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8 Desilusão


Notas iniciais
✖ Um óptimo fim-de-semana para vocês, meus leitores lindos ♥ Quero agradecer a todos os leitores, comentários e até mesmo leitores-fantasmas ♥ Adoro-vos a todos! ✖ Espero que o capítulo desta semana esteja à altura das vossas expectativas ;w; Seria bom que sim -q ✖ De qualquer das formas, boa leitura a todos ♥

O ioiô de Ladybug girava ainda com mais velocidade à medida que se aproximava do seu oponente. A heroína lançou a sua arma em direção ao seu ex-companheiro na esperança de o conseguir capturar e acalmar. No entanto, com os reflexos de gato, o rapaz consegue facilmente se desviar do ataque e empurra a sua espada na direção do corpo da rapariga. Felizmente, após um pequeno salto, consegue escapar ilesa.
— O que se passa, My Lady? – Chat Blanc graceja, fazendo troça do seu oponente para o mesmo fazer um disparate no combate. A rapariga sabia qual era o seu objetivo e, por isso, não se ia deixar abater. Não iria cair nos seus truques sujos tão facilmente, não tão fácil como Chat Blanc pensava.
O combate voltou à sua ação. Enquanto o ioiô de Ladybug andava aos zig-zags e a esticar o seu fio, a espada reluzente de Chat Blanc dançava conforme o seu dono, sempre à espera de uma oportunidade para acabar com aquela batalha. Apesar de não ser a cem por cento o verdadeiro Chat Noir, o mesmo ainda tinha uma agilidade e força que faria qualquer um se surpreender. Todavia o cansaço era inevitável, a sua estamina não era a mesma quando lutava como Chat Noir, e ele bem sabia disso. No entanto queria arrastar a batalha o melhor tempo possível, deixando-o de rastos e obrigando Ladybug a vencer. Desde que resolveu atacar aqueles cidadãos esse fora o seu objetivo. Se a heroína o mata-se, não teria que seguir as ordens do seu pai e muito menos magoar quem mais amava.
— Chat Noir, porque faz isso?! Esse não é você! – a morena tentava ao máximo despertar o seu companheiro. Sabia que estaria a ser manipulado mas não sabia por quem ou nem porquê. Por esse motivo, queria retirar o gato negro do seu transe e combater aqueles que querem mal para a dupla de heróis, e consequentemente, para Paris. Não era só a vida deles que estava em jogo, e por esse mesmo motivo, tinha que lutar o mais arduamente possível. No decorrer da batalha, Ladybug aproveitava uns segundos para desviar o seu olhar e observar o estado dos cidadãos feridos.
A rapariga desviava-se agilmente dos ataques fatais do rapaz, com pequenos saltos ou até mesmo desviando a rota da espada com a parte mais rija da sua arma. Pouco dela poderia retirar partido, no entanto, se conseguisse cansar Chat Blanc, talvez tivesse uma chance para o convencer a ouvi-la e, consequentemente, uma chance de acabar com aquela farsa que era Chat Blanc. Porém, o tempo era escasso. Os brincos da morena já começavam a apitar, a avisar-lhe que o seu miraculous encontrava-se fraco para continuar naquela batalha. Com aquela informação ela sabia que tinha que agir rapidamente, se não, todos iriam descobrir a verdadeira identidade de Ladybug, algo que ela quis deixar em anonimato durante todo este tempo.
A luta prolongou-se por um longo bocado – LadyBug e Chat Blanc lutavam bravamente pelos seus próprios princípios. Depois de um tempo, o cansaço era evidente nos dois heróis, especialmente em Chat Noir. A rapariga viu então como aquela a chance perfeita de derrubar completamente o seu inimigo e persuadi-lo. Todavia teria que agir rapidamente ou também poderia acabar presa numa armadilha. Com aquele cenário de plena vitória, lança ioiô na direção do cansado oponente, o mesmo enrola-se de volta da sua espada e tenta puxar o fio o máximo que conseguia. No entanto, Chat Blanc também o fazia, tentava puxar o fio para que a morena se chegasse perto, perto o suficiente para que pareça que fora tudo um acidente. Os dois lutavam com paixão e com as forças que tinham para ver quem seria aquele que caia. Inesperadamente, não demorou muito tempo para se descobrir. Um dos corpos cai fortemente no chão após a espada ter escorregado. A mesma girou durante alguns segundos no ar, acabando por aterrar e ferir o flanco esquerdo do abdómen do corpo caído.
— Lady…Bug… — a mesma encontrava-se a lutar contra a sua própria dor, mesmo apesar de não ter sido um ferimento muito grave. No entanto, o seu pulso direito, que estava agora rodeado pelo fio do ioiô, deslocou-se em consequência à queda. A mão esquerda tentava achar o cabo da espada para remover rapidamente a arma que lhe tinha ferido ligeiramente no seu abdómen. Chat Blanc não demonstrava qualquer tipo de expressão — não porque não queria mas sim porque não podia. Naquele momento, a mente do loiro estava rodeado por sentimentos incompreensíveis para ele – mágoa, culpa e sobretudo raiva. Ele era inútil naquela situação, estava sujeito às ordens do seu pai, algo que não lhe agradava nem um pouco. Após um longo silêncio, a morena conseguiu se erguer.
— Eu ainda estou viva. Eu ainda posso continuar. – Diz orgulhosamente. – Esta dor vai valer a pena… Quando puder ralhar contigo o quanto quiser… — encontrava-se sem fôlego mas possuía expressão na sua voz. – Chat Noir! Acorda de uma vez! Eu conheço-te o suficiente para saber que tu não és assim! – Agora ela gritava, toda a sua ira e raiva que sentia estava expressa naquelas suas e próximas palavras. Chat Blanc pouco faria, se atrevesse a tal coisa, seria sujeito a uma represália por parte do pai. A sua missão era simples, por isso não poderia falhar.
— Nós somos os heróis deste povo! Este povo que… Que feriste cruelmente! – Ladybug aproximou-se aos poucos para o pé dos cidadãos feridos. Não demonstrava ter qualquer tipo de nojo ou desconforto pela cena em que se encontrava. O amor que sentia pelo povo que proteger era maior do que qualquer tipo de desconforto face ao sangue ou a sujidade. – Nós vivemos por eles! Por mais ninguém. – Não conseguiu conter a emoção e acabou por derramar umas pequenas lágrimas debaixo da sua máscara. Pouco lhe importava agora ter a sua identidade descoberta. Entretanto, Chat Blanc finalmente acordou da sua espécie de transe. Retirou a espada que se encontrava no chão, empunhou-a novamente e, com passos leves e curtos, aproximava-se lentamente do seu inimigo, da sua ex-parceira. Este só examinava as feridas do ferido, pensando se ainda tinha salvação ou não. Pouco mais lhe interessava, se era assim que tinha que morrer, então era assim que morreria. Ladybug só olhou fixamente para o seu ex-companheiro quando este se encontrava a um passo de distância.
— Força. Se lhe faz mais homem, mate-me! Mate-me a mim e a este povo que sempre te adorou. – Os seus olhos mostravam agora uma pequena raiva. – É um covarde! Pensava que era melhor do que isto… Mas só passa de uma marionete. – O coração da morena batia cada vez mais forte mas a sua expressão não cessava. Estava disposta a morrer pelo amor que sentia por todos, estava disposta a morrer tal como a sua mãe morrera. A proteger quem mais era importante. Isso era o que ela pensava.
— Você quer sempre proteger quem mais é importante para você, Ladybug… — sussurrava Chat Blanc. A rapariga surpreendeu-se pela sua afirmação. – Eu conheço-a bem demais… Se você quer protege-los todos, então… Viva!
Os próximos momentos ocorreram rapidamente, mas para eles, pareciam que demoraram uma eternidade. Chat Blanc girou a espada, apontando-a para ele e, consequentemente, espetando a ponta da arma no seu próprio estômago. Ladybug tentava o seu melhor para ajudar o seu amigo, tentou retirar a espadas das suas mãos para que o impedisse de cometer suicídio – para o bem dos dois. Infelizmente, não conseguiu. Assim que coloca a mão na arma branca, dezenas de soldados aparecem e puxem a rapariga para si. O loiro acaba por não completar o seu objetivo devido à interrupção dos guardas.
— O que se passa aqui?! – Ladybug queixava-se de dores à medida que os soldados a empurravam cruelmente para o chão e atavam os seus pulsos. Aqueles pequenos gritos enchiam o rapaz de agonia. Chat Blanc não podia fazer muito por isso continuava ali, especado com toda a comissão e movimento, se perguntando se iria receber as respostas que queria receber. Os soldados entretinham-se a prender a pobre heroína que só tentava lutar por si, não continha qualquer tipo de prova de que era culpada em qualquer crime.
Quando colocaram a rapariga em pé, o chefe dos guardas-civis, Roger, aparece por detrás dos seus súbditos.
— Ora, Ora… Vejo que se juntou a nós, Chat “Blanc”. – A postura orgulhosa e grotesca que o nobre faria dava nojo a qualquer tipo de pessoa.- Não se preocupe. Ladybug irá pagar pelo que fez.
— E o que ela fez? – Rapidamente cortou qualquer tipo de fala vinda do asqueroso homem. A raiva pelo mesmo acumulava-se cada vez mais e não iria continuar por ali.
— Ladybug é claramente culpada por traição! – O barulho que fazia finalmente atraiu a atenção do povo, convidando-os a aproximar cada vez mais para observar o que tinha acontecido. – Ladybug feriu gravemente estes homens! Homens inocentes, meus senhores! – Desta vez falava, agora, com o público que se tinha juntado a eles. – O que esta mulher fez – Roger aponta com o dedo para a heroína que se encontrava com dores, acorrentada e rodeada por guardas. – É imperdoável! Esta suposta “heroína” traiu a vossa confiança e devia ser castigada por tais ações!
Chat Blanc não dava ao trabalho de discutir com aquele homem, se o fizesse iria piorar as coisas para os dois. O povo sentia-se traído pelas falsas acusações, muitos tapavam os ouvidos das crianças enquanto outros choravam com a desilusão que fora a suposta ação de Ladybug. Mais mentiras e acusações saiam da boca do nobre gordo que conseguia, de forma asquerosa, manipular o povo para os fazer acreditar quem eram os verdadeiros traidores e quem o povo devia realmente odiar. A heroína ouvia tudo, sem dizer uma palavra sequer, com a cabeça cabisbaixa, completamente arruinada. Perguntava-se como a situação tinha acabado daquela maneira. E não era a única que possuía a mesma questão na sua cabeça. Chat Blanc não sabia como reagir, sabia que tinha que ficar calado pois podia comprometer ainda mais a credibilidade dos dois. O seu possível objectivo naquele momento era manter-se calmo, o máximo possível, e depois confrontar o seu pai sobre toda aquela situação.

Ladybug tinha sido arrastada para as masmorras à espera de uma condenação definitiva. Enquanto isso, Chat Blanc entrava furioso e devastado no escritório do seu pai. O barulho que a porta fez assim que o loiro entrou na sala foi tão estridente que até assustou Eric DuBois. Algo raro, por assim dizer.
— Não cumpriu as minhas ordens, meu filho… — o nobre encontrava-se ao pé de uma grande janela, deixando umas certas zonas do seu rosto com um toque mais assustador. O mesmo olhava alguns papéis com atenção enquanto pouca dava à repentina visita do próprio filho.
— Não foi isto que combinamos! Destruiu completamente a reputação de Ladybug, rotulou-a como uma traidora! – A raiva que ele emanava era o suficiente para fazer o guarda-costas do seu pai nervoso. – Destruiu-a completamente!
O nobre suspirou com um cansaço tremendo, talvez devido ao trabalho ou pela atitude do seu filho. Olhou fixamente para ele se deixando aproximar por alguns passos.
— Você não cumpriu as minhas ordens… Eu disse-lhe que iria destruir LadyBug caso se o fizesse. – Fez novamente outra pausa. – Além do mais, foi obra do Roger. Não fui eu que planeie tal coisa. – Os seus olhos e atenção voltaram-se aos papéis que tinha na mão.
A discussão tinha acabado ali, não por indicação de um dos homens, mas sim pela decisão do clima que se tinha criado. Nenhum se atrevia a profundar aquela conversa. Furioso, Chat Blanc sai daquela divisão sem pronunciar mais nenhuma palavra.

O povo encontrava-se dividido naquele momento. Poucos eram aqueles que agora continuavam a acreditar nos heróis de Paris, enquanto outros mantinham-se fiéis a quem mais os ajudou. Chat Blanc esmurrava os primeiros objetivos que encontrava enquanto Plagg o tentava acalmar, porém, sem qualquer tipo de êxito. LadyBug não possuía qualquer tipo de forças no seu corpo, não era capaz de assimilar tudo o que lhe estava a acontecer naquele momento. Para piorar, o seu anel apitava com maior frequência.

Notas finais
✖ E é isso '3' Muito drama, tragédia e ninguém a se dar bem :v E esse é só o começo, espero que continuem a ler esta fanfic que escrevo com todo o coraçaum ♥ ✖ Mais uma vez, muito obrigada a todos pelas leituras e pelas simples visualizações /O/ Vocês não um máximo u,u ✖ Peço desculpa pelos erros ;w;