Vai Que...
8 Capítulo 8 A vadia das relações públicas...
Notas iniciais
Como vão?
Quero agradecer pelos comentários suas lindas!
Muita empolgação ok?
Galera, tem muito palavrão essa fic?
Tenho que aumentar a classificação indicativa??
Saudades da Débora Salvatore comentando aqui!!!
PDV Klaus.
Klaus Mikaelson digitava loucamente o teclado de seu computador. Os olhos mal se moviam, estava vidrado nas cláusulas do contrato que estava prestes a fechar. Ignorou sua secretária por duas longas horas e não atendia o celular.
Ignorava o calor que fazia na sala, ignorava o quão prejudicada sua visão estava, sem contar na coluna.
O escritório não tinha quadros, fotos ou qualquer decoração. Apenas o dono da empresa.
A porta foi escancarada e por ela adentrou um homem alto, de cabelos lisos em corte tigela, rosto bela e austero.
-Irmão, faz duas horas que te espero. — anunciou o recém chegado.
Klaus levantou ligeiramente os olhos.
-Um momento Elijah. — pediu impaciente.
-Eu não acredito que é capaz de dar preferência para o seu trabalho do que ao seu irmão que acabou de voltar de viajem e que você não via a dois anos.- reclamou Elijah sentando-se na cadeira a frente de seu irmão.
-É o meu trabalho que fornece capital para as suas aventuras, Elijah. — rosnou Klaus ao terminar de digitar as cláusulas. Salvou o documento e olhou para o irmão. — Como passou esses dois anos?
Elijah suspirou e girou um pouco a cadeira.
-Extremamente construtivo, cada vez tenho mais certeza que essa é a minha vida.- respondeu o moreno. — Ser embaixador da nossa iniciativa social na África tem sido...
-Eu não me importo como tem sido.- cortou Klaus friamente. — Por que voltou?
Elijah sorriu. Ele era mais velho que Klaus, mais experiente e muito mais caloroso. Klaus havia ficado amargo com o tempo, frio, distante. Elijah era o filho pródigo, que voava para longe da família e quando voltava era bem recebido. Aquilo irritava Niklaus profundamente.
Elijah tirou uma caneta do casaco e jogou para cima e a agarrou no ar.
-Sua esposa foi muito gentil comigo. — declarou com um risinho de deboche.
Klaus mexia em alguns documentos distraidamente.
-Minha esposa foi... — então ele parou e seus olhos dobraram de tamanho. — Como conheceu minha esposa?
-Ora Niklaus, ela está fazendo sucesso no departamento de marketing.
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Furioso. Não. Raivoso, suicida. Klaus sentia o coração sendo sufocado por tanto sentimento ruim. Quem ela pensava que era pra ir até seu prédio de trabalho? E ficar no departamento de marketing? O quê ela queria afinal?
Ele saiu pisando pesado do elevador quando chegou ao andar que sua esposa encontrava-se. Não foi difícil acha-la, na verdade.
Todo o departamento que deveria estar trabalhando, estava aglomerado ao redor de uma mesa específica e ele pode ouvir a voz de Caroline.
-...É incrível como vocês manipulam as imagens.
Klaus se aproximou e a galera deve ter sentido a aurea de perigo, pois começaram a se afastar e ele viu sua esposa sentada de frente para um computador fazendo photoshop em algumas imagens sendo auxiliado por um homem baixo e careca.
Caroline deve ter sentido e reparado no súbito silêncio das pessoas ao seu redor. Diferentemente de todo mundo, ao ver ele seu rosto não se contraiu em uma careta, pelo contrário, ela sorriu levemente.
-Amor, você está ai.- disse sorridente.
Então algo não muito normal aconteceu. Ela levantou e antes que ele tivesse tempo de reagir deu um leve beijo em seus lábios e segurou sua mão.
-Eu resolvi vir conhecer sua empresa e acabei me distraindo nesse setor. — ela disse. — Conheci seu irmão também, um doce de pessoa.
Klaus trincou os dentes.
-Claro, por que não vai conhecer minha sala então? — perguntou. — Temos muito o quê conversar.
A voz dele havia saído normalmente. Os dois eram ótimos atores.
Caroline continuou com a mão atada a dele e Klaus conseguia ser quase gentil, sorrindo e olhando algumas vezes em sua direção.
Os dois caminhavam tranquilamente até o elevador quando passos foram ouvidos.
-Senhor Mikaelson, podemos conversar por um instante? — perguntou uma voz sedutora feminina.
O casal do momento olhou para trás e avistaram a representante das relações públicas da empresa. Hayley. Ela era alta, com pernas longas e elegante. Um tom de pele moreno sedutor, cabelo que destacavam os traços fortes do rosto e um lábio carnudo que deixava todo mundo louco.
-Algum problema, Hayley. — perguntou Klaus em tom profissional.
-É melhor o senhor vir comigo. — respondeu e saiu andando a passos firmes.
Klaus olhou para Caroline.
-Me espera na minha sala. — disse e saiu a passos firmes.
Mal Klaus saiu e Damon Salvatore e Elijah Mikaelson se colocaram ao lado de Caroline Mikaelson.
-É ciúmes isso que está escorrendo da sua boca? — perguntou Damon cinicamente.
-Não estou com ciúmes. — disse Caroline levantando uma sobrancelha. — É que meu sensor de detectar vadias está apitando loucamente agora.
Os homens riram ao entrarem no elevador.
-Damon, isso vai ser melhor do que Vegas. — exclamou Elijah que sabia da fraude que o casamento era e se divertia com aquilo.
-Nada é melhor do que Vegas, meu amigo. — discordou Damon rindo de canto. Seus olhos azuis profundos faiscaram na direção de Caroline. — Sabe o quê está acontecendo na sala da Hayley a essa hora, não sabe?
Os olhos azuis claros de Caroline eram nuvens carregadas.
-Meu esposo está me traindo com a mulher das relações públicas. — respondeu. — E eu não estou gostando nenhum pouquinho disso.
Havia um acordo entre os três. Um acordo de colocar Caroline acima daquela vadiazinha qualquer.
-E o quê isso significa, Caroline? — induziu Damon.
-Competição.
-E o que você faz quando entra em uma competição, Caroline?
Um sorriso levemente afetado pela irônia surgiu no rosto da loura.
-Eu ganho. — disse e os dois homens assentiram com a cabeça.
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