Vai Que...
24 Capítulo 24 Pilot- Trouble
Notas iniciais
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Quando não se conhece a face do inimigo, confiar pode ser perigoso.
O restaurante era fino, sem dúvida alguma. E isso deixava Caroline extremamente chateada.
Estava com sede, e aquele retinir de talheres de prata ressoando contra os pratos de porcelana estavam aguçando sua vontade de sangue.
Os homens estavam vestidos da melhor maneira possível enão passavam de acessórios para as mulheres. Elas eram o verdadeiro espetáculo, pesando o dobro do seu peso devido a tanta joias, vestidos pesados e maquiagem para esonconder a pele imperfeita de um humano.
E Caroline amava o modo como a cara das mulheres se transformavam ao vê-la. Caroline não precisava de maquiagem e mesmo assim usava, só para realçar algo que já era lindo por natureza.
Aquela noite vestia um lindo vestido-azul turquesa, com um decote generoso nas costas e mais apertado próximo a cintura. A maquiagem destacava seus olhos claros e ela sentava sozinha em sua mesa, para dar um toque mais misterioso.
Quem a visse sentada ali só veria uma mulher rica e desacompanhada. Jamais pensariam que era uma vampira de cento e cinquenta anos que oscliava entre estar ligada e desligada. E qualquer humano que se aproximasse tinha uma péssima sorte, porque Caroline sentia vontade de matar mais do que nunca.
Os pensamentos de Caroline foram interrompidos quando uma bela mulher entrou no restaurante esbanjando beleza. E Caroline ativou seus instintos pois sentiu que ela era uma vampira. E aquilo significava competição.
A vampira loira tinha um modo seguro de andar e não parecia estar ali atrás de sangue. Parecia mais uma parisiense querendo apenas um bom vinho e músicas clássicas para escutar.
Um sorriso começou a se formar nos cantos dos lábios de Caroline. Só então ela percebeu que a vampira estava acompanhada, muito bem acompanhada.
Então tudo veio a tona de uma só vez. Toda a humanidade que vários vampiros tentaram reativar nela voltou de uma só vez.
As mortes que ela havia causado nos últimos cem anos, só que isso não a preocupou ou a fez ficar sem ar. Ela matava porque era bom e porque era vampira, mas especialmente para sobreviver. No entanto, revivendo todas as mortes que causará ela percebeu que havia outras opções de viver sem matar, mas ela não queria saber. Matar era a essência de ser vampiro.
Ela não podia acreditar. Aquela mulher de sorriso calmo e gentil estava acompanhada de Klaus, uma pessoa que Caroline não esperava encontrar por um milênio inteiro.
Vários sentimentos invadiram a mente de Caroline, mas ela não estava dando muita importância a eles. Queria sair daquele local antes que híbrido sentisse sua presença.
Caroline conseguiu traçar um plano de fuga em questão de segundos em sua mente. Ficar em sua mesa não era seguro, pois era área vip e tinha certeza de quê Klaus passaria por ali.
Levantou-se calmamente e foi até o banheiro. Havia uma humana lá e Caroline controlou seu batimento cardíaco de acordo com o dela. Klaus era esperto e velho. Notaria se ela deixasse qualquer coisa passar.
Olhou profundamente nos olhos da mulher.
-Você vai andar em direção a área vip e irá até a mesa da mulher de vestido cor de creme. — Caroline disse a hipnotizando. — Você vai tropeçar e de preferência vai se machucar, mas isso não é necessário.
O olhar de Caroline era tão confuso quanto o da mulher. Ela poderia simplesmente ter mandado a humana se cortar com algum talher de prata mas seria muito óbvio. Então porque a humana simplesmente não tropeça perto daquela vampira loira que parece ter coração bondoso? Provavelmente seu reflexo a faria ajudar um ser inferior e ela e Klaus trocariam olhares carinhosos por um ato tão belo.
-Agora vá. — ordenou.
Caroline esperou alguns instantes e saiu depois da humana. Estava a uma distância segura da mesa, não tinha porque Klaus ficar olhando ao redor. A porta de saída estava cada vez mais próxima e ela notou quando um garçom olhou preocupado em direção a área vip, a humana havia acabado de tropeçar.
Caroline encostou a mão na porta e conseguia sentir a brisa fria da liberdade quando algo a fez paralisar.
-Nosso encontro demorou mais do que eu havia planejado.
O sangue de Caroline coagulou. O sotaque não havia mudado nenhum pouquinho, e ela sentiu um vento frio percorrer sua espinha.
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