Upontime — Interativa
2 Alugar uma casa, porque sim.
Notas iniciais
— E para isso temos de alugar uma casa? — Harold indagou um pouco incomodado.
— Se você quiser um lugar para treiná-los — Tyler deu de ombros fitando a casa a sua frente.
— Além de que alguns irão precisar dela — Elizabeth concluiu fitando a casa. Harold, no meio dos dois, apenas suspirou. Para ele, não havia necessidade de uma casa.
Tyler sorriu.
Tyler Hoetrer era o cientista mais famoso da cidade de Upontime. Era conhecido pelos seus trabalhos extremamente bons e caridosos, e também por conhecer a identidade do Homem Mistério e de sua companheira. Ele, de vez em outra, costumava agir como um porta voz para a população, e por mais que não admita, Tyler gostava disso.
A casa afronte a todos era feita de cimento, resistente, e segundo, Tyler, a prova de balas ou som — bem, a casa, em especial, era dele. Foi construída por seu pai, e passada para o rapaz, que não quis morar na casa gigante sozinho. Agora, aquela casa serviria direitinho para os dois amigos ao seu lado.
— Eu acho que deveríamos treinar ao ar livre — Harold falou e se arrependeu no exato momento em que Elizabeth lhe deu um soco na barriga. Ele poderia ser o super dotado com a extra força, mas ela era forte também.
— Há um grande porão que vocês podem usá-lo — Tyler começou a andar na direção da casa. Colocou a chave de prata no cadeado e o abriu. O rapaz abriu o portão que rangeu e então entrou, esperando os outros dois entrarem. — Acreditem, vocês não irão se arrepender.
[...]
— É aqui? — Harold perguntou assim que Liz parou o carro. A loira assentiu desligando o mesmo. Pegou uma foto e entregou para Harold, que analisou. — Temos de pegá-lo? — perguntou ainda fitando a foto. Um rapaz. Jovem. 20 anos, mais ou menos.
— Não pegá-lo —Elizabeth corrigiu o parceiro. — Temos de convencê-lo a ir com a gente.
— E o que ele faz de tão especial assim?
— Fica invisível.
Harold assentiu e abriu a porta do carro, saindo. Elizabeth saiu também, indo para a calçada. Avistaram o menino mexendo em um celular. Tinha um gorro preto na cabeça, alguns casacos, um tênis e uma calça jeans.
— Hei, Thomas! — Harold gritou andando na direção do menino. O rapaz, Thomas ergueu a cabeça instantaneamente, e viu os dois indo em sua direção. Em um segundo, partiu a sair correndo pela rua. — Hei! Hei! — Harold gritou em vão.
— Vá correndo, irei de carro! — Elizabeth correu na direção do automóvel. Harold começou a se mover.
— Ah, quando eu pegá-lo...
— Nem pense nisso!
Harold se colocou a correr na direção do menino. Ele era rápido. Não rápido como um super dotado, mas rápido como um humano que treinou isso a vida inteira. Thomas virou a esquina, e Harold o seguiu quase caindo. Fazia certo tempo que não corria atrás de alguém assim. O rapaz sorriu ao ver o garoto parado fitando o muro a sua frente. Ah, como Harold amava os becos sem saída!
Sem nem pensar duas vezes, o homem correu na direção do garoto e o agarrou por trás. Deve ter usado sua força total, já que ambos caíram sobre a parede, e ela se quebrou. Harold nem percebeu a dor e o que estava acontecendo até ouvir Liz gritar.
— Oh meu Deus! Você o matou?! — indagou rapidamente se aproximando. Harold revirou os olhos e saiu de cima do garoto, mas segurou seu pulso caso ele quisesse fugir. Thomas gemeu de dor e se contorceu no chão. — Mil perdões, Thomas — Elizabeth se ajoelhou ao lado do menino, que ainda tinha o rosto grudado no chão. — Meu amigo não tem controle de si mesmo — a garota falou com armagura na voz, e Harold se controlou para não quebrar o pulso do rapaz.
— Ah... Eu acho que quebrei meu corpo todo — o rapaz murmurou com a voz dolorida. Harold soltou seu pulso no momento em que Elizabeth pediu com a cabeça. Sua mão estava preparada para levantar o rapaz assim que fosse preciso. Harry levantou-se e então fitou o menino que ainda se contorcia.
— Vamos ter que levá-lo para o hospital — Harry falou sentindo certa culpa em sua voz. Elizabeth negou com a cabeça e então fitou o menino.
— Thomas — chamou e o rapaz virou o rosto para encará-la. — Sei que você acha que iremos lhe prender, mas nós só viemos lhe chamar para fazer parte de um grupo.
— Um grupo de super heróis — Harold completou indo ao lado de Elizabeth. Thomas, no chão, virou-se e fitou os dois. Seu rosto tinha cortes e suas roupas já estavam sujas de sangue. Harry se sentiu mais culpado.
— De super dotados — Elizabeth corrigiu. — Sabemos do seu poder, e você provavelmente deve saber dos desaparecimentos e das mortes que vem ocorrendo.
— Fiquei sabendo — Thomas sussurrou. Seus olhos estavam fechados, e seus lábios torcidos. Harold suspirou. — Mas o que isso tem a ver comigo?
— Você tem poderes, assim como Harry e eu. Queremos juntar um grupo de pessoas para poder combater esse mal — Elizabeth explicou-se ao menino. Harry apenas assentiu. Thomas abriu os olhos e fitou os dois.
— Porque eu?
— A invisibilidade tem muita vantagem, e além do mais, você usa seu poder para o mal — Harry comentou.
Thomas revirou os olhos, entediado.
— Roubar não é do mal — retrucou e fitou o homem, que permanecia de pé e braços cruzados.
— Levar as pessoas à falência é — Harold afirmou fortemente, e Thomas fechou os lábios de maneira forte. Harry quis rir naquele momento, mas Elizabeth ainda estava ali.
— Thomas — Elizabeth chamou novamente, e o rapaz fitou a mulher novamente. — Você quer fazer parte do nosso grupo? Quer derrotar esse mal que assombra a cidade?
— Ahn... — o rapaz passou a mão pelo queixo, e quando percebeu que saia sangue, fez uma careta. — Eu ficarei conhecido como herói? — indagou. — Eu serei rico? As pessoas gostarão de mim como gostam daquela dupla?
— Provavelmente não — Harold respondeu antes que Elizabeth pudesse falar qualquer coisa. — Nós dois somos aquela dupla — o rapaz falou mexendo o indicador entre si e Elizabeth, que baixou a cabeça. — Mas, se tudo der certo, e derrotarmos quem seja que for, você provavelmente será conhecido e aplaudido por um tempo... — o homem terminou dando de ombros logo em seguida.
— Mas não fazemos isso por causa do dinheiro — Elizabeth logo acrescentou. — Fazemos isso pelas pessoas, por ver os sorrisos nos rostos delas — a mulher sorriu, e Harold acompanhou, por mais que o seu fosse menor. — Então, você aceita?
Thomas suspirou e deu de ombros, ainda deitado no chão.
— Eu não tenho nada melhor para fazer.
[...]
— É aqui? — Harold perguntou. A casa branca e chique estava ao lado deles. Elizabeth assentiu, pegando a ficha do rapaz que eles iriam encontrar. Haviam deixado Thomas com Tyler, que praticamente implorou para Harold se controlar (o que fez Harry ficar com vontade de socar a cara daquele cientista).
— Tente não bater no menino, ok? — Elizabeth falou saindo do carro. Harry revirou os olhos e a seguiu. — Seu nome é Henry Carter Smith, filho de duas pessoas basicamente ricas. Viveu em Londres grande parte da sua vida, agora vive em Upontime. Quando tinha mais ou menos 17 anos, foi viajar com seu amigo e a família dele-
— Qual é o poder dele? — Harold perguntou de uma vez. Elizabeth o fitou com um olhar ameaçador por ter sido interrompida. O rapaz resolveu afastar um pouco. Ambos foram em direção às escadinhas que tinham antes da porta da casa.
— Quando um raio acertou a casa onde eles estavam — a loira continuou com a voz mais firme. — Ele sobreviveu, e muitos dizem que Henry entrou na casa depois dela ter sido atingida pelo raio. Eu não sei como, o Senhor dos Senhores sabe que ele estava dentro da casa, e foi quando ele ganhou os poderes dele.
— Manipulação de raios? — Harold perguntou franzindo as sobrancelhas. Subiram os degraus da escada.
— Manipulação e criação de correntes elétricas — a loira corrigiu Harold que apenas assentiu. Tocou o interfone e esperaram. — Temos uma arma contra ele, Harry — Elizabeth comentou num sussurro. — Nós sabemos o que realmente houve naquele dia — falou e Harold assentiu, não conseguindo ter em mente qual dia. — Então, não bata nele.
Harold revirou os olhos.
A porta se abriu a frente deles, e um homem apareceu. Tinha os fios brancos, e os olhos totalmente preocupados. Seu rosto já apresentava rugas de velhice, e seus lábios estavam contorcidos. Usava um terno preto por cima de uma camisa branca, com gravata borboleta também preta. A calça social preta estava dobrada na barra, e seus sapatos estavam sujos.
— Posso ajudá-los? — perguntou. Sua voz estava calma, suave, mas era aguda e Harold fez uma careta.
— Viemos falar com Henry Carter Smith — Elizabeth falou dando um sorriso dócil. — Ele está?
— Sim, sim, irei chamá-lo — o velho respondeu e então abriu a porta, dando espaço para os dois entrarem na casa. — Gostariam de alguma coisa? — indagou quando os dois entraram no local. Elizabeth negou com a cabeça.
— Não, obrigada.
O velho saiu, subindo um lance de degraus.
— Hei, poderíamos treinar aqui, Liz — Harry falou sorrindo e olhando ao redor. — Olha o tamanho deste lugar! Não precisamos nem pagar aluguel ao Tyler! — falou rindo. Elizabeth revirou os olhos.
— Tyler não irá cobrar a gente, contato que ele participe de tudo — a loira falou novamente, e Harold revirou os olhos.
— Posso ajudá-los?
Harold virou para onde vinha a voz. Um jovem de fios meio loiros, meio castanhos, olhos azuis, barba mal feita, vestindo moletom descia as escadas rapidamente. Seus olhos mostravam a curiosidade que sentia, e alternavam entre a loira e o moreno ao lado dela. Harry se sentiu intimidado.
— Olá Henry, viemos conversar — Elizabeth falou dando um sorriso dócil. Henry assentiu e então cruzou os braços, parando a frente dos dois. — É um assunto sério, e tem de ser tratado em particular — a loira prosseguiu. Henry assentiu lentamente.
— Sigam-me — pediu dando um sorriso calmo. O rapaz entrou em um corredor a esquerda, caminhou por algumas portas e quadros, que Harold nem pode ver, e depois virou a direita, onde entraram em uma sala. Tinha uma mesa grande, com várias cadeiras dispostas ao redor dela. Na parede, grandes quadros, mas Harry não deu o trabalho de fitá-los.
Henry sentou-se na cabeceira da mesa, e Elizabeth sentou-se ao seu lado. Harry rapidamente puxou a cadeira e sentou ao lado da loira.
— Querem alguma coisa? — o jovem perguntou, e ambos apenas negaram. — Então... Qual é o assunto? — indagou mostrando-se curioso. Elizabeth deu um sorriso meio torto.
— Como você deve saber, ultimamente pessoas andam desaparecendo, e algumas estão sendo mortas — a loira começou a explicar para o rapaz, que assentiu. — Nós sabemos que algo muito pior está por vir, e estamos tentando deter esse mal.
— Por isso, iremos criar um grupo de super heróis que irão combater esse mal — Harry concluiu o pensamento de Elizabeth. Henry arqueou uma sobrancelha. — É claro, você irá trabalhar ao lado do Homem Mistério e sua parceira, e também poderá ter seu próprio uniforme. Então, aceita? — Harold indagou rapidamente, e Henry soltou uma risada curta.
— O que Harry quer dizer, é que nós precisamos de você para derrotar esse mal que assombra Upontime, precisamos de você para ajudar a salvar pessoas. Pense, Henry, você tem um poder, não seria ótimo utilizá-lo para salvar pessoas? — a loira indagou com a voz calma. Henry passou a mão pelo rosto, e quanto tirou a mesma, deu um sorriso.
— Então... Eu vou ser um super herói, hein?
[...]
— Chegamos? — Harold indagou olhando ao redor.
— Ela está na praça — Elizabeth respondeu e fitou a praça. Os olhos de Harry seguiram os da moça. Não conseguiu ver a menina que procuravam, então, apenas suspirou. E voltou a fitar a foto que tinha em mãos. — Você se lembra tudo o que eu falei dela? — a loira perguntou fitando o rapaz, que assentiu.
— Controla o tempo — respondeu. Harold tinha escolhido aquela garota. Ele achou extremamente importante ela poder controlar o tempo (e também achou legal). — Seu nome é Aurora — falou e então fitou Liz, que apenas assentiu. — E a Tia dela foi uma das pessoas desaparecidas.
— Isso — a loira falou como se estivesse comemorando o fato de Harold ter se lembrado. — Agora vamos conversar com ela, e falar sobre a Tia. Pronto?
— Aham.
Elizabeth desceu do carro e caminhou em direção a praça. Harold fez o mesmo caminho, com as mãos no bolso de seu casaco. Alcançou a moça que andava olhando para os dois lados. Harold foi quem avistou a garota. Estava sentada em um banco, lendo um livro, parecendo meio distraída — como se não tivesse lendo o livro.
Harry cutucou Elizabeth, que virou-se para o rapaz. Depois, com o queixo, indicou a menina. Elizabeth assentiu e ambos foram para o banco. Cada um sentou de um lado. Harold sentiu a garota dar um breve olhar nos dois, e ele se perguntou se ela havia parado o tempo e os observado melhor.
— Aurora Raasch — Elizabeth falou, e a garota virou o rosto para ela. — Sou Elizabeth e ele é Harold — apontou para o homem, que acenou para a garota. Aurora voltou a fitar Elizabeth. — Viemos aqui pedir-lhe um favor.
— Um grande favor — Harold completou.
— Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre as pessoas que desapareceram, certo? — Elizabeth perguntou, e como se tivesse atingindo o ponto fraco da garota, ela assentiu lentamente. — E que há um mal ameaçando a cidade, e todos daqui, certo? — Aurora voltou a assentir. O livro continuava aberto em seu colo, e Harold pode ver anotações em todo o lugar, além de marcadores.
— Nós queremos sua ajuda para derrotar esse mal — Harold rapidamente falou. A menina virou a cabeça para fitá-lo. Harold pode ver seus olhos praticamente mudarem de cor.
Então, Aurora começou a rir. Mas não uma risada como Henry havia dado, e sim uma risada alta, uma risada que chamou a atenção de pessoas que caminhavam por ali.
Harry buscou os olhos de Elizabeth, buscando por ajuda, mas a loira também estava confusa.
— Qual é a graça? — Elizabeth perguntou depois de um tempo. Aurora fechou o livro e passou as mãos nos olhos que já lacrimejavam.
A garota olhou para os dois rapidamente, e depois fixou seu olhar em Elizabeth.
— Ué, não é uma piada? — perguntou. Harold passou a mão no rosto. Elizabeth, rápida, pegou na mão da garota, assustando a mesma.
— Aurora, nós sabemos que sua Tia está desaparecida. Nós queremos sua ajuda para poder encontrá-la, e encontrar todos os outros que sumiram. Nós precisamos de você, está cidade precisa de você.
Harry tentou ver a expressão de Aurora, mas não conseguiu. Só conseguia ver a expressão de pena e carinho de Elizabeth.
— E-eu preciso pensar — a garota sussurrou, e Elizabeth apertou mais sua mão.
— Nós não temos muito tempo, Aurora, precisamos de uma resposta — a loira forçou. Aurora retirou a mão de Elizabeth da sua.
— Eu ligo amanhã — prometeu levantando-se. Elizabeth suspirou e então retirou um papel do bolso e entregou a garota, que no milésimo depois havia desaparecido. Harold fitou o nada a sua frente, e depois Elizabeth.
— Ela vai ligar.
[...]
— Eu quero dormir — o rapaz sussurrou cansado, e com os olhos fechados.
— Chegamos — Elizabeth parou o carro e o desligou, ignorando completamente Harold, que abriu os olhos. — James Mikhalev Campbell. Filho de uma russa com um americano — Elizabeth falou e entregou a foto para Harold, que analisou. — Consegue manipular campos magnéticos e qualquer tipo de metal.
— Uh... Tipo o Magneto — Harold comentou sorrindo.
Elizabeth revirou os olhos.
— É, tipo o Magneto.
Ambos saíram do carro, Elizabeth na frente.
— Onde ele está? — Harold perguntou seguindo a loira. Elizabeth apontou para uma boate com o queixo. Harold soltou um suspiro.
Eles conseguiram entrar normalmente. Assim que entraram, Harold sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo. Tinha muitas pessoas lá dentro. As luzes o deixava meio tonto, já que não estava acostumado, e alguns chegavam a empurrá-lo, ou a Elizabeth.
A loira pegou na mão de Harold e ambos começaram a andar em meio aquele bando de gente suado. Harold sentia calafrio a cada minuto. Chegaram ao bar, onde Elizabeth sentou em um banquinho. Harry viu o alvo da vez, e sentou-se ao seu outro lado.
— Hei James — Elizabeth falou dando um sorriso. O rapaz virou-se para encará-la. Devolveu o sorriso para a mulher e voltou a beber no canudo. — Nós viemos conversar com você sobre um assunto importante — Elizabeth prosseguiu. James assentiu lentamente. — Você já deve ter ouvido sobre as pessoas desaparecidas ou sobre o mal que está assombrando Upontime, certo? — perguntou e James assentiu a cabeça.
— Nós vamos combatê-lo — Harold falou e chamou a atenção de James, que virou para encará-lo. — Estamos formando um grupo de pessoas que podem combatê-lo — reforçou, aumentando a voz, conforme a música ficava mais alta. — E precisamos de você nele — concluiu. James voltou a fitar sua bebida, e então virou o rosto, encarando os dois.
— Tudo bem — falou dando de ombros. Harold fitou Elizabeth, e encontrou o mesmo olhar de ‘o quê?’.
— Sério? — Harold perguntou, e James assentiu. — Meu Deus, porque todos os outros não foram como você? — o rapaz falou e James franziu as sobrancelhas.
— Quem são vocês? — James perguntou.
— Eu sou Harold, e ela é Elizabeth — falou apontando para a garota loira ao outro lado, que apenas acenou devagar.
— Por que tem alguém assombrando a cidade? — James perguntou e Harold estava pronto para responder ‘eu não sei’, quando ele prosseguiu. — Isso que está assombrando é uma pessoa, ou um alienígena? Ou um robô, quem sabe? E você tem ideia de quantos heróis serão no total? E sobre o Homem Mistério e a sua parceira? Vocês os conhecem? Ah, e qual-
— Wow, wow, wow! — Harold gritou chamando a atenção até do barmen. — Calma ai, cara — pediu, colocando a mão no braço do rapaz, que lhe deu um olhar grave. — Nós vamos responder todas as suas perguntas na sexta — respondeu calmamente. Elizabeth retirou de dentro do bolso o papel que eles deram para todos os outros (exceto Aurora). James analisou o papel. — Compareça lá! — gritou antes de ser puxado por Elizabeth.
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