Valente

24 Especial III


Notas iniciais
O retorno da Aella com o ship supremo!!! HAHA Perdoem a demora, pessoal, mas esse fim de semestre foi brutal. Como dizem né, o terceiro ano de todo curso é o que bicho pega. HAHA Mas graças a Deus passou e estou aqui com vocês ♥ Decidi colocar esse capítulo como especial porque, a princípio, não pensei em fazer esse capítulo. Contudo, como quase cem porcento de vocês pediu demais por ele (e, honestamente, vocês merecem e muito!) aqui está! Foi divertido de escrevê-lo, e agora poderei retomar o resto da trama com tranquilidade na parte III. O link para a música desse capítulo está nas notas finais e, apesar da mensagem dela ser um pouco diferente do que aconteceu com nosso casal, acredito que ela expressa muito, mesmo assim, o comportamento de Rebecca e os sentimentos de Aidan ao longo de toda nossa jornada nessa história. E, bem, além disso eu amo essa música e queria muito conseguir encaixá-la aqui em algum momento. :) Apreciem!

Aidan

Who are you, who are you
(Quem é você, quem é você)

In this masquerade?
(Nesse baile de mascaras?)

Is your love, just a part
(É o seu amor, somente uma parte)

Of a scene that you play?

(de uma cena em que você atua?)

O calor de sua pele era reconfortante. Nunca havia me sentido tão em casa desde o dia em que tive que partir da minha própria. Rebecca era calor; Rebecca era certeza; Rebecca era meu lar. O sentimento de completude que eu sentia, apenas pelo fato de segurá-la em meus braços de forma tão carinhosa era um sentimento inebriante. Viciante até. Após ter o sentido pela primeira vez – isto é, pela primeira vez “sóbrio” – eu tinha certeza de que não conseguiria mais viver sem ele.

Apesar de tudo que ela estava fazendo, sua exploração entusiasmada de meu corpo, sua respiração estava calma. Rebecca estava calma, sentindo-se verdadeiramente segura, talvez pela primeira vez em muito tempo.

‘Talvez pela primeira vez na vida.’

Essa noção encheu meu peito de um sentimento de responsabilidade tremenda. Essa loba, tão fervorosa, tão independente, precisava de um apoio. Todos nós precisávamos. Os mais fortes de nós precisávamos. E eu seria o dela, mesmo nos momentos em que ela achasse que não precisasse de mim.

I can see, you and me
(Posso ver, eu e você)

We live in our separate worlds
(Nós vivemos em mundos separados)

Are you for real

(Você é real)

Or is there something that I shouldn’t know?

(ou há algo que eu não deveria saber?)

A palma de sua mão subiu do começo de meus quadris até o alto de minhas costas. Suas unhas não muito compridas carinhosamente arranhando meus ombros. Afastou seu rosto, que estava alojando no meu pescoço, para olhar-me. Um sorriso pequeno, mas divertido, cumprimentava-me.

— O que foi? – perguntou, percebendo provavelmente o mesmo sorriso bobo em meu rosto. Sua voz estava baixa, porém não sussurrava.

— Nada. Apenas apreciando ao máximo o momento – brinquei e ela jogou a cabeça para trás em uma risada que soou pelos meus ouvidos como uma melodia.

— Acredite, dependendo do seu desempenho, isso não será um programa de uma só vez – zombou, atrevida.

Foi minha vez de rir, segurando-a pela cintura, fazendo-a tremer juntamente com a minha diversão. O sorriso dela era tão lindo, tão aberto, tão sincero.

— Mal começamos e você já está falando coisas como estas? – Passei uma das mãos pelos cabelos dela, passando uma mecha por detrás de sua orelha. – Estou ferrado – falei, continuando a brincadeira, mas eu tinha certeza de que minha expressão era de pura admiração por essa mulher que, agora, estava bem à minha frente.

A thousand faces

(Mil faces)

My heart runs races

(Meu coração está acelerado)

And I’m in need to really understand

(E eu estou precisando realmente entender)

— Você acordou a fera, Senhor Aidan. Acho bom que você agora saiba domá-la – provocou novamente, e com isso meu lobo foi oficialmente chamado para o desafio.

Puxei Rebecca pela nuca para um beijo possessivo e ardente. Senti ela arfar em surpresa contra meus lábios, mas logo em seguida observei-a fechar seus olhos e devolver minha ferocidade em dobro.

Em pé no meio do meu quarto, virei-a para que estivesse de costas para a cama e eu de frente. Empurrei-a devagar para que sentasse na cama, sem tirar meus lábios dos dela por um segundo que fosse. Ajoelhei-me de ambos os seus lados e me contentei em apreciar a maciez do seu rosto, de seu pescoço e de seus cabelos. Os fios encaracolados de Rebecca entre meus dedos era uma sensação que eu iria guardar para sempre.

Quando finalmente fiquei impaciente em apenas beijá-la – e eu realmente aproveitei para progredir lentamente, em meu desespero para apreciar cada segundo – passei a ajoelhar-me no chão e, com um levemente desajeitado abrir de botões, tirei a calça que formava uma barreira entre nossos corpos.

Suas coxas, suas lindas coxas pediam para serem tocadas, para serem apertadas e mordidas e beijadas. Rebecca apoiou-se em seus cotovelos para tentar ver melhor o que eu estava fazendo, mas bastou um olhar e um sorriso meu para fazê-la enrubescer completamente e voltar a deitar-se contra o colchão.

There’s something about you, girl

(Há algo sobre você, garota)

That makes you mysterious

(Que te torna misteriosa)

Sua calcinha era de renda branca, uma peça tão delicada que eu jamais pensei que pudesse fazer parte do guarda-roupas dessa loba. Tracei meu indicador pela parte de cima da calcinha, fazendo Rebecca se contorcer moderadamente em cócegas por meu toque em seu ventre.

‘Ah ele sente cócegas ali, é?’ Meu lobo brincou. ‘Essa é uma informação muito valiosa para outros momentos. Mas agora, não é bem isso que nossa fêmea vai sentir.’

Deixei que meu lobo me auxiliasse em parte, chamando-o para alongar meus caninos naquele momento. Passei-os pelas coxas de Rebecca levemente e deleitei-me ao ver que ela se arrepiou toda. Ao chegar em seu centro, fisguei a peça íntima com os dentes, com todo o cuidado para não estragá-la, e a removi.

Percebi, após tirar sua calcinha, que Rebecca tinha novamente se posicionado em cima de seus cotovelos, observando toda a cena que se passou. Encontrei seu olhar e vi um brilho tão intenso em seus olhos que me dizia que ela havia simplesmente adorado aquela experiência.

— Você não viu nada ainda – sussurrei para ela, fazendo o contato visual que eu sabia que ia fazer suas pernas derreterem.

Abri suas pernas e abaixei minha cabeça para dar atenção àquela região. Com o primeiro toque de minha língua Rebecca arfou e se jogou novamente contra o colchão. Ela já estava pronta, já estava mais molhada do que nunca, mas esse era o momento para ela perceber que tinha tomado a decisão certa. Eu não iria apenas tratá-la bem, respeitá-la e protegê-la. Eu iria venerá-la absolutamente sempre que ela quisesse.

Minha boca captava todo seu gosto maravilhoso, enquanto que meus alongados caninos atiçavam seu desejo e minha língua o atendia. As mãos de Rebecca seguravam o lençol em punhos e suas costas arqueadas fizeram eu me xingar mentalmente por não ter tirado sua blusa ainda. Ah, a visão que eu teria se ela já estivesse nua. Apalpei suas coxas e seus quadris enquanto memorizava os sons que ela fazia, enquanto sua respiração ficava cada segundo mais descompassada.

I’m out of my head so what am I to do?

(Estou perdendo a cabeça, então o que deveria fazer?)

I’m on to you

(Estou de olho em você)

Os olhos de Rebecca, deitada, abriram o mínimo possível, mas dentro daqueles azuis intensos eu entendi o pedido. Lentamente, penetrei-a com um dedo, sentindo exatamente quão quente e quão apertada ela poderia ser contra mim. Engoli em seco, forçando-me a esperar a minha vez. Ao inseri-lo, Rebecca soltou um ganido tão maravilhoso de prazer que meu objetivo dali em diante era apenas fazê-la repeti-lo.

Após eu sentir que ela estava quase beirando seu ápice, inseri um segundo dedo e dediquei-me ainda mais para satisfazê-la com minha boca. Em pouco tempo senti suas mãos deixando o lençol para agarrar-me a nuca e os cabelos, puxando-os de tal forma que me excitou ainda mais. Não pensei que tivesse como eu ficar mais excitado do que já estava, mas é claro que Rebecca daria um jeito. Senti-a se contrair contra meus dedos e novamente aquele delicioso som escapou de seus lábios, seguido de meu nome sussurrado várias vezes após seu momento de mais puro deleite.

There’s something about your touch

(Há algo sobre seu toque)

That makes me delirious

(Que me torna delirante)

Aproveitei para provar tudo o que resultara do prazer que dei a ela antes de colocar-me de pé novamente. Olhei para ela, deitada em meio aos meus lençóis, nua da cintura para baixo, corada e com o rosto mais sereno que já vira na vida e percebi, naquele momento, que essa imagem definia a minha felicidade.

Percebi que tive que passar por tudo que passei para chegar até aqui. Ser quase morto e forçado a viver como um monstro, abandonar a família, abandonar amigos e amores, aprender a matar, apreender a me controlar, apreender a ser diferente, apreender a ser Alpha. Tudo isso me levou a esse instante, em que essa morena deitava em minha cama e tremia levemente devido aos resquícios do orgasmo que eu lhe dei. Que minha boca lhe deu, que meus dedos lhe deram, e que logo meu corpo inteiro lhe daria novamente.

E, sabe de uma coisa? Percebi que tudo bem. Nesse momento percebi que tinha valido a pena e que passaria por tudo novamente caso fosse necessário, desde que eu soubesse o que me esperava no fim da longa caminhada.

It’s hard to believe

(É difícil de acreditar)

If all they say is true

(Se tudo o que dizem é verdade)

Then the Oscar goes to you

(Então o Oscar vai para você)

Tirei minha cueca e esperei Rebecca abrir os olhos. Quando ela o fez, suas bochechas já coradas ganharam um novo tom de rubro que me fez sorrir. Ela engatinhou para o meio da cama, dando-me espaço para subir em cima dela e sentou-se. Puxei sua blusa para cima e ela levantou seus braços para me ajudar.

Seu sutiã, após tanto alvoroço, mal conseguia conter apropriadamente seus seios, parecendo que transbordavam para fora. E, pior, maldita coisa combinava com a calcinha. A imagem de Rebecca pronta para mim na cama, talvez em um cenário futuro, com lingerie que combinasse e que ela comprou pensando, exatamente, no efeito que teria sobre mim me deixava ensandecido. Eu não conseguiria manter a paciência que tive com sua calcinha novamente, não depois dessa cena colada à minha mente.

— Diabos, Rebecca, tire esse sutiã porque se eu for tirar, não vou aguentar e vou acabar o destruindo.

Ela riu contra mim e tomou meus lábios possessivamente. Quando me dei conta e abri os olhos, um pouco desnorteado pelo beijo sensacional, deparei-me com seus fartos seios livres e a peça íntima sendo jogada para o quinto dos infernos.

Rebecca puxou-me pelo pescoço e deitou-se contra meus travesseiros, seus lindos cabelos esparramados pela cama e seu corpo finalmente, completamente, a minha mercê.

~x~

Rebecca

What’s your part? From the start

(Qual é o seu papel? Desde o começo)

You’re hiding emotions

(Você esconde emoções)

Era impossível pensar com clareza, não após ser tocada por alguém como Aidan e, principalmente, depois daquela explosão magnífica de sensações que ele me causou apenas com a boca e os dedos.

Nunca tinha sentido algo assim, não nessa magnitude.

Era assustador. Era avassalador. Era Aidan Rucker.

Mas esse momento não era um momento para intensos pensamentos. Não era o momento para derivações de fórmulas matemáticas, de classes gramaticais, ou revoluções científicas. Era o momento para eu simplesmente apreciar as consequências da decisão que eu havia tomado, as consequências de ser reivindicada por esse homem. E olha, se Aidan estava tentando me convencer a não dar pra trás, ele estava fazendo um esplêndido trabalho.

I’m confused ‘coz you’re almost too good

(Estou confuso, pois você é quase boa demais)

To be true

(para ser de verdade)

Aidan era delicado, mas era bruto. Era atencioso, mas também buscava seu próprio prazer de forma intensa. Eu estava simplesmente adorando a sensação de ele estar aqui comigo, unidos dessa forma, e não pude deixar de pensar que, se eu não estivesse tão confusa e tão problemática naquela tarde em Las Vegas, poderíamos ter passado por isso juntos antes.

Pensei em como, talvez, tivesse tudo sido uma grande perda de tempo. Mas logo minha loba me lembrou de que não aconteceu antes simplesmente porque não era o momento. Tanto eu quanto ela tínhamos que passar por um bocado de coisas para que estivéssemos aqui. Senão, podia até mesmo dar certo em um primeiro momento, mas talvez não durasse, talvez não fosse não especial.

The stars are falling, camera’s rolling

(Estrelas caindo, câmeras filmando)

It seems like you’ve been

(Parece que você tem)

Acting all the time

(atuado por todo esse tempo)

Aidan explorava com a boca a curva de meu pescoço, meus ombros e meus seios. Seu canino ainda alongado atiçava-me de forma familiar. Lembrei vagamente de Bernard e do jeito que ele também me tocava. Mas bastou Aidan tomar minha boca na sua novamente para eu perceber que esse certamente não era Bernard.

Não sei se é realmente possível, mas eu conseguia sentir o amor transbordando de cada gesto que Aidan fazia. Aidan me destruía, de forma delicada, de forma bruta; de forma atenciosa, de forma egoísta; mas o fazia carregado de amor.

Esse Alpha amava a mim, e eu amava a ele. Por algum motivo idiota e incompreensível para mim, o universo decidiu que esse homem iria me amar. Eu não conseguia entender o porquê, mas não ia reclamar. Não ia gritar para o universo e dizer que ele estava errado, que ele não me merecia e que conseguia coisa melhor. Não, iria aproveitar quietinha o presente dado para mim e tentar fazê-lo se sentir tão desejado quanto eu sempre me senti em sua presença.

There’s something about you, girl

(Há algo sobre você, garota)

That makes you mysterious

(Que te torna misteriosa)

I’m out of my head, so what am I to do?

(Estou perdendo a cabeça, então o que deveria fazer?)

I’m on to you

(Estou de olho em você)

Abri minhas pernas para que ele pudesse ficar no meio delas, e enfiei meu rosto em seu próprio pescoço, mordiscando levemente e inspirando aquele cheiro de pinho e flores silvestres que definia esse homem acima de mim. Uma de suas mãos desceu por minhas costas e apalpou minha bunda, pegando-me de surpresa e fazendo-me arfar e soltar um risinho logo em seguida.

Ele encontrou meu olhar com aqueles olhos vermelhos e brilhantes como o fogo que nos abastecia e eu tive a certeza de que queria ver aquele tipo de felicidade estampado em seu rosto absolutamente em todo momento de cada dia. E também em todo momento de cada noite.

Tomei seus lábios com os meus mais uma vez, puxando-o cada vez mais contra mim como se nós dois pudéssemos virar um corpo só e o colhão um buraco negro, em que podíamos nos perder para toda a eternidade. Eu queria ele logo, e sabia que ele também estava se segurando pelo último fio de autocontrole que lhe restava.

— Venha— ordenei em conjunto com Bexi, retomando o beijo por um breve momento apenas para puxar seu lábio com os dentes de forma sedutora.

Um rosnado soou do fundo de sua garganta e, se minha loba já não tivesse se entregado completamente a ele, teria o feito exatamente naquele momento.

There’s something about your touch

(Há algo sobre seu toque)

That makes me delirious

(Que me torna delirante)

It’s hard to believe

(É difícil de acreditar)

If all they say is true

(Se tudo o que dizem é verdade)

Then the Oscar goes to you

(Então o Oscar vai para você)

Sentir Aidan me preencher até o fundo quase que me fez perder a cabeça já num primeiro momento. Senti meus olhos virarem em minha cabeça sem meu consentimento e o gemido de satisfação por estar dentro de mim que o lobo soltou foi o suficiente para me fazer ter certeza de que queria repetir isso sempre que possível.

Aidan não me machucava, mas me atingia de um jeito que fazia o teto do quarto virar um céu estrelado e os lençóis as ondas do mar. Minha realidade era cada vez mais distorcida a cada estocada, a cada toque de suas mãos calejadas, a cada leve pincelar de sua língua, a cada beijo em meu pescoço, em meu seio, em minha boca.

Ele certamente me levaria ao céu, deitada em uma nuvem, e me traria de volta com a mesma paixão.

There’s something about you, girl

(Há algo sobre você, garota)

That makes you mysterious

(Que te torna misteriosa)

I’m out of my head, so what am I to do?

(Estou perdendo a cabeça, então o que deveria fazer?)

I’m on to you

(Estou de olho em você)

Nossos corpos dançavam em um ritmo que era só nosso, jamais imitável por quaisquer outros. Nosso suor era só nosso, nossos sons eram só nossos, nossos nomes proferidos devido à tamanho prazer.

No momento em que eu estava quase explodindo de tantos sentimentos que estava sentindo, Aidan beijou-me de forma avassaladora, da forma que apenas ele sabia fazer. Seu rugido, com o som de meu nome, quando encontrou seu próprio alívio foi tão alto que a sensação que senti foi de ser tomada pelo mar impiedoso. Fui pega pela maré e fui sendo puxada tão fundo, mas tão fundo que me encontrei em um lugar em que só existia Aidan. Só existia Aidan e seus dedos, Aidan e seus beijos, Aidan e sua força tão grande em me amar.

Até que seus toques passaram a me trazer para a superfície, e eu quebrei junto com as ondas e com um grito de seu nome que certamente qualquer vizinho lobo escutaria.

Bem no fundo, eu sei que ele adoraria que escutassem e esse pensamento me faz rir.

There’s something about your touch

(Há algo sobre seu toque)

That makes me delirious

(Que me torna delirante)

It’s hard to believe

(É difícil de acreditar)

If all they say is true

(Se tudo o que dizem é verdade)

Then the Oscar goes to you

(Então o Oscar vai para você)

Ele deitou ao meu lado, ofegante, e colocou-se a observar meu rosto. Virei-me de lado para poder estudá-lo com a mesma intensidade.

— E então, o que me diz? – perguntou com um sorriso maroto, e por um momento eu não possuía sequer energias para formular frases.

— Você está esperando o quê, uma nota de zero à dez? – brinquei.

— Se você quiser me dar... – respondeu com uma cara engraçada e eu dei uma leve risada. – Quero saber se essa vai ser uma noite de uma vez só.

Then the Oscar goes to you

(Então o Oscar vai para você)

Then the Oscar goes to you

(Então o Oscar vai para você)

Dessa vez não consegui me conter e minha gargalhada soou muito alto, ecoando pelo quarto, lembrando-me das palavras que havia dito no início da noite.

— Tudo bem, talvez eu te conceda mais uma memorável chance de se deitar comigo.

Assim que essas palavras fizeram seu caminho por minhas cordas vocais e saíram por minha boca, os olhos flamejantes de Aidan se ofuscaram de forma travessa e ele novamente se jogou para cima de mim.

— Ei! – protestei, sem efeito.

— Você quer brincar, não é? Então é bom que você e sua loba consigam aguentar as consequências.

Não tive nem tempo de me sentir confusa, pois um ataque colossal contra a região do meu ventre começou. Meus gritos em protesto eram tão altos que podiam ser comparáveis aos meus gritos de prazer apenas minutos antes, mas Aidan não se importava. Não se importava com os gritos, com os arranhões ou com os chutes. Continuava a me torturar com seus dedos fazendo-me cócegas, e durante todo o processo, por mais excruciante que fosse, senti-me tão quente por dentro quanto enquanto estávamos entrelaçados.

Notas finais
Okay, não preciso nem dizer que quero saber MUITO nos comentários as opiniões de vocês depois dessa noite acalorada. *aquela carinha* Aqui também o link da música: https://www.youtube.com/watch?v=WzLldVgWmTM Até o próximo pessoal, e obrigada pela infindável paciência!