Notas iniciais
Sugestãozinha: ouvir Combat Lover - Nina Kinert durante todo o capítulo :D

Hermione perdera as contas de quantas vezes olhara no relógio aquela noite assim que ultrapassara a décima. Tudo bem, não marcara um horário específico com Draco, mas imaginou que não fosse necessário. Realmente, não era, ele nem fizera questão de aparecer.

Seu covarde, pensou ao suspirar pela milionésima vez encarando firmemente um ponto invisível na parede acima da lareira. Ele não tivera nem coragem de aparecer para que pudessem conversar, Hermione não acreditava estar pedindo muito. Mas ele era Draco Malfoy, o que poderia esperar? Ele jamais apareceria em sua casa depois de ter mentido sobre Sophie. Deus, o que era aquele orgulho?!

Revirou os olhos, vendo o ponteiro do relógio andar lentamente até marcar onze horas em ponto. A partir desse momento, a esperança e a pequena raiva que sentira já começava a dar espaço à uma quase depressão. Ele não viria e Hermione deveria se contentar com essa resposta, não precisava mais do que isso para se obrigar a esquecê-lo.

Era irônico que o único homem que já quis colocar em sua vida não quisesse estar nela. Mais irônico ainda era o fato de que este era Draco Malfoy. Realmente, tinha de admitir, tudo conspirava para que não desse certo: seus passados, o que acreditavam, a vida que haviam escolhido levar. Como ir contra tudo isso?

As pernas, enroladas sobre o corpo na poltrona, já começavam a formigar e Hermione resolveu que já estava na hora de se recolher. Sophie, por sorte, dormiria na casa de Marie, o que era bom já que não a preocuparia com possíveis futuras lágrimas à noite.

Não era forte ao ponto de afirmar que aquela situação não a estava afetando, pelo contrário, a noite estava terminando do pior modo possível e isso nunca havia acontecido, não quando alimentara expectativas, não quando quisera aquilo mais do que tudo.

Enquanto se desfazia das roupas em seu quarto, lembrava-se do que haviam dito um para o outro na última noite no apartamento de Draco. Ele a chamara de paranoica e adúltera! Talvez fosse melhor mesmo que não ficassem juntos, as brigas entre eles sempre iriam a extremos como esse, o que não era saudável. Entretanto, algo se apertou em sua garganta ao lembrar-se do que ela própria havia falado:

– [...] poderá me ter quando quiser.

– Até mesmo amanhã?

E, meu Deus, ela havia confirmado. Havia dito que sim, estaria lá, queria ter estado. Já usando sua camisola negra, enfiou-se embaixo dos edredons e apagou o abajur ao seu lado. Lá estava Hermione Granger, encarando o teto escuro de seu quarto, sem poder evitar que algumas lágrimas teimosas percorressem seu rosto em direção ao colchão.

Pare agora mesmo, Hermione. Era o que dizia para si mesma, apesar de ser inútil, pois apenas a fazia se lembrar dos momentos que haviam passado juntos, até mesmo os da época da escola. Recordava-se do quanto havia observado a figura sempre imponente de Malfoy se desfazendo em cansaço e depressão no sexto ano e do quanto negara para si mesma e para seus amigos que ele fosse um Comensal, pois acreditava nele. Talvez Draco sempre fora seu maior fraco e não percebera, acreditava nele desde aquela época e caíra em seus encantos com muita facilidade, mesmo depois de tantos anos.

Suas lamentações, entretanto, foram interrompidas pelo soar da campainha, fazendo-a se sentar na cama num pulo, o coração martelando contra o peito. Colocando um robe sobre a camisola, saiu no corredor enxugando as lágrimas e franzindo o cenho para a claridade.

Só poderia ser ele, quem mais tocaria a campainha àquela hora? Tentando controlar a tremedeira nas próprias mãos depois de acender as luzes da sala, abriu a porta. E não havia como estar mais certa. Draco estava parado logo abaixo do batente de sua porta, as mãos no bolso, os cabelos loiros mais bagunçados que o normal. Ele não usava vestes sociais, como era o costume, mas uma camiseta escura de mangas compridas e calça jeans. Parecia ainda mais atraente para Hermione.

– Você veio.

Draco meneou a cabeça, percorrendo seu corpo com os olhos. Não era como se nunca tivesse estado nua na frente dele, mas de repente estava consciente de que usava apenas uma camisola curta e muito transparente.

– Posso entrar? — A voz dele, rouca, a despertou de seus devaneios e simplesmente abriu mais a porta, dando espaço para que Malfoy pudesse passar.

Porém, assim que a fechou, sentiu as mãos dele em sua cintura. Logo estava sendo virada e prensada contra a porta. Suas respirações se misturaram, o que a fez fechar os olhos por alguns segundos. Era extremamente difícil manter o controle quando o tinha tão perto, depois de semanas sem vê-lo, tocá-lo. Ainda assim, a lógica e a razão ainda dominavam seu cérebro.

– Draco, precisamos conversar...

– Apenas me prometa... — As mãos dele seguravam seu rosto, macias e surpreendentemente suadas. — Sem mentiras.

Hermione encarou os olhos dele, muito azuis e um pouco confusos — talvez com a própria reação. Tudo que ela mais queria era estar com Draco e ele exigia apenas aquilo, sem conversa, sem discutir a "pseudo-relação" que possuíam.

Com um aceno de cabeça, concordou, e o puxou para mais perto, juntando seus lábios em um selinho demorado.

– Sem mentiras. — Repetiu.

Dessa vez, o beijo foi mais demorado e profundo. Suas línguas se juntaram, concordando que ambos sentiram falta um do outro naquelas longas semanas. Hermione sentiu todos os pêlos de seu corpo se arrepiarem ao ter seu corpo colado ao de Draco, o que fez com que ofegasse, excitada demais para colocar seus pensamentos em ordem. O que tomava conta de sua mente, então? Draco Malfoy. E todas as sensações que percorriam seu corpo ao ser tocada por ele.

As mãos masculinas e experientes contornaram sua cintura e costas, encontrando o laço que segurava o robe e o desfazendo com facilidade, sem deixar suas bocas se desencontrarem. A peça negra foi ao chão, formando um pequeno monte escuro aos seus pés, no mesmo instante em que as mãos dele se infiltrava por baixo da camisola, apertando com força suas pernas e nádegas.

Não havia tempo para chegar ao quarto, sequer tinham vontade. Hermione o ajudou a tirar a camiseta, deliciando-se com a visão do v que os ossos do quadril formavam. Não pode dedicar muito do seu tempo a ele, já que no instante seguinte Draco estava com os dedos enroscados em sua calcinha, abaixando-a sem pedir permissão.

Os dedos dele não hesitaram ao tocá-la em seu centro de prazer, estava completamente molhada o que facilitou seu trabalho. Hermione, porém, deixou sua cabeça bater ruidosamente contra a porta enquanto um gemido baixo a dominava. De olhos fechados, ouviu uma risada baixa e sentiu a boca dele sobre seu pescoço no mesmo instante em que uma das mãos dele a obrigava a abrir ainda mais as pernas.

Deus, aquilo era muito excitante. Seus quadris instintivamente rebolavam sobre os dedos dele que faziam pressão dentro de si, sentia que não aguentaria muito tempo mais e o queria dentro de si quando atingisse o orgasmo.

Juntando todo o autocontrole que possuía, desabotoou com rapidez o cinto e o botão da calça, abaixando-a junto com a cueca de uma só vez. Sua mão sobre o membro dele pareceu tê-lo tirado de órbita. O gemido foi mais alto que o esperado, o que a deixou satisfeita enquanto o masturbava e trabalhava em seu pescoço como bem entendia.

Draco visivelmente chegou ao limite do autocontrole quando emitiu um grunhido em sua boca e abaixou-se para terminar de tirar suas roupas e os sapatos. Hermione, sentindo o tecido da camisola grudar desconfortavelmente ao seu corpo suado, a tirou jogando-a em um canto qualquer.

Apressadamente, Draco impulsionou seu corpo para cima, obrigando-a a entrelaçar as pernas ao redor de sua cintura. As mãos dele marcaram suas pernas assim que seus corpos se juntaram, as unhas de Hermione fizeram o mesmo nas omoplatas dele.

A pressa havia acabado, as bocas se encontraram, o prazer aumentava a medida que se moviam juntos, satisfazendo um ao outro. Hermione viu gotículas de suor se formando na testa dele, excitante, deveria estar no mesmo estado. Não duvidava, aliás, de que o corpo dele estivesse no mesmo estágio de dormência que o seu. Não sentia nada à sua volta, sua concentração apenas nele e em tudo que lhe proporcionava.

Soltou um gemido agoniado quando Draco lhe mordeu o pescoço, apertando sua cintura. Queria velocidade, queria chegar ao orgasmo, pareciam estar a tanto tempo naquela tortura, sentia que estava perto, mas ele parecia estar concentrado demais em seu próprio prazer. Segurou o rosto dele sem muita delicadeza, puxando-o para um beijo longo e profundo.

Seu corpo tremeu, um arrepio subiu por sua coluna se espalhando até os dedos dos pés, os gemidos não eram mais controlados, o barulho que seus corpos em movimento faziam contra a porta parecia mais excitante ainda. Foi assim que, finalmente, sentiu um espasmo mais intenso e seu corpo se esticou em um orgasmo forte e intenso. Por que sexo com Draco Malfoy era assim: alucinante.

Ainda um pouco fora da realidade, devido ao pós-clímax, sentiu-o enrijecer sobre si e logo o orgasmo também o atingiu. Um gemido abafado em seu pescoço, uma marca que ela tinha certeza que teria de esconder no dia seguinte, o suor de ambos se misturando. Lá estavam eles, enrolados e saciados, contra a porta.

Hermione respirou fundo, acariciando os cabelos dele, molhados na nuca. Abriu os olhos, engolindo em seco, o calor acumulado entre seus corpos não era desconfortável no momento. Deparou-se com Draco lhe encarando, seus olhos não estavam mais escuros, como há minutos atrás, mas claros e cristalinos como poucas vezes ficavam. As matizes cinzas ainda estavam lá, embora não tão tempestuosas como normalmente eram.

– Senti sua falta. — Ele a soltou, deixando seus pés tocarem o chão, e levou as mãos ao seu rosto.

– Eu também. — Sorriu ao ouvir a voz rouca e o beijou rapidamente. Abaixou-se para pegar seus pertences e colocou o robe, amarrando-o displicentemente ao redor da cintura.

– Você ainda não conhece o meu quarto, Malfoy.

Viu o sorriso malicioso antes de começar a subir as escadas e, assim que chegou ao corredor, sentiu mãos possessivas em sua cintura, puxando-a de encontro ao corpo masculino. Seu rosto ganhou um sorriso quando a boca de Draco desceu sobre seu pescoço, arrepiando-a.

– Isso será um prazer, Granger.

Uma batida de porta foi ouvida e risadas foram cessadas com beijos, não tão urgentes quanto os trocados no hall de entrada da casa, mas tão afoitos e desejosos quanto. Não precisavam mais de pressa, ambos sabiam que dessa vez um estaria lá pelo outro. Sem mentiras.

Notas finais
Olááá!!! Gente, esse capítulo ficou muito quente, mds o.o Disse pra vcs ouvirem Combat Lover por que foi ouvindo essa música repetidamente que eu escrevi o capítulo, me deu inspiração e combinou com o momento :D Era essa a reconciliação que vocês queriam? kkkkkk Hentai, hentai, hentai, vcs pediram e eu tentei, espero sinceramente que tenham gostado e quero saber o que acharam! Tentei compensar um pouco da primeira noite deles, que eu não descrevi e vcs queriam a continuação. Bem, não é a continuação, mas valeu a pena?? Eu estou muito empolgada com esse capítulo, mds kkkkk Muito, muito, obrigada pelos tantos comentários que eu respondi com o maior prazer, é muito legal saber o que vcs acham, por isso quero vê-los aqui novamente, certo? Então, agora a fic vai entrar numa nova fase (como 'Memories e isso foi muita coincidência),Draco vai passar a conviver com Sophie (^^), a relação do nosso casal vai evoluir, Narcissa estará presente (e eu não vou dizer pq)... Enfim, já tenho algumas ideias pro próximo capítulo, não se preocupem kkkkk É isso, galera, até o próximo!! Bjão o/