Vai Que...
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Galera, perdoem os erros. Mas quando colo o texto aqui não aparece nenhuma palavra. Por isso não consigo deixar em negrito ou corrigir os erros.
Sorry.
Bonnie trabalhava tranquilamente limpando o balcão quando ouviu seu celular tocando.
O número era desconhecido.
Assim que atendeu o telefone uma voz potente disse do outro lado:
-Percebeu que Caroline não foi a escola hoje? — questionou Damon sem rodeios.
-Eu estou trabalhando, não posso...
-Klaus acabou de chegar na empresa. Ele nunca chega depois do almoço e quando perguntei para ele algo quase fui morto. — disse Damon impacientemente. — E a única pessoa que o deixa daquele modo é Caroline, então se você é uma boa amiga veja como ela está.
Bonnie não se deu ao luxo de responder Damon, simplesmente desligou e chamou o número da amiga. Ninguém atendeu.
Suspirou e tirou o avental. Seus instintos diziam que Caroline precisava dele e se surpreendeu que fosse Damon a alertá-la.
Caroline estava jogada no sofá da sala e encarava o teto. Klaus havia ido trabalhar sem falar uma única palavra. Parecia prestes a matar alguém.
O tédio estava ficando incomodo quando a campinha soou. Não era Klaus com certeza, le tinha a chave. E com certeza não era algum fiel radical fazendo propagando de sua igreja pois a cobertura ficava muito no alto.
Foi quase rastejando até a porta e a abriu.
Gemeu.
Talvez uma certa fiel radical não se intimidaria com a cobertura na altura.
-Caroline. — guinchou Bonnie. — O quê aconteceu com você?
Caroline fez com que a amiga entrasse. Sabia que era apenas uma questão de tempo até os outros perceberem sua inatividade.
-Não foi nada... — começou a mentir mas então parou. Bonnie estava com aquele olhar duro de quem não aceita mentiras.
-Eu quero a verdade.- disse calmamente. — E você vai contá-la quando Elena chegar.
Elena? Como assim?
Bonnie deve ter percebido o olhar de confusão da loira pois logo explicou:
-Ela é sua amiga e se preocupa com você.
Caroline não gostou muito daquilo. Elena e Bonnie juntas faziam uma ótima chantagem emocional.
Quando a campainha soou de novo os temores de Caroline se mostraram infundados. Elena estava lá, sorrindo compreensiva... junto de Stefan que mantinha o rosto sério e preocupado, um pouco mais atrás estava Matt com os olhos cheios de culpa.
Caroline queria gritar de raiva. O quê eles estavam fazendo ali? Mas seus olhos encontraram com os de Matt e ela não percebeu como as lágrimas vieram e logo depois estava abraçada a Matt.
-Me perdoe. — ela pediu entre soluços. — Eu não acreditei em você,
Matt falava palavras que Caroline não entendia e nem queria. Estar abraçada a uma migo quando se está ferida é uma das melhores coisas que podem acontecer. E assim foi por muito tempo, abraçou Bonnie, Elena e Stefan, aquele apoio incondicional que Stefan sempre mostrava.
Quando finalmente conseguiu se conter apontou para a varanda e todos seguiram ela e se sentaram. Elena recostou seu corpo em Stefan, Bonnie sentou-se muito perto de Caroline e olhava com olhos compreensivos e Matt serviu de apoio e auxiliar na narração dos fatos da noite anterior.
Depois de terminar todos pareciam dispostas a matar Tyler( até mesmo Elena e Matt) , mas Caroline implorou para que deixassem isso de lado. E com muitos argumentos que não faziam sentido nem mesmo para ela, todos combinaram de não falarem nada para ninguém.
DUAS SEMANAS DEPOIS.
Nada que o tempo não supere. Feridas, mortes, ilusões, escola. O explendor do tempo faz todas as outras coisas não parecem significativas diante da dimensão do universo. Caroline acreditou nisso e era assim que havia superado aquele período de crise existencial que havia tido.
Nada mais de flertes com caras que não a levariam a lugar algum. Damon se quisesse beberia sozinho (algo que ele devia estar fazendo) e Caroline sentia-se livre.
Percebeu que havia retomado o status que sempre havia sido seu na escola, continuava a ser a pior aluna na sala de aula e a favorita nas aulas de educação física, simplesmente pleo fato de nunca se recusar a fazer nada.
As tardes passava com Bonnie entregando pizza e notou algo muito interessante. Bonnie sempre era requisitada a entregar pizza em um determinado local e parecia contrariada a fazer isso, mas arrumava o cabelo e parecia se esforçar ao máximo para parecer séria e Caroline sempre notava o sorrisinho bobo que ela carregava.
Muito curiosa, Caroline perguntou a Robert qual era o nome do cliente e não ficou surpresa ao perceber que o nome era Damon Salvatore.
Bonnie sempre voltava irritada, mas sempre olhava ansiosa o telefone tocar. Caroline resolveu não provocar sua amiga com aquilo por enquanto.
Seu próprio celular tocou e seu coração afundou ao ver o nome de Klaus brilhar na tela. Segurando o próprio medo esforçou para soar animada.
-Esposo, que honra a minha. — o saudou feliz.
-Que bom que você está feliz hoje, Caroline.
Caroline sentiu a acusação na voz dele. Fazia duas semanas que ela o evitava. Acordava muito cedo para ir a aula sem precisar da carona dele, voltava antes dele e se jogava na cama e fingia dormir. Sempre que falava com ele mantinha o tom de voz medido. Sabia que o escritório que ela plaejara pra ele na empresa estava pronto e não havia ido ver.
-Bem, eu espero que você continue de bom humor. — ele continuou sem dar tempo a ela. -Temos um jantar com dois três sócios meus hoje e você precisa ir. Eu preciso do apoio deles e causar uma boa impressão. Então seja a esposa mais feliz essa noite.
Caroline sorriu.
-Com o marido delicado que eu tenho é impossível que não seja. — disse irônicamente.
-Tudo por você, amor.- ele disse e desligou o telefone.
Caroline bufou. Odiava ser chamada de amor por ele. Contra sua vontade se despediu de Bonnie e foi a procura de algum vestido decente que pudesse usar.
Klaus desligou o telefone e se recostou na poltrona. Pegar Caroline de bom humor ou não esquiva foi um milagre. Ela se mantinha tão distante nos últimos dias que ele se perguntou se havia feito algo de ruim a ela.
Ela não vinha mais a empresa. Nem mesmo para ver o escritório dele.
Klaus esquadrinhou a sala. As pardes escuras e monocromáticas de antes haviam sido todas pintadas. Caroline havia escolhido pintar uma de vermelha, não um vermelho que oprimia, uma que dava vida ao local. Havia alguns quadros espalhados pela sala e Klaus se sentia dentro de um museu de arte moderna. E por incrível que pareça ele gostou de tudo.
Em cima da nova mesa, havia uma fotografia de Caroline. Ela olhava empolgada para a camera e tinha um sorriso sincero. Aquele que ela reservava para as pessoas que amava e nunca havia sido oferecido a ele.
O fim da tarde passou rapidamente e ele foi para casa a fim de tomar banho e se preparar para o jantar.
O apartamento parecia vazio. Mas ele sabia que ela estava ali. Talvez pelo perfume, ou pelo celular dela que estava o sofá. Ele não tinha certeza.
Ele foi para seu próprio quarto e s arrumou. Colocou seu terno preto favorito, não um que o deixava com cara de defunto, aqueles que fazem caras parecerem mais elegantes e atraentes.
Esperava ansiosamente por Caroline quando ouviu a porta do quarto dela abriu.
-Pensei que não viria... — ele se virou para ralhar, mas sentiu as palavras ficarem presas em sua garganta.
Caroline estava espetacular.
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