Us

4 Emoções


Notas iniciais
✖ Oi minha gente! Finalmente voltei...depois de.. 8/9 meses de hiatus '3' Peço imensa desculpa T-T Mas Us voltou! Agora tentarei postar só aos sábados (menos trabalho e mais capítulos hihi) ✖ Depois de um grande tempo de intervalo talvez a minha escrita tenha piorado (só talvez? -q ) . Então peço desculpa por qualquer erro. Qualquer crítica construtiva será muito bem-vinda ^^ ✖ Espero que gostem! E obrigada mesmo muito por apoiaram a minha fanfic e não desistirem de a ler :'3

As ruas encheram-se com o som dos passos apressados, e rapidamente, o povo manifestava-se atribuladamente depois de ter sido alertada para um evento inesperado. Dirigia-se à praça principal no meio da noite enquanto se via os guardas a se prepararem para algo importante. Ninguém sabia o que era mas todos gostariam de assistir. Ninguém perdia esse tipo de eventos inesperados que por vezes se sucediam. Não eram raros, muito pelo contrário, ocorriam duas ou três vezes numa semana. Os motivos eram dos mais simples aos mais cruéis.

Nunca terminaram bem.

A rapariga de cor escura correu até sua casa na esperança de avisar aos que habitavam nela o que iria acontecer.

— Mãe! Pai! Elienor! Vai ocorrer um “Evento da Praça”! – Anuncia com diversas pausas devido à falta de fôlego. “Evento da Praça” era o que o povo dava a esse tipo de acontecimento que acontecia de vez em quando. Como não havia nome oficial eles optaram por um simples e de fácil compreensão.
Os adultos rapidamente se juntaram à filha, perguntando-lhe mil e uma coisa na qual ela não tinha resposta. Decidiram assim se juntar ao “Evento” para observar e saber o que iria acontecer. Maya não quis forçar a amiga a vir depois tudo o que aconteceu com a mãe.
Pensou que talvez um tempo só para ela seria o melhor. – Vamos então. – diz depois de desviar o olhar para o quarto onde Elienor estava a dormir. Depois disso saíram logo de casa.

—Elienor… — murmura a pequena criatura cor-de-rosa com as suas antenas caídas e um sorriso triste. Queria fazer alguma coisa para animar a sua amiga mas não conseguia, tudo o que lhe vinha a cabeça era ajudá-la a encontrar a mãe. Todavia era impossível devido à sua aparência estranha.

— Anda Tikki. – Finalmente a jovem levanta-se da cama com um sorriso fechado. Os seus olhos estavam vazios mas tentavam ao máximo mostrar um toque de carinho.

— Tens a certeza disso? – Pergunta Tikki enquanto a observava a ajeitar o cabelo. A mesma tentou esboçar um sorriso mas conseguia-se ainda ver uma enorme tristeza nele.

— Tenho, Tikki. Tenho que ir ao “Evento” como LadyBug, é uma das minhas funções. – Explica sem perder muito tempo. Levanta-se da cama e chama a kwami para se transformar na heroína de Paris.

O povo reuniu-se na grande praça. Mulheres, homens e crianças esperavam com curiosidade o que iria acontecer. Ninguém sabia de nada, ninguém tinha a mínima ideia do que iria acontecer naquele local. Mas uma coisa sabiam: Alguém iria ser executado. No meio da praça, um grande patamar de madeira com uma corda atada a um poste também de madeira. Alguém iria ser enforcado. Os murmúrios eram muitos assim também como as piadas. O povo era hipócrita e sádico.

Chat Noir foi o primeiro a chegar ao local. Esperava pela sua lady em cima de um telhado de uma casa. Lá em cima conseguia visualizar tudo ou mesmo quase tudo. Analisava bem a situação com o objectivo de perceber o que iria acontecer. – Estes “Eventos” dão me voltas à barriga. – Desabafa com nojo.
Os passos pesados ouviram-se por toda a praça. Finalmente os soldados chegaram para dar inicio aquela actividade sangrenta. Todos os olhos voltaram-se para os homens de armadura e um burguês que vinha com eles. – Pai? – Chat Noir ficou perplexo quando viu o seu pai naquele local. O que estaria ele a fazer ali? Ia prestes descobrir.
Depois de longos minutos de sussurros e comentários vindos do povo, chegaram, finalmente, os soldados com a vítima. O espanto foi ainda maior. Muitos se espantavam confusos, outros saíram da praça para não ver o que iria acontecer e outros continuavam ali, parados a olhar para o corpo que daqui os minutos iria morrer à frente de todos. Porque não se mexiam? Medo? Ódio pela vítima? Ou devido à personalidade vil e sádica? Ninguém conseguiria dizer. Até o próprio Chat Noir queria sair dali o mais rápido possível.

—Povo do grande país de França! Neste dia executar-se-á uma vítima do inimigo! – Gritou um dos soldados que aparecera no início. – Este cidadão foi corrompido pelo inimigo! Obrigando-o a trair o seu grande povo: VÓS! – Concluiu por momentos, dando a chance aos seus companheiros de empurrarem o tal traidor para o quadrado que existia na plataforma. O povo olhava com mais cuidado e repulsa por todo aquele ato. – Contemplem! A face de quem traiu El-rei! – Um dos soldados agarra nos cabelos da vítima para que a mesma pudesse levantar o seu rosto. Lágrimas caíam pelo mesmo enquanto o olhar percorria o público à procura de ajuda. Mas todos sabiam. Todos sabiam que não podiam fazer nada sobre isso. Se fizessem, teriam o mesmo destino. Enquanto tentava engolir o choro, a corda envolveu-se no seu pescoço delicado. O soldado que antes gritava baboseiras agora estava com uma das mãos na alavanca. – Para todos que desafiarem El-rei! Morte é o seu destino! – As velas por momentos perderam o fogo. A iluminação era fraca mas podia-se claramente ver a atrocidade daquele ato.

—Ei, Chat Noir, peço desculpa pelo atraso. – No mesmo momento em que puxam a alavanca, LadyBug aparece com um sorriso falso. – O que se pa- — A jovem é interrompida pela própria falta de ar e as lágrimas a caírem sem cessar. Estava sem coragem para falar. E quem a poderia culpar? De cima do telhado podia-se ver claramente um corpo a baloiçar, com dificuldades em sobreviver ao seu destino. As roupas e os cabelos esvoaçavam com a ajuda do vento enquanto o povo chorava de mágoa. Muitas foram as velas que se apagaram.
As mãos que dantes eram quentes e que serviam para trabalhar estavam agora mortas e frias. A face não se deixava ver e agradeciam por tal pois poderia deixar uma pessoa sem dormir por dias. Ninguém dizia nada, todos soluçavam. Chat Noir olhava perplexo para Ladybug enquanto esta chorava desalmadamente com dificuldades em controlar o barulho. Mas quem poderia a censurar? Acabam de enforcar a sua própria mãe.


O nobre Dubois sorria maliciosamente enquanto observava a expressão de LadyBug ao longe. Não se encontrava nenhum pingo de arrependimento ou até mesmo de culpa. Tudo o que lhe interessava agora era o plano HawkMoth. Nem mesmo quando mandou enforcar aquela mulher os seus sentimentos mudaram. Enquanto alguns dos soldados choravam e outros vomitavam, somente aquele homem vil conseguiria se manter composto.
—Senhor Dubois, e agora? – Perguntou o chefe dos guardas-civis enquanto o burguês saia daquele patamar de madeira. O gordo nobre tinha também estado presente, no entanto, assistia ao “Evento” pelos “Bastidores”.
— Não faças perguntas parvas. – Respondeu rispidamente. O seu olhar era cada vez mais gélido. Sabia o que tinha que fazer mesmo que significasse mudar um pouco os seus planos. – Continua à procura de informações sobre LadyBug. Nem que seja necessário contratar pessoal especializado para tal. – Explica-lhe com as mãos atrás das costas.
— Claro, senhor! Para já! – Responde-lhe apressadamente enquanto tentava correr. No entanto, para alguém com um físico como o dele, era um tanto impossível.
Dubois observava o nobre manipulado a correr para ir tratar das suas ordens e o seu sorriso tornava-se ainda mais malicioso. Olhou novamente para o telhado, onde se situava LadyBug e ChatNoir mas que agora encontrava-se vazio. Suspirou de satisfação.
— LadyBug em breve estará à minha mercê.

A heroína de paris corria o máximo que podia para fugir daquela praça. A sua mãe tinha acabado de morrer, mesmo à sua frente enquanto era a “salvadora do povo”, aquela que poderiam confiar pois não correriam perigo. Mas Elienor sentia-se tudo menos heróica. Sentia-se inútil e sem forças. Era ela a pessoa que o povo depositou a sua confiança para a protecção e ajuda dos mais carentes? Se nem mesmo a sua mãe conseguiu salvar, como poderia LadyBug salvar Paris? Tudo o que poderia agora fazer era fugir, fugir para bem longe onde ninguém a poderia ver. Ir para um sítio onde poderia estar em tranquilidade e poderia ser esquecida. Onde não sentiria orgulho em ser louvada por ser um herói. Queria ser a rapariga normal.
Chat Noir agarra com força o pulso da jovem que estava a meio de um ataque de pânico. Olha preocupado para os seus olhos que estavam completamente vermelhos de tanto chorar. – O que se passa, My lady? Essa sua reacção não é normal. – O rapaz agora encontrava-se preocupado com o estado emocional da sua amada. Queria saber o que lhe afligia e também ser o seu porto seguro. Ser o seu ombro amigo. E foi o que acontecer: Ladybug não se rebateu muito depois das palavras do seu companheiro. Simplesmente continuou a chorar, deslizando e colocando a sua cabeça no ombro de Chat Noir. Ficaram assim por uns longos minutos.
O gato negro acariciava-lhe os cabelos com a intenção de a tentar acalmar. Como estavam numa zona isolada não precisavam de se preocupar com os olhares curiosos e perplexos das pessoas. Naqueles longos minutos, não eram LadyBug e Chat Noir, eram Oliver e Elienor com identidades falsas.

A rapariga chorava por cima do seu orgulho sem a preocupação de se mostrar fraca e, enquanto isso, o rapaz desistiu do seu lado pervertido e encantador e procurou o seu lado mais afectuoso que conseguisse afagar a dor que ela sentia naquele momento. Não iria fazer perguntas. Não iria perguntar o porquê da sua reacção perante aquela execução. Eram familiares? Vizinhos bastante próximos? Não ia tocar no assunto, não até LadyBug dizer o contrário.

O choro acalmou. A jovem levantou-se já com mais forças, virou as costas ao seu companheiro e deu dois passos. Ele ficou perplexo mas não mexeu nenhum músculo.
— É isto que acontece, não é? As pessoas morrem… — É LadyBug quem quebra o silêncio. Olha fixamente para o céu ainda com algumas lágrimas a correr. – Como será possível, Chat Noir? São pessoas inocentes. Não fizeram nada de mal. Será que… Nós seremos os próximos? – As suas últimas palavras saíram um pouco cortadas. Não queria continuar com o seu discurso mas teria que retirar o peso dos seus ombros. – Nós seremos os próximos? Ou será o povo…? O que nos farão? O que farão a França? Se nos matarem quem defende o povo? Quem vai acudir aqueles em necessidade? O que acontecerá se eles matarem o povo e não pudermos fazer nada? – Naquele momento Chat Noir agarra nos ombros da garota, obrigando-a a ficar de frente para ele.
— Ouça-me, My Lady! Ninguém morrerá! Iremos proteger a todos! Você é a heroína deste reino! Desde que você viva o povo poderá ter um futuro. Ninguém morrerá! Acredite em mim. O povo necessita de você para continuar em frente. Recomponha-se! – Enquanto dizia o seu discurso, sacudia-a levemente na intenção de lhe colocar algum raciocínio e sanidade.
— Como tens tanta a certeza? Você é imprudente! Como poderia lutar sem você ao meu lado?! Você poderia morrer primeiro que eu. Eu… — Ladybug, com as poucas forças que tinha, baixa a cabeça. No entanto, é rapidamente levantada pela mão de quem a acompanhava.
— Eu sou o seu cavaleiro, lembre-se disso! Eu sou imprudente pelo fato de estar constantemente a proteger a sua vida. Se eu morrer primeiro é porque eu, Chat Noir, cumpri o meu dever. Dever este de a acompanhar incondicionalmente. Assim como amá-la. – O gato negro faz uma pequena pausa. — Além do mais, não precisa de se preocupar comigo. Um gato tem 7 vidas, não é? – Com a última pergunta, Chat Noir tenta mostrar o seu maior sorriso àquela rapariga que parecia desesperada por esperança.

A rapariga suspira e limpa as lágrimas que escorriam pela face com a manga do seu vestido. Analisa carinhosamente os olhos esverdeados do rapaz que a acompanhou. – Obrigada, Chat Noir.
Elienor ainda sentia uma grande dor no seu peito devido ao que aconteceu com a sua mãe. No entanto, graças a Chat Noir, como LadyBug já se sentia mais aliviada em relação ao seu dever.

Naquela noite Ladybug viu que não era invulnerável. Infelizmente, não era a única. Dubois agora procurava desesperadamente um final vitorioso no plano HawkMoth.

Notas finais
✖ Assim acabamos com os feels.. digo, o capítulo :v Vemo-nos no próximo sábado :3