Vai Que...

21 Capítulo 21 Avião...


Notas iniciais
Hey Galera, como vão?
Hein, tenho uma exigência a fazer: tenho 32 leitores, mas nem todos comentam. Please, eu suplico a vocês para comentarem, Vamos animar a autora aqui!
E obrigada por mais uma recomendação!

Caroline queria conversar, queria expor os fatos a Klaus. Queria argumentar e falar que estava só brincando, que não iria até o fim e que ele era o motivo dela ter saído de cima de Damon. Mas Klaus era uma pedra de teimosa e fria, não a escutava e estava sendo estúpido de uma maneira que ela nunca havia imaginado.

No entanto, Caroline teria que esperar para tentar argumentar com ele novamente. No momento se encontrava muito ocupada tentando controlar a respiração e tentava não pensar nas maneiras horríveis que podia leva-la a morte.

O quê aconteceu na verdade era quê as coisas haviam ficado feias. Klaus havia pego Caroline e Damon no flagra. Damon soltou uns palavrões e levantou do sofá enquanto dizia:

-Ei cara, quanto tempo você não vem aqui.

Klaus não disse nada. Havia fúria em seus olhos, seu rosto parecia prestes a ser transfigurado de tanta raiva que ele parecia sentir. Começou a dar pequenos passos em direção a Damon e este recuou parecendo alarmado.

-Qual é cara, eu nunca me meteria com a sua garota. — disse ele e havia um tremor em sua voz.

Péssima coisa a se dizer, considerando que Klaus havia visto a empolgação de Damon com Caroline.

-Amanha você vai passar no recuros humanos e pedir a conta. — disse Klaus e sua voz era um som gutural. — E se for esperto vai ir para um lugar onde eu não possa te encontrar.

Então tudo aconteceu de repente. Klaus deu um soco de direita em Damon e o moreno, meio confuso foi ao chão. Se aquilo não fosse assustador, Caroline iria caçoar de Damon que sempre bancava o "Senhor das Brigas". Só que aquilo não era engraçado e tornou-se pior quando Klaus voltou a bater em Damon.

Não demorou muito, mas foi intenso. Sangue escorria de um corte abaixo do super cílio de Damon e seu lábio estava rachado.

-No nariz não, o nariz não cara. — ele gritava sempre que Klaus ia pra cima.

Klaus pareceu ficar satisfeito e se abaixou até encarar Damon nos olhos.

-Não é por uma garota. — disse ele com o sotaque mais carregado do que nunca. — É a minha mulher.

Klaus saiu e deixou os dois amigos atordoados para trás. Caroline se aproximou de Damon, mas ele negou com a mão:

-Vá atrás dele. — sugeriu. — Eu ligo para a Bonnie.

Caroline queria discutir, falando que Bonnie nunca iria mas era melhor seguir Klaus. Beijou o topo da cabeça de Damon e saiu correndo porta a fora, enquanto enviava uma mensagem para Stefan dizendo que Damon precisava de ajuda.

Klaus era uma pessoa rápida e determinada. Não esperou Caroline, não virou para trás para ter uma discussão e quando entrou no carro Caroline sentiu que ele não esperaria por ela. Foi uma sorte ela não ter ficado para trás.

-Klaus, fala comigo.Você não pode reagir...

-Estamos indo visitar meus pais. — ele disse e deixou a loira desnorteada. O quê o pai deles tinham a ver com o assunto. — Ligaram falando que estavam com saudade e decidi ir hoje.

Quando Klaus falou isso Caroline não pensou que fosse tão literal. Achou que eles fossem ir descansar em casa e pegariam um avião no próximo dia, mas Klaus era um filho da mãe podre de rico e poderia ir a China no momento que quisesse.

E assim, no meio da madrugada, Caroline suava frio e tentava conter o enjoo que aviões lhe causavam. O avião particular de Klaus, sejamos claros.

O avião tinha poucas poltronas. Um barzinho cujo qual Caroline estava pensando em esvaziar e algumas outras coisas que somente Klaus podia ter interesse.

-Você está pálida, tudo bem?

Caroline sentiu um ligeiro tremor ao ouvir a voz dele. Havia amado o modo como ele usará o pronome possessivo para se referir a ela.

Minha mulher.

Caroline estava prestes a dizer que tinha problemas com as alturas mas pensou melhor. Se ela confirmasse seria só mais uma fraqueza dela, se ela negasse e aparentasse estar mal talvez a atenção de Klaus fosse focada totalmente nela.

-Estou ótima. — ela disse e abriu os olhos.

Klaus estava sentado no lugar ao seu lado.

-Você não parece ótima. — tornou ele. — Acho que vai vomitar.

Caroline negou coma a cabeça, mas só piorou a sensação de mal estar. Fez uma careta.

-Poderia ter me falado que não gostava de voar. — disse Klaus e havia um tom acusatório em sua voz.

-Você não parecia muito disposto a conversar. — rebateu Caroline chegando onde queria. — Principalmente de escutar.

Os olhos de Klaus faiscaram perigosamente.

-Você não está em posição de fazer exigências. — disse ele e então sorriu. — Para falar a verdade, você sempre parece estar disposta a outras posições.

A mão de Caroline fez um barulho desagradável ao encontrar o rosto de Klaus. Ela estava fervendo de raiva. Klaus que sempre parecerá tão clássico, tão elegante a estava ofendendo.

Ela retirou o cinto de segurança e passou por ele disposta a esconder as lágrimas que se acumulavam em seus olhos. Localizou o banheiro do avião, mas a meio caminho sentiu que o mundo girava a sua volta e o chão estava se aproximando perigosamente rápido.

A última coisa que ela ouviu antes de apagar foi Klaus gritar seu nome.

PDV Damon.

Damon estava fulo da vida. Não tinha certeza onde estava sua cabeça quando se atracou com Caroline, mas tinha certeza de quem era a culpa.

Bonnie.

Se ela não fosse tão cabeça dura, ele não estaria tão necessitado e quando Klaus entrasse naquele apartamento, teria visto Caroline de Damon conversando animadamente e não naquela situação.

Havia perdido o emprego, provavelmente perderia o prestigio profissional já que Klaus o envergonharia, perderia lugar de honra perto de seu pai.

Tudo por culpa de Bonnie.

E por ser culpa dela, lá estava o moreno sexy em frente a casa de bonnie, esperando que ela fosse para a escola.

Não demorou muito, Bonnie saiu de casa e parecia rir de alguma coisa até que viu aquele homem parado feito uma sombra em frente a sua casa. Meu Deus, ele era tão lindo. Aquele óculos o deixavam misterioso.

-Bom dia raio de Sol.- saudou Damon e a voz dele parecia controlar um acesso de fúria.

-Damon, eu não atendi as suas vinte e sete chamadas de madrugada, o quê te faz pensar que eu quero te ver? — perguntou a morena soando cruel.

Aquilo magoou um pouco e Bonnie deve ter percebido pois logo emendou:

-Olha, eu estou atrasada. — ela disse olhando o relógio. — Sejá rápido.

-Eu só tenho uma pergunta a pressa vai ser sua em responder. — Damon disse e havia urgência em sua voz. — Por que você não me quer?

Bonnie franziu a testa e suspirou. Aquilo não seria uma conversa rápida. Olhou o relógio novamente e disse:

-Vem,vamos tomar um café.

Eles sentaram do lado de fora do Grill e Damon esperou impacientemente enquanto Bonnie deomrava o máximo para comer. Assim que seu lanche estava no fim Damon soltou:

-Então...

Bonnie suspirou.

-Na boa Damon, eu não quero te ofender...

-Não me poupe. Eu quero saber porque não sou o suficiente para você. — ele disse com veracidade.

-Não é questão de ser suficiente ou não. Olha para você Damon, é lindo e por algum motivo que desconheço é formado e tem um futuro pela frente. Só que você é tão... tão..

Bonnie olhou para os lados tentando achar uma palavra.

-Olha, eu não quero te ofender mas... — ela apertou o copo de suco na mão.- Você não é o tipo de cara que eu quero na minha vida, nenhuma garota quer.

Damon pareceu surpreso. Normalmente, ele era exatamente o quê as mulher e garotas queriam. Bonnie deve ter percebido a confusão porque sorriu nervosa e explicou:

-Você é atraente, sexy e meu Deus, talvez eu não devesse falar isso a você, mas você é o tipo de cara que fazem as garotas terem fantasias nenhum pouco inocentes. Só que Damon, as mulheres que planejam ter alguém em seu lado não querem um cara como você. Querem alguém que as protejam e você Damon só faz mal as pessoas com quem se relaciona.

Aquilo doeu. Doeu muito.

-Bonnie, eu sou egoísta e nunca neguei isso. Em nenhum momento você pensa em sei lá, me dar uma chance?

Bonnie mordeu o lábio inferior.

-Eu penso toda noite em como seria bom viver com você algo que sei que nunca viverei. — ela respondeu. — E eu quero você Damon, mas eu tenho medo...

Damon sorria bobamente. A morena estava admitindo que o queria, tudo poderia esperar agora.

-Medo do que? — perguntou Damon segurando a mão dela.

-Você não parece o tipo de cara que quer uma garota igual a mim.- disse Bonnie e ali estava a grande revelação. Ela o queria, com egoísmo, com as brincadeirinhas chatas, com os lindos olhos azuis.

Damon sorriu.

-Eu sou o exatamente o tipo de cara que tem fetiches com as quetinhas. — ele disse sorridente.

E com essa declaração de amor Damorística o casal se beijou por cima da mesa sem se importar com quem estivesse passando. Talvez Bonnie fosse a redenção de Damon.

Notas finais
Hey, o que acharam?
Quero uns doze comentários antes de postas o próximo. Comente, doe calor, doe alegria. Doe um comentário
#campanhadoinverno