de se esperar, não sabia de absolutamente nada. Eles me ensinavam desde a história da nossa espécie, até técnicas de meditação, de como ficar mais próxima dos espíritos e às vezes até saíamos para explorar juntos. Estava sendo uma experiência incrível.

Entretanto, apesar de tudo de bom que estava acontecendo em minha vida, eu ainda me sentia mal. Apesar de estar integrada com meu povo, aprendendo as coisas que, por direito, deveriam ter sido ensinadas a mim desde o berço, eu me sentia desa forma.

Aquela sombra ainda pairava sobre mim.

Desde que eu saíra do meu quarto de hotel que dividia com Riley estava me sentindo assim, perseguida. Não era a primeira vez. Sempre – e eu digo sempre – que eu estava sozinha, a impressão que me dava era a de que eu não estava sozinha de fato. No começo eram coisas mais bobas, uma luz falhando, uma porta rangendo e se abrindo... coisas que eu insistia em ignorar e dispensar como algo tolo. Agora, porém, o ar parecia estar mais pesado quando eu saía da companhia das pessoas, quase impossível de se ignorar.

Eu tentava ao máximo não me amedrontar. Eu era uma Selvagem! Era capaz de tantas coisas a mais do que eu jamais sonhara! Mas era extremamente difícil fingir que a presença daquela… coisa não estava me afetando.

Eu estava a caminho do apartamento do Fernando, um dos meus novos amigos Selvagens, para uma pequena reuniãozinha entre nós, os Selvagens da cidade com idade o suficiente para beber, mas não ainda o suficiente para ter cabelos brancos. Pelo menos era assim que Fernando insistia em descrever-nos. Era apenas cinco quadras do hotel, por isso decidi ir andando naquele fim de tarde, mas já havia amargamente me arrependido. Mas qual desculpa eu daria para pedir para um deles vir me buscar, ou para Riley me acompanhar? Pior ainda, para chamar um táxi? Não havia uma desculpa plausível sequer, por isso continuei meu caminho apreensiva, segurando minha respiração.

As ruas estavam pouco movimentadas, o que me deixava mais incomodada. Eu tentava dar passos largos e rápidos para chegar logo ao apartamento sem parecer uma louca correndo desenfreada pelas ruas.

Havia chovido durante aquela tarde, o que, honestamante, era uma bênção. Era extremamente quente lá, então uma chuvinha para refrescar era muito bem-vinda. Acho que a coisa que eu mais sentia falta de casa era meu ar-condicionado. No hotel até tinha, mas na rua e nos outros estabelecimentos você tinha de se contentar com um ventilador. A rua e as calçadas, portanto, estavam cheias de poças d’agua.

Para não me molhar pisando em uma poça, e também porque eu acreditava que se eu encarasse o chão até chegar à casa de Fernando correria menos risco de ver alguma coisa sinistra que eu não queria ver, meu interesse estava fixado na calçada.

Eu não ousava levantar minha cabeça até chegar ao apartamento, exceto para verificar as ruas para atravessá-las. Isto é, até eu ver meu reflexo em uma poça e perceber que meu rosto estava completamente branco, meu cabelo ruivo emoldurando uma casca de ovo vazia. Arfei, assutada, e cambaleei para trás. Olhando para a frente após me reequilibrar, vi que havia uma vitrine de alguma loja de roupas formais masculinas logo a minha frente. Gradativamente, vi aparecer um rosto masculino, barbudo e com cabelos longos, em cima do manequim de um terno acinzentado.

Olhei frenética para atrás de mim, mas não havia homem algum. Voltei a olhar para a vitrine, mas já não havia mais nada. Mas eu sabia o que eu havia visto. Eu não estava alucinando, estava? O rosto do homem… estava tão claro em minha mente. Cocei meus olhos e decidi enfrentar a maldita poça d’agua novamente, mas o que olhava de volta para mim era minha própria cara aterrorizada.

Engoli em seco e ajeitei meu cabelo e roupas depois de tanto alvoroço. Continuei meu caminho, dessa vez um pouco mais rápido ainda do que antes.

Cheguei até a portaria do prédio sem mais nenhum incidente, mas até lá fiquei me torturando mentalmente. Havia eu realmente visto aquilo? Será que não era algum tipo de paranoia que me afetava? Muita estresse em consequência da pressão para eu aprender as habilidades dos Selvagens e as usar para salvar Rebecca?

Enquanto avisava ao porteiro para onde eu ia e ele me liberava, ainda tentava me convencer de que tudo não passava de algo que poderia muito bem ser explicado cientificamente. Eu deveria estar cansada; a pressão tava mexendo com meu psicológico. Estava decidida a continuar mentindo para mim mesma, como já vinha fazendo, mesmo esse incidente tendo sido o pior de todos.

Bati na porta e fui recebida não por Fernando, mas por Gabriela, o que não me era surpreendente. Os Selvagens, nesse quesito, eram parecidos com os lobisomens. Não havia um Alpha, por assim dizer, portanto não havia uma casa de Alpha que, de certa forma, pertencia a todos. Mesmo assim, com os Selvagens, se a casa pertencesse a outro Selvagem de sua “tribo”, digamos assim, todos sentiam-se extremamente à vontade. Inclusive para atender a porta. Eram todos uma grande família, como os lobos.

— Credo, Scarlet. Você está pálida. — Abriu a porta para eu poder entrar e assim fiz.

O apartamento do Fernando não era grande, mas, graças ao modo como arranjava seus móveis e decorações, era muito espaçoso. A decoração era muito calorosa, sempre usando tons quentes. Era muito aconchegante.

A maior parte do pessoal já estava lá, a maioria vendo algum reality show na TV e os outros sentados na sacada bebendo e conversando. Outros ainda estavam na cozinha preparando a comida, que já estava cheirando bem.

Assim que entrei, Fernando veio me cumprimentar. Tendo ouvido o que Gabriela havia falado e, bem, olhando para mim, acrescentou:

— Até parece que você viu um fantasma, Scar.

Com isso, gelei no meu lugar. Eu estava seriamente ponderando conversar com eles que, de todos os Selvagens com os quais eu havia feito amizade, eram os que eu mais havia gostado.

— É né. — Dei uma risada nervosa. — É que não queria chegar mais atrasada ainda, devo ter corrido e me esforçado demais. — Desculpa mais esfarrapada do que isso, impossível.

Gabriela estreitou seus olhor para mim, como quem sabia que algo estava errado, mas não queria pressionar.

— Então tá… — Franziu seu cenho. — De qualquer forma, da pra ver que você precisa beber e já. Vou lá pegar.

— Está tudo bem, Scarlet? — Fernando me perguntou assim que Gabriela saiu. — Qualquer coisa estamos aqui por você. Sabe que pode contar com qualquer um de nós, principalmente eu e a Gabs.

— S-sim, eu sei — murmurei decidindo ir procurar um lugar para sentar. Fernando decidiu me seguir, sentando-se ao meu lado em um banquinho da mesa da cozinha.

— Vamos, Scar, desembucha. — Gabriela se juntou a nós, deslizando uma garrafa de cerveja para mim por cima da mesa.

— Uhm, bem…

Eu não queria falar aquelas coisas, parecia loucura. Mas os acontecimentos, principalmente o da vitrine, estavam me atormentando tanto que eu finalmente decidi compartilhar com alguém. Se eu parecesse maluca, tudo bem. Afinal, não éramos exatamente normais. Éramos um bando de pessoas que se transformavam em bichinhos diversos, oras. Se alguém saísse por aí berrando que viu uma ruiva virar, em pleno ar, uma raposa e ir floresta adentro, certamente iam querer medicar esta pessoa. E nem por isso ela estaria louca.

— Olha, eu não sei exatamente como explicar. É difícil de descrever. Mas… — Olhei para os dois, que me encaravam ansiosos. — Coisas estranhas vêm acontecendo comigo recentemente.

— Que coisas? — perguntou Fernando, já desconfiado.

— Como eu disse, é difícil de explicar. Eu não venho me sentindo sozinha mais, não completamente. Mesmo quando realmente estou. — Eles me olhavam, interessados. — Olha, vou ser honesta com vocês, — falei e até consegui dar uma risada fraca. — parece coisa de filme de terror. Quando estou sem companhia é que essas coisas acontecem. As luzes falham e às vezes até se apagam sozinhas. As janelas, antes fechadas, de repente se abrem como se tivesse uma ventania lá fora, sendo que não há. Escuto passos me seguindo nos corredores do hotel, sendo que eu tenho certeza que sou a única no momento ali.

— Hmm.

— Mais alguma coisa vem te acontecendo além disso? — perguntou Fernando, o que me deixou um pouco ofendida. Mais alguma coisa? Como se o que eu estava passando não fosse nada demais, nada fora do comum ou digno de preocupação?

— Bem, não que eu ache que isso tudo seja pouca coisa, — rebati — mas enquanto vinha aqui pra sua casa ocorreu mais um desses “incidentes”, eu diria que até o pior. — Gabriela, a essa altura, já estava na metade de sua garrafa, enquanto a minha continuava intacta. Olhava-me com uma sobrancelha arqueada. — Eu estava sentindo o ar um pouco mais gelado, um clima pesado, e eu estava completamente sozinha, sentindo-me apreensiva. Enquanto estava andando, olhando para baixo para desviar das poças, vi meu reflexo em uma delas. Entretanto, no reflexo, eu não tinha rosto. Não tinha olhos, não tinha boca, não tinha nariz, nada.

Fernando limpou a garganta, parecendo incomodado com a ideia de ver seu reflexo dessa forma. Realmente não fora uma experiência que eu recomendaria a ninguém.

— Como devem imaginar, fiquei aterrorizada, e acabei perdendo o equilíbrio e cambaleando para trás. Foi aí que, ao levantar meu olhar, me deparei com uma vitrine de uma loja de ternos e, bem, vi claramente o rosto de um homem em cima do manequim de um dos ternos.

Gabriela terminou mais um gole de sua cerveja e limpou a boca. Parecia prestes a falar, mas eu ainda precisava esclarecer algumas coisas.

— Sim, eu olhei para trás e não havia ninguém. E não, eu não imaginei nada, pelo menos tenho quase certeza que não. Até pensei que talvez essas coisas que estão acontecendo comigo fossem fruto de minha cabeça, mas, pensando melhor, é tudo tão claro que não pode ser de mentira. A menos que eu realmente esteja enlouquecendo.

— Olha, Scar, vou ser franca porque sou sua amiga. Acho que você precisa ver um médico.

Assim que as palavras de Gabriela saíram de sua boca, meu queixo caiu. O que diabos eu respondia a isso? Era verdade, então? Estava eu ficando completamente pirada?

— Porra, Gabs. — Fernando revirou os olhos e pegou minha mão. — Calma, Scar, ela está só tirando com a sua cara.

— T-tirando com a minha cara? Como assim? — Eu estava muito mais que confusa. — Vocês acham que estou inventando tudo isso?

— Scarlet, bem, nós meio que temos certeza — Gabriela disse, o que me enfureceu.

— O quê? Sério mesmo que você acha que eu faria-

— De que você não está, quero dizer — ela terminou, interrompendo-me e explodindo em tantas risadas que alguns dos nossos amigos, curiosos, vieram até nós para ver o que exatamente era tão engraçado.

— Não estou entendendo… — falei, ainda de cenho franzido pela minha frustração anterior.

— O que tá havendo?

— Que é, Gabs, que você tá rindo a toa?

— Não é nada, gente. — Fernando tentou dissipar o pessoal, mas a Gabriela não deixou.

— É a Scarlet — falou quando finalmente conseguiu pegar um pouco de ar. — Ela teve seu primeiro contato com o outro lado.

Não preciso nem dizer que eu estava completamente perdida em tudo que estava acontecendo. As pessoas que haviam vindo até nós agora vieram até mim para me dar tapinhas nas costas, congratulações ou mensagens reconfortantes. O que era isso, meu primeiro porre outra vez?

— Mas o que, afinal, está acontecendo? — questionei por fim.

— Bem, você amadureceu. Na verdade não passa disso — Fernando explicou. — Quando um Selvagem começa a ter mais controle de suas habilidades, o que começa principalmente quando ele foca mais na meditação e com seu contato espiritual — você vem fazendo isso? – perguntou-me no meio de sua frase. Assenti. — Então, quando isso acontece, o Selvagem já está apto a receber certas… visitas. Normalmente isso acontece quando ele ainda é criança. No seu caso, porém, é compreensível que tenha começado só agora. Mas não se preocupe, não é tão frequente quanto parece. Acho que a última visita que eu recebi foi há uns três anos já.

— É, a minha faz quase cinco já. — Gabriela adicionou. — Não que eu esteja reclamando. Não gosto de ser feita de empregada de fantasma.

— M-mas, ainda não entendi direito… Isso é normal?

— Sim, Scar. As visitas são normais e quase sempre inofensivas. Como nós Selvagens somos os seres sobrenaturais mais próximos do mundo espiritual, os fantasmas, se quiser chamá-los assim — têm facilidade em se comunicar conosco. Portanto, sempre que uma alma tem algum compromisso ainda pendente aqui na terra, normalmente vêm em busca de um de nós. Claro, quando conseguem nos achar. Quando não conseguem, vão atrás de médiuns ou outras pessoas normais mais sensitivas, mas essas pessoas também só conseguem se comunicar com eles porque possuem, em algum lugar distante de sua linhagem, sangue Selvagem. — Sorriu. — Viu como somos especiais?

Especial, eu? Não sabia ainda se me sentia exatamente especial. Talvez eu me sentisse mais azarada do que especial.

— Então não seria mais fácil ele vir e me dizer logo o que quer? — indaguei.

— E qual a graça nisso? — Gabriela riu e alguns dos nossos amigos sorriram junto. — Se eu fosse uma fantasma também iria querer tirar um pouco com a sua cara, aprontar um pouco estilo Atividade Paranormal e tal. Até porque, depois que você faz o que eles pedem, eles somem. Vão para o Céu, ou sei lá para onde. É a única chance que eles têm de serem travessos.

Eu não sabia se estava mais confusa ou irritada com o maldito fantasma.

— Calma, — Fernando interviu, mas reprimindo uma risada. — a Gabs adora contar só metade da história. Adora ver o circo pegar fogo.

Ele a encarou como quem avisa que vai fazê-la pagar mais tarde por seus atos. Lembranças minhas com Lucius vieram à tona de repente, fazíamos muitas dessas brincadeiras. Felizmente, Fernando continuou a esclarecer, não me dando tempo para reagir de qualquer forma à lembrança.

— Talvez o espírito realmente queira se divertir um pouco às suas custas, Scar, mas não é só isso. Acho que ele não consegue ainda se comunicar com você direito. — Eu ouvia atentamente. Se eu pudesse fazer alguma coisa para agilizar esse processo de… de auxílio aos mortos, eu faria com prazer. Só queria que essas coisas parassem. — Você está avançando muito bem e muito rápido em seus aprendizados. Provavelmente porque você não é criança, como sabe, o período em que Selvagens costumam iniciar suas aprendizagens, e também porque você está focada, mais do que determinada para salvar sua amiga loba.

— Com certeza — falei, disso ninguém poderia duvidar. — Quase tão determinada a ajudar Rebecca, quanto de dispensar esse encosto. — O pessoal riu e eu já estava muito mais leve por poder fazer piada de minha situação. Para quem havia adentrado o apartamento pálida de tão aterrorizada, eu achava que estava prosseguindo bem.

— Pois bem, você ainda precisa avançar um pouco mais, explorar um pouco mais seu lado Selvagem.

Alguém assoviou e Gabriela balançou suas sobrancelhas sugestivamente para mim.

— Para de besteira, Fernando. Isso é sério — reclamei, mas não realmente irritada.

— Não sou nenhum guru, não sou o Gutierrez, mas eu apostaria que se você conseguisse atravessar pela primeira vez sua barreira com o mundo espiritual, conseguiria entender o que o espírito lhe disser.

Tomei, finalmente, um baita gole da minha cerveja e me recostei na cadeira. Era isso então? Se eu entrasse no mundo espiritual, mesmo que por um minuto, poderia falar com o fantasma e me livrar dele de uma vez por todas, poderia, então, continuar com meu propósito principal de ter vindo até aqui, a salvar Becca?

— Eu topo.

— Calma, não é tão simples assim — Fernando advertiu, mas eu estava decidida.

— Como não? — teimei. — Eu li os livros. Precisa ser alguém experiente em meditação, coisa que eu venho praticando cerca de seis vezes ao dia, inalar o aroma da queima da mistura de ervas especiais, que eu aposto um rim que vocês têm aqui, e, bem, ser Selvagem.

— Mas, Scar, pode ser perigoso dependendo de onde você for lá dentro — Gabriela avisou.

— Imagino que seja, mas eu me cuido. Não é como se eu fosse ficar horas lá, vou só dar uma visitinha. De qualquer forma, o Sr. Gutierrez havia deixado a entender que eu teria que encontrar o espírito da Becca. Agora que vocês falaram pude pensar melhor, aposto que tenho que achá-la no mundo espiritual, não é mesmo?

Fernando e Gabriela se entreolharam, e depois Fernando suspirou.

— É sim, Scar. É lá que ela vai estar. Mas você não está preparada para is em busca dela ainda.

— Não se preocupe. Vou só para quebrar a barreira e falar com o Gasparzinho. Quando voltar, a gente intensifica minhas aulas e eu volto só quando estiver pronta. Prometo.

Após mais um pouco de discussão, e eu beliscar uns aperitivos enquanto retrucava com eles, acabaram cedendo. Afastamos os móveis da sala e arrumamos algumas almofadas para eu sentar de forma confortável.

Enquanto eu me preparava psicologicamente e tentava esvaziar meus pensamentos para a meditação, meus amigos pegaram as ervas necessárias, moeram-nas, misturaram-nas e, por fim, colocaram-nas em uma panela e queimaram-nas. Estava tudo em ordem, eu iria quebrar a barreira, iria fazer minha primeira visita ao mundo espiritual.


Eu estava animada, estava curiosa, estava, confesso, um pouco nervosa. Mas eu não sabia qual era o problema, eu iria ser breve. Respirei fundo e fechei os olhos. O que, afinal, poderia dar errado em alguns poucos minutos?

Notas finais
Muito obrigada a todos pela leitura. Espero de verdade que esse capítulo tenha sido satisfatório de se ler *-* Perdoem qualquer erro! Para os leitores fantásticos de plantão, eu postei uma nova história original! O nome é A Cruzada de Karynthia e é uma fantasia medieval. Quem se interessar, está aqui o link: https://fanfiction.com.br/historia/720117/A_Cruzada_de_Karynthia/ Obrigada novamente!