Vai Que...

18 Capítulo 18 Jantar...


Notas iniciais
Boom fim de semana.

Caroline não saberia dizer o quê fez seus coração palpitar. Klaus, vestido de um modo elegante porém casual. Ou o olhar que ele lançou a ela.

Os olhos dele brilharam e a boca dele abriu por alguns instante, como se ele não soubesse o quê dizer.

Caroline havia optado por um vestido azul. Primeiramente queria ele comprido, mas não era um baile e sim um jantar. Então quando viu o vestido sabia que seria ele. Era era azul marinho que Caroline particularmente adorava. Era apertado no busto e tinha um pequeno decote e pedras discretas davam um toque especial. Como um céu estrelado. A sandalhia era prateada e não delicada.

Resolveu deixar o cabelo solto e livre, com pequenos cachos caindo livremente ao redor da cabeça. Ela estava linda e sabia e ao ver o olhar de Klaus ficou sem jeito. Algo que nunca havia acontecido com ela.

-Você está apresentável, Klaus. — disse enquanto sorria.

Klaus pareceu sair de seu estopor. Sorriu de um modo misterioso e Caroline sentiu o coração acelerar diante do biquinho que ele fazia.

-Apresentável? — murmurou tristonho. — Você está muito linda.

Caroline sorriu de novo para espantar a vergonha. Se aproximou dele e esticou o braço para enganchar nele. Klaus como o perfeito cavalheiro que era,entendeu e a guiou atráves do apartamento até a porta.

Ficar no elevador de braços dados com Klaus não era normal. Caroline sentia um tipo de corrente elétrica que aumentava sua aceleração. Tentava controlar a respiração e as vezes bufafa o que atraiu a atenção dele.

-Você está bem? — ele perguntou a encarando.

Ela não queria olhar para ele. Por isso simplesmente fez que sim com a cabeça.

Klaus pareceu confuso e se calou. O caminho até o restaurante foi silencioso.

Bem, Caroline sabia que Klaus e seus sócios não iriam jantar em qualquer lugar, mas mesmo assim. O restaurante chegava a ser ofensivo diante de seus olhos e involuntariamente Caroline se sentiu deslocada.

Todo seu deslocamento foi esquecido quando a mão de Klaus pousou em suas costas e ela estremeceu violentamente. Aquilo não passou despercebido por ele.

-Você tem certeza que está bem? — ele perguntou parecendo preocupado.

-Estou ótima. — respondeu meio brusca e se controlou quando a mão dele voltou para suas costas.

Então ela começou a pensar em coisas idiotas para se distrair. Em Damon, por exemplo. No modo como ele estava se aproximando de Bonnie e nos sacrifícios que ele estava fazendo. Da última vez que falara com ele, Damon estava parando com bebidas e com encontros com outras mulheres...

-Caroline, presta atenção. — pediu Klaus em seu ouvido o quê quase a fez gritar. Droga Caroline se controla. — Tudo o quê você ver tem que parecer apaixonado...

-Klaus, não tente me ensinar os sintomas da paixão.-disse estupidamente. Então para quebrar o gelo disse com a voz mais sonhadora que tinha: — Eu estou perdidamente apaixonada por você.

E assim que falou aquilo sentiu o rosto corar. E pediu aos céus que ele considerasse aquilo como efeitos de afirmação da frase e não da realidade.

Klaus a guiou até uma mesa e Caroline segurou uma careta. Havia três homens e três mulheres. O casal Densel, os mais velhos, sorriram simpaticamente para ela e fizerama lguns elogios. O casal Kirel, também pareceram entusiasmados e suas atenções eram todas para o Klaus, só sentaram ao saber que todos os Mikaelson estavam bem. Os Petrova foram um pouco diferentes. O homem, David, deu um sorriso polido e não fez questão de saber de ninguém da família de Klaus, Margarida sua esposa foi mais calorosa. Elogiou o jovem casal, fez algumas brincadeirinhs que lembraram Damon e fez questão que Caroline senta-se perto dela.

-Sente-se perto de mim querida. — pediu afobada. — Sangue jovem é sempre bom.

Quando o cardápio chegou Caroline segurou outra careta. Não conseguia nem ler o quê estava escrito e pedir seria um sacrifício. Olhou suplicante para Klaus que deu um discreto aceno com a cabeça.

O garçom chegou e Klaus fez os pedidos para Caroline. Na hora da bebida Margarida o interrompeu:

-Por favor, peça um champagne a ela também. — disse e piscou para Caroline. — É algum tipo de machismo?

Então virando-se para o garçom disse:

-Traga os três melhores champagnes que vocês tiverem. — ela disse animada e olhou para os homens. — E esses três são apenas para nós, peçam para vocês se quiserem.

Caroline sorriu. Margarida era legal ao contrário das outras. Elas pareciam distraídas pelo lugar e as vezes juntavam as cabeças para cochichar algo.

Caroline se deixou perder na conversa de Margarida. Os homens estavam conversando coisas de trabalho e havia certa hostilidade por baixo de toda aquela educação e galantearia.

Margariada estava para encher o copo de Caroline quando Klaus se inclinou na direção delas e segurou a mão de Caroline que se moveu involuntariamente em direção a taça.

-Creio que não seja apropriado minha esposa tomar mais. — ele disse e sorriu. Ele estava lançando charme para aquela velha?

Margarida balançou a cabeça. Suas gordas buchechas estavam coradas e ela falava um pouquinho mais alto que o normal.

-Não há problema... — então ela estancou e seus olhos esbugalharam de surpresa. — Ela estpa esperando um herdeiro.

Não deu para dizer quem ficou mais contrangido. David, pela indiscrição da mulher ou Caroline e Klaus.

Klaus pareceu momentâneamente incapaz de falar algo e Caroline resolveu que era a vez dela tomar iniciativa.

-Não senhora Petrova, somos recém casados. — disse tranquilamente e então olhou para Klaus e um sorriso travesso brincou em seus lábios. Um sorriso que ela sabia que Margarida entenderia. — Temos muito o quê fazer antes de termos um filho.

Margarida parecia uma criança frente a um novo brinquedo.

-Meu Deus, o fogo da juventude. — ela disse tão espotâneamente que Caroline sorriu. — Eu havia me esquecido como é isso, tive filho muito cedo. Vocês tem uma aura sexual...

-Margarida. — interrompeu David Petrova. — Não me envergonhe.

Margarida pareceu não se importar com o marido e segurou as mãos de Caroline a incitando a levantar.

-Vamos ao banheiro. — ela diss alegremente. — Você tem muito o quê me contar, Mikaelson.

Caroline estremeceu. Tinha certeza que aquela mulher era uma maníaca sexual. Deu um sorriso amarelo a Klaus e seguiu Petrova com o máximo de dignidade que conseguiu.

O interrogatório foi mais ou menos contrangedor. Caroline gostava da atitude de Margarida Petrova, desdenhava das etiquetas e não se importava com as opiniões dos outros.

-Você e Klaus parecem se encaixar perfeitamente. — ela disse e não era a respeito do estado emocional que ela se referia. — O modo como vocês se mexem, você sempre está um pouco inclinada em direção a ele e Klaus sempre lança um olhar a você.

-Acho que estamos apaixonados...

-Lembro que quando casei com David pensei que seríamos uma fonte inesgotável de sexo. — ela disse desinibida. — Eu fui contra meu pai que dizia que ele era só um interesseiro, e no começo estava certa. Então engravidei e meu pai morreu e David passou a cuidar das ações e eu das crianças. Sou uma desiludida.

-Então por que está com ele até hoje? — Caroline perguntou.

-Eu o amo. — respondeu a senhora com o dar de ombros. — O emocional é importante em um relação também, nunca se esqueça disse Caroline.

Depois dessa lição de moral ambas voltaram a mesa e logo depois se despediram. Caroline estava mais relaxada e então se permitiu sentir o toque de Klaus e o modo que seu corpo parecia ter pequenos sobresaltos sempre que ele estava muito próximo.

Ao entrarem no carro Klaus logo falou:

-O quê ela queria?

Caroline sorriu e virou a cabeça em direção a Klais. Havia uma marca de batom logo abaixo da orelha dele e tinha certeza que pertencia a senhora Margarida. Levou os dedos até lá e começou a limpar delicadamente.

-Saber como é nossa vida sexual. — disse risonha. — E tenho quase certeza que o senhor David vai ouvir muitos palavrões hoje se não fizer as mesmas coisas que você faz comigo.

Klaus sorriu e pegou a mão de Caroline que estava em seu colarinho. Ele a beijou e descansou o queijo ali e inspirava profundamente como quem aprecia o perfume.

-Obrigada pela noite, Caroline.- ele disse e beijou a mão da loira novamente.

Caroline sentiu um arrepio subir pelo seu braço. Klaus definitivamente era um tipo de deus que bagunçava tudo dentro dela.

Eles seguiram em silêncio e quando entraram no elevador, Caroline não conseguia suportas a ideia de ficar quieta. Eles moravam na cobertura e estavam saindo do subsolo.

Ficou na frente de Klaus e sorriu.

-Eu que agradeço. — ela disse e não se referia apenas pelo jantar.

Os olhos de Klaus eram de um verde misterioso. Com a força de um oceano que convidava Caroline se saltar e se afogar.

Caroline não era do tipo que resistia a impulsos. Sua mão subiu e pousou calmamente sobre o rosto de Klaus. Ele virou a cabeça como todo bom apreciador de vinho faz, para sentir o aroma.

-Por que você faz isso? — Caroline perguntou hipinotizada.

-Isso? — ele perguntou e pegou ambas as mãos de Caroline.

Caroline poderia desmaiar. Sentia seus batimentos cardíacos subirem a um nível preocupante e pequenas ondas de eletricidade arrepiavam todo o seu corpo. Aquilo parecia simplesmente impossível. Klaus parecia uma fonte inesgotável de energia.

Ela deu um passo a frente. O calor dele era reconfortante e parecia desapropriado ficar longe dele.

Klaus a encarou seriamente nos olhos e largou suas mãos. Caroline estava prestes a protestas quando ele cobriu a distância com um curto passo e as mãos deles foram parar atrás de sua cabeça.

Os lábios de Klaus não hesitaram e ele e Caroline logo se beijavam no elevador. Caroline sentia todo seu corpo gritar em alegria e queria ficar cada vez mais próxima dele. O beijo era quente e cheio de significados. Caroline não podia acreditar que havia ficado tanto tempo longe dele e queria compensar. Klaus queria cobrir Caroline com seu corpo, fundir os dois.

Caroline sentiu as mãos de Klaus descerem através de suas costas deixando um rastro de fogo e pararem um pouco abaixo do quadril. Ele a apertou mais e o beijo se intensificou. Havia urgência e necessidade.

O corpo de Klaus era tão musculoso, quente e Caroline precisava mais dele. Talvez seu corpo estivesse a um triz de quebrar, mas ela se enrroscava cada vez mais em Klaus.

Ela não ouviu a porta do elevador abrir. Mas sentiu Klaus guiando ambos pelo pequeno corredor e abrir a porta sem interromper o beijo. Eles deram mais alguns passos e para total horror de Caroline, Klaus interrompeu o beijo.

Ela demorou um pouco para abrir os olhos e quando o fez Klaus a encarava com fascinação no olhar.

-Você é perfeita, Caroline. — ele disse e aproximou a boca do ouvido dela e quando voltou a falar o corpo todo de Caroline explodiu em pequenos tremores. -Eu quero você.

Caroline começou a mordiscar a orelha de Klaus, mas sentiu que estava sendo afastada.

-O quê aconteceu? — ela perguntou ainda inebriada.

-Você precisa dormir. — ele disse para cortar todo o clima.

A boca de Caroline se abriu em um perfeito O.

-Mas... — ela balbuciou. — Você disse..

-Eu sei, eu sei. -disse Klaus. — E sei que você quer e isso me preocupa bastante, porque você sempre faz de tudo para provar que me odeia. Amanhã você acorda e fingi que nada aconteceu e me deixa confuso e eu não gosto de ficar confuso.

-Klaus, isso não faz sentido. -acusou Caroline. — Desde quando você se importa?

Ele a abraçou. Um abraço totalmente inocente que fez Caroline recuar.

-Eu me importo. — ele declarou e sorriu. — Vai dormir, você tem aula amanhã.

-Klaus, por que essa agora? — Caroline perguntou determinada a não baixar a guarda.

Ele suspirou e deu a volta no sofá.

-Caroline, nós vivemos em um relação de gato e rato. Se eu fizer com você vou me sentir culpado quando eu possivelmente te magoar. — ele declarou. — Outro dia quem sabe.

-Outro dia não. — ela respondeu. — Eu nunca mais vou chegar perto de você.

Klaus sorriu e andou traquilamente.

-Agora eu sei porque te odeio. — Caroline gritou e andou duramente até seu quarto e bateu a porta quando entrou.