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7 Caos


Notas iniciais
✖ E aqui temos o nosso capítulo da semana ^^ Espero que tenham gostado do tema! Foi um dos meus temas favoritos que o fandom criou e mal podia esperar para colocar na fanfic! E acho que até ficou bonzinho '3' ✖ Quero agradecer (mais uma vez ne? -qq Mulhé chata u3u) por todos os comentários, todas as leituras que vocês fazem :'3 São pouquinhos mas esses poucos são o suficiente para continuar a me motivar a escrever a fanfic até ao fim ^^ Espero que continuem comigo até lá /O/ ✖ Boa leitura :3

Eric Dubois caminhou de volta do filho como se estivesse a estudá-lo com cuidado. O “Gorilla” observava ao fundo todo o tipo de ações suspeitas por parte do prisioneiro. E este encontrava-se agora com a cabeça erguida, orgulhoso de si mesmo.
— Para quê o olhar tão orgulhoso, Oliver? – Pergunta o adulto à medida que para de caminhar e se coloca à frente do seu filho. O loiro, ao ouvir a pergunta do seu pai, esboçou um grande sorriso. Um sorriso vitorioso que não demonstrava qualquer tipo de medo, medo do que lhe poderia acontecer, medo da morte.
— Porque, meu pai, eu sou Chat Noir. O meu dever é morrer por França. – Expressa-se com todo o orgulho que ele possuía naquele seu corpo. – Se me executar não sairá impune.
O burguês arqueou a sobrancelha enquanto se perguntava quando é que o seu próprio filho arranjou tanta coragem. Quando tinha sido o momento em que Oliver, finalmente, se virou contra o pai. Todavia, ele simplesmente abafou um riso.
— Não esteja tão certo disso, meu filho… — respondeu com um tom asqueroso no fim da sua frase. – Se está em jogo as vidas dos ente-queridos, o povo não se revoltará. É muito simples, Oliver. Tu deverias de o saber melhor que ninguém.
O rapaz questiona-se sobre a última afirmação do seu pai, se perguntando a si mesmo o que queria ele dizer. Todavia não quis aprofundar muito o tema e deixou-se ficar pelo silêncio. No entanto, Eric Dubois não tinha a mesma opinião e continuou com o seu discurso.
— Só és o que és por causa de LadyBug.- Foi nesse momento que o loiro não conseguiu ficar calado. No instante em que colocam o nome da amada no assunto, Oliver coloca-se em posição defensiva.
— O que quer dizer com isso? Não lhe toque! – Enraivecido e cego pelo amor, Oliver elevava a sua voz. O guarda-costas aproximou-se dos homens mas o burguês deteve-o de fazer qualquer tipo de movimento.
— O teu amor por Ladybug é inútil, Oliver. Junta-te a mim e nada lhe irá acontecer.- O rapaz continuava com a mesma expressão na face. – Acredita em mim, meu rapaz. Consigo destruir Ladybug melhor que ninguém….

Foram feitos longos minutos de silêncio. A expressão de Oliver tinha amenizado, agora encontrava-se preocupado, ligeiramente derrotado e extremamente destroçado consigo mesmo. Suspirou fundo e a cabeça que dantes encontrava-se cabisbaixa pelo sentimento da desonra elevou-se mas o loiro não foi capaz de proferir uma palavra ou sequer olhar nos olhos do seu pai.
— Eu sabia que irias fazer isso, meu filho. – Ordenou o “Gorilla” desprender o herói. Ao sentir os pulsos soltos o loiro conseguiu também sentir um sentimento de liberdade, um tanto proibida, mas no entanto, liberdade.
— Ela não é a sua mãe, Chat Noir. A Ladybug de agora é diferente, uma jovem que você pensa amar. – Os pensamentos positivos foram interrompidos novamente por aquele homem. Este obrigou-o a olhá-lo olhos nos olhos. – Ainda pensa que a sua heroína continua a ser a sua mãe… É melhor parar com fantasias.
O rapaz queria fugir, adoraria pedir ajuda a Ladybug e explicar-lhe toda a situação. Que estavam a começar a ficar presos, que o próprio povo estava a ser enganado e, brevemente, tudo iria mudar. Mas agora encontrava-se nas garras do seu próprio pai e desobedece-lo não era uma opção. Isso era uma luta com ele mesmo a partir daquele momento.
— O plano HawkMoth vai mudar as pessoas a ponto de enfraquecer LadyBug e Chat Noir… — explica, finalmente, o burguês. A sua voz foi estridente o suficiente para soar em toda a divisão quase vazia. – O coração das pessoas será tão negro que se deixarão controlar por mim e enfraquecerão o poder de vocês os dois. Esse… É o meu plano. – O homem girou os tornozelos. – E tenho uma primeira missão para ti…. “Chat Blanc”.

A heroína de Paris continuava a dar a assistência médica necessária para os sobreviventes. À medida que tomava conta das ligeiras queimaduras, ouvia algumas conversas alheiras a denunciarem o que viram – guardas-civis a atear fogo à casa onde moravam. A rapariga não quis dar muita atenção àqueles detalhes pois podiam estar a alucinar, ou com a fome ou com a doença. O povo vivia moribundo, os nobres viviam na riqueza enquanto usavam os seus cargos importantes para festejar a posse dos mesmos. Enquanto isso, o povo trabalhava-se durante todos os sois, sem descanso e sem qualquer tipo de recompensa. Ladybug observava a miséria que passava todos os dias pois até ela mesma era afetada. Se o povo não conseguia lutar, teria que ser ela, Elienor e Ladybug a lutar por eles. Ela sabia muito bem que, se escolhesse tal destino, iria ser alvo da nobreza e seria tratada como uma traidora para eles. Mas ela sabia que, no fundo, ela era Ladybug para o povo e não para a nobreza. A revolução aproximava-se e a rapariga conseguia o sentir. Algum acontecimento inesperado iria mudar a vida da população, iria os fazer odiar e, finalmente, revoltarem-se. A morena esperava ansiosa mas aterrorizada por tal acontecimento.

— Elienor, estás bem? – A pequena voz fina de Tikki fez Elienor abrir os olhos, estes que se encontravam pesados e quase impossíveis de se manter abertos. – Ah… Desculpa. – Pede preocupada.
— Passa-se algo, Tikki? – Pergunta a rapariga meio ensonada. Não era todos os dias que via a sua pequena amiga com aquele tipo de expressões.
— Não exatamente. Só me sinto meio estranha, como se algo errado estivesse a acontecer…. – Desabafa a pequena. A pequena preocupação que ela teve foi o suficiente para acordar Elienor. Esta puxou a kwami para os seus braços, para o seu calor.
— Eu estou aqui, Tikki. Nada te acontecerá… — responde calmamente.
— Mas e se acontecer algo a ti? – A pequena tremida. A rapariga não sabia se era de medo ou de frio, então tentou apazigou as duas opções.
— Nada me irá acontecer… Mas se acontecer, eu estarei sempre contigo. E gostaria que me esquecesses… Gostaria que dissesses à próxima LadyBug que ela é a maior, a melhor… — Tikki não ficou mais despreocupada com as palavras dela, muito pelo contrário, deixou-a ainda mais aterrorizada. – Ela merece ouvir isso, não achas? – Com esta última pergunta, a kwami abraça a sua amiga ainda com mais força, e ambas caem no sono.

Os dias passaram rapidamente como se nada tivesse acontecido depois do incêndio. Chat Noir continuava desaparecido e Ladybug começava a mostrar sinais de cansaço e preocupação. Naquele momento a rapariga estava a fazer o trabalho por dois super-heróis, e obviamente, estava quase no seu limite. Todavia, ela acreditava no seu companheiro. Acreditava que ele iria aparecer com uma explicação lógica, tola mas lógica, que justificasse o seu desaparecimento. Havia, no entanto, um sentimento de desconforto a qual a garota não se conseguia livrar. Sentia que algo iria acontecer, algo grande que iria mudar o rumo do país, algo feroz mas eficaz contra todo o mal que residia em Paris. Ladybug esperava ansiosamente para aquele dia não chegar, esperava que fosse ela própria a mudar o rumo das coisas e não com um tipo de “evento” enorme que fosse afetar a vida de inúmeras pessoas. Ela queria manter todos a salvo, era só…
A morena estava a patrulhar novamente as ruas que tinham acalmado umas horas depois de ela ter aparecido nesse dia. A captura de alguns ladrões tinha sido eficaz o suficiente para impedir outros tantos crimes parecidos. Ela sentia-se bastante orgulhosa do seu trabalho mas sabia que não era o suficiente. Nunca era para ela, nunca estava satisfeita com o trabalho que fazia e esse sentimento só aumentou após o desaparecimento repentino de Chat Noir.
A rapariga rapidamente sacudiu a cabeça de forma a desviar os seus pensamentos que se centravam no gato preto. Levantou-se de onde estava, no telhado do prédio mais alto da cidade, e com a ajuda do seu ioiô, andou de casa a casa com cuidado a percorrer novamente as ruas. A patrulha continuava, sem qualquer tipo de problemas, até ao momento que ouviu gritos estridentes. Imediatamente parou e colocou-se à escuta de onde o som vinha, algo que não foi preciso muito tempo – depois daquele grito, vieram mais outros, todos vindos de pessoas diferentes. “Um ataque em cadeia… “ Murmura, imaginando já que teria que enfrentar um grupo de rufias.

Quando chegou ao local não quis acreditar. Pensava que os seus olhos lhe tinham pregado uma peça, que tudo aquilo era uma ilusão. Ladybug ao ver o seu alvo congelou, não teve forças o suficiente para se mexer e entrar em luta contra o bandido que se encontrava mesmo à sua frente. O mesmo andava com uma armadura branca reluzente, uma capa da mesma cor e intensidade e uma espada ensanguentada. Quatro corpos jaziam ao lado do assassino, alguns à porta da morte enquanto outros com ferimentos graves. Os seus olhos só lhe poderiam estar a enganar... Era uma ilusão… Isso era o que a rapariga queria que fosse.
— Ladybug, sabia que viria salvar estes…. Campônios. – A voz continha um tom terrível. Como se todo aquele terror não lhe fizesse grande diferença. O homem estava de contas para ela e proferiu tais palavras pelo ombro. No entanto, ao acabá-las, virou-se completamente. Nos seus olhos só se via um abismo… Como se não existisse qualquer tipo de vida naquele olhar.
— Chat Noir…! O que vêm a ser isto?! – Depois de uma longa pausa, finalmente, profere algumas palavras. A raiva que agora sentia pelo mesmo era a mesma que sentia pelos bandidos. O passado que dantes tinham tinha sido destruído completamente com uma simples ação. Como o ser humano é frágil…
— É a minha revolução. Agora entendo o que a nobreza quer com Paris…! Quer tornar esta cidade num império! – Sacudiu a espada fazendo alguns salpicos sujarem o chão. As suas expressões estavam cada vez mais parecidas com Eric Dubois. – E se for necessário escravizar todos estes campônios para realizar tal objetivo…! Eu o farei. Com muito gosto, LadyBug! – As suas últimas palavras saíram com um tom de orgulho e um malévolo heroísmo. Chat Noir agora tinha se tornado outro, tinha que juntado ao lado do seu pai para salvar o seu povo e, especialmente, a sua amada. Se fosse necessário se juntar ao inimigo para realizar tal objetivo, então o faria. O faria com muito gosto.
O sorriso perverso e malévolo de Chat Noir abria-se mais. A armadura branca que ele possuía agora fazia-o outra pessoa completamente diferente. Plag fora deixado em segurança para não lhe acontecer nada, e por isso, Chat Noir era agora Oliver vestido com uma armadura branca. Conseguiria se passar pelo seu outro ego muito facilmente mas os seus poderes não poderiam ser ativados e muito menos teria a agilidade que tinha. E ele sabia disso melhor do que ninguém.
— Quer lutar, “My Lady”? Eu estou pronto para a enfrentar… Até à morte se necessário! – Um sorriso triunfante se revelou na sua face delicada. Preparou a sua espada com o sinal de que estava preparado para uma batalha contra a sua parceira.
Esta luta tinha um certo objetivo – sacrifício. Chat Noir iria sacrificar a sua vida pelo bem de França e, especialmente, pela sua lady. Não suportava estar naquele estado submisso e muito menos não fazer aquilo que mais amava – proteger o que era mais importante para ele.
— Chat Noir…! Não acredito naquilo que te tornas-te! Tu não és assim e eu sei bem! – O ioiô da morena começou a girar a uma velocidade incrível. Ela também estava pronta para lutar contra aquele homem que se denominava Chat Noir. – É o teu fim, Chat Noir…! – Grita no momento que dá um impulso para o atacar.
— É Chat Blanc… My Lady. – O rapaz faz o mesmo movimento, começando logo em seguida a tal batalha que iria determinar tudo.

De longe uma figura imponente observava o tal aguardado duelo entre os dois heróis de Paris. A mesma figura sorria, um sorriso não muito simpático, à medida que a batalha se decorria. O futuro deles iria ser definido naquela batalha. E quem iria sair vitorioso? LadyBug que iria fazer o seu papel de heroína e iria acabar facilmente com o seu adversário? Ou Chat Noir que seguia cegamente os passos que o seu pai lhe ordenou seguir?
A figura já sabia qual seria o desfecho daquela batalha inútil e sangrenta. No entanto, ela subestimava cruelmente os seus adversários. E esse foi um dos seus erros.

Notas finais
✖ E acabou mais um capítulo '3' Agora só mais para a semana! O próximo será a continuação deste (óbvio né? u-u) , ou seja, não saltarei a parte empolgante ^3^ ✖ Espero que fiquem ansiosos para saber o que irá acontecer! ✖ Muito obrigada por lerem até ao fim. Adoro vocês ❤