Vai Que...

16 Capítulo 16 Água com limão, pra mim...


Notas iniciais
Hey galera, o q acham?
Desculpe pela falta de humor, ele voltará em breve!

Os eventos se seguiram de maneira confusa na cabeça de Caroline.

Talvez estivesse dormindo e acordando, havia perdido noção de tudo. Apenas o perfume que exalava o sobretudo de Klaus, aquele cheiro, aquela temperatura. Ela sentiu-se enrroscar mais dentro do grande casaco.

Teve apenas um vislumbre de quando o carro parou e ele a ajudou a descer. No elevador sentiu que estava apoiada no peito dele e não sentia seu próprio peso. As mãos dele estavam em sua cintura sustentando todo seu peso.

Em meio a toda névoa que povoava sua mente ela tinha noção de pouca coisa. Mas aquelas mãos firmes, a respiração dele no topo de sua cabeça, o modo como o queijo dele estava apoiado sobre seus cabelos loiros.

Por que ela havia saido pra se divertir se Klaus não estaria junto?

Caroline sentiu que eles voltaram a andar e fechou os olhos enquanto Klaus a guiava. Por mais que estivesse em um situação desagradável aquilo parecia terrivelmente certo. Ele a guiar, a proteger.

-Caroline, você precisa colocar o que está te fazendo mal pra fora. — ela ouviu ele dizer ao longe. — Vou trazer algo para você.

Ela percebeu que estava enrrolada na própria cama. Com três edredons sobre si.

Klaus não demorou muito pra voltar e ela viu que ele tinha as mãos ocupadas. Ela lutou para ficar sentada mas era difícil.

-Ei, eu ajudo. — ele disse e instantes depois ela sentiu as mãos dele novamente.

Caroline sentou-se e Klas a ajudou a encostar-se nos travesseiros. Logo depois estava estendendo um copo para ela.

-Água com limão, ajuda a limpar o organismo. — ele murmurou e Caroline obedientemente tomou.

Com certeza aquilo não tinha gosto de limonada. Estava mais para gosto de vomito do que qualquer outra coisa. Ela fazia careta e não estava nem na metade do copo quando sentiu algo quente subir em seu corpo.

-Droga. — murmurou enquanto atirava as cobertas pro lado e se livrava do sobretudo de Klaus.

Ela foi para o banheiro de seu quarto e se inclinou para salvar o chão limpo. O primeiro jorro veio violente e Caroline sentiu vontade de gritar. Sentiu as mãos de Klaus segurarem seus cabelos e pairar como um anjo silêncio dando apoio a ela.

E assim foi até as sete horas da manhã. Caroline tomava um gole da mistura e voltava correndo para o banheiro para se livrar do que estava em seu estômago.

Chegou a um ponto que ela não vomitava mais e simplesmente tossia. Klaus concluiu que aquilo significava que ela estava relativamente melhor.

Se por um lado Caroline estava bem outra estava mal. Sentia-se fraca e continuava com frio.

Ela pegou seu pijama mais quentinho e foi tomar banho. Preferiu o banho de ducha, pois sabia que dormiria se fosse para a banheira. A água quente em seu corpo espantou um pouco a confusão e o perfume do sabonete melhorou tudo.

Depois de ter se secado ela passou hidratante pelo corpo e escovou os dentes. Pijama colocado ela voltou para o quarto e viu uma cena que fez ela sorrir.

Klaus havia jogado as três cobertas no chão (provavelmente estavam cheirando vomito) e havia trocado o lençol. Agora era dois cobertores fofinhos que estavam sobre a cama e ele dormia tranquilamente em cima deles.

Caroline sorriu e sentiu algo dentro de si revirar, mas não era mal estar. Ela caminhou lentamente até o outro lado da cama e se enfiou em baixo das cobertas sem acordá-lo.

Ela olhou demoradamente suas feições e sorriu ao notar que até dormindo ele carregava aquela tensão que donos de empresa carregavam.

Klaus acordou confuso. Não deveria ter dormido, mas ele estava mais cansado do que imaginava. Olhou o relógio no próprio pulso e notou que eram onze horas da manhã. Putz, havia dormido demais.

Olhou para Caroline e sorriu. Ela respirava serenamente e parecia ter um sorriso em seu rosto. Klaus se permitiu olhá-la mais um pouco.

Caroline era daquelas pessoas raras que nasceram com um humor duvidoso. Não era extrovertdida mas sempre carregava um sorriso consigo. Ela entendia as pessoas e seu lado moleca atraia as pessoas. Pelo o que tinha visto ela era companheira de seus amigos e Klaus desejou, por um instante, que Caroline conseguisse sorrir de maneira sincera para ele.

Klaus levantou e ligou para o escritório avisando que não iria trabalhar aquele dia e que era para não falirem ele. Após isso, chegou a conclusão que Caroline acordaria com fome e resolveu preparar alguma coisa.

Fez um suco de laranja natural e pegou torradas prontas e quando estava prestes a pegar mais comida Caroline chegou a cozinha.

-Meu intestino grosso ta comendo o delgado. — ela disse enquanto se sentava no balcão.

Klaus sorriu.

-Pensei que você tivesse expelido eles. — comentou. — E puxado a descarga.

-Engraçadinho. — ela disse e se serviu com o suco. — Minha cabeça está estourando.

Klaus se manteve em silêncio. Ele sentia curiosidade de como Caroline havia ficado naquele estado ontem, e a vendo assim com o apetite aberto, concluiu que não ofenderia perguntar.

-Caroline, o quê aconteceu?

Caroline ficou tensa. Ela lançou um olhar medido para Klaus e balançou a cabeça e negação.

-Não lembro. — murmurou. — não lembro.

Ela não era uma boa mentirosa. Klaus queria insistir mas ela não parecia muito bem e resolveu deixar isso para lá, mas sentia que não iria gostar da respotas quando a recebesse, se um dia a recebesse.

Caroline mordia cuidadosamente a torrada e lançava olhares de esguelha para Klaus. Ela estava feliz por estar com ele naquele momento, mas sentiu que ele não estava. Ela sabia que Klaus a questionaria em relação a que tinha acontecido e ela deu uma desculpa qualquer. Bem, ela não contava com o olhar dele. Klaus sabia que estava mentindo e seu olhar era de desaprovação e quase de divertimento. Caroline sentiu seu coração apertar, ele podia ter cuidado dela mas era tudo encenação. Enquanto ele cuidava dela só via suas ações. Aquilo a deprimiu profundamente.

-Vou voltar a dormir. — declarou pegou mais uma torrada e deu as costas para Klaus, com medo de voltar a olhá-lo.